Vaticano II,

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Posted by: | Posted on: outubro 2, 2012

Concílio Vaticano II – Igreja e Catequese

1. A renovação da catequese.

Em pleno 2012, 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, ainda estamos presos a uma catequese em função dos sacramentos da Eucaristia e da Confirmação. Está muito difícil para as famílias, as paróquias e os catequistas colocar a prioridade na evangelização, isto é, no encontro pessoal intransferível com Jesus Cristo, na conversão, no assumir a fé batismal e as conseqüências que dela decorrem.  O mais importante não é preparar para receber Sacramentos, o que não deixa de ser necessário, mas preparar as pessoas para a vida cristã, o seguimento de Jesus Cristo como discípulos missionários. Ora, sem esta prioridade das prioridades, a opção pessoal por Jesus Cristo e seu Evangelho, e sem o assumir para valer a vida cristã, Igreja e Sacramentos ficam profundamente prejudicados no processo catequético e na própria vida do fiel.

2. Impulsos conciliares para a renovação da Catequese.

Lúmen Gentium, e todo o desenvolvimento pós-concilar sobre Igreja, abriram novas perspectivas para a renovação do conceito e da prática da catequese. Em destaque os dois Diretórios Catequéticos: a) Diretório Catequético Geral (DCG) de 1971 e b) o Diretório Geral para a Catequese (DGC) de 1997. Mas também são importantes: a Exortação Apostólica pós-sinodal, de Paulo VI, Evangelii Nuntiandi (A evangelização no mundo contemporâneo), de 1975, e a Exortação Apostólica pós-sinodal, de João Paulo II, Catechesi Tradendae (A catequese hoje), de 1979 e o Catecismo da Igreja Católica (1992/1997). A estes se acrescentam, no caso do Brasil, os Documentos da CNBB Catequese Renovada, Orientações e Conteúdo (1983) e o Diretório Nacional de Catequese (DNC), de 2006, e o Estudo 97 Iniciação à Vida Cristã, de 2009. Todos são documentos obrigatórios para quem quiser falar de catequese pós-conciliar com algum conhecimento de causa.

3.  A eclesiologia na dinâmica da catequese.

Não se compreende catequese sem as grandes linhas orientadoras da Lumen Gentium que exigem, na prática, a experiência de comunidade eclesial, com forte marca de comunhão e participação, a experiência de ser membro da comunidade de Jesus Cristo e do povo de Deus, de vivência da prioridade da Palavra de Deus na vida do cristão e da comunidade, e de um sentido profundo e envolvente de oração, celebração e liturgia.  Mas o processo catequético fica incompleto sem a atitude essencial do amor, do serviço e da abertura ao chamado de Deus para viver conforme sua santa vontade e sem a generosidade da resposta crescente a esta chamado, o que implica caminhar na santidade de vida. Nesta dinâmica situa-se a vida cristã como vocação e nela as diversas e complementares vocações no povo de Deus. E, evidentemente, Maria deve ser assumida na catequese, muito mais do que pelo devocionismo que nem sempre leva a Jesus, mas pela imitação de sua entrega plena e generosa à vontade de Deus, de seu apresentar-nos e levar-nos a Jesus e de fazer o que ele nos pede. Mas não há catequese autêntica sem uma compreensão verdadeira de Plano Salvífico e de Reino de Deus, Reino a ser construído no dia-a-dia desta vida e na ação transformadora no mundo, Reino que será realizado plenamente no vida eterna feliz, aspiração permanente e crescente de todo discípulo missionário de Jesus, em seu compromisso com a missão de evangelizar e salvar.

Irmão Nery, fsc – irnery@yahoo.com.br

Texto publicado originalmente em Catequese e Bíblia – Blog da Comissão para Animação Bíblico Catequética da CNBB

 

Posted by: | Posted on: abril 10, 2012

Dia Mundial das Comunicações

Tema do Dia Mundial das Comunicações de 2012:                   “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização”

Preparando os 50 anos do Concílio Vaticano II, e o Dia Mundial das Comunicações, uma mesa sobre o tema, aberta ao debate.

Objetivos: recuperar a memória do processo comunicacional, no contexto eclesial e os debates sobre comunicação na aprovação do decreto Inter Mirifica pelo Concílio Vaticano II, considerar as mudanças sociais, culturais e tecnológicas e apontar desafios para a comunicação da Igreja, hoje.

Abertura: Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, presidente do Grupo de Trabalho preparatória aos 50 anos do Concílio Vaticano II.

Assessoria: Joana T. Puntel, fsp, jornalista, mestre e doutora em Ciências da Comunicação, autora do livro“Comunicação: diálogo dos saberes na cultura midiática”, entre outros. Helena Corazzajornalista, mestre pela Escola de Comunicação e Artes da USP, coordenadora de cursos no SEPAC. Autora do livro Comunicação e relações de gênero em práticas radiofônicas, entre outros.

Data: 05 de Maio – sábado – evento gratuito

Horário:9h00 às 13h – Auditório Paulo Apóstolo

Local: Rua Dona Inácia Uchoa, 62 – Vila Mariana – São Paulo, SP (11)2125-3540

  Por isso, não deixem de fazer suas inscrições e também divulgar este evento. Contamos com a colaboração e ajuda de todos nessa tarefa para fazermos deste evento um grande encontro de comunicadores!

Enviado por Ir. M. Celeste – SEPAC

Posted by: | Posted on: agosto 6, 2010

Documentos da Igreja sobre a Catequese

Desde os primórdios, a Igreja sempre se preocupou com a difusão da mensagem de Jesus Cristo, tendo o cuidado de preservar sua verdade e de orientar os discípulos para que pudessem exercer seu ministério seguindo os passos do Mestre.

Assim, começando pelos Pais da Igreja, nos primeiros séculos, a comunidade cristã produziu documentos e catecismos para a evangelização.

O primeiro documento de que se tem notícia foi a DIDAQUÊ, o catecismo dos primeiros cristãos, escrito no século I da nossa era. Esse documento continha a doutrina que orientava os passos das primeiras comunidades.

Muitos outros catecismos e orientações pastorais foram dando impulso à missão catequizadora da Igreja, especialmente nos últimos séculos, e de forma mais intensiva após o Concílio Vaticano II.

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