A Vocação na visão do Papa Francisco

Posted by: | Posted on: agosto 10, 2017

Vocação é convite ao encontro.

“Com efeito, a vocação não começa a partir de um nosso programa, pensado de modo «teórico», mas de uma graça do Senhor que nos alcança, através de um encontro que muda a vida. Quem encontra realmente Jesus não pode permanecer como antes. Ele é a novidade que renova tudo. Quem vive este encontro transforma-se em testemunha e torna possível o encontro para os outros; e faz-se também promotor da cultura do encontro, evitando a auto-referencialidade, que nos leva a permanecer fechados em nós mesmos.” (Homilia na Festa da Apresentação do Senhor e XX Jornada Mundial da Vida Consagrada)

Vocação é convite a caminhar.

«Levanta-te!». Levanta-te, caminha, não fiques parado. Tens uma tarefa, tens uma missão e deves cumpri-la a caminho. Não permaneças sentado: levanta-te, de pé! E Abrão começou a caminhar. A caminho, sempre. (Homilia na Concelebração Eucarística por ocasião do 25º Aniversário da Ordenação Episcopal do Santo Padre – junho de 2017)

Vocação é convite para olhar adiante

«Olha!». «Levanta os olhos, e do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente» (Gn 13, 14). Olha. Fita o horizonte, não construas muros. Olha sempre e vai em frente. E a mística [a espiritualidade] do horizonte é que quanto mais vamos em frente, tanto mais distante está o horizonte. Lança o olhar, lança-o para a frente, caminhando, mas rumo ao horizonte. (Homilia na Concelebração Eucarística por ocasião do 25º Aniversário da Ordenação Episcopal do Santo Padre – junho de 2017)

Vocação é convite ao Anúncio

Somos chamados continuamente a viver e anunciar a boa-nova do amor do Senhor: «Jesus ama-te verdadeiramente, tal como és. Dá-Lhe lugar: apesar das deceções e feridas da vida, deixa-Lhe a possibilidade de te amar. Não te dececionará». (Homilia no Jubileu dos Catequistas – setembro de 2016)

Vocação é um convite à humildade e simplicidade

“É uma válida lição: como servidores da palavra de Jesus, somos chamados a não ostentar aparência, nem procurar glória; não podemos sequer ser tristes ou lastimosos. Não sejamos profetas da desgraça, que se comprazem em lobrigar perigos ou desvios; não sejamos pessoas que vivem entrincheiradas nos seus ambientes, proferindo juízos amargos sobre a sociedade, sobre a Igreja, sobre tudo e todos, poluindo o mundo de negatividade. O ceticismo lamentoso não se coaduna a quem vive familiarizado com a Palavra de Deus.” (Homilia no Jubileu dos Catequistas – setembro de 2016)