Comunicação

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Posted by: | Posted on: maio 7, 2013

Comunicação

Imagem da Assenção de JesusNa Festa da Ascensão do Senhor, na volta de Cristo ao Pai, tocamos no tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais. Estamos numa cultura que se prima por comunicar de forma toda especializada e perfeita. Apesar do individualismo, as pessoas estão, a todo momento, conectadas, principalmente no caminho virtual. Os meios, os instrumentos estão, cada vez mais, marcantes na vida das pessoas.

Outro tema de importância neste tempo é a abertura da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Os Meios de Comunicação Social precisam contribuir para a unidade das pessoas. A força da comunicação deve ser caminho de aproximação dos indivíduos, não provocando violência, incentivo aos vícios e destruição dos valores que dão segurança para o povo. Eles precisam contribuir com uma paz sustentável.

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Posted by: | Posted on: maio 19, 2012

Igreja e Comunicação

Artigo de Diego Santos*

O silêncio e a palavra são os núcleos temáticos da Mensagem do Papa Bento 16 por ocasião do 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais a celebrar nesse domingo. Oportunamente, o Papa destaca o silêncio como elemento primordial na dinâmica comunicacional e a reflexão sobre a produção de conteúdos pertinentes para a evangelização.

Diante da sociedade da informação, permeada pelo espetáculo e o sensacionalismo da cultura de massa, o Papa ressalta a dimensão antropológica da comunicação que consiste na afirmação que toda pessoa humana é um ser comunicacional, ou seja, um ser relacional e precisa, no silêncio, conhecer-se a si mesmo primeiramente, posteriormente, compreender com maior clareza o que pretende falar ao mundo, seja com palavras ou ações, e ainda discernir como expressar isso e entender o que as outras pessoas falam.

Na Celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II, a Igreja reflete também sobre a sua atuação no campo da comunicação social, através do Documento Conciliar Inter Mirifica. Porém, ela reconhece que precisa avançar nessa área, principalmente na conscientização da importância da Pastoral da Comunicação que tem a responsabilidade de gerar a comunicação eclesial interna entre as pessoas da comunidade e a comunicação externa com a sociedade em geral e a imprensa. Há pessoas que desconhecem essa pastoral, suas funções e seus benefícios. A Pastoral da Comunicação não se resume somente aos meios, como os jornais paroquiais, sites e blogs. Mas, fundamenta-se, antes de tudo, na pessoa e missão de Jesus Cristo, o comunicador por excelência de Deus, e na comunhão e interação entre as pessoas da comunidade e suas ações desenvolvidas a serviço da evangelização

Para algumas pessoas, quando se fala em comunicação é sinônimo de insignificância, complexidade e resistência. O desafio é mudar essa mentalidade. Ao contrário, a comunicação faz parte do DNA da Igreja e deve estar presente em todas as atividades que a instituição promove e favorecer o relacionamento humano entre a comunidade e a sociedade. Todavia, sem um planejamento de ação com estratégias, metas e recursos, não se terá resultados efetivos.

Saber dialogar com os jovens, a geração net, é outro desafio para a Igreja imersa na cultura digital, e imprescindível para a evangelização.

A Igreja precisa, ainda, adequar a sua linguagem para os diversos públicos e se apropriar dos diversos meios de comunicação, principalmente as novas plataformas digitais para a difusão do Evangelho. Muitas vezes, a Igreja fala para ela mesma, desde a homilia na missa, o programa de rádio e de televisão católico, visto que se torna necessário uma revisão sobre a sua atuação nesses meios.

Investir em profissionais de comunicação e insistir na formação técnica e espiritual dos agentes pastorais para produzirem adequadamente os produtos comunicacionais é mais uma ação urgente. De fato, torna-se necessário uma comunicação que se encarregue de atuar como meio eficaz no relacionamento entre a Igreja, os fiéis e a sociedade.

Na preparação para a vivência do Ano da Fé e da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no Brasil, o silêncio na vida diária será muito precioso para favorecer o necessário discernimento entre o que é importante daquilo que é inútil. Um silêncio ativo e orante que leve a pensar e a ações concretas na evangelização da fé cristã e que ofereça respostas às mudanças constantes que influenciam a comunidade humana no processo de globalização, num clima cultural e moral de secularização e agnosticismo.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais coincide com a celebração litúrgica da Ascensão do Senhor Jesus Cristo aos Céus, momento em que os discípulos de ontem e hoje são convidados e enviados a todo o mundo a comunicar uma nova linguagem, aquela mais plena, a linguagem do Amor.

