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Posted by: | Posted on: maio 14, 2013

Missão continuada

Na história da humanidade encontramos duas situações extremamente opostas, mas ricas em significado dentro do contexto do cristianismo. De um lado, a Torre de Babel (Gn 11, 4), mostrando as consequências negativas para uma sociedade desorganizada. De outro, Pentecostes, lido como vinda do Espírito, capaz de convergir os atos da sociedade para a unidade.

Pentecostes marca o nascimento da Igreja, com a missão de construir a paz. É uma prática que só terá frutos quando os diferentes forem capazes de dialogar e de agregar dons, ministérios e serviços, formando um só corpo com objetivos comuns. Nessa trajetória podemos sentir que Cristo continua sua ação salvadora.

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Posted by: | Posted on: outubro 21, 2012

Mensagem do Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias para o Dia Mundial das Missões 2012

Brasil Missionário, partilha tua fé!

A Igreja lembra em outubro, o Mês Missionário. No penúltimo domingo, dia 21, celebramos o Dia Mundial das Missões. Neste fim de semana, gostaríamos que todos vivessem este tempo propício com fé e em unidade.

É um momento forte para a ação missionária em todo o mundo. Todos os cristãos devem sentir o compromisso com o trabalho missionário. É tempo de manifestar nossa solidariedade. A oferta ou coleta missionária é a forma concreta do nosso apoio para as Missões. Somos convidados a motivar e incentivar as pessoas, em nossos grupos e nas celebrações das comunidades, da importância deste gesto concreto.

São milhares de projetos no mundo, que dependem da nossa ajuda. Em países do continente africano, por exemplo, é a única ajuda que recebem através da coleta que as Pontifícias Obras Missionárias (POM) encaminham e chega até os irmãos mais pobres. Sabemos que há necessidades em nosso meio, mas não podemos fechar-nos e deixar de olhar além, pois existem outras realidades com mais carências.

O tema deste mês missionário é muito sugestivo: “Brasil missionário, partilha tua fé”. Temos um bom número de missionários brasileiros que atuam além-fronteiras. Faz bem repartir o recurso humano e nossa oração, mas precisamos também repartir o recurso econômico com a nossa oferta. Sabemos que podemos colaborar mais daquilo que já estamos fazendo. Deus tem sido generoso conosco. Como nós partilhamos ou retribuímos a Deus, tudo o que Ele tem nos dado?

O Papa Bento XVI em sua Mensagem ao Dia Mundial das Missões, nos convida a um compromisso maior ante as necessidades do mundo. A fé é dom que nos foi concedido para ser partilhado e que dê frutos, mas a fé deve se transformar em caridade. “Ai de mim, se eu não evangelizar” (1 Cor.9,16).

Sejamos sensíveis, pois, vamos abrir nosso coração e colaboremos com a Missão da nossa Igreja. Maria, missionária do Pai, nos deu grande testemunho de serviço e partilha. Sigamos seu exemplo e sejamos missionários como Jesus pediu: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinai-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28, 19 – 20)”.

A você missionário (a), a nossa solidariedade, a nossa oração e o nosso abraço de toda a equipe das POM do Brasil. Nós estamos com todos vocês.

 Padre Camilo Pauletti, Diretor Nacional – Pontifícias Obras Missionárias do Brasil

Posted by: | Posted on: outubro 19, 2012

Celebração do 29º Domingo do Tempo Comum – Ano B

21 DE OUTUBRO DE 2012

“Entre vós não deve ser assim”

Leituras: Isaías 53, 2a.3a.10-11; Salmo 32 (33); Hebreus 4, 14-16; Marcos 10, 35-45.

COR LITÚRGICA: Verde

Ser discípulo de Jesus é diferente da lógica deste mundo e do poder político, que só pensam em si mesmos não nos outros. Ser discípulo de Cristo é colocar-se a serviço dos outros, principalmente dos mais necessitados. É pelo serviço em favor da vida que o cristão realiza fielmente a vontade do Senhor. Lembramos também o “Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária”. Como cristãos, somos chamados a uma ação missionária no estilo de Jesus, anunciando o Evangelho como servos, numa atitude de despojamento e simplicidade e dando testemunho da nova maneira de viver que combina com o projeto do Reino.

1. Situando-nos brevemente

Estamos no penúltimo domingo de outubro, Dia Mundial das Missões, da Obra Pontifica da Infância Missionária, quando fazemos a coleta para as missões. É importante relembrar a participação e o compromisso missionário de todos os membros da Igreja. “Na Igreja de Cristo, todo batizado é missionário”. Em conformidade com o lema Aparecida, todo discípulos é necessariamente missionário: “discípulos missionários em Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida”.

Vamos nos aproximando do DNJ (Dia Nacional da Juventude), uma oportunidade para refletir sobre o envolvimento com a JMJ 2013 (Jornada Mundial da Juventude), no Rio de Janeiro, e com seus preparativos, através das pré-jornadas, sob encargo de cada Diocese.

Na Liturgia deste 29º domingo, vemos novamente um anúncio da Paixão e celebramos o verdadeiro significado do poder e do reinado de Cristo, que se traduz em serviço. Jesus inverte a lógica humana e explicita a lógica de Deus, pela qual os últimos são os primeiros; os que se elevam são humilhados; quem se humilha é exaltado; os que querem ser grandes devem se tornar servidores de todos.

2. Recordando a Palavra

A primeira leitura nos apresenta uma parte do texto sobre o Servo de Javé. O texto completo, talvez explicitasse melhor a dimensão de seu exemplo de serviço. Contrasta a concepção de êxito humano com aquilo que Deus considera como êxito: por meio do sofrimento e por assumir a culpa dos homens (cf. v.11), “cumprirá a vontade do Senhor” (v.10).

Este é o Servo de Javé, aquele que “ofereceu sua vida em expiação” e que “fará justos inúmeros homens” (cf. vv.10 e 11); que não apresenta beleza, nem poder, nem triunfo, mas ao contrário, aos olhos do mundo é desprezado e motivo de vergonha (cf. texto completo dos versículos 2 e 3). Portanto, a primeira leitura nos apresenta dois elementos: primeiro, o exemplo o servo que agrada a Deus e, segundo, o contraste existente entre esse modelo e a ideia humana de eleição.

O Salmo responsorial retrata a graça de Deus que nos vem como dom, por meio da confiança: “sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!” (v.22). Eis o êxito do Servo de Javé, isto é, sobre ele veio o favor de Deus, cumpriu-se com êxito a vontade do Senhor, pois, em meio ao sofrimento, confiou em Javé até as últimas conseqüências, oferecendo sua própria vida.

A mesma temática de fundo está contida na segunda leitura, apresentando Jesus como aquele que “foi provado em tudo como nós” (v.15) e que é, portanto, próximo dos seres humanos e não distante ou cheio de poder. Em confirmação disso, temos o texto de Filipenses 4, a “kenosis”, ou seja, o despojamento, ou a proximidade de Deus para com os homens, assumindo nossa condição humana.

De fato, o trono de Deus não é o trono de opressão ou de majestade avarenta, mas é trono de graça, do qual todos os que se aproximam com confiança recebem a misericórdia e o auxílio, no momento oportuno.

No evangelho, Marcos narra (na versão mais longa) o episódio ocorrido na subida para Jerusalém, após o terceiro anúncio da Paixão de Jesus (Mc 10, 32-34). Deveríamos esperar dos discípulos uma atitude de preocupação ou mesmo uma tentativa de impedir Jesus de ir em direção à sua morte. Ao contrário, porém, eles revelam total incompreensão das palavras de Jesus e uma busca humana de poder e destaque.

Os discípulos ainda pensavam o Messias como um libertador, com um reinado que lhes soava como um governo político. O próprio pedido dos dois irmãos possui caráter de exigência: “queremos que faças por nós o que vamos pedir” (v. 35), o que parece revelar certa soberba da parte de ambos, ao se considerarem dignos de tal posto diante dos outros discípulos.

O cálice e o batismo se referem à sorte ou ao futuro de Jesus, que é de sofrimento e morte. Tiago e João, no entanto, não pensam nisso e entendem seu cálice como cálice de vitoria e de realeza e se declaram dispostos a dele beber.

Finalmente, Jesus se dirige taxativamente a todos os discípulos: “entre vós, não deve ser assim” (v. 43), não deve haver tirania, nem opressão, nem uso do poder para esmagar os outros. Jesus inverte a lógica do poder humano, e o desloca para o serviço e a humildade: “quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos” (v.44).

3. Atualizando a Palavra

A Palavra deste domingo questiona a lógica humana do poder e reprova, tenazmente, toda forma de soberba, opressão ou carreirismo discriminatório. Prova as instâncias que exercem poder sobre o significado de sua existência: existem para o serviço a ser prestado ou para si mesmas?

Para o cristão, ser grande significa colocar-se a serviço; trabalhar em prol dos outros. A autoridade provém da humildade.

Diante de toda concepção mundana de poder, a Liturgia nos propõe pelo menos duas dimensões do exemplo de Jesus. A primeira: a do Servo de Javé, que carregar a culpa de outros para torná-los justos. Isso reporta ao evangelho, quando Jesus afirma que o “Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate para muitos“ (cf. v.45). A segunda: o que motiva a atitude desse servo. Ela aparece na segunda leitura, na qual Cristo é o sumo sacerdote que se compadece das fraquezas dos seres humanos e se permite ser um de nós, provado como nós.

Não são, portanto, o poder e o destaque que tornam alguém grande aos olhos de Deus, mas o quanto cada um é capaz de compadecer-se do outro e colocar-se a serviço dele.

4. Ligando a Palavra com a Ação Eucarística

Toda a celebração deste domingo está envolta pelo tema do serviço e da entrega ao outro. A exemplo de Jesus Cristo, somos vocacionados a servir, como reza a oração inicial: “dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração”.

As leituras também remetem à maior obra de serviço realizada por Jesus: sua oblação ao Pai, no altar da cruz, que se faz presente na Eucaristia, sob as espécies do pão e do vinho oferecidos. Reza a oração sobre as oferendas: “dai-nos, ó Deus, usar os vossos dons servindo-vos com liberdade, para que, purificados pela vossa graça, sejamos renovados pelos mistérios que celebramos em vossa honra”.

De fato, os dons de Deus nos foram concedidos não para nosso egoísmo ou vaidade, mas para o serviço. O gesto de servir com liberdade concede a verdadeira felicidade, pois, na doação de si, o ser humano encontra a realização.

Igualmente, a oração depois da comunhão nos educa a respeito de nossa relação com o poder e os bens temporais: diferentemente da lógica do mundo do ter mais, para poder mais, para gozar mais, ela nos ensina que os bens terrenos devem ser auxílio para conhecermos os valores eternos.

Enviado por D. Vilson Dias de Oliveira – Bispo da Diocese de Limeira