Santíssima Trindade

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Posted by: | Posted on: junho 8, 2017

Dinâmica sobre a Trindade

Santíssima TrindadeFalar sobre a Trindade é fácil, difícil é compreender e fazer compreender sobre a questão da unidade das Três Pessoas em um único Deus.

Por isso, para ajudar na compreensão dessa verdade da fé, muitos catequistas procuram uma forma de explicar a Trindade.

Foi buscando uma solução para um encontro de Catequese sobre a Trindade que tive a inspiração de usar a água para essa finalidade. 

Agora repasso a vocês a dinâmica que apliquei e que deu bons resultados. Eu a coloco em PDF, para que possam baixar e imprimir, facilitando a aplicação e o compartilhamento dela com outros catequistas da comunidade.

CLIQUE AQUI para abrir o arquivo da DINÂMICA para falar da SANTÍSSIMA TRINDADE

 

Posted by: | Posted on: maio 24, 2013

Celebração da SANTÍSSIMA TRINDADE

26 de maio de 2013

Santíssima Trindade“Deus nos comunica sua própria intimidade”

Leituras: Provérbios 8, 22-31; Salmo 8, 4-5.6-7.8-9 (R/2a); Carta de São Paulo aos Romanos 5, 1-5; João 16, 12-15.

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

Animador: Hoje é a festa da Santíssima Trindade. Fomos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Pelo batismo começamos a participar da vida da Santíssima Trindade. Na prática é grande o seu mistério, por isso viemos aqui para contemplar este grande mistério de fé.

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Posted by: | Posted on: maio 23, 2013

Sugestões para a Celebração da Santíssima Trindade

trindade-santaApresentamos aqui algumas sugestões que podem usadas pelas equipes de liturgia ou da catequese para dinamizar as celebrações do próximo domingo, Dia da Santíssima Trindade. Elas foram tiradas do livro “LITURGIA – SUGESTÕES PARA DINAMIZAR AS CELEBRAÇÕES” de José Carlos Pereira, publicado pela Editora Vozes, edição de 2009. (pag. 468 – 471)

Acolhida:

  1. Na entrada da Igreja coloque um cartaz bem visível com os seguintes dizeres: “Ser comunidade como a Santíssima Trindade” ou “É na comunidade que conhecemos a Deus”, ou ainda “Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo”
  2. Enquanto as pessoas vão chegando, canta-se: “Louvarei a Deus, seu nome bendizendo! Louvarei a Deus, à vida nos conduz” (Orações e cantos de Taizé, nº 71)
  3. A equipe de acolhida, à porta da Igreja, recebe a todos com muita alegria, cuidando para que todos se sintam bem acolhidos e também auxiliando as pessoas que tiverem mais necessidades (idosos, pessoas portadoras de necessidades especiais, gestantes, crianças e pessoas que estejam passando por momentos difíceis)

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Posted by: | Posted on: maio 21, 2013

Igreja e sociedade

Santíssima TrindadeDentro dos conceitos apresentados pela tradição bimilenar da Igreja, sua fundamentação está baseada na figura da Santíssima Trindade, na profunda unidade entre as três pessoas, formando uma verdadeira comunidade. O que faz esta unidade é a intensidade vivenciada no amor entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

O papa Francisco, que vem encantando o mundo com seus gestos e expressões de simplicidade, em sua primeira coletiva com os jornalistas, fez uma declaração fundamental sobre a Igreja: Precisamos de “uma Igreja pobre para os pobres”, uma Igreja “da verdade, da bondade e da beleza”. Ele valoriza o papel do jornalista na divulgação da mensagem cristã.

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Posted by: | Posted on: junho 2, 2012

Celebração da Santíssima Trindade

9º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Dia 03 de junho de 2012

“Somos batizados e enviados em nome do Pai e do Filho e do Espírito” para fazer no mundo uma comunidade de paz.

Leituras: Deuteronômio 4, 32-34.39-40; Salmos 32 (33); Carta de São Paulo aos Romanos 8, 14-17; Mateus 28, 16-20 (Batismo em nome da Trindade).