(* Jornalista, pesquisador em comunicação organizacional, estratégica e eclesial – Seminarista de Filosofia da Diocese de Limeira – SP)

Posted by: | Posted on: maio 19, 2012

Celebração da Ascensão do Senhor

“Quem se apaixona por Jesus Cristo deve transbordar Jesus Cristo, no testemunho e no anúncio explícito de sua pessoa e mensagem. A Igreja é indispensavelmente missionária” (CNBB DGAE. DOC 94, n.30)

 Leituras: Atos 1,1-11; Salmos 47 (46), 2-3.6-7.8-9 (R/6); Carta de São Paulo aos Efésios 1, 17-23; Marcos 16, 15-20.

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

Com a ascensão que lembramos hoje, termina a missão terrena de Jesus. Hoje o Cristo é glorificado no céu. Começa a missão de todos nós na terra, pois o Cristo se prolonga em cada pessoa que nele crê. Jesus parte para o céu, mas não nos deixa órfãos, porque prometeu estar conosco até o fim dos nossos tempos. Ele – perfeito comunicador do Pai – completa a ligação entre o céu e a terra: a única via. Ninguém fará outra, porque só Ele veio de lá e retornou. Veio como a Palavra de Deus, isto é, como salvação, e tornou-se nosso caminho de volta. A ascensão de Cristo é a garantia da nossa eternidade, se soubermos amar como Ele amou.

1. Situando-nos brevemente

Celebramos, hoje, o domingo da Ascensão do Senhor. A vitória de Cristo já é nossa vitória! Passados quarenta dias da ressurreição, conforme o evangelista Lucas, Jesus é levado ao céu. Como rezamos no Credo: “subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos”.

A Ascensão do Senhor não se constitui numa festa de despedida, mas no inicio de um novo modo de Jesus estar presente entre nós. Por isso, fazendo memória da Ascensão do Senhor aos céus, entramos no sentido profundo da sua ressurreição e da missão que ele confiou à sua Igreja.

Agradecendo a Deus pela elevação de Jesus como Senhor de todo universo, recebemos de Deus a confirmação de que nós todos, seres humanos, fomos, com Ele, introduzidos na intimidade definitiva de Deus. Aquele que percorreu os caminhos deste mundo, no amor e na doação, é glorificado. À direita do Pai, como nosso eterno mediador, Jesus continuará a acompanhar os discípulos e, por meio deles, propor à humanidade vida nova e definitiva.

2. Recordando a Palavra

Estamos no contexto das aparições do Ressuscitado à comunidade de seus discípulos e discípulas. Por fim, Jesus aparece aos onze, os repreende por não terem acreditado no testemunho das pessoas que o tinham visto Ressuscitado. Quais seriam os motivos de tal crítica? Provavelmente, para ensinar que a fé em Jesus passa pela fé nas pessoas que dão testemunho dele e que ninguém deve desanimar, quando a descrença nascer no coração.

É normal todos passarem por dúvidas, mas a fé é uma exigência necessária. Depois, disse-lhes: ”Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura”. A exigência do anúncio da Boa Nova é: “crer e ser batizado”. Aos que tiverem a coragem de crer na Boa Nova e forem batizados, ele promete os seguintes sinais: expulsarão demônios; falarão línguas novas; pegarão em serpentes e não serão molestados pelo veneno; imporão as mãos aos doentes e ele ficarão curados.

São sinais que revelam a presença de Jesus Ressuscitado na missão dos discípulos missionários. Esse mesmo Jesus, que percorreu os caminhos da Palestina e acolhia os pobres e curava os doentes, continua vivo no meio da comunidade que “acreditando foram batizados” (Evangelho).

Na primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, encontramos a mensagem referencial da festa de hoje: “Jesus, depois de ter apresentado e realizado o plano do Pai, foi elevado ao céu, à vista deles, e uma nuvem o retirou aos olhos”. Concluída a missão terrena, de total fidelidade ao Pai, Jesus entra na gloria da comunhão da Trindade. Na terra, os discípulos, são convidados a dar continuidade, sob a ação do Espírito, à sua missão, com os olhos fixos no porvir e entregues à realização do projeto salvador de Deus na história (1ª Leitura).

O Salmista reconhece o poder de Deus Pai que glorificou a Jesus e convida as nações a cantarem sua glória: “Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta” (Sl 47/48).

A 2ª Leitura pertence à oração de ação de graças e de súplica que Paulo eleva a Deus. Ele dá graças a Deus pela adesão a Jesus e pela resposta de amor dos fiéis. O Apóstolo reitera que a comunidade deve conhecer a esperança à qual foi chamada, ou seja, à vida plena de comunhão com Deus.

Assim, todos devem caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas, como irmãos, membros do Corpo, cuja cabeça é Jesus Cristo. Ele, através da Igreja, continua presente e realizando o projeto de salvação da humanidade (2ª Leitura).

3. Atualizando a Palavra

Jesus, “… após a Ressurreição, apareceu aos discípulos e, à vista deles, subiu aos céus, a fim de nos tornar participantes da sua divindade” (Prefácio II da Ascensão).

Para muita gente, a celebração do mistério da Ascensão é uma espécie de despedida ou de ausência. Melhor seria entendê-la como o “coroamento de uma caminhada” feita na fidelidade ao projeto do Pai; continuidade e presença do Cristo Senhor no meio de sua comunidade em missão.

A Ascensão, mais do que ausência, é um novo modo de presença. Ele se afasta dos discípulos, porém, ao mesmo tempo, garante sua presença. “O Senhor está sempre no meio de nós”! Ele está na glória e na comunhão do Pai, mas também está junto daqueles que dão continuidade à missão no mundo, através de sinais que atestam a veracidade do anúncio da Boa Nova.

Para Santo Agostinho, “Cristo está no céu, mas também está conosco; e nós, permanecendo na terra, estamos também com ele. Por sua divindade, por seu poder e por seu amor, ele está conosco; nós, embora não possamos realizar isso pela divindade como ele, ao menos podemos realizar pelo amor que temos para com ele. O Senhor Jesus Cristo não deixou o céu quando de lá desceu até nós; também não se afastou de nós quando subiu novamente ao céu” (Santo Agostinho, Sermão da Ascensão do Senhor. Oficio das Leituras Liturgias das Horas, p. 289).

Agora, no tempo da continuidade da missão, sob a ação do Espírito Santo, “tudo o que na vida de nosso Redentor era visível passou para os ritos sacramentais, para que a nossa fé fosse mais firme e autêntica. Esta fé, aumentada com a ascensão do Senhor e fortalecida com o dom do Espírito Santo, nem os grilhões, nem os cárceres, nem os exílios, nem a fome, nem o fogo, nem as dilacerações das feras, nem os tormentos inventados pela crueldade dos perseguidores jamais puderam atemorizá-la.

Em defesa desta fé, através de todo o mundo, homens e mulheres, meninos de tenra idade e moças na flor da juventude combateram até o derramamento do sangue. Essa fé expulsou os demônios, afastou as doenças, ressuscitou os mortos” (São Leão Magno, A ascensão do Senhor aumenta a nossa fé, Sermão 2. Oficio das Leituras. Liturgias das Horas, p. 850).

“Cristo já foi elevado ao mais alto dos céus, contudo continua sofrendo na terra através das tribulações que nós experimentamos como seus membros. Deu testemunho desta vontade, quando se fez ouvir lá do céu: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues’ (At 9,4). E ainda: ‘Eu estava com fome e me destes de comer…’” (MT 25,35s) (Santo Agostinho, Sermão da Ascensão do Senhor. Oficio das Leituras. Liturgia das Horas, p. 829).

Jesus elevado ao céu é a imagem da humanidade divinizada. Ao ser glorificado, Cristo é a máxima garantia de que Deus cumpriu suas promessas. As fronteiras entre o divino e o humano foram canceladas. Em Jesus Cristo, ressuscitado e elevado ao céu, a humanidade já participa da glória do Pai: “Somos cidadãos do céu” (Fl 3,20).

Uma comunidade que quiser ser testemunha da ressurreição deve ser um lugar favorável à vida saudável, deve crer que outro mundo é possível. A ascensão de Jesus sustenta a esperança de quantos sonham e se empenham por um amanha melhor!

4. O Dia Mundial das Comunicações Sociais

Celebramos neste dia 20 de maio, o Dia Mundial das Comunicações Sociais com o tema “Silêncio e Palavra: Caminho de Evangelização” coincide com a Festa da Ascensão do Senhor. Na Ascensão acontece a plenitude da comunicação do Criador com sua criatura, selando definitiva e evidentemente o cumprimento da Aliança de Deus com o seu povo.

A comunicação supõe anúncio de palavras, portanto de vibração de sons, de barulho, mas também exige momentos de silêncio. Às vezes a capacidade de ouvir fala mais alto do que as palavras. A cultura dos ruídos impede uma boa comunicação e dificulta muito o diálogo. Com isto dizemos que o silêncio faz parte integrante da comunicação entre as pessoas.

Ao voltar à Casa do Pai, Jesus comunica aos Apóstolos a missão de anunciadores da Palavra de Deus. Para isto deveriam ser testemunhas de sua ressurreição. Assim dizemos que a Ascensão é a Festa da Comunicação, do encontro e do diálogo entre o humano e o divino, o cumprimento da Aliança de relacionamento entre Deus e àqueles que o reconhecem como Deus.

Na Ascensão Jesus promete enviar, aos Apóstolos e à Igreja toda, o Espírito Santo comunicador, confirmando sua presença definitiva na vida das comunidades cristãs. A grande comunicação confiada a todos nós é que anunciemos o fato de que Jesus ressuscitou e não morreu. Ele continua vivo entre nós.

O poder da comunicação está apoiado, de forma bem determinada, na autenticidade de quem comunica. Jesus foi modelo, com uma comunicação simples, mas com palavras munidas de vida, de coerência e sadia intenção. Ele transfere esse poder para os discípulos, devendo agir nos princípios determinados pelo Mestre.

Devemos saber a linguagem da comunicação de Deus. Ela vem acompanhada de certeza e não de uma nova língua, de um novo idioma, mas um novo modo de comunicar o caminho de libertação, de ascensão e da vida nova do Reino de Deus. É uma linguagem propriamente de evangelização e de ação transformadora do mundo, que tem como base atitudes concretas e de fidelidade à fé.

5. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Assim como a solenidade pascal da Ressurreição do Senhor foi para nós motivo de grande júbilo, agora também a sua ascensão aos céus nos enche de imensa alegria. Pois, recordamos e celebramos aquele dia em que a humildade de nossa natureza foi exaltada, em Cristo.

A Eucaristia é memorial da paixão, morte, ressurreição e ascensão ao céu de Jesus Cristo. “Celebrando, pois a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai….” (Oração Eucarística I). Participando da celebração do mistério da Ascensão, somos também, nós, com Jesus, elevados e introduzidos na comunhão do Pai.

Pela proclamação da Palavra, Jesus, ao mesmo tempo em que nos envia em missão, nos convida “a subir com ele aos céus”, a sermos de fatos, cidadãos do céu. Como seus discípulos, somos convidados à progressiva ascensão até atingimos a meta final: “todos juntos nos encontraremos unidos na mesma fé e no conhecimento do Filho de Deus, para chegarmos a ser o homem perfeito que, na maturidade do seu desenvolvimento, é a plenitude de Cristo” (Ef 4,13).

Na ação litúrgica deste domingo, como discípulos missionários, glorificamos o Senhor e, na alegria pascal, esperamos o Espírito de Pentecostes. Nesta semana de oração pela unidade dos cristãos, invoquemos a luz de Deus para que nos ilumine e nos encoraje na missão como testemunhas da ressurreição.

Rezemos pela unidade visível entre as Igrejas, pelo entendimento cordial entre as religiões e crenças, para que, “quando fizermos parte da nova criação, enfim libertada de toda maldade e fraqueza, poderemos cantar a ação de graças do Cristo que viver para sempre” (oração eucarística sobre a reconciliação I). 

Colaboração de D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira