Bom Pastor,

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Posted by: | Posted on: abril 19, 2013

Celebração do 4º Domingo da Páscoa

21 de abril de 2013

Imagem de Jesus o Bom Pastor“Ser cristão com os outros e para os outros”
Leituras: Atos 13,14.43-52;

Salmo 99 (100), 2.3.5 (R/ 3ac);

Apocalipse 7, 9.14b-17;

João 10, 27-30.

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

O Senhor ressuscitou! Aleluia! Neste quarto Domingo da Páscoa, Jesus se apresenta como o Bom Pastor. Esse Pastor que nos protege contra todo o mal, também nos dá a vida eterna. Ele acolhe a cada um de nós, e nos chama pelo nome. Ouçamos seu chamado, para sermos seus discípulos-missionários e com Ele sermos pastores.

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Posted by: | Posted on: abril 16, 2013

A voz do pastor

Bom PastorPastor e ovelhas caminham numa relação afetiva, de autoridade e de acolhida. Dizemos que Deus é pastor do povo de Israel, e Jesus é pastor de todos os seres humanos. Mas o pastoreio se estende por todas as pessoas que têm o papel de responsabilidade diante dos compromissos e da missão assumidos na vida real.

É inconcebível um pastor que não conhece as suas ovelhas, não tendo, por isto, como acompanhá-las de perto e de ajudá-las em suas necessidades. Com muita facilidade toma atitudes de exploração e de desrespeito para com elas. Normalmente os mais fracos sofrem as consequências e o peso das arbitrariedades cometidas, sem respeito, aos mais fracos e excluídos dos direitos que são de todos.

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Posted by: | Posted on: fevereiro 17, 2013

As sandálias do pescador

Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior

Artigo enviado pelo próprio autor e também publicado na página 3 do primeiro caderno da Folha de São Paulo A3 neste domingo dia 17 de fevereiro de 2013

Ainda surpreso e comovido com a renúncia do Papa. Ouvi  silencioso ao bávaro Joseph Ratzinger, dizendo em latim, que não tinha  mais as forças necessárias para governar a Igreja e exercer o  ministério petrino. Fiquei a me perguntar: Quem será o novo sucessor  de Pedro? Quem calçará as sandálias de Jesus?
O perfil de um novo papa para o século 21 é a questão  nevrálgica dos próximos 30 dias. Quem deve ser papa para receber a  herança valiosa do Concílio Vaticano II e fecundá-la? Quem tem o rosto  de pastor universal para esta hora decisiva? Seria um intelectual como Bento 16? Um ator, atleta e místico como João Paulo II? Um amigo dos pobres como João 23? Um homem do diálogo como Paulo VI?

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Posted by: | Posted on: julho 21, 2012

Celebração do 16º Domingo do Tempo Comum – Ano B

22 de Julho de 2012

“O Senhor é o pastor que me conduz” (Sl 22,1)

Leituras: Jeremias 23, 1-6;

Salmo 22 (23);

Carta de São Paulo aos Efésios 2, 13-18;

Marcos 6, 30-34 (Urgência da missão).

Cor Litúrgica: VERDE

Em cada celebração fazemos memória da Páscoa de Jesus ressuscitado e vivo no meio de nós. Hoje, nós o contemplamos como Mestre que se revela muito próximo e íntimo dos discípulos e se comove diante da multidão faminta e desamparada que o cerca. Como Bom Pastor, ele se compadece de nossos sofrimentos, guia-nos, fortalece-nos e defende a nossa vida.

1. Situando-nos brevemente

Nas celebrações, fazemos memória da Páscoa de Jesus, ressuscitado e presente no meio de nós.

O Evangelho do domingo passado narrava a missão que Jesus confiara aos seus discípulos. Hoje, aprofunda o tema do bom pastor, isto é, daquele que tem responsabilidades com a vida dos outros. Contemplamos Jesus Cristo, o enviado pelo Pai, como Mestre que se revela muito próximo e íntimo dos discípulos e se comove diante da multidão faminta e desamparada que o cerca.

Como bom pastor, Jesus se compadece dos pobres, dos famintos, dos desempregados e abandonados à própria sorte. Solidariza-se com os nossos sofrimentos. Guia-nos, fortalece-nos e defende nossa vida em meio aos reveses ou sobressaltos do dia a dia.

A sua Páscoa, o seu pastoreio e ministério junto às ovelhas se prolongam e continuam em tantas pessoas que são movidas pela compaixão e se colocam a serviço dos abandonados, dos presos, das crianças que vivem nas ruas, dos aidéticos… Neles, contemplamos Jesus mesmo em sua missão, em seu trabalho pastoral, com sua ternura e doação, vencendo preconceitos, indo ao encontro dos feridos, oferecendo água e acolhida, rompendo o autoritarismo, o esnobismo e a exploração que mora nos corações desumanos.

2. Recordando a Palavra

A compreensão do Evangelho deste domingo se torna mais rica se o situarmos entre o domingo passado – o envio dos apóstolos para a missão e o relato do martírio de João Batista, situado no Evangelho de Marcos (6,14-29). Herodes, líder político, trai as expectativas e esperanças do povo oprimido, mata João Batista, a voz dos que não tem voz.

Faz isso na festa da vida, seu aniversario, reunidos com os poderosos. Celebra a vida, matando aquele que defende a vida dos pobres. Neste contexto, Jesus aparece como líder e como pastor do povo sofrido, ameaçado, compadecendo-se dele. Com esse povo, Jesus celebrará o banquete da vida, saciando a fome do povo (Evangelho do próximo domingo).

O Evangelho descreve duas cenas: na primeira, aparecem os apóstolos cansados depois de muitas atividades, mas felizes e cheios de entusiasmo pelo bom êxito da missão e por tudo o que tinham conseguido realizar. É uma prestação de contas e avaliação. Retornam para junto de Jesus e dialogam sobre como tinham agido e como tinham ensinado. Jesus os convida a se retirarem para um lugar sossegado, na solidão e no silêncio do deserto, a fim de refazerem suas forças e buscarem maior intimidade com o Pai, pela oração.

No Evangelho de Marcos e em outros textos bíblicos, o deserto é o lugar onde Deus fala a seu povo. É indispensável para a missão o tempo da oração, o cultivo da relação íntima e pessoal com Deus. É Ele quem anima e dá forças para enfrentar todas as dificuldades que os apóstolos de todos os tempos encontrarão.

A segunda cena descreve a chegada da multidão: povo abandonado e desprezado pelos maus governantes, maus pastores que, pela corrupção, abuso do poder, busca de interesses pessoais e total descaso pelo povo, provocaram o triste drama da miséria cada vez maior das multidões excluídas do sistema do Império Romano, que só beneficiava uma minoria de privilegiados.

Diante dessa multidão sofrida, Jesus moveu-se de compaixão, atitude característica de Deus. Deixou-se estremecer por dentro, teve um sentimento profundo como dores de parto, escutou o gemido e suas entranhas comoveram-se, porque os pastores tinham abandonado seu povo nas mãos de estranhos e exploradores.

A primeira leitura e o Evangelho evocam a figura do pastor. O profeta Jeremias faz uma acusação contundente aos pastores que traíram as esperanças do povo, especialmente ao rei Nabucodonosor, que colocou Matatias (mudando o seu nome para Sedecias, cujo nome significa “Justiça de Deus”) para impor a sua justiça ao povo, em nome de Deus.

Os reis traíram as esperanças populares e se incompatibilizaram com Javé. O dono do rebanho é Deus; os pastores são as lideranças políticas; o rebanho é o povo que Deus confiou às lideranças para que o pastoreassem com justiça.

A tarefa dos pastores era não deixar se perder nem dispersar o rebanho, com uma administração séria e eficiente, na qual fossem preservados o direito e a justiça, como fez o rei Davi. As lideranças foram infiéis. Pela boca de Jeremias, Javé põe nas lideranças políticas a culpa pela deportação da população de Jerusalém.