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

Hoje somos convidados a celebrar a Eucaristia no mistério da Santíssima Trindade. A família de Deus, a Trindade, é a imagem da perfeita harmonia, da perfeita integração, da total realização, que acontece no encontro e no diálogo de amor com as outras pessoas. Essa unidade de todos na paz da “casa” do Pai se realizará em plenitude quando a força do ressuscitado tiver conquistado através dos discípulos, toda a humanidade.

1. Situando-nos brevemente

Com a solenidade de Pentecostes, encerrou-se o tempo pascal. Hoje celebramos a solenidade da Santíssima Trindade, muito recente no calendário da liturgia romana, datada do ano de 1334. Com o Concílio Vaticano II, deixou de ser uma celebração temática e recebeu um sentido mais bíblico-celebrativo.

A sua celebração é contemplação: junta o sentido da Encarnação e da Redenção realizados na história, onde o Deus Vivo é protagonista. Não desenvolve uma teologia sobre a Santíssima, mas celebra a renovação da aliança com o Pai que nos criou e nos libertou, entregando-nos o dom da vida plena em Jesus Cristo, seu Filho amado, o Verbo encarnado que, por sua vez, nos confiou, com sua morte e ressurreição, o dom de seu Espírito.

Somos chamados, na ação litúrgica, a renovar o compromisso batismal. Fomos batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Mergulhamos na dinâmica do amor trinitário. A nossa vocação de sermos comunidade, ícone da Santíssima Trindade, sinais de comunhão, de ajuda mútua, de partilha de solidariedade, num mundo dividido, individualista, ganancioso, desesperançado e violento.

O Deus verdadeiro é Javé. O Deus que liberta para que todos tenham vida. Ele é nosso parceiro e libertador. Um Deus que é comunidade. Que mora na comunidade. Que ensina a viver em comunidade e que nos salva em e com a comunidade.

A Igreja sempre celebra a Páscoa do Senhor, o Salvador, e por Ele dá graças ao Pai, o Criador, no Espírito de amor, o Santificador. Toda celebração é trinitária. A liturgia é a celebração da Páscoa e, pela nossa participação, mergulhamos no mistério inefável da Trindade, fonte e meta do peregrinar da humanidade.

2. Recordando a Palavra

O Evangelho nos oferece uma tríplice mensagem:

1)   Os onze discípulos duvidam da ressurreição, mas vão à Galileia, como Jesus tinha indicado. A comunidade dos discípulos tomou o rumo certo: a Galileia, local de significado teológico. Lá, Jesus começa a sua missão (cf. Mt 4, 12-17) no meio de pessoas marginalizadas e pisadas. É na Galileia que Jesus revela a Boa Notícia do Reino. É o lugar do testemunho e da ação das primeiras comunidades cristãs. Os discípulos se prostram diante de Jesus, identificando-se com Ele e com o seu projeto. Contudo, há sempre o risco de não acolhermos plenamente o significado da prática de Jesus: “(…) ainda assim, alguns duvidaram” (v.17b).

2)   O monte para onde se dirigem , mais do que local geográfico, é uma catequese memorial, um ensinamento muito precioso. Constitui a memória do monte das tentações (cf. 4, 8-10), da transfiguração (cf. 17,1-6) ou a montanha sobre a qual Jesus anunciou seu programa de vida, as bem-aventuranças (cf. 5, 1-7,29). É memória, ainda, da montanha do encontro entre Deus e o povo da primeira aliança na pessoa de Moisés, local onde ele recebe a Lei.

Aí, Jesus entrega a missão aos discípulos. Na montanha da tentação onde Jesus não aceitou receber do demônio o domínio sobre as nações, Ele agora proclama que recebeu de Deus essa autoridade. Ali, Ele aceita ser o Messias, contrariamente ao que havia declarado em sua pregação. Agora, ressuscitado, possui “toda autoridade no céu sobre a terra” (cf. v.18b). Não só está próxima, como é entregue solenemente a missão à comunidade cristã: “Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos” (cf. v.19ª). A Galileia é o ponto de partida e a meta: fazer com que o projeto de Deus alcance a todos, tornando-os Povo de Deus.

3)   Por fim, o Ressuscitado reassume e cumpre a promessa da presença divina no Antigo Testamento (cf. v.20b). Jesus caminha conosco. O Evangelho termina com uma promessa: “Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo”. Mateus havia iniciado o Evangelho apresentando Jesus como Emanuel (Deus-conosco: cf. 1,23), e o conclui mostrando que Jesus continua vivo e presente na comunidade. Jesus não se afasta do mundo; está presente na história, ao mesmo tempo história de Deus e da humanidade, a serviço da justiça do Reino de Deus.

A primeira leitura apresenta Javé, o único Deus que desmascara os ídolos que oprimem o povo. Só quem livra o povo da escravidão é que pode ser considerado Deus de Israel. Não é um Deus de conceitos e distante do povo, mas que age a favor do seu povo. E a fé não é abstrata, porém está apoiada na historia, na experiência do Deus vivo que atua e liberta para que todos tenham vida.

Javé, o único Deus, tirou Israel do Egito, falou-lhe no Sinai e deu-lhe a Terra Prometida: estas são as grandes ações de Deus que o povo sempre celebrará. Deus deu a Lei conforme Israel podia assimilar. Mas o que Ele quer dar realmente, não só a Israel, mas a todos nós, hoje, é seu Espírito. E o Espírito nos ajuda a retomar a experiência do passado e nos convida a rever no presente a aliança de Deus, em todas as circunstâncias da vida pessoal, comunitária, social e política.

É na caminhada das comunidades que o Deus único continua presente, suscita a liberdade e promove a vida. É um Deus próximo, acessível, que fala conosco, nos acompanha: Ele conta com a amizade de seu povo. Não é um Deus indiferente à nossa realidade, mas profundamente solidário.

O Salmo 32 (33) é um hino de louvor. Somos o povo a quem Ele se revelou para cantarmos os seus louvores. Salienta duas características de Deus: Criador e Senhor da história e de toda a humanidade. O salmo é o louvor cantado durante ou após o Exílio da Babilônia (587-530 a.C), quando o povo começou a conhecer Deus como Criador. Com o Salmo, louvamos a Deus, que é aliado da humanidade e com ela quer construir um mundo de justiça e direitos iguais, para todos, pois “Ele ama a justiça e o direito, e seu amor enche toda a terra” (v.5).

A carta aos Romanos faz uma síntese dos ensinamentos de Paulo às comunidades. O capítulo 8 pode ser resumido pela frase: a vida no Espírito.

Pelo Batismo, recebemos o espírito de filhos e somos coerdeiros de Deus. O Espírito de Cristo clama em nós: “Abbá, Pai!”. É um Espírito de liberdade, não de escravidão. O termo aramaico “Abbá” é a expressão da intimidade filial, cheia de familiaridade e ternura entre Jesus e seu Pai.

O Pai é o doador da vida e, por meio do Espírito, nos torna filhos, em Cristo, merecedores da herança, a Terra Prometida, com a condição de sermos fiéis no seguimento de Jesus, participantes de seus sofrimentos, da sua morte e sua ressurreição. A Terra Prometida é o conjunto dos bens divinos: o Reino, a vida plena, ressuscitados com Cristo. O que é de Deus e confiado a Cristo é também nosso.

3. Atualizando a Palavra

Temos e acreditamos que a Santíssima Trindade é a melhor comunidade. Pelo Batismo, somos mergulhados no mistério do seu amor, e nos tornamos participantes da vida trinitária. E Deus nosso Pai, nos deu o Reino em herança, adotando-nos como filhos e filhas. Ele elimina, pelo Espírito de Jesus, o medo que nos escraviza e aprisiona. Esse Deus se revela na prática das comunidades, que vão refazendo os gestos de Jesus até que o mundo seja transformado e tudo se torne posse da Trindade.

O Batismo, feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, significa: consagração, ser marcado pela Trindade a serviço da justiça, dedicação total e entrega a tudo o que Jesus ensinou.

Deus é nosso Pai. Nossa relação com Ele exprime o que há de mais íntimo e carinhoso. Podemos, pelo Espírito, chamá-lo “Abbá, meu Pai”, exatamente como Jesus o fez (cf. Mc 145,36). Na condição de filhos e filhas, recebemos a herança do Pai, que nada reserva para si. Senhor e dono absoluto de todas as coisas, tudo nos dá. A síntese da herança é o Reino de Deus.

Somos convocados a ser sinal do carinho do Pai, a cuidar da obra que Ele criou, a  defender as pessoas, filhos e filhas de Deus, trabalhar para a vida ficar do jeito que Deus Pai sempre quis.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Na celebração litúrgica, participamos mais intimamente da comunhão trinitária. Louvamos, agradecemos e suplicamos ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo, e somos renovados na certeza de sermos filhos e não escravos, promotores da vida e não destinados à destruição e à morte.

Iniciamos a celebração em nome da Trindade que nos convoca, nos acolhe e nos reúne como seu povo santo, consagrados ao seu louvor, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo.

Na Profissão de Fé, renovamos nossa adesão, nossa fé no Deus Pai Criador; em Jesus, seu Filho, nosso Redentor, nascido pelo Espírito do seio de Maria; e no Espírito Santo, animador e santificador da comunidade até a plena realização do Reino.

Na oração eucarística, entoamos, com Cristo, nossa ação de graças ao Pai e somos santificados pelo Espírito. Com Cristo nos oferecemos ao Pai, e na força de seu Espírito suplicamos para sermos perfeitos no amor e assumirmos ser fieis aprendizes e comunicadores da partilha, da comunhão e da salvação a todos os povos.

Com a bênção da Trindade, somos enviados em missão como testemunhas da Páscoa, pregoeiros da esperança. Arautos da justiça e instrumentos de comunhão.

Enviado por D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira

Posted by: | Posted on: maio 30, 2012

Santíssima Trindade

A prática cristã proclama a existência de Deus, que se manifesta de forma trina, como Pai, Filho e Espírito Santo. Na visão de um padre dos primeiros séculos do cristianismo, Tertuliano, Deus é três em grau, não em condição; em forma, não em substância; em aspecto, não em poder. A Trindade de Deus é uma realidade com profundo apoio nos textos bíblicos.

No universo da existência, dizemos que Deus é o Criador de tudo e de todos. Ele fez com o povo uma Aliança, um pacto de compromisso, entendido como missão. Isto acontece afirmando a unidade de Deus, proclamando a não existência de outros deuses. Deus é um, e não único em relação à existência de outros deuses.

Ao criar o ser humano, Deus já se revela como comunidade, porque fez isto à sua imagem e semelhança. Ele cria a coletividade das pessoas como reflexo de sua existência. As criaturas humanas são chamadas a ser como Deus, como comunidade, no respeito às diferenças, que deve contribuir para a unidade.

Ao enviar os apóstolos em missão, Jesus revela a trindade de Deus mandando batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ao dizer: “Quem me vê, vê o Pai. Eu e o Pai somos um!” (Jo 14, 9-10), está afirmando que na Trindade Divina existe uma perfeita unidade.

Toda criatura humana é chamada a participar do mistério da trindade de Deus, nos dizeres do apóstolo Paulo: “todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8, 14). Com isto tornamo-nos filhos adotivos, herdeiros de Deus e impulsionados a viver na liberdade criativa da Trindade, comprometidos com a causa da unidade de todos.

Cabe a cada pessoa fazer sua inserção no dinamismo da Trindade, vendo nos diferentes uma força unificadora e criadora de um mundo novo. Isto acontece na experiência comunitária solidificada na solidariedade, no amor e na comunhão. Tudo deve criar em nós o desejo de construir uma sociedade justa, igualitária e à semelhança da Trindade.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo da Arquidiocese de Uberaba.