Evangelho de João,

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Posted by: | Posted on: maio 29, 2013

SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

30 de maio de 2013

“O banquete da vida”

corpus_cristiLeituras: Genesis 14, 18-20;

Salmo 109 (110), 1.2.3.4. (R/4bc);

Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 11 23-26;

Lucas 9, 11b-17.

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

Na 5ª Feira Santa, iniciando o Tríduo Pascal, celebramos a instituição da Eucaristia. A Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, celebrada na Quinta-feira após a Solenidade da Santíssima Trindade, durante o Tempo Comum, é como um eco dessa celebração do Tríduo Pascal. Ajuda-nos a fazer da Eucaristia o memorial da Morte e Ressurreição de Jesus: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que Cristo nos é comunicado em alimento, o espírito é repleto de graça e nos é dado o penhor da futura glória (SC 47).

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Posted by: | Posted on: maio 24, 2013

Celebração da SANTÍSSIMA TRINDADE

26 de maio de 2013

Santíssima Trindade“Deus nos comunica sua própria intimidade”

Leituras: Provérbios 8, 22-31; Salmo 8, 4-5.6-7.8-9 (R/2a); Carta de São Paulo aos Romanos 5, 1-5; João 16, 12-15.

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

Animador: Hoje é a festa da Santíssima Trindade. Fomos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Pelo batismo começamos a participar da vida da Santíssima Trindade. Na prática é grande o seu mistério, por isso viemos aqui para contemplar este grande mistério de fé.

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Posted by: | Posted on: maio 23, 2013

Sugestões para a Celebração da Santíssima Trindade

trindade-santaApresentamos aqui algumas sugestões que podem usadas pelas equipes de liturgia ou da catequese para dinamizar as celebrações do próximo domingo, Dia da Santíssima Trindade. Elas foram tiradas do livro “LITURGIA – SUGESTÕES PARA DINAMIZAR AS CELEBRAÇÕES” de José Carlos Pereira, publicado pela Editora Vozes, edição de 2009. (pag. 468 – 471)

Acolhida:

  1. Na entrada da Igreja coloque um cartaz bem visível com os seguintes dizeres: “Ser comunidade como a Santíssima Trindade” ou “É na comunidade que conhecemos a Deus”, ou ainda “Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo”
  2. Enquanto as pessoas vão chegando, canta-se: “Louvarei a Deus, seu nome bendizendo! Louvarei a Deus, à vida nos conduz” (Orações e cantos de Taizé, nº 71)
  3. A equipe de acolhida, à porta da Igreja, recebe a todos com muita alegria, cuidando para que todos se sintam bem acolhidos e também auxiliando as pessoas que tiverem mais necessidades (idosos, pessoas portadoras de necessidades especiais, gestantes, crianças e pessoas que estejam passando por momentos difíceis)

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Posted by: | Posted on: maio 17, 2013

Como o pai me enviou, eu envio vocês! (Jo 20,19-31)

comunhao_dos_apostolosA MISSÃO DA COMUNIDADE

“A PAZ ESTEJA COM VOCÊS!”

João 20,19-22

Texto extraído do livro RAIO-X DA VIDA: Círculos Bíblicos do Evangelho de João. Coleção A Palavra na Vida 147/148. Autoria de Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino. Publicação: Centro de Estudos Bíblicos (CEBI). Saiba mais  em www.cebi.com.br

OLHAR DE PERTO AS COISAS DA NOSSA VIDA

No texto de hoje, vamos meditar sobre a aparição de Jesus aos discípulos e a missão que eles receberam. Eles estavam reunidos com as portas fechadas porque tinham medo dos judeus. De repente, Jesus se coloca no meio deles e diz: “A paz esteja com vocês!” Depois de mostrar as mãos e o lado, ele diz novamente: “A paz esteja com vocês! Como o pai me enviou, eu envio vocês!” Em seguida, lhes dá o Espírito para que possam perdoar e reconciliar. A paz! Reconciliar e construir a paz! Esta é a missão que recebem.

Hoje, o que mais falta é a paz: refazer os pedaços da vida, reconstruir as relações quebradas entre as pessoas. Relações quebradas por causa da injustiça e por tantos outros motivos. Jesus insiste na paz. Repete várias vezes! As pessoas que lutam pela paz são declaradas felizes e são chamadas filhos e filhas de Deus (Mt 5,9)! Vamos conversar mais sobre isso…

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Posted by: | Posted on: maio 4, 2013

6º DOMINGO DA PÁSCOA

05 de maio de 2013

“O amor de Cristo: Herança que a Igreja guarda com fidelidade”

Leituras: Atos 15, 1-2.22-29;

Salmo 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R/4);

Apocalipse 21, 10-14.22-23;

João 14, 23-29

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

O Senhor ressuscitou! Aleluia! É amando-nos uns aos outros que estaremos guardando a palavra de Jesus. E guardar a sua palavra é a maneira de manter viva a sua memória entre nós. Se todos se esquecessem disso, aí sim, Jesus estaria morto.

1. Situando-nos brevemente

Durante o Tempo Pascal, que “equivale” a “um Grande Domingo” (cf. NALC, n.22), a herança deixada por Jesus aos seus discípulos vem sendo celebrada. O amor de Cristo que reúne e une a comunidade de fé é a herança. Ela se sustenta na escuta e acolhida da Palavra de Jesus que é Palavra do Pai para nós.

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Posted by: | Posted on: abril 19, 2013

Celebração do 4º Domingo da Páscoa

21 de abril de 2013

Imagem de Jesus o Bom Pastor“Ser cristão com os outros e para os outros”
Leituras: Atos 13,14.43-52;

Salmo 99 (100), 2.3.5 (R/ 3ac);

Apocalipse 7, 9.14b-17;

João 10, 27-30.

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

O Senhor ressuscitou! Aleluia! Neste quarto Domingo da Páscoa, Jesus se apresenta como o Bom Pastor. Esse Pastor que nos protege contra todo o mal, também nos dá a vida eterna. Ele acolhe a cada um de nós, e nos chama pelo nome. Ouçamos seu chamado, para sermos seus discípulos-missionários e com Ele sermos pastores.

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Posted by: | Posted on: novembro 25, 2012

Celebração do 34º Domingo Tempo Comum – ano B

25 DE NOVEMBRO DE 2012

“Venha a nós o vosso Reino!”

Leituras:

Daniel 7, 13-14;

Salmo 92 (93), 1ab.1c-2.5;

Apocalipse 1, 5-8;

João 18, 33b-37.

COR LITÚRGICA: branca

Neste último domingo do ano litúrgico celebramos a festa de Cristo Rei do Universo. O Reino de Deus é um projeto de vida oferecido à humanidade, já neste mundo, e não somente para depois da morte. Aceita-lo é assumir o projeto de Deus rejeitando o que se opõe à verdade. Hoje é também o “Dia do Leigo” chamado à missão profética, sacerdotal e real de Cristo para transformar o mundo no “reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz”.

1. Situando-nos brevemente

Com a solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, encerramos o Ano Litúrgico. Jesus Cristo é o Alfa e o Ômega, o começo e o fim da história da salvação.

A festa de Cristo Rei foi instituída, como celebração litúrgica, pelo Papa Pio XI em 1925. O Papa fixou o último domingo de outubro como data da festa de Cristo Rei, tendo em vista, sobretudo, a festa subseqüente de Todos os Santos, “a fim de que se proclamasse abertamente a glória daquele que triunfa em todos os santos eleitos”.

A reforma litúrgica do Vaticano II transferiu a data do último domingo de outubro para o último domingo do Tempo Comum. Desse modo, concedeu à celebração um significado mais amplo, sublinhando a dimensão escatológica do reino em sua consumação final. Com esta mudança, Cristo aparece como centro e senhor da história, Alfa e Omega, Princípio e Fim (cf. Ap 22, 12-13).

É a Festa do Cristo “Kyrios”. “O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele glória e poder através dos séculos” (antífona da entrada).

A Igreja no Brasil comemora hoje o dia dos leigos, os missionários do Reino de Deus nas diferentes áreas e atividades que tecem a vida humana, religiosa e social. Louvamos a Deus por tantas mulheres e homens que vivem profundamente sua vocação batismal, colocando-se inteiramente a serviço da Boa Nova, anunciada, vivida e celebrada.

