Santos,

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Posted by: | Posted on: abril 24, 2014

ENTENDA PROCESSO DE CANONIZAÇÃO

Nestes dias, a nossa Igreja está vivendo um momento importante, com a canonização de dois Papas que viveram no último século, e que foram conhecidos por muitos de nós. Serão canonizados: Papa João XXIII, que morreu no dia 3 de junho de 1963, há 50 anos; e Papa João Paulo II, que morreu no dia 2 de abril de 2005, há apenas 9 anos. E também foi canonizado há pouco menos de um mês, o Pe. José de Anchieta, jesuíta que viveu a maior parte do tempo do seu ministério no Brasil e por isso é chamado o “Apóstolo do Brasil”.

Diante dessas canonizações, muitos querem saber como se dá um processo de canonização, o que leva a Igreja Católica afirmar que uma pessoa, que viveu como nós, com certeza recebeu a graça de Deus e está ao lado do Senhor Jesus, intercedendo por nós com Ele.

Por esse motivo, aproveitamos a excelente entrevista concedida pelo Pe. Cristiano de Souza e Silva para Jéssiva Marçal, da Redação do site Notícias, da Canção Nova (noticias.cancaonova.com), postando-a em nosso Blog para que catequistas e agentes de pastoral de todo o Brasil possam ter acesso a esse conhecimento e também aproveitar os infográficos para mostrar aos seus catequizandos como se dá um processo de canonização, que declara oficialmente que uma pessoa é Santa.

Doutor em Direito Canônico, padre Cristiano de Souza e Silva, concedeu a entrevista em que explicou como funciona um processo canônico.que explica bem como funciona um processo de canonização. Veja a seguir a explicação com um bom Infográfico. Read More …

Posted by: | Posted on: outubro 31, 2012

Santo e Santa

Passado o clima de finados, a Igreja celebra a vida de todos os bem-aventurados que, na história de muita gente, num verdadeiro testemunho de autenticidade, de liberdade e de semelhança com a perfeição de Deus, são chamados de santos. A santidade não é realidade apenas de alguns, mas para todas as pessoas de boa vontade e bem intencionadas na vida.

A bíblia fala das bem-aventuranças como caminho de santidade, de seguimento de Jesus Cristo. Elas subvertem os critérios do mundo, porque os menos reconhecidos e desvalorizados, são chamados de felizes. É uma felicidade diferente, porque o sofrimento causa alegria, gera os bem-aventurados na vida eterna.

A santidade acontece no interior da pessoa. Temos algo de santo e de pecador. A diferença está no que é orientado para o amor. O amor vem de Deus, e acontece de forma ilimitada, podendo ocasionar os “pobres em espírito”, que não é pobreza material e nem espiritual, mas a capacidade de usar tudo para o bem comum.

A pobreza evangélica é sinal de um mundo novo, um imperativo para a justiça social. É resistir ao mal sem fazer as coisas desonestas, procurando realizar a ordem querida por Deus. Por isto se fala em fome e sede de justiça, dos que sofrem por ver seus direitos desrespeitados, mas têm certeza da justiça divina.

Os santos e as santas são aqueles que podem estar diante de Deus sem máscaras e não têm nada a esconder. São encantados com os valores do mundo, mas sabem conduzi-los para Deus. Usam as medidas justas, mesmo em contradição com as maldades em prática. Por isto sofrem a sorte de Cristo, o desprezo e o ódio.

A esperança é a força motivadora da vida humana dentro da história. Ela está apoiada nos valores que, vividos com honestidade, ajudam no cumprimento da vocação que temos na direção da santidade. Isto tem que acontecer num mundo em que muitas estruturas e valores são construídos de forma que contrariam os princípios do Evangelho e dificultam a prática do bem.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba.

 

Posted by: | Posted on: junho 23, 2012

12º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

24 DE JUNHO DE 2012

SOLENIDADE DA NATIVIDADE DE

SÃO JOÃO BATISTA

“Eu te farei luz das nações”

Leituras: Isaías 49, 1-6; Salmo 138 (139); Atos dos Apóstolos 13, 22-26; Lucas 1, 57-66.80.

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

Nesta Eucaristia, lembramos o nascimento de João Batista. Festejar hoje o seu nascimento significa aceitar a luz que ele revela – Cristo – e proclamar com a palavra e a vida que a salvação já chegou para todos. Vamos pedir a Deus, por intercessão de São João que possa abençoar toda nossa Igreja que vê nele o grande anunciador de Jesus Cristo.

1. Situando-nos brevemente

São João Batista é importante para os cristãos. Santo muito querido e estimado pelo povo brasileiro. Nas regiões do norte e nordeste, existem as festas tradicionais de São João, celebradas com alegria, muita comida e bebida, danças e trajes típicos, à luz da tradicional fogueira de São João. Estas festas ocupam lugar de destaque no calendário popular.

A Igreja, já no século VI, reservou o dia 24 de junho para comemorar o nascimento de São João Batista. Santo Agostinho escreve: “A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente. Celebramos o de João, celebramos também o de Cristo: tal fato tem, sem dúvida, uma explicação… João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois Testamentos, o Antigo e o Novo. O próprio Senhor diz: ‘A Lei e os profetas até João Batista’ (Lc 16,16)… Antes mesmo de nascer, já é designado; revela-se de quem seria o precursor, antes de ser visto por ele” (Ofício das Leituras, in Liturgia das Horas).

Jesus o declara o maior de todos os profetas. Homem simples, austero, corajoso, apontou o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (cf. Jo, 1,29-36). Deu testemunho da luz, aplainou os caminhos e preparou o povo para acolher o Salvador. Antes que Jesus chegasse, pregou um batismo de conversão.

A celebração do seu nascimento nos associa à alegria de Isabel, de Zacarias e dos vizinhos, porque Deus se lembra de nós, indica os caminhos da salvação e aponta os horizontes da liberdade.

A Palavra anunciada nos conduz para dentro da verdadeira Luz de todos os povos, o Salvador, do qual nem merecemos desamarrar as sandálias. Celebramos, acima de tudo, o mistério daquele que se fez o menor no reino de Deus, e, por isso, é o maior: Jesus.

2. Recordando a Palavra

O Evangelho conta o nascimento de João de maneira maravilhosa, pois a sua missão é nobre e veio para anunciar a vida nova e melhor para o povo. Por meio da pregação e do batismo, preparou o povo para acolher a mensagem da libertação. Como precursor de Jesus Cristo, preparou os caminhos e conduziu as pessoas ao conhecimento e à experiência da misericórdia e da salvação (cf. Lc 1,77-78). Com sua atividade, indicou o Cordeiro já presente no meio do povo (cf. Jo 1,29-34).

Todo nascimento é considerado milagre da ação de Deus, o Senhor da vida. E, no caso de João, é também sinal da intervenção de Deus em favor do povo e pobre e escravizado. O seu nascimento é celebrado como a realização da promessa anunciada pelo mensageiro de Deus a Zacarias (cf. Lc 1,13). Deus socorre o povo e transforma a humilhação da esterilidade em vida.

Isabel, como tantas outras mulheres da época, acreditava que sua esterilidade era sinal do desfavor divino. Semelhante a Sara, mulher de Abraão, ela gerou um filho, apesar da idade avançada e da esterilidade, e recuperou, assim, a esperança do povo. O nascimento de João é motivo de alegria e de festa, porque Deus ouve as súplicas e socorre as pessoas pobres e aflitas. “Os vizinhos e parentes ouviram quanta misericórdia o Senhor lhe tinha demonstrado, e se alegravam com ela” (Lc 1,58).

Os vizinhos e parentes participam da salvação e se alegram com Isabel pela manifestação da bondade do Senhor. O anjo predissera que muitos se alegrariam por ocasião do seu nascimento (Lc 1,14). O menino “será grande diante do Senhor”. A mãe diz que o menino se chamará João. O Deus, que conduz a história, age e ilumina também na hora da escolha do nome. João é um nome significativo, carregado de promessas: o Senhor é favorável, tem compaixão, é misericórdia.

O nascimento de João é uma manifestação da bondade e misericórdia de Deus para os oprimidos. Zacarias, repreendido pela mudez, é símbolo da situação do seu povo. Recupera a palavra, mostrando que os fatos se realizam segundo a Palavra de Deus. A Palavra do Senhor liberta, abre a boca, solta a língua para que as pessoas possam louvar e profetizar.

Zacarias bendiz o Deus misericordioso e compassivo, que se preocupa com a vida do povo. O Espírito de Deus ilumina, ajuda a descobrir os sinais da salvação nos acontecimentos. Deus renova as promessas, a aliança feita com Abraão. Agora, Ele faz nascer um menino que será chamado profeta do Altíssimo e andará à frente do Senhor, para preparar o caminho e anunciar a salvação ao povo (cf. Lc 1,68-79).

Estes versículos, que formam o cântico do Benedictus, expressam o louvor, ação de graças pela salvação de Deus, realizada ao longo da história. Embora não seja lido no Evangelho de hoje, o cântico de Zacarias ajuda a entender o significado profundo do nascimento do precursor de Jesus.

Tudo isso mostra que João é sinal do favor divino: “A criança crescia e seu espírito se fortalecia” (Lc 1,80). Podemos comparar este versículo, sobretudo, com 1Sm 3,19. João vai crescendo, passando da infância para a juventude e, aproximadamente 30 anos mais tarde, assume seu lugar no deserto e o seu aparecimento na historia como precursor de Jesus (cf. Lc 3,1-3).

A primeira leitura pertence à segunda parte do livro de Isaías (cap. 40 a 55), denominada também Segundo Isaías. O texto de hoje, que forma o segundo cântico do Servo Sofredor, destaca especialmente a missão do Servo. A sua vocação lembra a do profeta Jeremias. “Desde o seio materno, o Senhor me chamou, desde o ventre de minha mãe, já sabia meu nome” (49, 1; cf. Jr 1,5).

Deus o chamou para realizar seu plano de salvação. A Palavra de Deus torna a língua do Servo como “espada afiada” (49,2), para que possa “construir e plantar” (Jr 1,10), e anunciar a libertação. A Palavra, que não volta sem cumprir com sucesso sua missão (cf. 55,11), ilumina e sustenta a caminhada.

O Servo ensina a colocar a vida nas mãos de Deus, a confiar unicamente nele para obter êxito na missão. Deus defende seus escolhidos, auxiliando-os em todos os momentos. O Senhor forma as pessoas desde o ventre materno, a fim de que possam ser “luz para as nações” (49,6).

O Servo, mediante palavras e testemunho de vida, devolve a esperança aos cativos e aos oprimidos, dizendo: “Vinde para a luz!” (49,9). AS nações solidárias e servidoras da justiça contribuem para que os olhos dos cegos sejam abertos (cf. 42,7). Assim, a salvação de Deus chega até os confins da terra, e todos “terão o que comer, em qualquer chão seco poderão se alimentar” (49,9).

O Salmo responsável é composto por versículos tirados do Sl 138(139). É uma reflexão sapiencial sobre a esperança e o conhecimento de Deus. O salmista louva e agradece ao Senhor por sua infinita misericórdia, por criar o ser humano e cuidar dele com ternura desde o ventre materno.

A leitura dos Atos dos Apóstolos destaca o anúncio que Paulo fez de Jesus Cristo em Antioquia da Pisídia, hoje a Turquia. O texto recorda momentos importantes da história da salvação, que culminaram com a vinda de Jesus Cristo. O Salvador do povo, Jesus, é descendente de Davi. Sua chegada, seu ministério foi preparado por João Batista.

Ele preparou o caminho de Jesus, “proclamando um batismo de conversão” (13,24). Todas as pessoas são chamadas a mudar de atitudes, a agir conforme o projeto de Deus. A atividade e o testemunho de João têm muita importância, pois ele anunciar aquele que vem para salvar toda a humanidade. A mensagem da salvação é anunciada a todos os que temem a Deus (13,26). Trata-se da Boa Nova de Jesus Cristo: sua vida doada por amor até a morte e ressurreição.

3. Atualizando a Palavra

As leituras bíblicas apresentam a vida e a missão de João Batista à luz dos grandes profetas antigos e de Jesus Cristo, o Messias esperado. Como diz santo Agostinho, João representa a passagem do Primeiro para o Segundo Testamento. Ele recebe a missão de profeta, assume a vida de asceta, e é chamado de batista. Pelo batismo, nós também recebemos a missão de profetizar e de denunciar, como João, a injustiça, a mentira e a opressão.

Celebrar o nascimento de João é experimentar, como Isabel, Zacarias e os vizinhos, a manifestação da bondade de Deus, que transforma e fecunda a vida. E fazer a experiência da fé e da esperança no Deus misericordioso e compassivo, que ouve nosso clamor e nos socorre em meio aos sofrimentos e às aflições, é sentir que Deus continua soltando nossa língua para que tenhamos a coragem de vencer o medo e proclamar a justiça e a libertação.

Como João Batista, possamos ser sinais proféticos de esperança, para anunciar o caminho da salvação e testemunhar Jesus Cristo, a luz que ilumina e liberta todos os povos.

O jeito despojado de João Batista viver, entregue ao serviço de Deus, na gratuidade, é testemunho de vida, apelo à conversão. Jesus o elogia, dizendo que “entre os nascidos de mulher, não há ninguém maior do que João. No entanto, o menor no Reino de Deus é o maior do que ele” (7,28). Como mostra também o Servo, na primeira leitura de hoje, João é modelo de vida por causa de sua entrega total ao Reino.

Que o Senhor nos dê a graça de viver conforme sua Palavra e testemunhar a Boa Notícia do Reino, o “Sol nascente que vem nos visitar” (1,78). Precisamos de testemunhos proféticos, como João Batista, capazes de denunciar a corrupção, as injustiças e de conduzir o povo para Deus para criar um mundo melhor, mais justo e mais fraterno.

4. Ligando a Palavra e a Eucaristia

A celebração litúrgica é obra da Trindade Santa. Hoje, celebramos a obra de Deus realizada na vida de João Batista. Ele foi enviado por Deus para preparar os caminhos do Senhor. Como profeta do Altíssimo, não teve medo de anunciar com a vida e a palavra.

Proclamamos as maravilhas realizadas em São João Batista, precursor de Jesus Cristo, Senhor nosso. Consagrado como o maior entre os nascidos de mulher, João, ainda no seio materno, exultou com a chegada do Salvador da humanidade. Ele foi o único dos profetas que mostrou o Cordeiro redentor. Batizou o próprio autor do batismo, nas águas assim santificadas de Cristo (Missal Romano, Prefácio próprio da Solenidade).

O salvador anunciado por João Batista está nomeio de nós – na pessoa do que preside, na comunidade reunida, na Palavra proclamada no pão e no vinho, partilhados.

Fortalecidos com essa presença, possamos ser anunciadores da Boa Nova da Salvação e precursores de um mundo novo, fraterno, digno e harmonioso

Enviado por D. Vilson Dias de Oliveria, DC – Bispo da Diocese de Limeira

Posted by: | Posted on: junho 20, 2012

São João Batista

Coincidentemente, a Festa do Nascimento do profeta João Batista acontece no domingo, Dia do Senhor. O momento é de lembrança e de memória da vida desse santo, aliás muito popular, na vida do cristianismo e na tradição do Brasil. Foi um nascimento testemunhado nos primeiros tempos da Igreja e conservado pela história nos escritos da Sagrada Escritura.

Os pais de João Batista, Zacarias e Isabel, eram já idosos, mas Deus, numa visão, prometeu-lhes um filho, o filho da velhice. João seria aquele que deveria prepara o caminho para a realização da Aliança de Deus, em Jesus Cristo. Isto se deu nos arredores de Jerusalém, tendo João Batista relação com o ministério de Jesus.

O mesmo fato misterioso aconteceu na vida de Maria, uma jovem da Galileia, temente a Deus, que tinha feito um voto de esterilidade. Mas Deus lhe fez conceber e dar à luz um filho, concretizando a Aliança feita com Abraão e agora finalizando com a nova humanidade, com o nascimento de Jesus Cristo.

Na mentalidade do tempo, ser estéril era visto como desonra e castigo de Deus, uma vergonha (Gn 30, 23). Todas as mulheres deveriam ser como a terra, aquela que faz germinar a semente. Zacarias e Isabel entendem que o filho era um dom de Deus, um verdadeiro presente, que nasce com uma missão em Israel.

O acréscimo “batista”, ao nome de João, significa aquele que batiza, isto é, que batizou Jesus Cristo nas águas do Rio Jordão. Que veio pedir conversão do povo e mostrar a profunda misericórdia de Deus, diferente das atitudes praticadas pelo Imperador Herodes, autoridade sem piedade, que mandou decapitar João na prisão.

A presença de João Batista, pela sua fidelidade e coerência, tornou-se um perigo para as “falsas” autoridades do tempo. João foi um crítico contundente do poder vigente. Foi esse o real motivo de sua condenação e martírio. Isto significa que as falsas autoridades têm medo das palavras do profeta, de quem age defendendo a vida do povo e seus verdadeiros direitos.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo da Diocese de Uberaba.