A Festa que agrada a Deus

Posted by: | Posted on: agosto 25, 2010
A Melhor Festa

[Essa fábula pode ser usada para um encontro catequético]

Certa vez, em uma pequena cidade do interior, que ficava num vale, próximo de uma grande montanha, chegou a notícia de que um senhor muito importante estava vindo visitar a cidade, e que ficaria por um dia e uma noite. A notícia dizia que ele queria conhecer o povo da cidade.

Todos ficaram alvoroçados, quem seria esse senhor que queria conhecê-los? Ah, talvez fosse um rico negociante que desejava vender suas mercadorias ou mesmo comprar o que se fabricava ali, ou talvez fosse um político interessado em ajudar a cidade para angariar votos. Ninguém sabia dizer quem era esse senhor, mas todos queriam conhecê-lo.

Então, começaram a se organizar para recebê-lo, queriam que ele tivesse uma boa impressão da cidade, na esperança de conseguirem algum favor ou alguma recompensa.

O prefeito da cidade organizou um grande almoço e convidou os vereadores, os secretários, o juiz e o delegado, todas as autoridades da cidadezinha, para participarem do banquete.

O padre, que também queria conhecê-lo na esperança de conseguir dinheiro para a reforma da igreja, organizou um café da manhã, pois queria ser o primeiro a homenageá-lo. Convidou as famílias mais piedosas da cidade.

O diretor da escola não quis ficar atrás e organizou uma tarde cultural, com música, poesia e teatro para alegrar a tarde daquele visitante ilustre. E convidou os melhores alunos, das famílias mais ricas da cidade.

Os empresários também queriam lhe prestar uma homenagem e por isso organizaram um jantar dançante, convidando todos os comerciantes e industriais da região.

Dessa forma, estava pronta uma grande festa, onde todas as famílias mais importantes da cidade poderiam conhecer o tal visitante.
Mas os trabalhadores não queriam ser excluídos da festa, por isso se organizaram para receber aquele senhor assim que chegasse na cidade com muitas palmas e acompanhá-lo pela cidade cantando durante todo o percurso.
E assim foi feito.

Nas primeiras horas do dia, o povo já estava a postos, todos vestindo a melhor roupa, com bandeiras e cartazes de boas vindas. Mal a visita apontou ao longe começaram a cantar e quando esta se aproximou da entrada da cidade passaram a aplaudir.
Aquele senhor era simpático, conversava com todo mundo, tirava fotos ao lado deles e caminhava com eles enquanto cantavam e dançavam com muita alegria, até chegar à Igreja.
Na porta da Igreja, o padre o convidou para entrar e participar da missa que seria rezada em sua homenagem. Foi uma missa linda, cantada.

Depois foram para a casa paroquial para o “café da manhã” que havia sido preparado com muito carinho pelas famílias. A conversa estava tão boa que se estendeu até quase a hora do almoço.

Quando ele saiu, o povo novamente seguiu com ele, cantando e dançando, até a prefeitura, para o grande almoço. E assim foi o dia todo, muita festa, muita comida, muita alegria. Todos olhavam o homem com curiosidade, enquanto ele observava o que todos faziam. Da prefeitura foi à escola, da escola foi ao jantar dançante, sempre acompanhado do povo.

Quando terminou o baile, ele já havia conhecido quase todos os moradores da cidade.
Despediu-se de todos e saiu, bastante cansado e sem saber onde iria dormir, pois ninguém o convidara para ficar. Ao sair encontrou apenas uma família bem pobre esperando por ele. A família estava meio envergonhada, mas o pai se adiantou e se apresentou. Depois apresentou sua mulher e seus filhos.

O senhor lhes perguntou o que faziam ali, pois já era tão tarde.
O pai disse que queriam muito conhecê-lo, mas como eram pobres não puderam participar das festas, pois não tinham roupas adequadas e nem dinheiro para colaborar.
O senhor lhes perguntou onde moravam, e responderam que era na periferia da cidade, num bairro muito pobre. Então o senhor perguntou se eles poderiam hospedá-lo naquela noite, pois estava muito cansado e não tinha onde dormir.
A família, um pouco encabulada, disse-lhe que seria um prazer, embora sua casa fosse muito modesta. E levaram o senhor para sua casa.

Lá chegando arrumaram uma cama com lençóis bem limpos e lhe deram toalhas limpas para que pudesse se banhar, depois ofereceram um chá bem quentinho para ajudá-lo a dormir bem. E o visitante passou a noite ali, naquela casa.
Pela manhã, ao acordar, sentiu um cheirinho gostoso de café e de pão quentinho. Mas ao se levantar ficou impressionado pois ao sair do quarto percebeu que aquele era o único quarto da casa, e aquela era a cama do casal, que havia dormido no chão da cozinha, pois a casa nem sala tinha.
Ao sair para fora da casa, encontrou uma mesa feita de tábuas repleta de comida gostosa e cheirosa. Além do café e do pão quentinhos, havia leite, broa de milho, mingau, rabanada, pudim de pão, ovos mexidos.

Ele ficou admirado!
Chamou a mãe da família e perguntou onde ela havia conseguido dinheiro para comprar tudo aquilo, já que eram tão pobres. A mãe respondeu que não havia gasto nada, pois tudo que estava ali tinha sido dado pelas outras famílias que, como eles, moravam ali naquele lugar. Cada um havia dado um pouquinho do que tinha e todos juntos haviam preparado aquele desjejum.
Aquele senhor ficou encantado e mandou chamar todas as outras famílias, pois queria conhecê-las.

Eram todos muito pobres, alguns doentes, outros deficientes. Ele fez questão que todos sentassem com ele para partilharem juntos aquela refeição.
Antes de sair da cidade, ele deixou uma grande recompensa para aquelas famílias e disse-lhes que iria construir ali um grande palácio e que todos estavam convidados para morar nele, pois aquela havia sido a melhor noite de sua vida e o café da manhã a festa mais alegre de que participara, porque o verdadeiro amor ele havia recebido ali.





Comentários

  1. Ana Maria dos Santos disse:

    Que lição deu a família que o acolheu que maravilha