Neste último domingo do ano litúrgico, louvemos e agradeçamos ao Senhor por todas as graças e bênçãos recebidas de sua bondade, ao longo da caminhada do ano que passou. Hoje, em todas as dioceses do Brasil, fazemos a abertura da Campanha para a Evangelização, que é realizada no 3º domingo do Advento.

2. Recordando a Palavra

O Evangelista João situa a realeza de Jesus Cristo no relato da Paixão para evidenciar o modelo de sua realeza, em total contraste com os outros modelos. Jesus é rei, porém, de modo diferente das demais formas de poder.

O diálogo de Pilatos com Jesus dá início ao evangelho deste domingo. Jesus, depois ser interrogado e rejeitado pelo poder religioso, é conduzido ao governador romano Pôncio Pilatos, representando o poder político de então. “Tu és o rei dos judeus?” (v.33). À pergunta do governador Jesus responde, indagando: “Você diz isso por si mesmo, ou foram outros que lhe disseram isso a meu respeito?”

Os judeus desejam conseguir de Pilatos a condenação capital para Jesus: declarando-se rei, Ele se colocaria em oposição a César. O governador teria que condená-lo se não quisesse perder os favores do imperador romano. Eximindo-se de qualquer responsabilidade, Pilatos quer se inteirar sobre o que Jesus fez para ser entregue ao poder romano. “O que fizeste”? Jesus não responde, mas retoma a resposta da pergunta anterior: “O meu reino não é deste mundo”.

Esta afirmação nem sempre foi interpretada. Ela não quer dizer que o Reino de Jesus não se preocupa com as coisas da terra, ou que os cristãos não devam se preocupar com as coisas do mundo. Quando Jesus diz – “o meu reino não é deste mundo” – ele revela sua procedência e não seu lugar de atuação. Jesus rejeita todo tipo de realeza que tenha como base a força e o poder. “Meu Reino não é daqui”.

Estranhando a realeza de Jesus e sem saber direito o que perguntar, Pilatos reconhece: “Então tu és rei?” Na visão do governador, como pode ser rei alguém que não tem exércitos, armas, riquezas e ambições políticas? A postura de Jesus, condenado à morte, solitário e fraco, pobre e despojado de qualquer poder questiona os dogmas do império e inquieta seus governantes.

“Você está dizendo que eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade …” (v.37). Jesus é um rei diferente dos poderosos do mundo. Sua resposta a Pilatos revela a função de sua realeza: dar testemunho da verdade, sendo fiel à vontade do Pai até as últimas conseqüências, isto é, a morte da cruz.

E “o que é a verdade?” (v.38), pergunta Pilatos. Jesus se cala! A palavra hebraica para designar a verdade é emeth que significa “fidelidade plena”. A realeza de Jesus se exerce no domínio da verdade isto é, na fidelidade ao projeto do Pai e não na mentira, no ódio, na opressão, próprios dos reinos terrenos. A verdade é a revelação do ser de Deus, que é amor.

A segunda leitura é tirada do início do livro do Apocalipse. É um livro escrito para animar as comunidades perseguidas. Na leitura de hoje nos é apresentada uma síntese da vida e da ação de Cristo. Ele é apresentando com três títulos messiânicos: a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dos mortos e o soberano dos reis da terra. Os três títulos são uma confissão de fé e indicam o mistério da vida, morte, ressurreição e ascensão do Senhor.

Daniel, na primeira leitura, descreve uma visão: vê alguém “um como filho do homem”, que vem sobre as nuvens até o tribunal do ancião. Ele vem do alto, entre as nuvens, isto é, vem do próprio Deus. As feras vêm do mar (cf. início do capitulo 7 de Daniel), o filho do homem vem do céu. Indica, portanto, um novo reino. No contexto de Daniel, este “filho do homem” é o povo de Deus. No contexto da festa de hoje, é o próprio Jesus Cristo, Rei do Universo.

