Senhor, graças vos damos pelos novos caminhos que se abrem para ajudar catequistas no seu ministério.
Iluminai aqueles e aquelas que acessam nossas páginas em busca de apoio e auxílio para servir melhor às suas comunidades.
Protegei quem se dispõe a enriquecer este Blog com suas contribuições.
Abençoai todos e todas que nos visitam e fazei deste Blog um verdadeiro instrumento de formação de evangelizadores e educadores na fé.
E que o sol do vosso amor aqueça todos os corações para a glória do vosso Reino.
Isto vos pedimos, por intercessão de Maria, nossa Mãe e primeira Catequista, hoje e sempre. Amém!

Encontro de Oração para o dia 16 de Maio

“O seu Nome é Santo!”

Acolhida

  • Acolher com muita alegria as pessoas que chegam ao lugar  marcado para o encontro.
  • Criar um bom ambiente e dar as boas-vindas a todos.
  • Preparar uma imagem de Nossa Senhora, a Bíblia, flores e uma vela
  • Motivar o encontro

 Maria então disse:“O seu nome é Santo” (Lc 1,49).

 O nome de Deus, segundo o Antigo Testamento, confunde-se com ele mesmo. Seu nome é sua própria realidade, é sua “essência”. Por isso, foi revelado a Moisés: “Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não deixará sem castigo quem pronunciar seu nome em vão”.

Santo é o termo bíblico que melhor expressa a transcendência de Deus, porque Deus é Santo, é o Santo, é “três vezes Santo”. Somente ele é Santo. Procurando demonstrar seu infinito amor por seu povo, apesar das infidelidades deste, Deus, através do profeta Oséias, destacou que não poderia ser confundido com um homem. Sua maneira de tratar os que ama não tem nada de semelhante com o jeito humano de ser: “Eu sou um Deus, não um ser humano, sou o Santo no meio de ti, não venho com terror! “.

A Virgem Maria, ao proclamar o Magnificat, devia ter diante de si as palavras que o anjo Gabriel lhe havia dito: “Aquele que vai nascer será chamado Santo”. Essa proclamação da santidade de Deus é o ponto alto de seu cântico. Maria engrandece o Senhor porque é Santo.

No início do terceiro milênio, quis o papa João Paulo II que a Igreja tivesse diante de si objetivos claros, para que pudesse resplandecer “cada vez mais na variedade dos seus dons e na unidade do seu caminho”. Em vista disso, preparou a Carta Apostólica Novo Milennio Ineunte (No início do Terceiro Milênio), rica de orientações.

Mesmo sabendo que cada diocese tem particularidades próprias, o papa assumiu o desafio de apontar algumas prioridades pastorais, válidas para todas. E, para surpresa de muitos, a primeira prioridade pastoral apontada foi a santidade.

A santidade é “o horizonte para o qual deve tender todo o caminho pastoral”. O batismo é um ingresso na santidade de Deus. Santo é o batizado que se purifica e se renova profundamente, consciente de que pertence àquele que é Santo. Paulo disse isso com palavras que não deixam qualquer dúvida: “A vontade de Deus é que sejais santos”. Devia ter diante de si os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

A santidade não é uma meta reservada a uma elite, a alguns privilegiados, mas todos os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Nenhum batizado— nenhum! — poderá se contentar com uma vida medíocre ou superficial, pois seu Senhor é Santo.

Oração

Mãe de Jesus e minha Mãe! Eis-me aqui. Como sabes, sou pecador, sou limitado. Suplico-te, filha predileta do Pai, que, durante o dia de hoje, me ensines a caminhar na santidade. Unido a meus irmãos e irmãs, devo trabalhar para construir uma Igreja santa, que viva de acordo com a vontade de Deus. Tu, desde o primeiro momento de tua existência, foste preservada do pecado original, em virtude dos méritos de Jesus, de quem deverias tornar-te Mãe. Sobre ti o pecado e a morte não tiveram poder. Intercede por mim, intercede por meus irmãos e irmãs, Mãe querida, para que sejamos santos, como Deus é Santo. Amém.

Compromisso para o dia de hoje

Preparar-se, mesmo que remotamente, para a confissão, com um exame de consciência que parta de sua vocação à santidade.

Encontro de Oração do dia 15 de maio

“O Poderoso fez para mim coisas grandiosas”

Acolhida 

  • Acolher com muita alegria as pessoas que chegam ao lugar  marcado para o encontro.
  • Criar um bom ambiente e dar as boas-vindas a todos.
  • Preparar uma imagem de Nossa Senhora, a Bíblia, flores e uma vela
  • Motivar o encontro

Maria então disse. “Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Todo-Poderoso fez para mim coisas grandiosas” (Lc 1,48-49).

