Maria,

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Posted by: | Posted on: maio 12, 2015

História da Aparição de Nossa Senhora de Fátima

No dia 13 de maio, celebra-se a primeira aparição de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, ocorrida em Portugal. Maria apareceu na Cova da Iria, no campo de Fátima a três pastorezinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta. Ela pedia a conversão dos pecadores.

Educar para a compreensão da devoção à Nossa Senhora e da sua mensagem faz parte da Catequese, assim como o incentivo à oração do terço. Por esse motivo compartilhamos com vocês este vídeo, distribuído pela Associação do Senhor Jesus. Ele traz a história das aparições de Nossa Senhora em Fátima, em forma de desenho animado e com uma linguagem bem simples e acessível.

Aproveitem para passar o vídeo nos encontros de Catequese.

Posted by: | Posted on: dezembro 31, 2012

Celebração do Ano Novo – Festa de Santa Maria Mãe de Deus

01 de janeiro de 2013

“Quando Chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher”

Leituras:

Números 6, 22-27;

Salmo 67 (66), 2-3.5-6.8 (R/cf. 2a);

Carta de São Paulo aos Gálatas 4, 4-7;

Lucas 2, 16-21.

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

Nesta primeira celebração do ano de 2013, o Mistério do Natal do Senhor nos introduz na contemplação da Maternidade de Maria. Rendemos graças a Deus por esta maternidade, pois gerando Jesus, possibilitou que a Salvação fosse uma realidade em nossa vida. Agradeçamos por este ano que termina e peçamos que o novo ano possa trazer as bênçãos de Deus.

1. Situando-nos

Estamos vivenciando as festas natalinas, com a celebração da manifestação do Senhor em nossa vida e história. Nossa atenção se volta ao mistério da Mãe do Senhor sob o título de “Mãe de Deus”.

Ao afirmar que o Menino, nascido de Maria, é Deus (por exemplo, cf. Gl 4,4), em decorrência disso, a Igreja proclamou que Maria é Mãe de Deus. E isso não é de agora. Desde muito, nós cristãos honramos “… Maria sempre Virgem, solenemente proclamada santíssima Mãe de Deus pelo Concílio de Éfeso, para que Cristo fosse reconhecido, em sentido verdadeiro e próprio, Filho de Deus e Filho do homem, segundo as Escrituras” (UR, n.15: Decreto conciliar sobre a reintegração da Unidade dos cristãos).

Neste dia Mundial da Paz, iniciando um novo ano, a paz é desejada, suplicada como sinal da benção e da proteção permanente de Deus. É em nome de Jesus, a plenitude da benção, que invocamos bênçãos de paz sobre nós e sobre os povos em conflito.

Com o exemplo de Maria no seu sim incondicional, vamos assumir “de boa vontade” a proposta de Jesus de sermos promotores da paz em nossos lares e na sociedade em que vivemos.

2. Recordando a Palavra

O texto do evangelho pertence às narrativas da infância (caps. 1-2) e mostra que os pastores, após terem recebido a Boa Notícia do nascimento de Jesus, se dirigem às pressas a Belém. Encontram na simplicidade de Maria, de José e do recém-nascido, o sinal da salvação vinda de Deus. Tornam-se, assim, anunciadores do Salvador, da luz que resplandece para todos os povos.

“Quando o viram, contaram as palavras que lhes tinham sido ditas a respeito do menino” (2,17). O testemunho dos pastores leva outras pessoas a fazerem a experiência da salvação, aderindo a Jesus. “Maria guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração” (2,19).

Ela permanece na escuta da palavra para compreender o plano divino de amor revelado em Cristo. A atitude meditativa da mãe, atenta à missão do Filho, ensina a viver com fidelidade o caminho do discipulado.

Os pastores “voltam louvando e glorificado a Deus por tudo o que tinha visto e ouvido” (2,20). Retornam às atividades e à missão, transformados pelo encontro com o Senhor, manifestado na simplicidade e na pobreza.

Tornam-se testemunhas da glória de Deus, revelada em Jesus; anunciadores de sua mensagem, num clima de alegria e de celebração. O louvor caracteriza a experiência dos que se deixam envolver pela solidariedade de Deus, manifestada em Jesus.

O menino é circuncidado no oitavo dia, como sinal da aliança (cf. Gn 17) e da inserção na história do povo. Ele recebe o nome de Jesus que significa “Deus salva”. Esse nome, escolhido pelo próprio Deus (1,31), destaca que Jesus é enviado para ser o Salvador da humanidade.

Ele é o Emanuel, isto é, o Deus conosco, sempre presente na vida e na história humana (cf. Mt 1,23; 28,20). Desde a encarnação até a ressurreição e glorificação junto ao Pai, Cristo se manifesta como dom gratuito da salvação, como portador da “vida em abundância”, para todas as pessoas (cf. Jo 10,10).

A primeira leitura, do livro dos Números, é uma fórmula de bênçãos. Os sacerdotes costumavam invocar a benção do Pai no final das grandes solenidades litúrgicas, sobretudo, na festa do ano novo. A repetição do nome do Senhor, no início de cada versículo, enfatiza que a eficácia da benção provém dele. O Senhor abençoa, proporcionando a força da salvação.

O Senhor faz resplandecer a sua face como gesto favorável de bondade. Nos tempos de aflições, no exílio, acreditava-se que Deus tinha escondido a sua face e abandonado o povo. O Senhor abençoa e guarda, é benevolente e concede a paz, “shalom”, que abrange todos os dons. O ser humano pode invocar o nome Deus, a sua benção, pois Ele é a fonte de toda a vida.

O Salmo 67(66) agradece pelas colheitas e suplica a benção, o favor divino, para o ano que começa. O Deus da aliança abençoa fazendo a terra produzir frutos abundantes para todas as pessoas. Ele julga o universo com justiça e governa os povos com misericórdia e retidão.

Paulo, na segunda leitura da carta aos Gálatas, acentua que “quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher” (4,4). Deus intervém na historia humana e envia seu Filho para realizar suas promessas de salvação. O Filho vem “para resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de que todos recebêssemos a adoção filial” (4,5).

O Espírito, que conduziu a vida de Jesus, nos proporciona viver na liberdade de filhos e filhas e aclamar de forma carinhosa, confiante e filial: Abba, Pai. Já não somos escravos, porque a ternura do Pai, revelada em Cristo, nos libertou para sermos filhos e herdeiros. O fato de sermos filhos e um mesmo Pai nos torna irmãos uns dos outros, solidários, como Cristo.

3. Atualizando a Palavra

A palavra de hoje ressalta a imposição do nome de Jesus, sua inserção na sociedade humana. Como o Filho de Deus, nós também recebemos um nome ligado à nossa existencial e à nossa missão.

A Atitude dos pastores nos ensina a acolher e anunciar a Boa Notícia da presença do Salvador em nosso meio. Com Jesus, nos tornamos herdeiros da salvação e podemos clamar: Abba, Pai, vivendo fraternalmente como irmãos e irmãs.

Maria, a mãe de Jesus, é imagem da comunidade fiel e comprometida com o plano da salvação. “Modelo para todo fiel de acolhimento dócil da Palavra divina, ela conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração (Lc 2,19; cf. 2,51) e sabia encontrar o nexo profundo que une os acontecimentos, os atos e as realidades no grande desígnio divino.

Na figura da mãe de Deus, encontramos de forma sublime os passos do lectio divina, a leitura orante da Palavra de Deus. Começa com a leitura (lectio) do texto que suscita a interrogação sobre um autêntico conhecimento do seu conteúdo: o que diz o texto bíblico em si?

Segue-se, depois, a meditação (meditatio), durante a qual nos perguntamos: o que nos diz o texto bíblico? Cada um pessoalmente, mas também como realidade comunitária, deve deixar-se sensibilizar e pôr em questão, porque não se trata de considerar palavras pronunciadas no passado, mas no presente.

Sucessivamente chega-se ao momento da oração (oratio) que supõe a pergunta: que nós dizemos ao Senhor, em resposta à sua Palavra? A oração enquanto pedido, intercessão, ação de graças e louvor, é o primeiro modo como a Palavra nos transforma.

Finalmente, a lectio divina conclui-se com a contemplação (contemplatio) durante a qual assumimos como dom o seu próprio olhar, ao julgar a realidade, e interrogam-nos: qual é a conversão da mente, do coração e da vida que o Senhor nos pede?

Há que recordar ainda que a lectio divina não está concluída, na sua dinâmica, enquanto não chegar à ação (actio) que impele a existência do fiel a doar-se aos outros na caridade?”

Invoquemos com confiança a benção do Senhor, o Deus de bondade, sobre todos os povos e nações, neste Dia Mundial da Paz. Que ele guarde, ilumine, mostre a sua face de Pai e dê a paz a todos. Com Jesus, o Filho de Maria, a maior benção da salvação para toda a humanidade, nos comprometemos a trabalhar alegremente na construção da paz.

4. Ligando a Palavra com a ação eucarística

No oitavo dia de Natal, a Igreja celebra a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus e, nela o mistério da salvação em Cristo Jesus. O núcleo desta solenidade é a benção dada à humanidade e prometida a Abraão: “Em ti serão abençoadas todas as famílias da terra” (Gn 12,3).

Esta benção se cumpre em Maria quando saudada pelo anjo, como “cheia de graça” (Lc 1,28), declara-se a humilde “serva do Senhor”, acolhendo em seu seio a benção por excelência, o próprio Filho de Deus, “pelo qual a humanidade toda foi abençoada com toda bênção espiritual em Cristo” (Ef 1,3).

Em sentido bíblico, a paz é o dom por excelência, é a salvação trazida por Jesus, é a nossa reconciliação e pacificação com Deus. Um valor humano a ser realizado no campo social, político, econômico, ético, religioso, etc. Queremos que nosso país seja repleto de benção, nação justa, celeiro de paz. “Felizes os promotores da paz, porque serão chamados filhos de Deus!” (Mt 5).

Na liturgia eucarística, rendemos a ação de graças ao Pai que nos plenificou de bens, através de seu Filho feito homem, que por nós morreu e ressuscitou, vencedor do pecado e a morte. Ele é o “Santo” (Mt 1,21-23), anunciando o nascimento de Jesus, salvação divina, o evangelista identifica “Jesus” como a “salvação”: porás nele o nome de Jesus, porque ele vai salvar o seu povo dos seus pecados.

Enviado por D. Vilson Dias de Oliviera, DC – Bispo da Diocese de Limeira

Posted by: | Posted on: novembro 20, 2012

CARTA- RESPOSTA A UM AUTO-PROCLAMADO EVANGÉLICO (1992)

Hoje recebi um email que trazia a divulgação de uma carta resposta que foi escrita pelo Pe. Zezinho, há dez anos, para um “evangélico”. Como é dever de todo cristão verdadeiro, fui em busca de confirmação sobre a mesma, que encontrei no site oficial do Pe. Zezinho.

Decidi então replicar o texto do Pe. Zezinho no nosso Blog, não apenas para levar o seu conhecimento a todos aqueles que talvez tenham recebido o texto adulterado, mas principalmente para chamar a atenção de todos os catequistas e cristãos católicos que nos seguem sobre o mal de nos arrogarmos o direito de julgar as pessoas que não professam a mesma fé que professamos.

Assim como o jovem que escreveu ao Pe. Zezinho uma carta cruel, como ele mesmo diz, também nós católicos fazemos o mesmo quando nos achamos no direito de julgar outras pessoas por sua opção religiosa ou atacar a sua crença por divergir da nossa.

Leiam a carta com espírito cristão, procurando nela um espelho para o próprio agir. E principalmente não ignorem a forma como o Pe. Zezinho termina sua carta dizendo “Mostrou-me porque devo lutar pela compreensão entre as igrejas. É por causa de gente como você.”

Nessa frase final está resumida a mensagem primordial: Devemos lutar pela compreensão entre todos, respeitando o direito de cada um professar a própria fé e escolher o caminho que deseja trilhar, sem menosprezar os irmãos de outras denominações religiosas e muito menos julgá-los e pior ainda condená-los por sua fé. Nem mesmo Jesus fez isso – “Se alguém ouve as minhas palavras e não as observa, não sou eu que o julgo, porque vim não para julgar o mundo, mas para salvá-lo.” (João 12,47).

Portanto, tome esta carta como um alerta para não cair na tentação de agir como o jovem que escreveu ao Pe. Zezinho. E procure viver a própria identidade na fé zelando pelo que crê a nossa Igreja, transmitindo a nossa doutrina aos que desejam ser educados na fé católica, mas sem agredir os que professam uma fé diferente da nossa.

Texto do Pe. Zezinho:

A presente carta que circula há anos pela Internet teve origem numa resposta que dei, numa coluna de revista, a um combativo evangélico. Anos mais tarde, alguém a copiou e jogou na Internet.

O texto foi sofrendo sucessivas modificações alheias à minha vontade. Publico neste livro o texto original.

A carta, de quatro páginas, trazia entre as duras acusações a passagem que motivou minha resposta:

“Maria não pode nada. Menos ainda as imagens dela, que vocês adoram. Sua igreja continua idólatra. Já fui católico e, hoje, sou feliz porque só creio em Jesus. Você, com suas canções é o maior propagador da idolatria Mariana. Converta-se enquanto é tempo, senão vai para o inferno com suas canções idólatras…” P.S., São Paulo-SP.

Ele não escreveu pela internet e não se expôs, por isso indico apenas as iniciais. Minha resposta teve o seguinte teor:

S.Paulo, 15 outubro l992

P.S., Cristão mais do que eu…

Sua carta chega a ser cruel. Em quatro páginas você consegue mostrar o que um verdadeiro evangélico não pode ser. Seus irmãos mais instruídos na fé sentiriam vergonha de ler o que você disse em sua carta contra nós, católicos, e contra Maria, a mãe do Cristo que você diz conhecer mais do que eu.

O irônico de tudo isso é que, enquanto você sai por aí, agredindo a mãe de Jesus e diminuindo o papel dela no cristianismo, um número enorme de evangélicos, fala dela, hoje, com maior carinho e começa a compreender a devoção dos católicos por ela.

Você pegou o bonde atrasado e na hora errada, e deve ter ouvido os pastores errados, porque, entre os evangélicos, tanto como entre nós católicos, Maria é vista como a primeira cristã, e a figura mais expressiva da evangelização depois de Jesus. Eles sabem da presença firme e fiel de Maria ao lado do filho divino.

Evangélico hoje, meu caro, é alguém que pautou sua vida pelos evangelhos e, por ser um bom evangélico, não precisa agredir nem os católicos nem a Mãe de Jesus. Você é muito mais antimariano do que cristão ou evangélico. Seu negócio é agredir Maria e os católicos. Nem os bons evangélicos querem gente como você no meio deles.

Quanto ao que você afirma: que nós adoramos Maria, sinto pena de você… Enquanto católico em Santo André, segundo você afirma, já não sabia quase nada de Bíblia por culpa da nossa igreja, agora que virou evangélico parece que sabe menos ainda de Bíblia, de Jesus, de Deus e do reino dos céus. Você regrediu… Está confundindo culto de veneração com culto de adoração, está caluniando quem tem imagens de Maria em casa, ao acusá-lo de idólatra.

Ora, Paulo, há milhões de católicos que usam das imagens e sinais do catolicismo de maneira serena e inteligente. Se você usava errado, teria que aprender. Ao invés disso foi para outra igreja aprender a decidir quem vai para o céu e quem vai para o inferno. Tornou-se juiz da fé dos outros.

Deu um salto gigantesco em seis meses; de católico tornou-se evangélico, pregador de sua igreja e já se coloca como a quarta pessoa da Santíssima Trindade, porque está decidindo quem vai para o céu e quem vai para o inferno. Mais uns dois anos, e talvez dê um golpe de estado no céu e se torne a primeira pessoa da Santíssima Trindade…

Então, talvez, mande Deus avisar quem você vai por no céu e no inferno… Sua carta é pretensiosa. Sugiro que estude mais evangelismo, e em poucos anos, estará escrevendo cartas bem mais fraternas e bem mais serenas do que esta.

Desejo de todo o coração que você encontre bons pastores evangélicos. Há muitíssimos homens de Deus nas igrejas evangélicas que ensinarão a você como ser um bom cristão e como respeitar a religião dos outros. Isso, você parece que perdeu quando deixou de ser católico. Era um direito que você tinha: procurar sua paz. Mas parece que não a encontrou ainda, a julgar pela agressividade de suas palavras.

Quanto a Maria, nenhum problema. Ela é excelente caminho para Jesus. Até porque, quem está perto de Maria, nunca está longe de Jesus. Ela nunca se afastou dele.

Tire isso por você mesmo! Se você se deu ao trabalho de me escrever uma carta para me levar a Jesus, e se acha capaz disso, imagine, então, o poder da mãe de Deus que, ao contrario do que talvez lhe ensinem, não está dormindo!

Ou você acha que Jesus até agora não conseguiu levar nem mesmo a mãe dele para o céu? O sangue dele tem ou não tem poder? Não cantam isso na sua nova igreja? De Jesus ela entende mais do que você. Ou, inebriado com a nova fé, você se acha mais capaz do que ela?

Se você pode sair por aí escrevendo cartas para aproximar as pessoas de Jesus, Maria pode milhões de vezes mais com sua prece de mãe. Ela já está no céu e você ainda está aqui apontando o dedo contra os outros e decidindo quem vai ou quem não vai para lá.

Grato por sua carta. Mostrou-me porque devo lutar pela compreensão entre as igrejas. É por causa de gente como você.”

Esse texto é de autoria do Pe. Zezinho, e foi retirado de seu site oficial:

www.padrezezinhoscj.com/wallwp/artigos_padre_zezinho/mariologia/carta-resposta-a-um-auto-proclamado-evangelico-1992

Posted by: | Posted on: agosto 18, 2012

Celebração do 20º Domingo do Tempo Comum – Ano B

19 DE AGOSTO DE 2012

ASSUNÇÃO NOSSA SENHORA

“O Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor”

Leituras:

Livro do Apocalipse 11, 19a-12,1-6ª; Salmo 44 (45); Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15, 20-27a; Lucas 1, 39-59.

COR LITÚRGICA: Branca ou Dourada

A Igreja celebra hojeem Nossa Senhoraa realização do Mistério Pascal. Sendo Maria a “cheia de graça”, sem sombra alguma de pecado, quis o Pai associá-la à ressurreição de Jesus. Para nós cristãos a ressurreição é a etapa conclusiva da salvação. Nesse sentido, Maria elevada ao céu é imagem e modelo da criatura plenamente salva, liberta, realizada. Lembramos também nesta celebração da vocação para a vida consagrada: religiosos (as) e consagrados (as) seculares.

1. Situando-nos brevemente

A solenidade de hoje, considerada a festa principal da Virgem, recebeu, no início do século IV, o nome de “dormição” (dormitio Virginis), enquanto passagem para outra vida, e só mais tarde foi chamada de Assunção.

Desde os primeiros séculos, conhece-se esta festa tanto no Oriente como no Ocidente. Somente em 1950 foi proclamado verdade ou dogma de fé por Pio XII.

No Brasil, a piedade popular venera Maria assunta ao céu como Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Boa Viagem, Nossa Senhora da Abadia, Nossa Senhora do Pilar, Nossa Sra. do Patrocínio, dentre outras.

Celebramos esta festa da páscoa de Maria dando graças ao Pai que eleva a humilde mulher, Maria de Nazaré, e, nela, nos oferecer o sinal da vitória definitiva de toda a humanidade, pela força da ressurreição de Jesus Cristo. Com a Virgem Maria, cantamos as maravilhas que o Senhor fez por nós, fazendo-nos participantes do mistério pascal do seu Filho.

Somos chamados a celebrar esta vitória, vivendo o projeto de Jesus que vence, pelo poder da entrega da sua vida, a força enganosa do dragão, que devora e destrói todas as possibilidades duma vida humana digna e feliz.

Cantamos com Maria a esperança dos pobres e pequenos, a quem Deus, em sua grande misericórdia, liberta e exalta. “Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo em honra da Virgem Maria: os anjos se alegram pela Assunção e dão glória ao Filho de Deus” (antífona de entrada).

2. Recordando a Palavra

No Evangelho, Maria, grávida, visita Isabel, também grávida. Encontram-se as duas mulheres do povo, escolhidas pelo Senhor, cada uma com uma vocação especifica, num lugarejo sem recursos e sem importância.

Maria, aclamada pela prima como bendita entre as mulheres, recita uma oração de louvor pelas maravilhas que o Senhor realizara nela, as quais seriam plenificadas na vida da criança que estava em seu ventre.

Lucas apresenta um paralelismo entre as pessoas de João Batista e de Jesus: duas cenas de anunciação (1,5-25 e 1,26-38); um encontro das crianças no seio das mães (1,39-56); dois relatos de nascimento e circuncisão (1,57-66 e 2,1-21); duas missões proclamadas em oráculos proféticos (1,67.76 e 2,22-39). Nesse paralelismo, João aparece como profeta do Altíssimo (1,76) e Jesus como Filho do Altíssimo (1,32). Ambos abrem os últimos tempos da história da salvação: João como precursor que prepara o caminho (1,76), e Jesus como Messias esperado (7,18-23).

Há, no cântico de alegria das mulheres, duas impossibilidades humanas de ser mãe, reunidas: Isabel era idosa e estéril; Maria, jovem e virgem.

Maria é aclamada com uma bem-aventurança: ”Feliz és tu que creste, porque se cumprirá o que o Senhor te anunciou”. Seu coração transborda em canto e oração. A sua esposa é ação de graças, é celebração profética e jubilosa, resumo de toda a história da salvação. Ela é filha de Abraão e pertence a seu povo.

Em Maria, neste encontro entre o Antigo e o Novo Testamento, se unem a promessa e a realização e, ao mesmo tempo, se manifesta a predileção história do Senhor pelos pobres e pequenos.

O louvor proclamado por Maria fala de um Deus aliado aos pequenos, que sacia de bens os famintos, que derruba os poderosos e eleva os humildes. Esta é uma característica marcante do rosto de Deus que perpassa toda a Bíblia.

O Deus de Israel, o Deus de Maria, é quem tira da humilhação às mulheres estéreis e escolhe justamente seus filhos para grandes tarefas. Envia profetas para defender os que não têm defesa; é o Deus que rejeita sacrifício e ofertas no templo se houver injustiça contra os pobres.

O cântico de Maria apresenta um projeto, que é o mesmo de Jesus: transformar o modo antigo e opressor de viver, no qual a prepotência e autoafirmação humanas saem sempre ganhando, em uma ordem nova em que triunfa a justiça para os ofendidos, os desprezados e excluídos. O Filho de Maria veio para inaugurar o novo relacionamento entre todas as coisas.

A leitura do livro do Apocalipse apresenta a mulher, símbolo da comunidade. Ela está adornada de todo seu esplendor; veste-se de sol, sinal da glória do Senhor; tem aos pés a lua, símbolo de alguém que não será vencido pelo passar do tempo; usa uma coroa de doze estrelas, simbolizando o povo de Deus, o antigo Israel, com suas doze tribos, do qual nasceu Jesus, e depois o novo Israel, a Comunidade-Igreja, Corpo de Cristo, Povo de Deus, perseguido pelo dragão. Está grávida, na hora de dar à luz. Como Maria e a Igreja, que fazem Jesus nascer na história e na vida das pessoas.

O Salmo 44, cântico nupcial messiânico, celebra a festa de casamento de um rei e uma princesa; mas, para nós, é a celebração da aliança que Deus fez com seu povo. Ao cantarmos esse hino em honra a Cristo, celebramos a sua vitória pascal e as núpcias com a humanidade, simbolizada na Igreja.

Costumamos rezá-lo pensando em Maria de Nazaré como lindíssima esposa e primeira da lista dos ressuscitados com Cristo.

A segunda leitura nos fala do combate entre as forças do Reino e o mal. No capítulo 15 da primeira carta aos coríntios, há uma exposição clara e sólida sobre a ressurreição. Fala da ressurreição, motivo da profissão de fé das testemunhas, relacionada a Cristo. Este mistério só pode ser entendido pela fé.

Sabemos que os cristãos de Corinto tinham enormes dificuldades em acreditar na ressurreição, mas Paulo consegue mostrar que a negação da ressurreição dos mortos implica na negação da ressurreição de Cristo, Ele afirma: “Se é só para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, somos, dentre todos os homens, os mais dignos de compaixão” (15,19).

A fé e a esperança cristãs fundamentam-se na morte e ressurreição de Jesus. “Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram” (15,20). Paulo compara Cristo com Adão, isto é, com o ser humano. Adão simboliza a morte para todos os homens e mulheres, Cristo surge como a esperança de vida e ressurreição para os cristãos. “Como em Adão todos morrem, assim, em Cristo, todos viverão” (15,22).

A ressurreição de Cristo salva do poder da morte e traz vida plena para todos. Jesus Cristo deve reinar até que todos os inimigos, inclusive a morte, sejam vencidos, colocados debaixo de seus pés. A morte não significa um ponto final, mas a ressurreição é a palavra decisiva sobre nossas vidas, todo o resto ganha nova luz e nossos medos são dissolvidos pela confiança no poder maior do Pai.

3. Atualizando a Palavra

A festividade da assunção é um sinal de esperança para os que seguem o caminho da fé e alimentam a certeza de que serão ressuscitados em Cristo. E a Igreja, reunida em comunidade, contempla Maria à luz do mistério Pascal de Cristo, professa que ela, no término da caminhada por esta terra, foi elevada ao céu, assumida por Deus e colocada na glória dos céus. É a ação de Deus fazendo grandes maravilhas na vida da mãe do Salvador.

A assunção de Maria brotou da ressurreição de Jesus. Maria segue o caminho novo de acesso ao Pai, aberto pelo Filho Jesus. Deus antecipa em Maria que é, na verdade, destino de toda a humanidade. A ressurreição de Jesus é caminho de ressurreição para todo o ser humano.

Maria havia proclamado que Deus exalta os humildes e destrói a segurança e a prepotência dos soberbos. A sua vida tem a marca da humildade e do serviço. A sua reposta ao anjo na anunciação é um juramento: eis a serva do Senhor. O fato de se tornar a mãe do Messias não a tornou orgulhosa nem vaidosa. Como mulher humilde e servidora, foi exaltada na assunção e agraciada por Deus com o sinal antecipado da glória.

Maria, a mulher vestida de sol do Apocalipse e do Magnificat, nos ensina a seguir o projeto de Deus em favor dos pequenos. Deus encontra um espaço em Maria para agir e manifestar-se hoje e realizar suas maravilhas em favor da humanidade.

No Salmo de Maria, tradicionalmente chamado de Magnificat, ela proclama que Deus realizou a derrubada de situações opressoras para restaurar o seu projeto de Deus: Ele subjuga a autossuficiência humana e a soberba; destitui do trono os poderosos e enaltece os humildes, e destrói as desigualdades humanas; elimina os privilégios estabelecidos pelo dinheiro e o poder. Cumula de bens os famintos e despede os ricos de mãos vazias, para instaurar uma verdadeira fraternidade na sociedade e entre os povos, porque todos somos filhos de Deus.

Deus olha a condição oprimida do pobre, o estado de desgraça, de aflição e humilhação em que vivem milhões de pessoas, e envia Jesus para propor um jeito novo de viver que seja bem para todos. O que alegra Maria é ser parte integrante do projeto de Deus para a humanidade – salvação das opressões, mas também salvação de um povo.

4. Ligando a Palavra e a Eucaristia

Como comunidade peregrina, grávida da salvação de Deus, nos reunimos para celebrar. Vivemos a experiência de Maria, que, vestida de sol e adornada de jóias, canta a esperança oferecida aos pobres e humildes.

A celebração, assim como o encontro de Maria com Isabel, é para nós momento privilegiado de contemplação do mistério de Deus, presente em nossa vida e na vida das pessoas que compartilham conosco a mesma fé.

O Senhor fez e faz maravilhas na história. Ele faz grandes coisas em favor dos pequeninos, pobres e humildes. Socorreu Israel seu servo, lembrando-se de sua misericórdia. Que sejamos bem-aventurados por acreditar que Deus cumpre sua promessa. Na ressurreição de Jesus, temos a concretização da promessa de Deus, pois Ele não abandonou Jesus à morte. E se Jesus venceu a morte, nós venceremos juntamente com Ele.

Ao participar do mistério de Cristo, recebemos de Deus a alegria e a esperança oferecidas aos pobres e aos humildes. Deus nos oferece a salvação em seu Filho Jesus, mas é preciso acolhê-la – sentar-se à mesa da Palavra e da Eucaristia.

Alimentados com o sacramento da salvação, nós, que ainda peregrinamos aqui na terra, temos no céu um modelo de fé e fidelidade a Deus: “Hoje, a Virgem Maria, Mãe de Deus, foi elevada à glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho, pois preservastes da corrupção da morte aquela que gerou, de modo inefável, vosso próprio Filho feito homem, autor da vida” (oração após a comunhão).

Assentamo-nos com ela à mesa do Pai e participamos do banquete do Reino, com seu Filho, saboreando antecipadamente a alegria de nossa elevação definitiva.

Nossa ligação com Maria existe justamente por ser ela uma entre os pequenos que Deus escolhe. Se houver muita homenagem a ele e pouco compromisso com os famintos e desamparados, estaremos fora da obra que Deus realiza com Maria.

Enviado por D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira

Posted by: | Posted on: agosto 13, 2012

Um grande sinal

Não sabemos para onde apontam os sinais da realidade brasileira em momentos de campanhas eleitorais e do cenário de julgamento do mensalão. Será que, em tudo isto, está a vitória do povo brasileiro? Quem sairá ganhando e, também, quem vai perder? É a grande incógnita de um país que não se prima pela justiça.

A Festa da Assunção de Maria contempla a vitória de Jesus Cristo sobre todos os poderes que tentam impedir a construção do reino de Deus. Maria é sinal da Igreja, daquela que tem a missão de conduzir o povo para a condição de liberdade e de vida feliz. Isto acontece na prática da fraternidade e da partilha em gesto de justiça.

A fé e o compromisso com o reino da vida são fundamentais. Isto é condição para que a pessoa seja sinal e aponte para o bem de forma correta. A fé na Palavra de Deus gera compromisso e faz das pessoas discípulas e missionárias de uma cultura de paz. Isto supõe dizer, nas palavras de Maria: “Eis a serva do Senhor” (Lc 1, 38).

Ir ao encontro do outro, como o fez Maria em relação a Isabel, algo de revelador acontece. É a generosidade, o serviço, o querer ajudar os mais necessitados. Acaba sendo sinal da presença de Deus, fazendo a pessoa superar todo tipo de atitude egocêntrica, egoísta e alheia às carências dos marginalizados da comunidade.

Tudo na natureza e na história está submetido ao poder de Deus. Mas é uma realidade também sujeita à ação do mal. O Apocalipse apresenta a figura do “dragão” que está, a todo momento, desarticulando os planos do Criador. É o retrato de quem sinaliza o poder destruidor, seja de autoridades ou de pessoas comuns.

Não podemos viver esperanças vãs e nem uma fé inútil, porque deixamos de ser sinal de vida para o mundo. Maria, com muitos títulos, a Mãe de Deus, foi sinal de uma nova realidade. Ela é sinal da Igreja, com a missão de levar Cristo para as pessoas.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba.

Posted by: | Posted on: maio 15, 2012

Encontro de Oração do dia 17 de Maio –

Sua misericórdia se estende de geração em geração.

Acolhida

  • Acolher com muita alegria as pessoas que chegam ao lugar  marcado para o encontro.
  • Criar um bom ambiente e dar as boas-vindas a todos.
  • Preparar uma imagem de Nossa Senhora, a Bíblia, flores e uma vela
  • Motivar o encontro

Maria então disse: “Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem” (Lc 1,50)

Na primeira parte do Magnificat, Maria louvou o Senhor pelo que tinha realizado com a sua humilde serva. Agora, como Filha de Sião, o louva em nome de seu povo. Começa destacando a misericórdia de Deus sobre aqueles que o temem. É próprio do Senhor ser misericordioso para com suas criaturas. Com carinho imenso olha para os que dele necessitam e a ele acorrem. Mas seu amor é impaciente: mais do que esperar seus filhos, vai ao encontro deles, para socorrê-los em suas necessidades.

Para manifestar sua misericórdia, Deus não se dirige a grupos anônimos, mas a pessoas concretas: dirige-se a Abraão, a Moisés, a Davi, a Salomão, a Isaías, aos nossos pais. Antes, não se via o rosto de Deus. Ele se manifestava numa sarça ardente, numa nuvem ou numa coluna de fogo. Na plenitude dos tempos, isso mudou: “nestes dias, que são os últimos, falou-nos por meio do Filho”. Em breve Maria iria descobrir que, em seu Filho, Deus tem um rosto que sorri, uma mão que acaricia, um olhar que envolve, e braços que se estendem. Ou, numa linguagem mais teológica: “Jesus trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana e amou com coração humano”.

Seguindo a pedagogia do Antigo Testamento, quando abria a boca e ensinava, Jesus se dirigia a pessoas concretas, com nome, história, problemas etc. Pessoas muitas vezes machucadas e tristes, abatidas e preocupadas. E era o rosto de seu Pai que via nelas. Por isso, ao lhes falar de sua misericórdia, contava parábolas ou dava exemplos que cada um de seus ouvintes entendia. A parábola do Filho Pródigo, nesse sentido, é inigualável.

O relacionamento misericordioso que tinha com os homens e as mulheres, as crianças e os jovens de seu tempo, Jesus quer ter hoje com todos — com você, particularmente. Ao desejar manter um relacionamento pessoal com cada irmão ou irmã que conquistou com seu sangue, quer que todos passem pela experiência vivida por Paulo, assim sintetizada: “Ele me amou e se entregou por mim”.

“Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem”. Maria tinha razão. Pertencemos a uma geração que, sob inúmeras formas, faz experiências renovadas da misericórdia de Deus. Temos até um domingo — o segundo da Páscoa — para nos debruçar especificamente sobre o rosto misericordioso de Deus. Não será esse um sinal de que Deus nos quer ver, imitando Maria, isto é, proclamando ao mundo sua misericórdia? Não é justamente de misericórdia que nosso mundo mais precisa?

Oração

Mãe de Jesus e minha Mãe! Eis-me aqui. Como sabes, sou pecador, sou limitado. Suplico-te, filha predileta do Pai, que, durante o dia de hoje, me ensines a caminhar na santidade. Unido a meus irmãos e irmãs, devo trabalhar para construir uma Igreja santa, que viva de acordo com a vontade de Deus. Tu, desde o primeiro momento de tua existência, foste preservada do pecado original, em virtude dos méritos de Jesus, de quem deverias tornar-te Mãe. Sobre ti o pecado e a morte não tiveram poder. Intercede por mim, intercede por meus irmãos e irmãs, Mãe querida, para que sejamos santos, como Deus é Santo. Amém.

Compromisso para o dia de hoje

Tomar consciência das manifestações da misericórdia do Senhor em sua vida nas últimas semanas e praticar essa virtude (a da misericórdia) pelo olhar, pelas palavras, pelas atitudes.

Posted by: | Posted on: maio 14, 2012

Encontro de Oração para o dia 16 de Maio

“O seu Nome é Santo!”

Acolhida

  • Acolher com muita alegria as pessoas que chegam ao lugar  marcado para o encontro.
  • Criar um bom ambiente e dar as boas-vindas a todos.
  • Preparar uma imagem de Nossa Senhora, a Bíblia, flores e uma vela
  • Motivar o encontro

 Maria então disse:“O seu nome é Santo” (Lc 1,49).

 O nome de Deus, segundo o Antigo Testamento, confunde-se com ele mesmo. Seu nome é sua própria realidade, é sua “essência”. Por isso, foi revelado a Moisés: “Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não deixará sem castigo quem pronunciar seu nome em vão”.

Santo é o termo bíblico que melhor expressa a transcendência de Deus, porque Deus é Santo, é o Santo, é “três vezes Santo”. Somente ele é Santo. Procurando demonstrar seu infinito amor por seu povo, apesar das infidelidades deste, Deus, através do profeta Oséias, destacou que não poderia ser confundido com um homem. Sua maneira de tratar os que ama não tem nada de semelhante com o jeito humano de ser: “Eu sou um Deus, não um ser humano, sou o Santo no meio de ti, não venho com terror! “.

A Virgem Maria, ao proclamar o Magnificat, devia ter diante de si as palavras que o anjo Gabriel lhe havia dito: “Aquele que vai nascer será chamado Santo”. Essa proclamação da santidade de Deus é o ponto alto de seu cântico. Maria engrandece o Senhor porque é Santo.

No início do terceiro milênio, quis o papa João Paulo II que a Igreja tivesse diante de si objetivos claros, para que pudesse resplandecer “cada vez mais na variedade dos seus dons e na unidade do seu caminho”. Em vista disso, preparou a Carta Apostólica Novo Milennio Ineunte (No início do Terceiro Milênio), rica de orientações.

Mesmo sabendo que cada diocese tem particularidades próprias, o papa assumiu o desafio de apontar algumas prioridades pastorais, válidas para todas. E, para surpresa de muitos, a primeira prioridade pastoral apontada foi a santidade.

A santidade é “o horizonte para o qual deve tender todo o caminho pastoral”. O batismo é um ingresso na santidade de Deus. Santo é o batizado que se purifica e se renova profundamente, consciente de que pertence àquele que é Santo. Paulo disse isso com palavras que não deixam qualquer dúvida: “A vontade de Deus é que sejais santos”. Devia ter diante de si os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

A santidade não é uma meta reservada a uma elite, a alguns privilegiados, mas todos os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Nenhum batizado— nenhum! — poderá se contentar com uma vida medíocre ou superficial, pois seu Senhor é Santo.

Oração

Mãe de Jesus e minha Mãe! Eis-me aqui. Como sabes, sou pecador, sou limitado. Suplico-te, filha predileta do Pai, que, durante o dia de hoje, me ensines a caminhar na santidade. Unido a meus irmãos e irmãs, devo trabalhar para construir uma Igreja santa, que viva de acordo com a vontade de Deus. Tu, desde o primeiro momento de tua existência, foste preservada do pecado original, em virtude dos méritos de Jesus, de quem deverias tornar-te Mãe. Sobre ti o pecado e a morte não tiveram poder. Intercede por mim, intercede por meus irmãos e irmãs, Mãe querida, para que sejamos santos, como Deus é Santo. Amém.

Compromisso para o dia de hoje

Preparar-se, mesmo que remotamente, para a confissão, com um exame de consciência que parta de sua vocação à santidade.

Posted by: | Posted on: maio 14, 2012

Encontro de Oração do dia 15 de maio

“O Poderoso fez para mim coisas grandiosas”

Acolhida 

  • Acolher com muita alegria as pessoas que chegam ao lugar  marcado para o encontro.
  • Criar um bom ambiente e dar as boas-vindas a todos.
  • Preparar uma imagem de Nossa Senhora, a Bíblia, flores e uma vela
  • Motivar o encontro

Maria então disse. “Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Todo-Poderoso fez para mim coisas grandiosas” (Lc 1,48-49).

De quantos títulos e nomes de Maria você seria capaz de se lembrar neste momento? Por mais que sua lista seja grande, será incompleta. Sim, porque seus nomes e títulos são milhares, alguns de origem bíblica, outros nascidos no coração da Igreja. Realmente, “todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz…”

Essa profecia cumpriu-se ao longo dos séculos. Mas, dois mil anos atrás, ao menos até Pentecostes, Maria viveu uma situação semelhante à de seu Filho: um enaltecimento, mesmo que indireto, aqui (“Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”) e uma advertência, como a de Simeão, ali (“Uma espada traspassará tua alma!”). Ela viveu sua missão na fé, no silêncio e na simplicidade. Quando contemplava o Menino Jesus, devia experimentar um misto de admiração e mistério: era carne de sua carne, bendito fruto de seu ventre. Gestara-o por nove meses e podia apertá-lo nos braços e lhe dizer: “Meu filho!” No momento seguinte, talvez experimentasse uma sensação estranha, pois era Deus que estava ali, no seu colo. Deus com o rosto de uma criança. Poderia gritar, apontando-o a todos: “Esta criança é Deus, e Deus é meu Filho!” Quem não consegue imaginar a reação de incredulidade que suas palavras causariam…?

Não foi em vista de seu esforço ou méritos que Maria conseguiu as virtudes que a ornaram, as graças e os títulos que hoje ostenta. Maria é obra de Deus. O que podemos fazer é ficar atentos à ação do Senhor nessa sua escolhida, para descobrir os dons com que a agraciou. Foi em vista de seu Filho que nela realizou maravilhas, as “coisas grandiosas” a que Maria se referiu no Magnificat. Deu-lhe sua ternura, sua bondade e sua pureza e, olhando para a humildade dessa sua serva, chamou-a “cheia de graça”.

Os fiéis percebem a santidade de Maria e a veneram como rainha gloriosa no céu. Sabem que conheceu de perto a pobreza e foi emigrante, viu o Filho sendo julgado e condenado como criminoso, e participou de perto de seus sofrimentos. Alegram-se com ela pela ressurreição de Jesus e celebram com alegria suas festas, participam com entusiasmo de suas procissões, vão em peregrinação a seus santuários e gostam de cantar em seu louvor. Estão tão certos de que ela intercede em seu favor que imploram sua proteção: rogai por nós, pecadores!

“Todas as gerações” — também a nossa! — reconhecem o que o Todo-Poderoso realizou em Maria e a chamam de “feliz”.

Oração

Mãe de Jesus e minha Mãe! A ti a humanidade recorre em suas necessidades e invoca com inúmeros nomes e títulos. Cada um deles lembra teu amor maternal por um grupo de teus filhos, por um lugar ou todo um país. Lembra, também, tua proteção em momentos de dor de doença ou de alegria. Por toda parte és aclamada como Rainha, pois teus filhos sentem em suas vidas tua amorosa intercessão. Também eu sou  testemunha de que o Todo-Poderoso fez em ti grandes coisas. Por isso, lembrado daquele que é o fundamento de todos os outros títulos — Mãe de Jesus —, peço-te: sê para todos a Estrela que conduz a teu Filho. Amém.

Compromisso para o dia de hoje

Reze sua ladainha de Nossa Senhora com base em títulos que se lembrar, em fatos marianos que recordar, em graças que obteve através dela.

Posted by: | Posted on: maio 12, 2012

Celebração do 6º Domingo da Páscoa

13 DE MAIO DE 2012 – N. SRA. FÁTIMA E DIA DAS MÃES

A Igreja se reconhece servidora do Deus da vida. A nova época que, pela graça deste mesmo Deus, haverá de surgir precisa ser marcada pelo amor e pela valorização da vida, em todas as suas dimensões

(CNBB DGAE. DOC 94, n.66)

Leituras: Atos 10, 25-27.34-35.44-48; Salmo 98 (97), 1.2-ab.3cd-4 (R/. cf 2b); Primeira Carta de João 4, 7-10; João 15, 9-17.

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

Aleluia irmãos e irmãs! Recebemos hoje o mandamento de Jesus: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Neste mundo em que vivemos marcados muitas vezes pela intolerância e individualismo, acabamos nos esquecendo do amor que devemos ter para com os outros. Que esta celebração de hoje nos ajude nesta tarefa do amor. Hoje também lembramos nossas queridas mães, as quais têm em Maria sua referência maior de doação, de presença silenciosa e amorosa aos filhos.

1. Situando-nos brevemente

Celebramos hoje o domingo como evangelho do mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. O amor é dom e missão. O Ressuscitado nos confia a missão de repartir e de multiplicar seu amor, para que nossa alegria seja completa.

A liturgia deste 6º domingo do Tempo Pascal convida-nos a contemplar o amor de Deus, revelado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus e atualizado na vida e nas ações de seus seguidores. As mães que, com carinho lembramos neste dia, são expressão do amor de Deus para com seu povo.

Celebremos a páscoa de Jesus que se revela em todas as pessoas e grupos que se deixam conduzir pelo Espírito do amor. Dão continuidade à missão do Filho de Deus por seus gestos solidários em favor dos excluídos da sociedade egoísta e concentradora de bens.

2. Recordando a Palavra

Jesus e os discípulos estão em Jerusalém. Eles estão apreensivos diante do que poderá acontecer com o Mestre. Jesus, numa conversa bem franca, durante a ceia, lhes revela que ele os escolheu, os considera seus amigos e colaboradores da missão. Em continuidade ao domingo passado, Jesus insiste na unidade que deve haver entre ele e os discípulos, a exemplo da relação cultivada entre ele e o Pai. O êxito da missão está alicerçado na relação de amor: “Permanecei no meu amor. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor…”.

Os mandamentos se resumem na observância do amor Amar-vos “uns aos outros como ele nos amou”! Jesus vai além dos critérios do Antigo Testamento: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18). O novo mandamento consiste no “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. A doação da própria vida por amor se traduz na prova de que os discípulos são, de fato, amigos de Jesus. “Vós sois meus amigos se fizerdes o que vos mando”.

Aos discípulos como amigos, Jesus não esconde os segredos do Pai. “Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai”. Neste clima, Jesus e os discípulos convivem numa perfeita confiança. Os discípulos foram escolhidos para doarem a vida pela humanidade em perfeita unidade com ele.

Jesus lhes faz um último alerta: a eficácia (frutos) e a credibilidade da missão não estão tanto condicionadas à quantidade, quando à intensidade de relação de amor e da mútua colaboração. O Pai enviará o Espírito e capacitará à missão aqueles que se identificarem com Jesus na doação de sua vida. A marca registrada da missão dos discípulos é o “amor mútuo” (Evangelho).

A Boa Nova do Reino anunciado por Jesus difunde-se aos homens e mulheres de todas as raças e nações. O testemunho que nos é narrado neste domingo tem como cenário a grande cidade de Cesareia, na costa da Palestina. Pedro é acolhido por Cornélio, oficial romano responsável, em Cesareia, por uma unidade básica das legiões romanas. Ouvindo a palavra de Pedro, o oficial e sua família se convertem. Uma conversão que se reveste de significação especial para a expansão do cristianismo entre os gentios (1ª Leitura).

Diante da notícia de que o anúncio da Boa Nova de Jesus suscita novos seguidores, o ministro do Salmo convida a cantar: “Cantemos com alegria, pois ‘O Senhor fez conhecer a salvação, revelou sua justiça às nações’” (Sl 98).

O Apóstolo João escreve às comunidades da Ásia Menor. Ali, os cristãos, face às influencias de certas seitas heréticas, estavam atravessando uma crise, vacilantes quando à verdadeira fé. O mandamento do amor ao próximo era veemente negado por tais seitas. Para João, o amor ao próximo é exigência básica para a fé cristã. Deus é amor. Ninguém pode dizer  que está em comunhão com ele se não se deixar contagiar por seu amor, amando ao próximo (2ª Leitura).

3. Atualizando a Palavra

O sexto domingo da Páscoa dá continuidade à temática da união vital e fecunda entre a videira e os ramos. Esta é a união do amor que se expande do Pai ao Filho, do Filho aos discípulos e dos discípulos a todas as pessoas. O Pai quer congregar a todos no mesmo amor.

Estamos no contexto de despedida de Jesus. Tudo acontece naquela noite de despedida, durante uma “ceia”. Jesus está se despedindo e deixando as suas recomendações. As palavras de Jesus soam como um “testamento final”. Ele sabe que vai partir para o Pai e que os discípulos vão continuar no mundo. Convida-nos a seguir o caminho de entrega a Deus e de amor radical aos outros.

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Traduzidos em vida pela comunidade dos seguidores de Jesus, os mandamentos deixam de ser normas externas, obrigações a serem cumpridas, para se tornarem a expressão clara do amor dos discípulos e de sua sintonia com Jesus.

O dialogo de Jesus com seus discípulos, com tom de despedida, tem, no horizonte, o mistério da cruz e a continuidade da missão. Uma cena que evoca a realidade de tantas mães que, na eminência de sua partida, reúne os filhos e, com emoção, transmite-lhes as últimas recomendações que se traduzem em verdadeiros referencias para a vida. “Permaneçam unidos, no mútuo amor!”

Assim como a relação amorosa entre irmãos eterniza as palavras de uma mãe, a relação de amor entre cristãos, em determinada comunidade de fé, eterniza o mandamento novo: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. A comunidade eclesial é, por excelência, o lugar de vivência do mandamento do amor deixado por Jesus. O que dá visibilidade à vivência do amor são as obras de caridade solidária como expressão de doação total de si mesmo. O amor não pode ser apenas com palavras, mas com fatos e na verdade. “Vós sois meus amigos”.

Pertencer à comunidade dos “amigos de Jesus” é aceitar o convite que ele nos faz para colaborar na missão que o Pai lhe confiou e que consiste em testemunhar no mundo o projeto salvador de Deus para a humanidade. Aos “amigos” de Jesus, cabe revelar, em gestos, o grande amor de Deus a cada homem e mulher – e especial aos pobres, aos marginalizado, aos doentes, aos pequenos, aos oprimidos.

Compete aos “amigos de Jesus” a missão de eliminar o sofrimento, o egoísmo, a miséria, a injustiça, enfim tudo o que oprime e escraviza os irmãos e desfigura a obra criada. É ainda missão dos “amigos de Jesus” serem mensageiros da justiça, da paz, da reconciliação, da esperança; Aos membros da comunidade dos amigos de Jesus compete labutar contra os mecanismo que geram violência, medo e insegurança. O amor é dom e missão.

Os cristãos “da comunidade dos amigos de Jesus” são aqueles que testemunham no mundo, com palavras e gestos, que o mundo novo que Deus deseja oferecer á humanidade se edifica através e no amor. São aqueles que proclamam, em ações concretas, a cada homem e mulher: “tu és amado e querido de Deus e salvo em Jesus Cristo”.

O amor é a forma mais alta e mais deve animar todos os setores humanos. Consequentemente, o amor deve animar todos os setores da vida humana. Só uma humanidade na qual reina a “civilização do amor” poderá gozar de paz autêntica e duradoura. “A Igreja no mundo atual” responde ao desafio de construir um mundo animado pela lei do amor, uma civilização do amor, “fundada sobre os valores universais de paz, solidariedade, justiça e liberdade, que encontram em Cristo sua plena realização”.

A civilização do amor é a aplicação prática, na vida da sociedade, do amor que provém de Deus. Se Deus é amor, temos que colocá-lo como Senhor dessa civilização, mas infelizmente o que vemos é uma luta tremenda para que o contrário aconteça. “Estamos diante de uma realidade mais vasta, que se pode considerar como uma verdadeira e própria estrutura de pecado, caracterizada pela imposição de uma cultura antissolidária, que se configura em muitos casos como verdadeira “cultura de morte” (João Paulo II).

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Na liturgia, recordamos e bendizemos o grande amor de Deus para com seu povo. Nós experimentamos seu amor, sentimos sua presença e aprendemos, deste modo, também a reconhecê-la em nossa vida quotidiana. Ele nos amou por primeiro, e continua a ser o primeiro a nos amar. Ele nos ama, nos faz ver e experimentar seu amor. A participação ativa, interna e externa na ação litúrgica, nos faz experimentar o amor de Deus, sentido sua presença e aprendendo a reconhecê-lo nos acontecimentos da história.

A Eucaristia é o sacramento do amor. É o amor maior, que se exprime mediante do sacrifício, a presença e a comunhão. O amor exige sacrifício. A Eucaristia significa e realiza o sacrifício da cruz, na forma de ceia pascal. Nos sinais do pão e do vinho, Jesus se oferece como Cordeiro imolado que tira o pecado do mundo.

Na celebração eucarística, renova-se para nós, as comunidades dos amigos de Jesus, a insistência para que sejam estreitados os laços da comunhão com ele. Ouvindo sua Palavra e participação de seu Corpo e Sangue repartidos, entramos em sua intimidade e o Pai nos torna seus amigos.

Ter vida eucarística é amar como Jesus amou. Não é simplesmente amar na medida dos seres humanos, o que chamamos de filantropia. É amar na medida de Deus, o que chamamos de caridade. É a capacidade de sair de si e colocar-se no lugar do outro com sentimento de compaixão, ou seja, de solidariedade com o sofrimento do outro.

Caridade é ter com o outro uma relação de semelhança e reconhecer-se no lugar em que o outro se encontra. “uma Eucaristia que não se traduza em amor concretamente vivido, é, si mesma, fragmentária” (Bento XVI, Deus caritas est. N.14). Por esta razão, a Igreja reza: “Deus todo-poderoso…fazei frutificar em nós, o sacramento pascal, e infundi em nossos corações a força desse alimento salutar” (oração depois da comunhão).

Enviado por D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, SP

Posted by: | Posted on: abril 30, 2012

Encontro de Oração do dia 06 de Maio

A Virgindade de Maria

A Diocese de Abaetetuba hoje celebra 50 anos de vida

Acolhida

  • Acolher com muita alegria as pessoas que chegam ao lugar marcado para o encontro.
  • Criar um bom ambiente e dar as boas-vindas a todos.
  • Preparar uma imagem de Nossa Senhora, a Bíblia, flores e uma vela.
  • Motivar o encontro

Dir: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Canto inicial: (à escolha)

Deus quis que Jesus tivesse uma verdadeira mãe humana, reservando a si próprio a paternidade de seu Filho, pois desejava estabelecer um novo início que não se devesse às forças humanas, mas só a Ele.

A virgindade de Maria está basicamente ligada à vida de Jesus. Ele nasceu de uma mulher, mas não teve um pai biológico. Jesus Cristo é um novo início, instituído no mundo pelo Alto. No Evangelho segundo Lucas, Maria pergunta ao anjo Gabriel: “Como será isto, se eu não conheço homem?” (Lc 1,34); o anjo respondeu-lhe: “O Espírito Santo virá sobre ti”.(Lc 1,35)

Para Maria foi inesquecível a experiência da anunciação: ao mesmo tempo que tomou consciência de que Deus é Pai, e é Pai porque tem um Filho que nela deveria se encarnar, soube da existência do Espírito Santo, que nela operaria a encarnação, tornando fecunda sua virgindade. Até então, ninguém jamais soubera que Deus é Pai, é Filho e é Espírito Santo; que Deus é Trindade.

Oração:

Salve, Senhora do mundo, Rainha dos céus! Salve, Virgem das virgens, Estrela da manhã! Salve, cheia de graça, brilho da luz divina! Apressa-te, Senhora, em socorro do mundo. Desde toda eternidade o Senhor te predestinou como Mãe do Verbo Unigênito, pelo qual criou a terra, o mar e os céus, e embelezou-te como sua esplêndida Esposa, não alcançada pelo pecado de Adão. Desde toda a eternidade o Altíssimo te preparou para a mais importante missão já dada a uma criatura – ser Mãe de seu Filho. Intercede por nós, teus irmãos e irmãs na ordem da criação, para que também em nós se faça a vontade do Pai. Amém.

Compromisso para o dia de hoje

50 anos atrás em Abaetetuba era constituída a Prelazia de Abaeté do Tocantins. Hoje elevemos a Deus o nosso agradecimento pela Evangelização que se realizou e se realiza nessa Diocese e também pela inestimável colaboração que nos dão, enviando as cartilhas de oração e de Celebração da Palavra para nosso Blog, de modo que todos possam usufruir delas.

COM CRISTO ONTEM, HOJE E SEMPRE somos filhos amados por Deus e seu santo nome bendizemos!

(Quem anima o encontro convida o grupo a rezar uma dezena do terço ou o terço inteiro, de acordo com o grupo)

  • Concluir com um canto Mariano ou com uma ladainha
  • Marcar o lugar e a hora para o encontro de amanhã.