3. Atualizando a Palavra

Nas celebrações litúrgicas, estamos habituados a cantar hinos a Cristo Rei. “Rei divino que a terra desceste. Vindo a nós se seu trono de glória. Alcançaste fulgente vitória sobre a culpa, origem da dor! Reina, reina nas almas no mundo. Rei dos reis, Jesus Cristo, Senhor!” E outros hinos como: “Jesus é meu Rei e Senhor”, levantai-vos soldados de Cristo, para frente marchai a vitória…”

Reconheçamos com sinceridade: não é fácil vencer a tentação do triunfalismo. As influências dos tempos de cristandade ainda repercutem e revelam sua força, em muitas manifestações eclesiais e litúrgicas. Hoje o estandarte de Cristo Rei tremula em meio a muitas outras bandeiras da sociedade.

É importante deixar claro que realeza de Cristo não se confunde com a realeza deste mundo. Suas conquistas não se medem pela quantidade de indivíduos batizados, pela eficiência das estruturas e das instituições eclesiais, pela grandiosidade das igrejas, pelo temor que as autoridades eclesiásticas às vezes impõem.

O reino de Cristo conquista novas fronteiras pela atitude de serviço, pelos gestos de doação solidária em favor dos mais fracos. Ele se manifesta no respeito de uns pelos outros, no encontro, no diálogo que instaura relações de comunhão.

Talvez devêssemos retomar a pergunta de Pilatos: “tu és rei?” Que rei Jesus é hoje para nós?

“Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade”. Jesus Cristo é reconhecido como Senhor (Kyrios) e Rei porque realizou (e realiza) a missão de salvar, perdoar, reconciliar, libertar, curar, dar a vida, anunciar a Boa Nova do amor do Pai e da esperança.

Nesta perspectiva, celebrar hoje a festa de Cristo Rei é reconhecer que Ele é o ponto de convergência da história, da atividade e da peregrinação terrena da humanidade. O Cordeiro que foi imolado, agora é motivo da alegria de todos os corações e plenitude total dos anseios. Por isso podemos proclamar: “Jesus Cristo, ontem, hoje, sempre, Aleluia!”.

Jesus afirma: “meu reino não é deste mundo”. De fato o reino de Cristo não é do estilo político dos governos terrenos. Jesus mesmo nos ensina a rezar: “venha a nós o vosso reino”.

O senhorio do Cordeiro imolado e vitorioso é reconhecido e perpetuado hoje, no mundo, através dos cristãos e das comunidades eclesiais, não tanto por privilégios e influências sociais, quando pela presença e serviço, qual fermento na massa, em favor da verdade, da justiça. Da justiça, da fraternidade, da convivência no amor, na paz e na liberdade. “Após o Concílio, a teologia cristã insistiu de forma enfática sobre a necessidade de assumir a missão não como ‘implantação da Igreja’, mas também como ‘serviço ao mundo’, ou mais propriamente, ao Reino de Deus e à Paz que este traz à humanidade” (CNBB, Missão e Ministério dos Cristãos leigos e leigas. DOC. 62, N.47)

Pelo batismo somos convidados a reinar com Cristo pelo serviço, pelo perdão, pela reconciliação, enfrentando o desafio da cruz a fim de que todos tenham dignidade e paz.

Neste dia da festa de Cristo Rei, a Igreja comemora o “Dia do Leigo”. Recorda seus membros que, pelo batismo, são em Cristo sacerdotes, profetas e reis, inseridos nas realidades da cultura, da política, do comércio, das ciências, da economia, da ecologia, da vida conjugal… A presença e a atuação de leigos cristãos podem transformar essas áreas em espaços fecundos para os valores do reino de Deus.

4. Ligando a Palavra com a Ação Eucarística

Pela celebração litúrgica deste ultimo domingo do ano litúrgico, nos encontramos com o Senhor, nosso rei e juiz, que, por sua palavra nos julga, nos purifica e nos torna participantes do banquete de seu reino. Experimentemos antecipadamente o júbilo dos convidados à ceia do reino que seu amor preparou.

Como povo sacerdotal, nos reunimos para celebrar a memória sempre viva e atual do Senhor.

Hoje, na celebração eucarística, Cristo vive conosco sua Páscoa redentora, para que nos unamos intimamente a ele, recebamos a força do Espírito Santo, a fim de sermos testemunhas fiéis da verdade e chegarmos ao Reino eterno e universal.

Assim rezaremos no prefácio da festa de hoje: “Ele, oferecendo-se na Cruz, vítima pura e pacifica, realizou a redenção da humanidade. Submetendo ao seu poder toda criatura, entregará à vossa infinita majestade, um reino eterno e universal: reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz”.

A Palavra de Deus, que escutamos e acolhemos com docilidade em nosso coração, nos revela que o Reino de Deus está realmente no meio de nós, como grande dom do amor de Deus à humanidade.

A Eucaristia que celebramos é memorial do Cristo vitorioso que se mostrou fiel no amor até as últimas conseqüências da morte na cruz, sem jamais ceder às artimanhas do poder e da violência. Ele é Rei vitorioso “porque sempre se mostrou cheio de misericórdias pelos pequenos e pobres, pelos doentes e pecadores, colocando-se ao lado dos perseguidos e marginalizados. Com a vida e a palavra anunciou ao mundo que sois Pai e cuidais de todos como filhos e filhas” (oração eucarística para diversas circunstâncias –IV).

A ação litúrgica deste domingo de Cristo Rei é expressão da aliança de Deus com seu povo, isto é, expressão maior da comunhão do Reino.

Enviado por D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira

Posted by: | Posted on: agosto 24, 2012

CELEBRAÇÃO DO 21º DOMINGO TEMPO COMUM – ANO B

26 DE AGOSTO DE 2012

“O Senhor pousa seus olhos sobre os justos” (Sl 33,16)

Leituras: Josué 24,1-2a. 15-17.18b; Salmo 33 (34); Carta de São Paulo aos Efésios 5, 21-32; João 6, 60-69 (“Senhor, a quem iremos?”).

COR LITÚRGICA: Verde

Nesta páscoa semanal vemos que após os sinais, o anúncio e as propostas de Jesus sobre o pão da vida, alguns discípulos o abandonam, porque acham suas palavras duras e exigentes. Pedro responde decididamente a pergunta de Jesus. Ele representa a comunidade que se decide pelo seguimento do Mestre. Hoje, último domingo de agosto, comemoramos, de modo especial, a missão dos catequistas e de todas as pessoas que se dedicam à ação evangelizadora em nossas comunidades.

1. Situando-nos brevemente

É uma graça e uma benção estarmos reunidos, celebrando o mistério pascal de Cristo acontecendo em nossa vida e em nosso trabalho. Na Páscoa de Jesus, Deus revelou a sua opção pela humanidade. Jesus venceu, pela cruz, todos os limites que impedem a vida humana de ser feliz e divina.

No centro do Evangelho, está Pedro, que, questionado por Jesus, o identifica como Filho de Deus. E, falando em nome do grupo, decide seguir Jesus: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que Tu és o Santo de Deus”.

Damos graças por essa opção de Deus por nós e pela presença da páscoa libertadora. Abrimos o coração à interpelação que Jesus nos faz, como fez a Pedro, e, a exemplo dos apóstolos, queremos estar com ele no caminho e na luta por uma sociedade diferente, nova e fraterna. Ele nos encoraja a abandonar os ídolos, que nos levam à destruição e à morte.

No último domingo de agosto, lembramos a missão dos catequistas e de todas as pessoas que se dedicam à ação evangelizadora em nossas comunidades e no mundo.

2. Recordando a Palavra

A leitura de Josué lembra que estamos nos anos que se seguiram à entrada do povo na Terra Prometida. Moisés já havia morrido. Josué assume a liderança. Tempos difíceis e com muitas incertezas, por causa do contato do povo com muitos deuses no tempo de escravidão, conservando muitas simpatias no coração por alguns deles.

Josué, depois das conquistas e organizações iniciais, reúne o povo para conservar com ele sobre qual Deus seria o deus oficial. E para não ficarem dúvidas e muito menos inseguranças, exige uma resposta clara, firme e definitiva do povo.

Isso, à primeira vista, parece estranho, uma vez que, no Egito e durante o êxodo, Javé se manifestara libertador, amigo do povo, selando com ele uma aliança no Sinai. Mas os tempos mudaram. A situação econômica era outra, a realidade política tão diferente e as ambições começaram afetar as relações sociais e religiosas. Muitos se perguntavam se Javé deveria continuar sendo o Deus único e capaz de ajudar Israel.

Josué, diante da nova situação, organiza a assembléia de Siquém, reunião constitutiva do povo. É o ponto de partida de um movimentado que tem raiz no êxodo. Todos devem aceitar sua nova identidade de povo da aliança, com repercussões na vida social e política, bem como cultural e religiosa. Exige uma escolha sem rodeios: “Se vos desagrada servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir… Porque, quanto a mim, eu e minha casa serviremos ao Senhor”.

E o povo respondeu sem hesitação: “Longe de nós abandonarmos o Senhor; temos certeza que não há Deus melhor do que Ele”.

As palavras “nos tirou, a nós e a nossos pais…” , tantas vezes repetidas, se referem ao povo reunido em Siquém que não esteve no Egito e, em sua maioria, não passou pelo deserto. Mas todos estavam lá, na casa da escravidão, e todos foram libertos. É a fé em Deus aliado dos pobres, e não o sangue que nos une nessa aliança tribal.

O tema central da assembléia de Siquém é fazer a opção consciente de quem o povo deseja servir. Opta pelo Deus do êxodo: aquele que vê a opressão do povo, que ouve o grito de dor e conhece seus sofrimentos; que está decidido a descer para libertá-lo do poder dos opressores (Ex 3, 7-8). É o Deus de seus pais, o Deus da história. Os deuses “estranhos”, imagens corrompidas de Deus, geram escravidão e morte.

O Salmo 33 (34) constitui uma ação de graças, pela presença e ação libertadora de Deus. Ele escuta a oração dos simples e se faz próximo dos seus sofrimentos. Ensina-lhes sabedoria, mata a sua fome e defende a vida de todos. Por isso, nada falta aos que o procuram e seguem os seus passos. Ele é a paz e salvação dos justos. O salmista convida-nos a louvar a Deus com ele e, aludindo ao grande perigo de que foi libertado, diz-nos como o Senhor é bom e tudo dá aos que o procuram e temem.

Aos Efésios, Paulo sugere orientações para a vida em família e no relacionamento marido-pessoa. Inserido na cultura do tempo, considera o marido cabeça da mulher. Entende o relacionamento homem-mulher na perspectiva da teologia da Igreja, onde Cristo é a sua cabeça.

Ninguém duvida de que a Igreja deva se submeter e obedecer a Cristo-cabeça. E se não fizer isso, perde a sua identidade e razão de ser. Obviamente que, hoje, o mesmo não se pode afirmar na relação marido-esposa.

Mas qual o significado da expressão: “Sejam submissos uns aos outros por temor a Cristo”? Cristo, na verdade, é o ponto de partida para todo o tipo de relacionamento entre as pessoas. E a carta aos Filipenses (2,5-11) explica o sentido do temer a Cristo; Ele se pôs a serviço de todos, desceu ao nível social último e se fez servo obediente até a morte, e morte de cruz.

Nesse contexto, fica clara a missão e a tarefa do marido: “Que os maridos amem as suas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Assim devem os maridos amar suas esposas como a seus próprios corpos. Quem ama sua esposa, ama a si mesmo”.

Não esqueçamos que o autor, nesta carta, desenvolve uma teologia da Igreja: Deus revelou todo o mistério de sua vontade de unir em Cristo todas as coisas.

O Evangelho, conclusão do capítulo 6 de João, mostra como a encarnação e a eucaristia andam de mãos dadas, mexem com as pessoas e as levam a um posicionamento: aceitam Jesus e se abraçam com Ele, ou se chocam e escandalizam com Ele e se afastam do seu projeto de vida e liberdade.

Diga-se de passagem: Jesus, de fato, frustrou as expectativas e esperanças de muitos. Depois dos milagres, sinais e prodígios, concluem: “Este é o profeta que devia vir ao mundo…” e querem agarrá-lo para fazê-lo rei, mas Jesus foge sozinho para a montanha.

Nem todos entenderam a proposta de Jesus, e Ele passa a atualizar o sentido dos acontecimentos. José Bortolini resume a explicação de Jesus: “Na pessoa de Jesus, Deus oferece à humanidade um pão que sustenta para sempre. Esse pão é a pessoa de Jesus, o maior presente que o Pai fez ao mundo. Quem recebe o pão e o assimila (Eucaristia), descobre que Deus lhe confia uma tarefa, que é a adesão a Jesus, tornando-se, também, pão partilhado para a vida de todos (encarnação). Não há meio-tempo: quem recebe Jesus como pão não pode eximir-se da responsabilidade de ser, como Ele, pão para a vida dos outros. A Eucaristia e a encarnação põem as pessoas diante de uma decisão. E aqui surgem muitas crises e abandonos.” (José Bortolini, Roteiros Homiléticos, Anos A, B,C – Festas e Solenidades; Paulus, São Paulo, 2008, p.429).

De fato, a tentação é buscar uma religião fácil, sem compromissos nem maiores conseqüências. Mas, no plano de Deus, essa religião e liturgia não existem. A verdadeira religião é assumir a prática e a doação de Jesus em favor dos menos favorecidos. Liturgia é memória e mergulho no mistério do pão partilhado, a Páscoa de Jesus.

Por causa disso, Jesus decepcionou muita gente. Ele não procurou a glória das pessoas nem prometeu glória aos seus seguidores. A realeza e a glória de Jesus consistem em doar-se radicalmente até esgotar a própria vida.

Eucaristia e glória. O pão não tem fim em si mesmo. Existe para ser consumido e devolver as forças para quem passa fome. Os que amam sabem que a vida não tem sentido se não se traduzir em pão, em dom a ser partilhado com os outros.

E Jesus mostra que a vida é para ser partilhada, e a morte pode se tornar a maior expressão de amor. Ele não dispensa ninguém de dar a vida até a morte, se for preciso. Judas, aquele que entregou Jesus, não entendeu a vida como oferta para os outros. Mas viu a vida como um bem a ser conservado egoisticamente. Em vez de doar a sua vida, entregou Jesus à morte. Ou seja, faz a opção pela morte.

Jesus, antes de elevar-se para a glória de Deus, assume a cruz, numa oferta total de sua vida. Sua “subida” é o gesto supremo de serviço à humanidade que precisa de paz, de reconciliação e de alegria. Muitos o entenderam. Outros não, e, por isso, deixaram de segui-lo, porque sua proposta foi tornando-se muito exigente, humanamente inaceitável.

Confessar que Jesus é o “santo de Deus” e reconhecer que não há outro caminho significa aderir a Ele, continuando e realizando o que Ele fez como peregrino e missionário do Pai.

3. Atualizando a Palavra

Há uma pergunta nos bastidores da Igreja e na consciência dos cristãos: o que significa e implica servir ao Deus verdadeiro, nos dias de hoje?

É duro admitir que a fé na Eucaristia não seja unicamente crer na presença de Jesus nas espécies do pão e vinho, mas também no pobre, no aleijado, no espoliado, no maltrapilho, e que Ele encarna-se na realidade concreta das pessoas.

O que significa ser pão para os outros? Por que muita gente se escandaliza e cai fora quando mostramos os compromissos da Eucaristia? Aparece hoje um certo “espiritualismo eucarístico” que esconde e escamoteia a encarnação de Jesus no contexto histórico.

A fé exige decisão e adesão sem reservas àquele cujas palavras prometem e comunicam a vida eterna. Jesus é efetivamente o enviado que Deus consagrou. A escolha para segui-lo não suprime a liberdade e não impede a possibilidade de traição. Seguir Jesus impõe condições que nem todos aceitam. Servir o Senhor da vida é penoso e exigente, e podemos sucumbir à tentação de “ir embora” e largar o seguimento.

Hoje existem formas discretas de nos retirar da caminhada sem dar muito na vista: ficar na comunidade sem assumir ou sem se importar com o projeto de Jesus, vivendo uma religião como rotina, para ter a consciência em paz; escolher trechos mais convenientes do Evangelho e fingir não ver as exigências cristãs da caridade, da justiça e da ação transformadora da sociedade; inventar um Jesus a nosso gosto, que nos incomode pouco, ou nada, e faça sempre a “nossa vontade”.

Será que é possível se dizer cristão, freqüentar a igreja, sem de fato ter tomado uma decisão verdadeira de seguimento a Jesus e de compromisso com o seu projeto?

4. Ligando a Palavra e a Eucaristia

Na celebração, nos abrimos ao convite que o Senhor nos faz pela Palavra a uma opção decisiva por Ele, superando os estímulos da “carne” para viver no espírito. Professamos nossa fé inspirada na afirmação de Pedro. “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o santo de Deus”.

Na liturgia eucarística, fazemos memória da doação e entrega de Jesus por nós. Rendemos graças por tamanho gesto de bondade e generosidade. Agradecemos ao Pai, que, em Jesus, fez uma opção amorosa e comprometedora pela humanidade. Ao celebrar o “mistério da fé”, somos provocados a superar as aparências e olhar com os olhos da fé o mistério de nossa vida e da vida dos irmãos e irmãs.

Suplicamos que Ele nos ensine a não fugirmos dos conflitos e a não perdemos a alegria de viver, apesar das dificuldades encontradas em nosso caminho. Buscamos forças e inspiração para a nossa maior e mais radical doação em prol de um projeto de vida para todos.

A Eucaristia nos coloca diante de Cristo e nos pede uma opção pronta e decisiva. A Palavra proclamada é luz, e o pão que recebemos é força e alimento, em vista de uma resposta positiva e responsável.

Enviado por D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira

Posted by: | Posted on: agosto 12, 2012

JESUS É O PÃO DA VIDA – JOÃO 6, 41-51

Quem se abre para Deus aceita Jesus e sua proposta.

Texto extraído do livro RAIO-X DA VIDA – Círculos Bíblicos do Evangelho de João. Coleção A Palavra na Vida 147/148, do CEBI. Autores: Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino.

O fragmento do evangelho de João (Jo 6,41-51) é continuação do Discurso do Pão da Vida que começamos a refletir na última semana. Por meio desse discurso, Jesus procura abrir os olhos do povo para ele descobrir o rumo certo que deve tomar na vida. Dá olhos novos para ler os fatos e ver melhor as necessidades. Acompanhe!

COMENTANDO

JOÃO 6, 41-51: 4º Diálogo – Quem se abre para Deus aceita Jesus e a sua proposta

A conversa se torna mais exigente. Agora são os judeus, os líderes do povo, que murmuram: “Esse não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como é que ele pode dizer que desceu do céu?” Eles pensam conhecer as coisas de Deus.

Na realidade, não é nada disso. Se fossem realmente abertos e fiéis a Deus, sentiriam dentro de si o impulso de Deus atraindo-os para Jesus e reconheceriam que Jesus vem de Deus (Jo 6,45).

Na celebração da Páscoa, os judeus lembravam o pão do deserto. Jesus os ajuda a dar um passo. Quem celebra a Páscoa lembrando só o pão que os pais comeram no passado, vai acabar morrendo como todos eles!

O verdadeiro sentido da Páscoa não é lembrar o maná que caiu do céu, mas sim aceitar Jesus como Pão da Vida e seguir pelo caminho que ele ensinou. Não é comer a carne do cordeiro pascal, mas sim comer a carne de Jesus, que desceu do céu para a vida do mundo!

ALARGANDO

O discurso sobre o Pão da Vida (Jo 6,22-58)

Este longo discurso feito na sinagoga de Cafarnaum está relacionado com o capítulo 16 do livro do Êxodo. Vale a pena ler todo este capítulo de Êxodo, percebendo as dificuldades que o povo teve que enfrentar na sua caminhada, para podermos compreender os ensinamentos de Jesus aqui no capítulo 6 do Evangelho de João. Quando Jesus fala de “um alimento que perece” (Jo 6,27), ele está lembrando Ex 16,20. Da mesma forma, quando os judeus “murmuram” (Jo 6,41), fazem a mesma coisa que os israelitas no deserto, quando duvidam da presença de Deus junto com eles durante a travessia. A falta de alimentos fazia com que o povo duvidasse que Deus estivesse com eles, de que Deus fosse Javé, resmungando e murmurando contra Deus e contra Moisés. Aqui também os judeus duvidam da presença de Deus em Jesus de Nazaré (Jo 6,42).

Fonte:  www.cebi.org.br