Jeremias garante ao povo que nem tudo está perdido. Deus mesmo vai cuidar de seu povo e lhe dará um pastor segundo o seu coração, um Messias que se chamará “O Senhor é nossa justiça”. A justiça e o direito expressam a vontade de Deus. Ele vai instaurar a Justiça que Javé e o povo desejam ver realizada no país.

O Salmo 22 (23) é um salmo pascal, sacramental, escatológico e, por isso, utilizados nas celebrações da Eucaristia e do Batismo. É uma oração com referência simples e clara a Jesus Cristo, o pastor que se compadece do povo explorado. Ele conduz às fontes da água viva.

Quem segue este pastor encontra a graça de Deus e a paz ao longo dos caminhos de sua vida. O pastor caminha à frente de seu rebanho. O seu evangelho é o cajado com o qual guia o seu rebanho, tanto para chegar ao pasto e à água como para voltar ao curral do repouso, já na escuridão da noite.

A segunda leitura é um hino cristológico. Cristo é a paz e quem nos traz a paz; Ele derrubou a parede divisória entre judeus e gentios, que eram desconsiderados pelos primeiros. Como bom pastor, reúne a todos como um só rebanho. Não há mais discriminação e Deus nos chama para participar de seu Reino.

É interessante acompanhar a sequência de verbos na carta: com sua morte, Cristo trouxe para perto os gentios que viviam afastados de Deus; derrubou o muro que separava judeus e pagãos; anulou a lei com suas prescrições; criou, em si mesmo, de dois, um só Homem Novo: reconciliou um e outro, isto é, por sua morte na cruz, estabeleceu a reconciliação das pessoas com Deus e dos povos entre si.

Ele veio e anunciou a paz aos que estavam longe (gentios) e aos que estavam perto (judeus); Ele é o caminho que nos leva ao Pai. Ele é o caminho enquanto revelou e pôs em ação o projeto de Deus, destruindo tudo o que não favorecia a vida para todos.

No Senhor ressuscitado, desaparecem antagonismos e injustiças que fazem com que homens e mulheres não se entendam entre si. O Evangelho é uma mensagem de caráter universal, derruba os muros sociais, políticos, econômicos, culturais e irmana a todos numa fraterna comunhão.

3. Atualizando a Palavra

Cristo deixou pastores instituídos para continuaram a guiar o seu povo, quer por prados e campinas verdejantes, quer por vales tenebrosos. Eles são chaves indispensáveis à vida e à missão da Igreja. A preparação e o cuidado desses pastores se faz cada dia mais exigente e de responsabilidade de todos.,

Existem tantos pobres e famintos, abandonados e sem carinho. A comunidade eclesial, que celebra o pastoreio de Jesus Cristo, não pode cruzar os braços nem fechar os olhos diante da situação de tantos e tantos sofredores, ovelhas sem pastor.

Pastor é quem tem responsabilidade pelo bem de outras pessoas. A atitude de Jesus lembra-nos que esta é a forma de ser de Deus, e também deve caracterizar a comunidade cristã.

No seguimento de Jesus, somos ovelhas e pastores, convocados a viver a “compaixão/sentir com” os pobres, a ser “pastores amorosos“, responsáveis pela sorte, pela vida, pela paz, pela felicidade dos irmãos e irmãs.

Jesus traz a paz a todos sem exceção. Porque vem da parte de Deus, e, nele, nós somos filhos de Deus. A divisão entre judeus e pagãos, crentes e não crentes, brancos e negros, homem e mulher ou qualquer outra posição não pode ser aceita por nós. Não tem lugar na comunidade eclesial. A comunidade é chamada a exercer o pastoreio de Jesus, ajudada e animada pelos pastores convocados e instituídos.

O convite de Jesus para ir a um lugar tranqüilo e descansar um pouco não é detalhe que destoa no Evangelho. Criemos em nossas comunidades espaços para o descanso, o lazer e a convivência prazerosa. A vida cristã não se reduz a preceitos, pecados, orações, devoções, abstinências, jejuns ou esmolas, mas proporciona também experiências fraternas na gratuidade, no aconchego, no convívio alegre e fraterno.

4. Ligando a Palavra e a Eucaristia

Jesus Cristo é a misericórdia de Deus que nos acompanha ao longo da vida e nos conduz à casa do Pai, para aí habitarmos eternamente.

Como rebanho, encontramo-nos no regaço de nosso Pastor para refazer as forças e ouvir sua Palavra. A celebração nos afasta da correria da missão e dos afazeres da vida, para permanecermos na intimidade do Senhor, experimentarmos o seu carinho e a sua gratuidade, e prosseguirmos mais animados em nossa caminhada pascal.

Somos tocados pelo seu olhar compassivo. Sua presença amorosa se faz sentir na comunidade de irmãos que juntos celebram o sacramento de sua Palavra, que ecoa do meio dos acontecimentos, da homilia, dos cantos e do silêncio. E, num diálogo de aliança e compromisso, respondemos professando nossa fé e suplicando, desejosos, que seu Reino venha logo.

Mas é no rito eucarístico que vivemos a plena comunhão da aliança com o Senhor. Agradecidos, oferecemos com Ele nossa vida ao Pai que nos brinda com a ceia, sacramento da entrega de seu Filho na cruz.

Na comunhão de sua aliança, deixemo-nos tomar de compaixão pela multidão faminta, sofrida e desesperançada ao nosso redor. Pela força do Espírito, como bons pastores, assumimos doar nossa vida para que o mundo tenha vida e alegria.

 Enviado por D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira

Posted by: | Posted on: julho 18, 2012

O pastoreio

Queremos olhar para a figura do Bom Pastor, Jesus Cristo. Ele percorreu um caminho de alteridade, de encontro com as ovelhas, com as pessoas, para as quais deveria pastorear. Teve como perfil a autenticidade, atitude que deve ser perseguida por todas as autoridades verdadeiramente constituídas.

Neste ano vamos, mais uma vez, escolher as novas autoridades dos municípios. Agora é a corrida para as candidaturas, os conchavos políticos e as campanhas eleitorais. Em grande parte dos casos, não passa de uma busca de poder, de estabilidade e até de conforto econômico.

Ser autoridade, prefeito ou vereador, é ter poder com sufrágio dos eleitores. Isto deve acontecer de forma livre e responsável. Aqui cabe o adágio popular: “Voto não tem preço, tem consequências”. É hora de refletir sobre que tipo de autoridade queremos para conduzir os destinos dos nossos municípios.

O trabalho de qualquer autoridade precisa ser como um pastoreio. É fundamental olhar para Jesus Cristo, que agiu com autoridade de Deus. E toda verdadeira e autêntica autoridade vem de Deus. E uma das exigências é que seja honesta e justa em sua gestão, olhado para as necessidades do povo, e não própria.

A sociedade tem estado carente de boas autoridades. Em certos momentos podemos até dizer as palavras de Jesus, quando viu o povo sem esperanças: “eram como ovelhas sem pastora” (Mc 6, 34). O descuido e a omissão dos pastores, das autoridades, prejudicam a comunidade.

Na visão do profeta Jeremias, Deus condena os maus líderes, aqueles que deixam o povo sem perspectiva de futuro, sem segurança, justiça e paz. Eles devem ser substituídos por quem age com dignidade e respeito, como Cristo que deu a vida por suas ovelhas.

Nós, eleitores, vamos escolher quem vai nos conduzir. A responsabilidade recai sobre quem vota sem medir as consequências e o peso de sua escolha. De certa forma, torna-se cúmplice com quem for mal escolhido e terá que sofrer, durante quatro anos, pelo que fez, tendo que se sujeitar a ação de um poder inconsequente.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo da Arquidiocese de Uberaba.