De quantos títulos e nomes de Maria você seria capaz de se lembrar neste momento? Por mais que sua lista seja grande, será incompleta. Sim, porque seus nomes e títulos são milhares, alguns de origem bíblica, outros nascidos no coração da Igreja. Realmente, “todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz…”

Essa profecia cumpriu-se ao longo dos séculos. Mas, dois mil anos atrás, ao menos até Pentecostes, Maria viveu uma situação semelhante à de seu Filho: um enaltecimento, mesmo que indireto, aqui (“Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”) e uma advertência, como a de Simeão, ali (“Uma espada traspassará tua alma!”). Ela viveu sua missão na fé, no silêncio e na simplicidade. Quando contemplava o Menino Jesus, devia experimentar um misto de admiração e mistério: era carne de sua carne, bendito fruto de seu ventre. Gestara-o por nove meses e podia apertá-lo nos braços e lhe dizer: “Meu filho!” No momento seguinte, talvez experimentasse uma sensação estranha, pois era Deus que estava ali, no seu colo. Deus com o rosto de uma criança. Poderia gritar, apontando-o a todos: “Esta criança é Deus, e Deus é meu Filho!” Quem não consegue imaginar a reação de incredulidade que suas palavras causariam…?

Não foi em vista de seu esforço ou méritos que Maria conseguiu as virtudes que a ornaram, as graças e os títulos que hoje ostenta. Maria é obra de Deus. O que podemos fazer é ficar atentos à ação do Senhor nessa sua escolhida, para descobrir os dons com que a agraciou. Foi em vista de seu Filho que nela realizou maravilhas, as “coisas grandiosas” a que Maria se referiu no Magnificat. Deu-lhe sua ternura, sua bondade e sua pureza e, olhando para a humildade dessa sua serva, chamou-a “cheia de graça”.

Os fiéis percebem a santidade de Maria e a veneram como rainha gloriosa no céu. Sabem que conheceu de perto a pobreza e foi emigrante, viu o Filho sendo julgado e condenado como criminoso, e participou de perto de seus sofrimentos. Alegram-se com ela pela ressurreição de Jesus e celebram com alegria suas festas, participam com entusiasmo de suas procissões, vão em peregrinação a seus santuários e gostam de cantar em seu louvor. Estão tão certos de que ela intercede em seu favor que imploram sua proteção: rogai por nós, pecadores!

“Todas as gerações” — também a nossa! — reconhecem o que o Todo-Poderoso realizou em Maria e a chamam de “feliz”.

Oração

Mãe de Jesus e minha Mãe! A ti a humanidade recorre em suas necessidades e invoca com inúmeros nomes e títulos. Cada um deles lembra teu amor maternal por um grupo de teus filhos, por um lugar ou todo um país. Lembra, também, tua proteção em momentos de dor de doença ou de alegria. Por toda parte és aclamada como Rainha, pois teus filhos sentem em suas vidas tua amorosa intercessão. Também eu sou  testemunha de que o Todo-Poderoso fez em ti grandes coisas. Por isso, lembrado daquele que é o fundamento de todos os outros títulos — Mãe de Jesus —, peço-te: sê para todos a Estrela que conduz a teu Filho. Amém.

Compromisso para o dia de hoje

Reze sua ladainha de Nossa Senhora com base em títulos que se lembrar, em fatos marianos que recordar, em graças que obteve através dela.

Mensagem às nossas queridas Mães – 2012

Neste 6º Domingo da Páscoa conhecemos o grande mandamento de Jesus: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Neste mundo em que vivemos marcados muitas vezes pela intolerância e individualismo, acabamos nos esquecendo do amor que devemos ter para com os outros. E a celebração de hoje nos ajuda nesta tarefa do amor. Neste dia recordamos nossas queridas mães, as quais têm em Maria sua referência maior de doação, de presença silenciosa e amorosa aos filhos.

Celebramos hoje o domingo como evangelho do mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. O amor é dom e missão. O Ressuscitado nos confia a missão de repartir e de multiplicar seu amor, para que nossa alegria seja completa.

A liturgia deste domingo do Tempo Pascal convida-nos a contemplar o amor de Deus, revelado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus e atualizado na vida e nas ações de seus seguidores. As mães que, com carinho lembramos neste dia, são expressão do amor de Deus para com seu povo.

Compete aos “amigos de Jesus” a missão de eliminar o sofrimento, o egoísmo, a miséria, a injustiça, enfim tudo o que oprime e escraviza os irmãos e desfigura a obra criada. É ainda missão dos “amigos de Jesus” serem mensageiros da justiça, da paz, da reconciliação, da esperança; Aos membros da comunidade dos amigos de Jesus compete labutar contra os mecanismo que geram violência, medo e insegurança. O amor é dom e missão.

Nossas mães experimentam tristezas e angústias. Mas sabem onde recobrar a esperança, essas mulheres admiráveis, geradoras de vida e generosidade: na Palavra e na Eucaristia. Em seus lares, são as primeiras educadoras da fé de seus filhos. Nas comunidades, são serviçais. Muitas ajudam na sustentação do lar assumindo uma profissão.

Ao participarmos da  Eucaristia dominical, respondemos ao convite do Senhor e expressamos o amor que nos une a Ele, o Ressuscitado. “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor”. É o Senhor que nos reúne em nossas comunidades a rezar e a entrar em comunhão de vida e de amor por nossas mães. A elas nossa gratidão e que sejam sempre abençoadas pelo  Deus da vida e do amor. Parabéns mamães pelo seu dia.

Feliz dia 13 de maio de 2012

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC - Bispo da Diocese de Limeira, SP

Celebração do 6º Domingo da Páscoa

13 DE MAIO DE 2012 – N. SRA. FÁTIMA E DIA DAS MÃES

A Igreja se reconhece servidora do Deus da vida. A nova época que, pela graça deste mesmo Deus, haverá de surgir precisa ser marcada pelo amor e pela valorização da vida, em todas as suas dimensões

(CNBB DGAE. DOC 94, n.66)

Leituras: Atos 10, 25-27.34-35.44-48; Salmo 98 (97), 1.2-ab.3cd-4 (R/. cf 2b); Primeira Carta de João 4, 7-10; João 15, 9-17.

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

Aleluia irmãos e irmãs! Recebemos hoje o mandamento de Jesus: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Neste mundo em que vivemos marcados muitas vezes pela intolerância e individualismo, acabamos nos esquecendo do amor que devemos ter para com os outros. Que esta celebração de hoje nos ajude nesta tarefa do amor. Hoje também lembramos nossas queridas mães, as quais têm em Maria sua referência maior de doação, de presença silenciosa e amorosa aos filhos.

1. Situando-nos brevemente

Celebramos hoje o domingo como evangelho do mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. O amor é dom e missão. O Ressuscitado nos confia a missão de repartir e de multiplicar seu amor, para que nossa alegria seja completa.

A liturgia deste 6º domingo do Tempo Pascal convida-nos a contemplar o amor de Deus, revelado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus e atualizado na vida e nas ações de seus seguidores. As mães que, com carinho lembramos neste dia, são expressão do amor de Deus para com seu povo.

Celebremos a páscoa de Jesus que se revela em todas as pessoas e grupos que se deixam conduzir pelo Espírito do amor. Dão continuidade à missão do Filho de Deus por seus gestos solidários em favor dos excluídos da sociedade egoísta e concentradora de bens.

2. Recordando a Palavra

Jesus e os discípulos estão em Jerusalém. Eles estão apreensivos diante do que poderá acontecer com o Mestre. Jesus, numa conversa bem franca, durante a ceia, lhes revela que ele os escolheu, os considera seus amigos e colaboradores da missão. Em continuidade ao domingo passado, Jesus insiste na unidade que deve haver entre ele e os discípulos, a exemplo da relação cultivada entre ele e o Pai. O êxito da missão está alicerçado na relação de amor: “Permanecei no meu amor. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor…”.

Os mandamentos se resumem na observância do amor Amar-vos “uns aos outros como ele nos amou”! Jesus vai além dos critérios do Antigo Testamento: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18). O novo mandamento consiste no “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. A doação da própria vida por amor se traduz na prova de que os discípulos são, de fato, amigos de Jesus. “Vós sois meus amigos se fizerdes o que vos mando”.

Aos discípulos como amigos, Jesus não esconde os segredos do Pai. “Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai”. Neste clima, Jesus e os discípulos convivem numa perfeita confiança. Os discípulos foram escolhidos para doarem a vida pela humanidade em perfeita unidade com ele.

Jesus lhes faz um último alerta: a eficácia (frutos) e a credibilidade da missão não estão tanto condicionadas à quantidade, quando à intensidade de relação de amor e da mútua colaboração. O Pai enviará o Espírito e capacitará à missão aqueles que se identificarem com Jesus na doação de sua vida. A marca registrada da missão dos discípulos é o “amor mútuo” (Evangelho).

A Boa Nova do Reino anunciado por Jesus difunde-se aos homens e mulheres de todas as raças e nações. O testemunho que nos é narrado neste domingo tem como cenário a grande cidade de Cesareia, na costa da Palestina. Pedro é acolhido por Cornélio, oficial romano responsável, em Cesareia, por uma unidade básica das legiões romanas. Ouvindo a palavra de Pedro, o oficial e sua família se convertem. Uma conversão que se reveste de significação especial para a expansão do cristianismo entre os gentios (1ª Leitura).

Diante da notícia de que o anúncio da Boa Nova de Jesus suscita novos seguidores, o ministro do Salmo convida a cantar: “Cantemos com alegria, pois ‘O Senhor fez conhecer a salvação, revelou sua justiça às nações’” (Sl 98).

O Apóstolo João escreve às comunidades da Ásia Menor. Ali, os cristãos, face às influencias de certas seitas heréticas, estavam atravessando uma crise, vacilantes quando à verdadeira fé. O mandamento do amor ao próximo era veemente negado por tais seitas. Para João, o amor ao próximo é exigência básica para a fé cristã. Deus é amor. Ninguém pode dizer  que está em comunhão com ele se não se deixar contagiar por seu amor, amando ao próximo (2ª Leitura).

3. Atualizando a Palavra

O sexto domingo da Páscoa dá continuidade à temática da união vital e fecunda entre a videira e os ramos. Esta é a união do amor que se expande do Pai ao Filho, do Filho aos discípulos e dos discípulos a todas as pessoas. O Pai quer congregar a todos no mesmo amor.

Estamos no contexto de despedida de Jesus. Tudo acontece naquela noite de despedida, durante uma “ceia”. Jesus está se despedindo e deixando as suas recomendações. As palavras de Jesus soam como um “testamento final”. Ele sabe que vai partir para o Pai e que os discípulos vão continuar no mundo. Convida-nos a seguir o caminho de entrega a Deus e de amor radical aos outros.

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Traduzidos em vida pela comunidade dos seguidores de Jesus, os mandamentos deixam de ser normas externas, obrigações a serem cumpridas, para se tornarem a expressão clara do amor dos discípulos e de sua sintonia com Jesus.

O dialogo de Jesus com seus discípulos, com tom de despedida, tem, no horizonte, o mistério da cruz e a continuidade da missão. Uma cena que evoca a realidade de tantas mães que, na eminência de sua partida, reúne os filhos e, com emoção, transmite-lhes as últimas recomendações que se traduzem em verdadeiros referencias para a vida. “Permaneçam unidos, no mútuo amor!”

Assim como a relação amorosa entre irmãos eterniza as palavras de uma mãe, a relação de amor entre cristãos, em determinada comunidade de fé, eterniza o mandamento novo: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. A comunidade eclesial é, por excelência, o lugar de vivência do mandamento do amor deixado por Jesus. O que dá visibilidade à vivência do amor são as obras de caridade solidária como expressão de doação total de si mesmo. O amor não pode ser apenas com palavras, mas com fatos e na verdade. “Vós sois meus amigos”.

Pertencer à comunidade dos “amigos de Jesus” é aceitar o convite que ele nos faz para colaborar na missão que o Pai lhe confiou e que consiste em testemunhar no mundo o projeto salvador de Deus para a humanidade. Aos “amigos” de Jesus, cabe revelar, em gestos, o grande amor de Deus a cada homem e mulher – e especial aos pobres, aos marginalizado, aos doentes, aos pequenos, aos oprimidos.

Compete aos “amigos de Jesus” a missão de eliminar o sofrimento, o egoísmo, a miséria, a injustiça, enfim tudo o que oprime e escraviza os irmãos e desfigura a obra criada. É ainda missão dos “amigos de Jesus” serem mensageiros da justiça, da paz, da reconciliação, da esperança; Aos membros da comunidade dos amigos de Jesus compete labutar contra os mecanismo que geram violência, medo e insegurança. O amor é dom e missão.

Os cristãos “da comunidade dos amigos de Jesus” são aqueles que testemunham no mundo, com palavras e gestos, que o mundo novo que Deus deseja oferecer á humanidade se edifica através e no amor. São aqueles que proclamam, em ações concretas, a cada homem e mulher: “tu és amado e querido de Deus e salvo em Jesus Cristo”.

O amor é a forma mais alta e mais deve animar todos os setores humanos. Consequentemente, o amor deve animar todos os setores da vida humana. Só uma humanidade na qual reina a “civilização do amor” poderá gozar de paz autêntica e duradoura. “A Igreja no mundo atual” responde ao desafio de construir um mundo animado pela lei do amor, uma civilização do amor, “fundada sobre os valores universais de paz, solidariedade, justiça e liberdade, que encontram em Cristo sua plena realização”.

A civilização do amor é a aplicação prática, na vida da sociedade, do amor que provém de Deus. Se Deus é amor, temos que colocá-lo como Senhor dessa civilização, mas infelizmente o que vemos é uma luta tremenda para que o contrário aconteça. “Estamos diante de uma realidade mais vasta, que se pode considerar como uma verdadeira e própria estrutura de pecado, caracterizada pela imposição de uma cultura antissolidária, que se configura em muitos casos como verdadeira “cultura de morte” (João Paulo II).

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Na liturgia, recordamos e bendizemos o grande amor de Deus para com seu povo. Nós experimentamos seu amor, sentimos sua presença e aprendemos, deste modo, também a reconhecê-la em nossa vida quotidiana. Ele nos amou por primeiro, e continua a ser o primeiro a nos amar. Ele nos ama, nos faz ver e experimentar seu amor. A participação ativa, interna e externa na ação litúrgica, nos faz experimentar o amor de Deus, sentido sua presença e aprendendo a reconhecê-lo nos acontecimentos da história.

A Eucaristia é o sacramento do amor. É o amor maior, que se exprime mediante do sacrifício, a presença e a comunhão. O amor exige sacrifício. A Eucaristia significa e realiza o sacrifício da cruz, na forma de ceia pascal. Nos sinais do pão e do vinho, Jesus se oferece como Cordeiro imolado que tira o pecado do mundo.

Na celebração eucarística, renova-se para nós, as comunidades dos amigos de Jesus, a insistência para que sejam estreitados os laços da comunhão com ele. Ouvindo sua Palavra e participação de seu Corpo e Sangue repartidos, entramos em sua intimidade e o Pai nos torna seus amigos.

Ter vida eucarística é amar como Jesus amou. Não é simplesmente amar na medida dos seres humanos, o que chamamos de filantropia. É amar na medida de Deus, o que chamamos de caridade. É a capacidade de sair de si e colocar-se no lugar do outro com sentimento de compaixão, ou seja, de solidariedade com o sofrimento do outro.

Caridade é ter com o outro uma relação de semelhança e reconhecer-se no lugar em que o outro se encontra. “uma Eucaristia que não se traduza em amor concretamente vivido, é, si mesma, fragmentária” (Bento XVI, Deus caritas est. N.14). Por esta razão, a Igreja reza: “Deus todo-poderoso…fazei frutificar em nós, o sacramento pascal, e infundi em nossos corações a força desse alimento salutar” (oração depois da comunhão).

Enviado por D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, SP

Amor de mãe

No Dia das Mães, falar de mãe leva-nos a pensar no amor fraterno, divino, maternal e solidário. Falar de um amor que só pode existir em função do outro. Foi o que aconteceu com Jesus Cristo, tendo um amor não só pelos judeus, mas também pelos pagãos. O amor não pode ser abstrato, mas uma experiência concreta de vida.

Numa visão propriamente de fé, mãe é aquela que personaliza, em si, a figura criadora, educadora e amorosa de Deus. Ela consome sua vida para dar vida feliz aos filhos. A verdadeira mãe não minimiza seus esforços para educar bem, acompanhando os filhos, encaminhando-os para uma vida digna e saudável.

A centralidade da vida e da convivência de uma família, de uma comunidade ou de um grupo de pessoas, deve ser o amor. Foi este o grande anúncio de Jesus Cristo, mostrando aos seus apóstolos e às primeiras comunidades cristãs o que deve ser a sua identidade. Convive bem quem ama de verdade e reconhece o valor do outro.

A expressão “meu amor” não pode se transformar em “meu pesadelo”, porque amar é um bem precioso e não pode ser banalizado. Ele possibilita uma relação justa entre as pessoas e leva a uma atitude de libertação, porque ninguém deve ser escravo de ninguém. Não fomos criados para uma submissão arbitrária.

Mãe é sinal de amor. Deus é Pai e Mãe de todos nós. Sem amor, sem Deus e sem mãe, ninguém de nós existiria. Somos frutos de uma experiência de amor, de uma doação certamente sem limites, inclusive com enfrentamento de sacrifícios e sofrimentos. É uma experiência que dignifica e dá sentido de viver às pessoas.

A vida de comunidade, com desafios e diversidades, deve ser a convergência de expressões e práticas concretas de amor. Ela não é diferente de uma vida familiar, onde todos devem perseguir o bem de seus membros. Aqui podemos até fazer uma correlação existente entre o amor de Deus, o da comunidade e o de mãe.

Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba.