Família

now browsing by tag

 
 
Posted by: | Posted on: junho 9, 2017

Esses namorados de ontem e de sempre!

 Frei Almir Guimarães

Junho, mês de Santo Antônio,  mês do dia dos namorados.

Santo Antônio de Pádua é, pois, o padroeiro dos enamorados. Antigamente, as moças faziam pedidos e acompanhavam trezenas ao santo tido como casamenteiro. Será que hoje ainda o fazem? Uma música junina sempre tocada nas festas de junho já dizia: “Eu pedi numa oração ao divino São João/ que me desse matrimônio, / São João disse que não, São João disse que não, / isso é lá Santo Antônio”. Assim, no céu, Santo Antônio está sentado no guichê da entrada de solicitações de casamento…

Casamento é realidade de muita monta. Namoro e enlace matrimonial são dados que mexem com vidas, histórias, mistérios ambulantes. Um homem e uma mulher. Já nas primeiras páginas da Bíblia se fala desses dois seres diferentes e feitos um para o outro. O escritor sagrado descreve belamente criação da mulher, tirada de uma costela de Adão, do lado de Adão, perto do coração de Adão.  A página do Gênesis fala da alegria do primeiro homem que vê na mulher carne de sua carne e os dois passam a caminhar juntos pelas alamedas do paraíso. Assim o casamento e a família estão nos planos primeiros do Altíssimo.  O rei da criação, Adão, passa a fazer a aventura da vida com uma companheira tirada de seu lado, de seu coração.

Read More …

Posted by: | Posted on: dezembro 29, 2012

Celebração Dominical: SAGRADA FAMÍLIA

30 de dezembro de 2012

Leituras: 

Eclesiástico 3, 3-7.14-17a;

Salmo 128 (127), 1-2.3.4-5 (R/cf. 1);

Carta de São Paulo aos Colossenses 3,12-21;

Lucas 2, 41-52

 

“DEVO ESTAR NA CASA DE MEU PAI”

COR LITÚRGICA: BRANCA

.Nesta Eucaristia, que se realiza na “oitava de Natal”, somos convidados, pela liturgia, a olharmos a Sagrada Família de Nazaré. Ela já vivia na comunhão com Deus, antes do nascimento de Jesus, e continua depois do Natal, com as dificuldades da vida, pelas quais passam todas as famílias da terra. Peçamos nesta celebração que o Senhor possa abençoar todas as famílias, em especial as famílias de nossa comunidade, e que possamos ter a Sagrada Família como exemplo para nossas famílias.

Situando-nos

A festa da Sagrada Família se insere no tempo do Natal, ou seja, “tempo da manifestação” do Senhor. Quer dizer, o Verbo eterno do Pai se torna humano, vem morar entre nós.

Celebrando a Sagrada Família, valorizamos a vida de nossas famílias como santuário da vida, lugar da vivência da gratuidade, do amor e do perdão, sacramento do mundo novo, apesar dos seus inevitáveis contratempos.

Nesta celebração, o Pai nos convida a entrar no mistério sempre atual da encarnação do Filho, na realidade de uma família que, independente de seus limites, é convidada a assumir o caminho de Jesus, como Maria e José que foram fiéis a Deus, apesar das vicissitudes da época.

A Palavra de Deus neste domingo nos introduz no mistério desta Família. Estejamos com olhar atento para ver o quanto de bom existe na nossa pequena família também.

1. Recordando a Palavra

O texto do evangelho de Lucas acentua a relação de Jesus com o Pai, sinalizando que sua missão ultrapassa os limites da família a que pertence pelos laços de sangue. Jesus participa com os pais da peregrinação a Jerusalém, para celebrar a festa da Páscoa. Ele começa a sentir a alegria de viver na comunidade dos fiéis israelitas, pois já tinha completado doze anos, idade da maturidade, época da preparação para a cerimônia do “bar mitzvá”.

Terminando a festa da Páscoa, que costumava durar sete dias, José e Maria tomam o caminho de volta a Nazaré da Galileia. Jesus permanece em Jerusalém e os pais notaram sua ausência entre os companheiros de viagem. Então, voltam a Jerusalém e, após três dias de procura, o encontram sentado entre os mestres da Lei, participando ativamente do ensinamento ministrado nos átrios do templo.

As pessoas, que acompanhavam o ensinamento dos mestres da Lei, ficavam maravilhadas com a sabedoria de Jesus. Aos pais aflitos que o procuravam, Jesus revela o sentido de sua missão: “Não sabíeis que devia estar na casa do meu Pai?” (2,49).

O Filho está envolvido com as coisas do Pai, pois foi enviado para realizar a sua vontade. Depois disso, Jesus volta com os pais para Nazaré e continua vivendo na obediência, prefigurando sua doação total por amor, como servo obediente ao Pai.

Maria “guardava todas estas coisas no coração” (2,51). Como modelo de discípula, ela conserva a palavra e os acontecimentos para compreender a missão do Filho. “Jesus ia crescendo em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens” (2,52), colocando-se, desde a infância totalmente a serviço da vontade do Pai, revelada N´Ele pelo Espírito Santo. A romaria a Jerusalém prefigura sua caminhada final até lá (9,51-19,27), onde culmina sua missão salvífica.

A primeira leitura, do livro do Eclesiástico, orienta as relações familiares, lembrando aos filhos o dever de honrar pai e mãe, conforme ensina o quarto mandamento (cf. Ex 20,12; Dt 5,16). Exorta a consolar, a ter compaixão e amparar os pais na velhice; a ter piedade, isto é, respeito e dedicação com aqueles que geravam a vida. Assim, o sábio autor do livro escreve no início do século II a.C., colocando a família como instrumento eficaz para permanecer na fidelidade à aliança.

O Salmo 128 (129) é sapiencial e fala da vida familiar feliz e harmoniosa. A fidelidade os ensinamentos do Senhor leva a trilhar os seus caminhos de felicidade. “Que o Senhor te abençoe cada dia de tua vida”.

A segunda leitura, da carta aos Colossenses, reflete sobre as relações humanas em todas as dimensões, sobretudo, no âmbito familiar. Impele a revestir-se das virtudes e atitudes essenciais para seguir o caminho da vida nova em Cristo. Mostra que a compaixão, a bondade, a humildade, a mansidão, a paciência e o perdão mútuo culminam na caridade que é o vínculo da perfeição.

O amor é o alicerce da vida familiar e cristã, pois leva a formar um só corpo em Cristo Jesus. A escuta da palavra, a ação de graças e o louvor com salmos, hinos e cânticos espirituais proporcionam viver os deveres recíprocos no amor.

2. Atualizando a Palavra

A Sagrada Família de Nazaré cumpre seus compromissos religiosos e ilumina as relações entre pais e filhos, sendo modelo para todos os lares. Mas Jesus revela que sua família, mais do que nos laços de sangue, está centrada na obediência a Deus, Pai comum de todas as pessoas que crêem e realizam a sua vontade.

Compreender a vontade do Pai, seus desígnios, seu projeto de amor, exige meditação, oração e contemplação constante de sua palavra. Maria conservava no coração a palavra, os acontecimentos da salvação, acolhendo com fé o plano de amor do Pai, que se revela no Filho. Sua atitude de discípula ilumina a nossa caminhada a serviço do Evangelho de Cristo.

O Filho de Deus vindo a terra numa família humana, oferece a ocasião para refletir sobre a família como ambiente vital e social, onde cada ser humano se insere ao nascer. Ele ensina a viver o amor filial, a comunhão, a solidariedade, a partilha.

O amor é o elemento essencial que faz reinar a paz e a harmonia nas famílias. É o critério para viver a felicidade em Deus e a fonte da unidade familiar.

O Catecismo da Igreja Católica afirma que a “Família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua atividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai. Ela é chamada a partilhar a oração e do sacrifício de Cristo. A oração cotidiana e a leitura da Palavra de Deus fortificam nela a caridade. A família cristã é evangelizadora e missionária. As relações dentro da família acarretam uma afinidade de sentimentos, de afetos e de interesses, afinidade essa que provém, sobretudo, do respeito mútuo entre as pessoas. A família é uma comunidade privilegiada, chamada a realizar uma carinhosa abertura recíproca de alma entre os cônjuges e, também, uma atenta cooperação dos pais na educação dos filhos” (Catecismo da Igreja Católica, p.576).

3. Ligando a Palavra com a ação eucarística

A nossa reunião dominical na casa do Senhor (Igreja) é expressão sinal de nossa caminhada com o Senhor e do desejo de vivermos como irmãos, numa família sagrada, unidos pelos laços da fé e da solidariedade.

A cada encontro dominical, à mesa da grande família, vamos crescendo pela sabedoria e força que nos vêm pela Palavra e pelo Pão eucarístico partilhado, até, unidos na busca da justiça e dias melhores para todos, chegarmos a “fazer a vontade do Pai”, conforme o dom e a vocação e cada um.

Um desejo, uma busca essencial em relação à vida da família hoje, com certeza, deve ser procurado no exercício da caridade que é a fonte da unidade familiar (caridade entendida como vivência da gratuidade, do perdão e do amor, do exercício de relações verdadeiras, da prática da misericórdia, da partilha e da solidariedade).

Enviado por D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira

Posted by: | Posted on: dezembro 26, 2012

Valor da Família

Terminamos mais um ano falando de família, porque ela é o valor maior que temos na vida. É aí que acontecem as relações fundamentais no amor, relações estas vindas de Deus. É na família que as pessoas precisam ser mais amadas e respeitadas. Só assim, na harmonia, podemos construir a verdadeira vida humana na terra e dar possibilidade de uma vida feliz, pautada pelos valores cristãos.

Começa um novo ano com a esperança da paz, do respeito para com os verdadeiros valores da vida, principalmente pela pessoa humana. Cada ser humano é criatura de Deus, é filho de Deus e, como tal, tem uma dignidade própria, que não pode ser “ferida” por ninguém. Ela tem a dimensão da vida familiar, de amor e carinho.

No Natal contemplamos a Família de Nazaré. Sobre ela estava contida a vontade de Deus-Pai, a realização de seu Reino, criando um clima de responsabilidade, de autoridade dos pais sobre os filhos e, destes, assentimento de obediência para com seus pais. Toda família, autenticamente constituída, existe por vontade divina.

Na família, Deus deve ser o grande referencial para todos, formando comunidade de amor e de estima, onde acontece o desenvolvimento humano e espiritual. A separação dos pais é sempre um sofrimento, um impacto que prejudica fortemente a unidade do lar. Há, com isto, fraturas profundas, e até difíceis de ser superadas.

A honra em relação aos pais é um princípio básico. Isto significa assentimento filial a Deus. É atitude que se expressa em algumas das manifestações, como: bondade, compaixão, humildade, mansidão, respeito etc. Tudo isto depende de esforço pessoal e capacidade de ver no irmão a dignidade que toca a todos nós.

O valor da família depende muito da forma de agir de seus membros, de se deixarem modelar profundamente pelos princípios do Evangelho. A Palavra de Deus modifica e edifica a vida das pessoas capacitando-as para superar todo tipo de diferença que impede a harmonia no lar. Seja assim a vida familiar no Brasil, no ano de 2013.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba.