Palavra,

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Posted by: | Posted on: janeiro 22, 2013

Realização da Palavra

A Palavra de Deus, contida na bíblia, não é apenas uma descrição da história do povo do passado. Ela não é também como um museu sem vida, desarticulada da realidade dos novos tempos. É palavra inspirada, de iniciativa divina, que falava no Antigo Testamento, mas também tem sua força de atuação no cotidiano da nossa vida moderna. É sempre atual e passível de interpretação.

É importante agora escutar e dar atenção ao que ela apresenta como itinerário para a vida de cada pessoa. Deve ser lida, conhecida, refletida, meditada, contemplada e colocada na prática do nosso agir. Não podemos buscar na bíblia apenas informações frias, mas deve nos formar na justiça e na prática da fé.

Muitos leem a Sagrada Escritura somente por curiosidade, sem levar em conta que seu objetivo é de nos reforçar na prática cristã e no discipulado, no encontro com a Pessoa de Jesus Cristo. Portanto, ter intimidade com a Palavra, vendo nela uma força provocadora de ações novas de vida e de transformação da realidade.

A nossa história de vida deve estar constantemente se recomeçando. Isto significa que situações melhores na convivência são possíveis de acontecer. Uma luz para isto pode ser encontrada na Palavra divina, que mostra os condicionamentos do ser humano, como também sua capacidade de estar sempre se revitalizando.

A Palavra tem em nós uma força libertadora. E, se liberta, deve transformar. Ela nos faz conquistar o que seja melhor, uma felicidade duradoura, que só é capaz passando por enfrentamentos de verdade e de justiça. Não pode ser palavra que leve ao intimismo, ao tomar a letra pela letra e nem ao fundamentalismo.

Viver a Palavra de Deus é anunciar um caminho de libertação, de superação de todos os vícios e práticas que não condizem com o bem das pessoas. É ir ao encontro daqueles que passam por grandes necessitados, tendo isto como opção de vida pelos mais pobres e sofredores, daqueles que vivem na espera das migalhas que sobrem das mesas fartas de muitos irmãos.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba.

Posted by: | Posted on: dezembro 4, 2012

No caminho de Jesus – Álbum liturgico-catequético – Ano C – 2013

Autora: Viviane Mayer Daldegan

No caminho de Jesus – Álbum litúrgico-catequético – Ano C – 2013 é um instrumento de evangelização que contribui para que os catequizandos e seus familiares possam estabelecer maior aproximação com a mensagem do evangelho, motivando-os a concretizá-la em suas vidas e a realizar o encontro pessoal com Jesus Cristo, fazendo a experiência do amor cristão na família e na sociedade.

Encomende já para seus catequizandos.

Posted by: | Posted on: setembro 5, 2012

Mês da Bíblia

A Igreja Católica tem dado especial destaque para o Livro Sagrado, de maneira toda especial, no mês de setembro, tendo como referência o patrono da bíblia, São Jerônimo, cuja memória é celebrada no dia 30 desse mês. Lembramos também a Semana da Pátria, torcendo sempre por um país preocupado com a liberdade e as condições dignas de seu povo.

Numa Nação de imensos contrastes e desigualdades sociais, que a Palavra de Deus seja tomada como ponto de convergência. Ela consegue abrir caminho para encurtar as distâncias entre quem acumula e quem vive marginalizado, seja cego, surdo, coxo, mudo ou os desprovidos do essencial para uma vida digna e saudável.

Num desenvolvimento autenticamente sustentável, que ocasiona o bem para o seu povo, não pode haver acepção de pessoas, tratando o de “anel de ouro e bem vestido” com privilégios e o pobre, de roupa surrada, com ostracismo e no abandono. Não podemos agir com critérios injustos, sabendo que a injustiça é fonte de desqualificação da vida, causando morte.

A prática de Jesus foi sempre aquela de acolhida, de valorização e respeito pela pessoa humana. Por isto era muito procurado pelos carentes e deficientes de seu tempo, e curava a todos, dando-lhes condição de normalidade e vida digna. Fez surdo ouvir e mudo falar. Não via nisto uma ação anormal e de vaidade, mas sim a realização do bem.

A bíblia é o livro de excelência, da verdade, livro da Palavra e não da “letra”. A verdade e a Palavra vão além do livro, porque devem estar presente no coração de cada pessoa, marcando sua vida e qualificando seu modo de proceder. É inadmissível a mentira, os atos desonestos e ações travestidas de aparente verdade.

Deixemos que a Palavra de Deus caia profundo em nossos corações e em nossas mentes. Assim a vida será melhor, com mais coragem e motivação para construir uma cultura de paz, de superação das influências maléficas da sociedade secularista e destruidora. Tenhamos a Palavra como fonte de vida fraterna e solidária.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba.

Posted by: | Posted on: agosto 27, 2012

Bíblia da Vozes em novas versões

A tradicional Bíblia Vozes, publicada a partir de uma profunda revisão exegética e literária feita diretamente do grego, agora está sendo apresentada em novas versões, destinadas a públicos específicos.

Além de trazer: a introdução geral e particular para cada um dos livros bíblicos e amplos apêndices (leituras usadas na liturgia dominical, festiva e ferial; índice temático; vocabulário de termos bíblicos; tabela cronológica da história bíblica; etc.

Estas edições temáticas trazem um caderno especial com orações, mensagens e reflexões, voltadas para cada público alvo. Além disso, há também a indicação de passagens bíblicas específicas do tema retratado. Tudo isso envolto por bela diagramação e capa.

As duas primeiras dessas edições são:


 “Bíblia Sagrada – Mulher”
 

destinada à reflexão e aprofundamento da fé das mulheres e também daqueles que querem ter uma visão bíblica a partir do que os textos sagrados falam sobre e para a mulher, abrindo uma nova ótica de leitura bíblica.

A Bíblia Sagrada – Mulher ajuda na Leitura Orante das mulheres que encontram nessa forma de oração o alimento espiritual que vai transformar sua vida.

 “Bíblia Sagrada – Matrimônio”

destinada à reflexão e aprofundamento do Sacramento do Matrimônio, seu compromisso e suas consequências na formação da família, a partir da teologia bíblica encontrada nos textos.

Para a Catequese e catequistas estas duas edições são muito importantes, pois ajudam na formação, contribuindo com uma leitura mais ampla dos textos, trazendo enfoques que muitas vezes são ignorados.

Posted by: | Posted on: agosto 22, 2012

Ir a quem?

Há uma cena bíblica que é muito interessante. Após dizer da importância do seguimento da Palavra, de suas fundamentais exigências, Pedro disse a Jesus: “A quem nós iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6, 68). Por onde e para onde vamos hoje, se as palavras da Sagrada Escritura têm as mesmas exigências?

Ou servimos a Deus de forma livre e coerente, ou as nossas ações não passam de meras práticas hipócritas e isoladas. A opção por Deus ocasiona consequências novas de relacionamento com o outro, fato que começa na convivência do cotidiano da comunidade. A transparência revela atitudes conformes com as exigências da Palavra de Deus.

Não basta ouvir, mas é preciso escutar com prontidão para executar aquilo que se escuta sobre as exigências da vida. Isto faz com que haja rompimento com o passado para recomeças uma vida nova. Não é fácil renunciar aquilo que vem marcando toda uma caminhada, mas que, nos novos tempos, não ajuda mais e até prejudica as pessoas.

Nos trabalhos sociais, sejam eles realizados por entidades religiosas, por clube de serviço ou pelo poder público, ambos devem ter como meta a qualidade de vida das pessoas. É essencial superar a sociedade de castas, de senhores e escravos, para aproximar os extremos, que causam sofrimento e degradação da vida de muita gente.

Sempre fez parte da vida do povo a existência de autoridade e súdito, tendo Deus como estando acima de todos os poderes. Só para Ele o mundo deve ir, ultrapassando todas as dificuldades no relacionamento, nos conflitos e desigualdades. O caminho que define esse itinerário é o amor entre as pessoas, que supera todo tipo de individualismo.

Na sociedade, todos nós somos iguais, mesmo que haja funções diversificadas. A marca principal é o “destino”, a direção para onde todos nós estamos indo, que deve ser bem definido. A vivência cristã é fruto de uma escolha, de uma decisão pessoal, de uma vocação como opção, tendo como meta ir ao encontro de quem chama.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba.

Posted by: | Posted on: agosto 14, 2012

Encontro diário com Deus – 2013

 Orações e mensagens

Frei Edrian Josué Pasini (org.)

Neste livro, o convite para nos encontrar com Deus é feito dia a dia, na escuta de sua Palavra, que podemos traduzi-la em vida nova, em ações concretas de paz e de bem. Nele você irá encontrar as Orações, Mensagens, Liturgia da Palavra de cada dia. Incluí ainda, o Evangelho de todos os dias de cada mês, durante o ano todo de 2013.

Posted by: | Posted on: junho 8, 2012

SEGUIR JESUS E FORMAR COM ELE UMA NOVA FAMÍLIA

por CEBI PUBLICAÇÕES

AS ÁGUAS SE DIVIDEM, AS POSIÇÕES SE DEFINEM  (MC 3, 20-35)

Texto extraído do livro “Caminhando com Jesus. Série A Palavra na vida 182/183.

Autores: Carlos Mesters e Mercedes Lopes. 

Jesus voltou para casa. O domicílio dele agora é em Cafarnaum. Já não mora mais com a família em Nazaré. Sabendo que Jesus estava em casa, o povo foi ate lá. Juntou tanta gente que ele nem tinha tempo para comer. Quando os parentes de Jesus souberam disso, disseram: “Ficou louco!” Talvez, porque Jesus tinha saído fora do comportamento normal. Talvez, porque comprometia o nome da família. Seja como for, os parentes decidem levá-lo de volta para Nazaré. Sinal de que o relacionamento de Jesus com a sua família estava estremecido. Isto deve ter sido fonte de muito sofrimento, tanto para ele como para Maria, sua mãe. Mais adiante (Mc 3,31-35) Marcos conta como foi o encontro dos parentes com Jesus. Eles chegaram na casa onde Jesus estava. Provavelmente tinham vindo de Nazaré. De lá até Cafarnaum são uns 40 quilômetros. Sua mãe veio junto. Eles não podiam entrar na casa, porque havia gente demais na entrada. Por isso mandaram um recado: Tua mãe, teus irmãos e tuas irmãs estão lá fora e te procuram! A reação de Jesus foi firme perguntando: Quem é minha mãe, quem são meus irmãos? E ele mesmo responde apontando para a multidão que estava ao redor: Eis aqui minha mãe e meus irmãos! Pois todo aquele que faz a vontade de Deus é meu irmão, minha irmã, minha mãe! Alargou a família! Jesus não permite que a família o afaste da missão.

  A situação da família no tempo de Jesus

No antigo Israel, o clã, isto é, a grande família (a comunidade), era a base da convivência social. Era a proteção das pequenas famílias e das pessoas, a garantia da posse da terra, o veículo principal da tradição, a defesa da identidade. Era a maneira concreta do povo daquela época encarnar o amor de Deus no amor ao próximo. Defender o clã, a comunidade, era o mesmo que defender a Aliança. Na Galiléia do tempo de Jesus, por causa do sistema romano, implantado durante os longos governos de Herodes Magno (37 a.C. a 4 a.C.) e de seu filho Herodes Antipas (4 a.C. a 39 d.C.), tudo isto já não existia mais, ou cada vez menos. O clã (comunidade) estava enfraquecendo. Os impostos a serem pagos tanto ao governo como ao templo, o endividamento crescente, a mentalidade individualista da ideologia helenista, as frequentes ameaças de repressão violenta por parte dos romanos, a obrigação de acolher os soldados e dar-lhes hospedagem, os problemas cada vez maiores de sobrevivência, tudo isto levava as famílias a se fecharem sobre si mesmas e dentro das suas próprias necessidades. Já não se praticava mais a hospitalidade, a partilha, a comunhão de mesa e a acolhida aos excluídos. Este fechamento era reforçado pela religião da época. A observância das normas de pureza era fator de marginalização de muita gente: mulheres, crianças, samaritanos, estrangeiros, leprosos, possessos, publicanos, doentes, mutilados, paraplégicos. Em vez de acolhida, partilha e comunhão, estas normas favoreciam a separação e a exclusão.

Assim, tanto a conjuntura política, social e econômica como a ideologia religiosa da época, tudo conspirava para o enfraquecimento dos valores centrais do clã, da comunidade. Ora, para que o Reino de Deus pudesse manifestar-se, novamente, na convivência comunitária do povo, as pessoas tinham de ultrapassar os limites estreitos da pequena família e abrir-se de novo para a grande família, para a Comunidade.

Jesus deu o exemplo. Quando seus parentes chegaram em Cafarnaum e tentaram apoderar-se dele para levá-lo de volta para casa, ele reagiu. Em vez de fechar-se na sua pequena família, ele alargou a família (Mc 3,33-35). Criou comunidade. Ele pedia o mesmo de todos que queriam segui-lo. As famílias não podiam fechar-se. Os excluídos e os marginalizados deviam ser acolhidos, novamente, dentro da convivência e, assim, sentir-se acolhidos por Deus (cf Lc 14,12-14). Este era o caminho para realizar o objetivo da Lei que dizia: “Entre vocês não pode haver pobres” (Dt 15,4). Como os grandes profetas do passado, Jesus procura reforçar a vida comunitária nas aldeias da Galiléia. Ele retoma o sentido profundo do clã, da família, da comunidade, como expressão da encarnação do amor de Deus no amor ao próximo.

FONTE: CEBI – http://www.cebi.org.br
Posted by: | Posted on: junho 7, 2012

Palavra revelada

Na Dei Verbum, um dos documentos dogmáticos do Concílio Vaticano II, aparece a palavra “revelação” como sendo a realidade do diálogo que acontece entre Deus e o seu povo. Na visão conciliar, a iniciativa é sempre daquele que fala, a iniciativa é de Deus, vindo ao encontro da criatura, que tinha se distanciado do Criador.

Mas é um diálogo que supõe e espera receptividade. Não basta somente Deus falar. Suas palavras devem ser acolhidas pelas pessoas, tendo relevância na vida comunitária. Com isto, o diálogo não se restringe apenas entre Deus e o povo, mas também entre as pessoas em sua convivência localizada.

A compreensão da Palavra de Deus não é fruto apenas de uma intuição da pessoa. Ela existe para ser formalizada no encontro com Deus em Jesus Cristo, porque Ele é a Palavra eterna que se fez carne e veio habitar entre as pessoas, no contexto do mundo criado.

O distanciamento que temos de Deus é fruto do pecado. Mas Deus não se distancia de sua criatura. Seu gesto revelador se baseia no amor, dirigindo-se às pessoas como a amigos para reatar a comunhão perdida. Sendo assim, podemos dizer que Deus se dá a conhecer no diálogo.

Antes da Palavra escrita já havia a iniciativa divina, certamente difícil de ser percebida. Com a Palavra já formalizada na Sagrada Escritura, o caminho de encontro e diálogo tornou-se muito mais evidente e possível. Há sempre um anseio, até natural, de ambas as partes, de serem amados.

Na verdade, a Palavra tem força transformadora e consegue conduzir as pessoas para o caminho da salvação. Mas tem que ser escutada de coração acolhedor e aberto ao Deus que fala. Ela é Palavra e ação divina, que diz e faz e consegue apresentar-se como viva e eficaz.

A Palavra de Deus é eterna, que nos leva à comunhão com o Pai, possibilitando nossa participação em sua vida. É a íntima ligação com a vida trinitária, ocasionando vida fraterna. A realização plena de tudo isto acontece quando pertencemos a uma comunidade de vida na Igreja.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo da Diocese de Uberaba.

Posted by: | Posted on: junho 5, 2012

Oração – para o Encontro de Animação Bíblica da Pastoral

Senhor Jesus, Verbo Amado do Pai, que nos chamastes a viver na intimidade da Tua Casa e nutris nossa vida com Teu Amor. Em tempos de tantas palavras ocas e soltas que confundem tantos irmãos, aguça nosso ouvido de discípulos, de missionários, de catequistas para distinguir e conhecer a Tua Palavra.

Sim, Senhor, queremos conhecer a tua Palavra!

Experimentamos a força que Ela tem quando a acolhemos! Tua Palavra ilumina os que andam nas trevas, corrigi os que se perderam, educa o humilde, edifica os que lutam pela paz, ensina a justiça e a verdade. Faz viver o pobre!  Ainda hoje, com Pedro, atestamos: “A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna!

Sim, Senhor, queremos amar a Tua Palavra!

Seduziste-nos, Jesus!  Contudo, precisamos nos convencer de que só o Amor é a razão de nossa ação pastoral.  A Igreja é servidora do Amor. Afasta-nos das palavras vãs, das mesmices e do pessimismo.  Dá-nos tua coragem para sermos profetas da esperança.

Sim, Senhor, queremos viver a Tua Palavra!

Por tua graça, somos a Igreja!  És Tu quem nos reúne, fala conosco e nos envia em missão. Ajuda-nos Senhor a testemunhar, das mais variadas formas, com os mais poderosos instrumentos, com toda a nossa força, o valor e o Mistério da fé.  Impulsionados por Ti nossa ação pastoral há de despertar em muitos o desejo de seguir-Te e amar-Te.

Assim esperamos, Senhor! Assim cremos.  Assim seja! 

Amém.

Oração enviada por D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira