Campanha da Fraternidade,

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Posted by: | Posted on: fevereiro 19, 2015

Apresentação do Texto Base da Campanha da Fraternidade 2015

Para colaborar com a Catequese, o Blog da Catequese traz uma apresentação em vídeo da síntese do Texto Base da Campanha da Fraternidade 2015, elaborada pela CNBB.

O vídeo foi editado pela gestora do Blog da Catequese, para facilitar o trabalho sobre a Campanha nos encontros de catequistas, como também em encontros de catequese com jovens e adultos.

Assista no modo de tela cheia, pois terá melhor qualidade.

Posted by: | Posted on: abril 2, 2014

Atividades para crianças – Campanha da Fraternidade 2014

Muitos catequistas nos pedem dinâmicas para falar sobre a Campanha da Fraternidade com as crianças. Por esse motivo fui pesquisar na Internet e encontrei um Blog muito bom, editado por Jonathan Cruz, catequista da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo – Paraopeba/MG. O Blog chama-se “Catequese com Crianças”, e traz diversas atividades para fazer com as crianças.

Coloco abaixo um link que dá acesso a esse material, que está postado em PDF. Para usá-lo basta copiar o arquivo para o seu computador e imprimir no formato “paisagem”:

Atividades sobre a Campanha da Fraternidade 2014

 

Posted by: | Posted on: fevereiro 13, 2013

Campanha da Fraternidade

Hoje iniciamos o tempo da quaresma, 40 dias destinados à conversão, à oração, ao jejum e à caridade. Tempo no qual somos chamados a olhar para nossa própria vida refletindo em que devemos mudar, nos converter para que sejamos melhores, dando testemunho de vida para que o mundo se torne um lugar melhor.

No Brasil, desde 1964, durante o tempo da quaresma a Campanha da Fraternidade enriquece as reflexões propondo a análise de um tema importante da realidade social, que nos desafia a perceber o quanto estamos longe de ser sinal do Reino de Deus. Assim, em 2013, o tema proposto é “fraternidade e juventude”.

Na introdução do Texto Base se diz que “a Campanha da Fraternidade se propõe olhar a realidade dos jovens, acolhendo-os com a riqueza de suas diversidades, propostas e potencialidades; entendê-los e auxiliá-los neste contexto de profundo impacto cultural e de relações midiáticas; fazer-se solidária em seus sofrimentos e angústias, e reavivar-lhes o potencial de participação e transformação”.

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Posted by: | Posted on: março 30, 2012

Domingo de Ramos: dia da Coleta Nacional da Solidariedade

No próximo domingo, dia 1º de abril, dioceses, paróquias e comunidades de todo país celebrarão o Domingo de Ramos, dia em que cristãos e cristãs fazem memória a entrada de Jesus em Jerusalém. É nesta data que a Igreja realiza a Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade, em que todas as doações financeiras realizadas pelos fiéis farão parte dos Fundos Nacional e Diocesanos de Solidariedade.

Voltado para o apoio a projetos sociais, os fundos são compostos da seguinte maneira: 60% do total da coleta permanecem na diocese de origem e compõe o Fundo Diocesano de Solidariedade e 40% são destinados para o Fundo Nacional de Solidariedade. O resultado integral da coleta da Campanha da Fraternidade de todas as celebrações do Domingo de Ramos será encaminhado à respectiva diocese.

Em 2011, somente o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) apoiou 320 projetos sociais em todo Brasil.

Em 2012, com o tema “Fraternidade e Saúde Pública”, a Campanha da Fraternidade (CF) reflete junto aos seus fiéis temas como a atual situação do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o texto base da CF 2012, dados do IBGE mostram que enquanto os mais ricos usam a maior parte de seu orçamento com saúde no pagamento de planos privados, os mais pobres têm os remédios como item de maior consumo de seus gastos com saúde.

Participe da Coleta Nacional da Solidariedade e contribua para a promoção e o apoio a projetos sociais de todo país e de sua diocese.

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC– Bispo Diocesano de Limeira

Posted by: | Posted on: fevereiro 28, 2012

ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012

por CNBB

campanha-fraternidade-2012Senhor Deus de amor, Pai de bondade, Nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, pelo amor com que cuidas de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo, em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude Enviai-nos, Senhor, o vosso Espírito.

Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão se faça sempre mais solidária às dores e enfermidades do povo, e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém!

Posted by: | Posted on: fevereiro 27, 2012

Celebração: Vida Saudável

AMBIENTE

Bíblia aberta, cartaz da Campanha da Fraternidade, flores naturais, alguma planta viva (pé de alguma verdura), grãos (feijão, espiga de milho ou outro), ervas de chás. Enquanto o grupo se organiza, pode ser tocado o Hino da CF ou outra música que o grupo escolher.

 DEUS NOS CHAMA E NOS REÚNE

Amados(as) irmãos(ãs), amigos(as), vizinhos(as) jovens e crianças. Sejam todos bem vindos neste encontro. Juntos nos preparamos para a grande festa de Jesus Cristo. Neste ano a CF nos leva a refletir sobre a saúde, não só para nós, mas para todos os seres vivos: uma vida saudável para a humanidade, animais, plantas e todo nosso planeta terra. Recebemos o dom da vida com tudo do que precisamos para termos uma vida saudável e sermos felizes.

 DEUS NOS FALA

Animador: Deus criou a vida. Ouçamos.

1ª Leitura: Gn 1, 29-31a.

(Momento de reflexão)

Cântico de Daniel (Dn 3,57-88)

Leitor 1: Deus nos criou com amor e nos deu toda espécie de alimentos para que tenhamos vida saudável em abundância.

Leitor 2: A vida saudável requer harmonia entre o corpo e o espírito, entre a pessoa e o ambiente, entre personalidade e responsabilidade.

Leitor 1: A estreita ligação entre saúde e salvação (cura) é significativa, pois as tendências de não se dar a devida importância à dimensão espiritual na consideração do que seja saúde e doença, resulta em compreensões superficiais e equivocadas dessas realidades.

Leitor 2: Temos a definição de saúde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentou em 1946 não contemplando a dimensão espiritual mas, em 2003, incorporou a espiritualidade ao texto: “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental, social e espiritual, mas apenas ausência de doenças”, ampliando os elementos para a compreensão deste fenômeno, o que é mais condizente com a natureza humana.

Animador: Nós temos aqui, alguns alimentos que nos sustentam. Temos também algumas plantas que nos servem como remédio quando sentimos algum mal-estar ou desequilíbrio em nosso organismo. Cada um de nós tem uma experiência de vida com Deus, nosso Pai, tanto na saúde como na doença. Se alguém quiser partilhá-la, poderá fazê-lo.

 DEUS NOS CHAMA À VIDA E NOS ENVIA EM MISSÃO

Leitor 1: Como podemos ter uma vida saudável sem nos comprometermos na missão de enfrentarmos e superarmos os desafios nos dias de hoje?

Animador: Vamos então louvar e agradecer a Deus pela vida que temos, pois Ele cuida para que tenhamos tudo de que precisamos a fim de termos uma vida saudável, dizendo:

Todos: Eu te louvo e te bendigo, ó Pai, porque me destes a vida.

Pedidos e agradecimentos espontâneos podem ser realizados nesse momento.

Animador: Muitas coisas importantes  são possíveis de serem feitas, basta querer e assumir com responsabilidade os compromissos de cuidarmos da família, de parentes, dos amigos, dos vizinhos e da  nossa comunidade. Portanto, vamos nos reunir novamente a fim de nos preparmos para a Páscoa da Ressurreição de Jesus.

 BÊNÇÃO FINAL

Animador: Ó Deus Criador, defensor da vida, fonte de amor, fazei que vossa palavra seja nosso guia, inundando nosso ser com vossa luz para que ilumine todas as pessoas do mundo inteiro. Dai-nos graças de compreender a vida e cuidar dela conforme vossa vontade. Amém!

 Texto elaborado pelo Regional Sul 3 da CNBB – www.cnbb.org.br

Posted by: | Posted on: fevereiro 24, 2012

A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012 E OS DESAFIOS PARA A IGREJA

A saúde é o maior tesouro que temos. Não há como crescermos, trabalharmos, produzirmos e buscarmos a felicidade sem desempenho e funcionamento sadio das funções vitais básicas.  Sabemos que a saúde para além de “bem-estar” (OMS, 1946) é a resultante da interdependência das condições econômicas, sociais, políticas, ambientais, filosóficas, educacionais, tecnológicas e estruturais e que não bastam apenas políticas voltadas à cura, mas é preciso antes políticas de promoção de saúde e prevenção das doenças.  Aqui entra a questão da saúde pública.

Mudanças de hábitos para uma vida saudável, promoção do cuidado especial com o doente e melhoria no sistema público de saúde, são alguns dos objetivos da CNBB, com a Campanha da Fraternidade de 2012. Pretende a Campanha desse ano suscitar na sociedade ampla discussão sobre a realidade da saúde. Ela objetiva contribuir também para a qualificação, fortalecimento e consolidação do SUS (Sistema Único de Saúde), visando a melhoria da qualidade dos serviços, do acesso e da vida da população como um todo. No campo das políticas públicas, pesquisas revelam que as questões relacionadas à saúde vêm sendo, há muito tempo, consideradas a principal plataforma política e alvo das reivindicações da população brasileira.

Não podemos ficar inertes frente às profundas desigualdades sócio-econômicas e sociais existentes em nosso país. Nossa indignação tem que se traduzir em ações transformadoras em educação para a saúde dirigida para os cidadãos assim como a capacidade das pessoas para agir e assumir o cuidado de sua saúde, a saúde da família e da comunidade, além de criar condições para que a comunidade possa influir nas causas determinantes e condicionantes do processo saúde e doença e melhorando assim a qualidade de vida da população.

Numa pesquisa recente, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria(CNI), intitulada Retratos da Sociedade Brasileira:Saúde Pública, mostra que seis em cada dez brasileiros reprovam o sistema público de saúde. O principal problema é a demora para o atendimento, apontado por 55% dos entrevistados. Entre outros problemas do sistema de saúde, está a falta de equipamentos e de unidades de saúde, mencionado por 10% e a falta de médicos, indicado por 9% da população. O estudo revela ainda que 95% das pessoas acreditam que o setor da saúde precisa de investimentos, mas 96% são contrárias à criação de impostos para melhorar a situação, pois de acordo com os entrevistados, a saúde já tem recursos suficientes para isso. O que precisa acontecer é o aperfeiçoamento da gestão e entre as soluções apontadas para a melhoria da saúde e a obtenção de mais recursos, 82% da população espera que o Governo acabe com a corrupção e 53% acredita que a redução de desperdícios é mais que suficiente para o avanço da saúde no País.

Toda essa questão foi levantada pela pesquisa, pois havia uma proposta no Congresso de criação de nova fonte para financiar a saúde. Só que, em 16 de janeiro, o Diário Oficial da União publicou a Lei Complementar 141, sancionada pela presidente, que regulamenta a Emenda 29 que fixa os gastos com saúde e os percentuais mínimos para investimento a serem observados pela União, estados e municípios. A presidente, dessa forma, vetou a brecha deixada pelo Congresso para a criação de um novo imposto para financiar a saúde.

O estudo da CNI aponta também que os hospitais públicos são os principais fornecedores de saúde para 68% da população, enquanto a rede privada é usada, de forma exclusiva, por apenas 10% dos brasileiros.

A CF 2012 propõe, no âmbito de suas ações concretas, uma educação para a saúde que deve ter como valor fundamental o respeito da dignidade do ser humano. Já dizia Kant que “as coisas tem preço as pessoas dignidade”. É preciso que as ações dos profissionais de saúde se pautem por uma compreensão do ser humano em sua integridade, levando em conta as suas dimensões físicas, psíquicas, culturais, sociais e espirituais, afastando-se das retrógradas correntes ideológicas exclusivamente biologicistas.

Temos pela frente, portanto, um gigantesco desafio de educarmos para a cidadania, para a consciência, defesa e respeito do sagrado direito à vida, consubstanciado no “direito à saúde”. Fazemos dois destaques. O primeiro é da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O artigo 1º. da Declaração diz que “todos os homens, nascem livres e iguais em dignidade. Sãodotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”. O artigo XXV proclama que “todo homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família e saúde e bem-estar”. O outro destaque é a Constituição Brasileira no seu artigo 196 proclama que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Infelizmente constatamos ainda com tristeza, que o anunciado e celebrado “direito à saúde” é ainda uma miragem e mero discurso retórico de políticos em muitas partes de nosso país.  Se ontem a saúde era vista como mera “caridade”, hoje, na lógica globalizante do mercado excludente, corremos o risco de considerá-la como uma “simples mercadoria”! A área da saúde é hoje um mercado que movimenta recursos econômicos em cifras astronômicas, que não conversa com a ética!  Defrontamo-nos aqui com perspectivas sombrias, onde se deveria cultivar a esperança.

A agenda de construção de uma cultura de respeito e cuidado da vida e saúde do brasileiro, passa pela incorporação dos referenciais éticos da justiça, solidariedade e equidade no cotidiano das políticas de nosso sistema público de saúde. Não basta maldizer a escuridão é preciso acender uma luz.

Por essa razão é que a Igreja, por meio da CF 2012, se propõe a construir em meio a este contexto social injusto e desigual, em que a doença e a pobreza falam mais alto do que o bem saúde, um horizonte de significado, o Reino de Deus. Nosso grande objetivo é construir uma sociedade justa e igualitária que permanentemente estimule uma solidariedade coletiva voltada para a proteção do bem para todos, em busca do Reino da Saúde.

Nosso grande esforço é para que haja uma mudança no conceito de saúde: de caridade para direito. Sobretudo porque, hoje em dia, como afirmamos há pouco, esse direito tem se transformado num negócio, num mercado livre, sem coração!

E aqui o papel da Pastoral da Saúde é vital! Desejamos que ela faça a diferença pela sua dinâmica presença de ser o sal e luz neste nosso contexto ainda tão estigmatizado pela escuridão da doença e das mortes que poderiam ser evitadas. Além de cuidar dos doentes, dentro de sua dimensão samaritana, a Pastoral da Saúde, deverá trabalhar para mudar estruturas político-sociais desiguais. Viveremos ainda o grande desafio, em nossas Dioceses, de preservar a identidade cristã dos profissionais da saúde que atuam nesse campo e que comungam de nossa fé e missão. Ecoará forte e amplo nosso convite de que, os preferidos de Deus, os pobres e doentes, sejam por nós todos visitados e encaminhados em suas demandas.

Para nós, cristãos, a saúde é vista como um dom que Deus confiou a responsabilidade humana. Esta responsabilidade se traduz no cuidado da própria saúde e na saúde dos mais fracos, com competência tecnocientífica e humano-ética. Este cuidado competente soa como um imperativo ético a cada um de nós, que deve se traduzir na prática numa prioridade de ação. O que foi prioritário para Jesus, deve ser prioritário para nós, seguidores de Jesus.

É verdade que há muitos motivos que nos alentam e nos enchem de esperança, mas desejamos que esta reflexão que a CF 2012 nos apresenta seja capaz de nos tornar ainda mais solidários, lembrados que fomos que, apesar de todo avanço e crescimento, a saúde em nosso País não vai bem. A mortalidade infantil no Brasil ainda é alta se comparada a outros países. A mídia faz “festa” diariamente com o caos na assistência médico-hospitalar pública brasileira.

Recomendamos vivamente uma ação de cidadania em todas as nossas comunidades, que se exerça via controle social com participação ativa e crítica nas instâncias oficiais, de onde se decidem as políticas públicas e os recursos para a saúde, seja no Conselho Nacional de Saúde, seja no estadual e principalmente no Conselho Municipal de Saúde. De tal maneira que a sociedade organizada, vigie e controle o Estado.

Muito nos anima constatar, em nossa Diocese, o surgimento de numerosas organizações populares que trabalham no cuidado, na defesa e na promoção da vida, com programas de educação e capacitação nutricional e alimentícia, farmácias comunitárias e outros.

Também é muito sentida a presença cada vez mais significativa de mulheres que assumem compromissos em favor das comunidades: comitês de saúde, criação e reforço de redes de solidariedade. A medicina popular e alternativa que vai sendo desenvolvida com todo o seu valor e que leva em conta o contexto global da saúde e da doença.

Dentro de muitas das nossas comunidades e paróquias, há um despertar de iniciativas e trabalhos articulados a fim de promover a humanização dos serviços de saúde, das estruturas e das instituições hospitalares e educativas, na direção de alimentar a formação, a capacitação e a atualização dos profissionais de saúde em nível humano, ético e bioético. 

Também nos deixa plenos de esperança o nascimento de grupos de pastoral da saúde, de organizações de socorro aos enfermos, de entidades de saúde comunitária ligadas às nossas Paróquias , que têm formulado propostas concretas no âmbito das políticas públicas de saúde como condição indispensável para melhorar as condições de vida dos cidadãos.

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo Diocesano de Limeira