Encerramento do Ano Litúrgico: uma revisão de vida à luz da Catequese de Francisco

Posted by: | Posted on: novembro 27, 2017

Com a Festa de Cristo Rei, celebrada neste 34º Domingo do Tempo Comum, iniciamos a última semana do Ano Litúrgico, que se encerra no próximo sábado, véspera do Primeiro Domingo do Advento, que inicia um novo Ano Litúrgico.

Assim como, ao encerrarmos o ano civil, costumamos fazer uma reflexão sobre o que foi bom ou não no ano que passou e estabelecer alguns propósitos e prioridades para o novo ano, tendo em vista uma vida melhor; assim também, ao concluirmos o Ano Litúrgico deveríamos fazer uma reflexão para enxergar onde caminhamos conforme o Espírito e onde caminhamos sem levar em conta o Evangelho de Jesus.

Durante este ano, o Papa Francisco nos apontou muitas maneiras de viver dando testemunho do Evangelho com nossa vida, em nossas ações. O tema de sua Catequese foi a Esperança Cristã.

Dando início a essa série de Catequeses, o Papa Francisco disse:

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“Hoje começamos uma nova série de catequeses, sobre o tema da esperança cristã. É muito importante, porque a esperança não desilude. O otimismo desengana, a esperança não! Precisamos muito dela nesta época que parece obscura, na qual às vezes nos sentimos perdidos diante do mal e da violência que nos circundam, perante a dor de tantos nossos irmãos. É necessária a esperança! Sentimo-nos confusos e até um pouco desanimados, porque nos descobrimos impotentes e temos a impressão que esta obscuridade nunca acaba.

Mas não podemos deixar que a esperança nos abandone, pois com o seu amor Deus caminha ao nosso lado. «Espero, porque Deus está ao meu lado»: todos nós podemos dizer isto. Cada um de nós pode dizer: «Espero, tenho esperança, pois Deus caminha comigo». Caminha e leva-me pela mão. Deus não nos deixa sós. O Senhor Jesus venceu o mal, abrindo-nos a senda da vida”. (Audiência Geral – 7/12/2016)

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Podemos usar as palavras do Papa Francisco para fazer a nossa reflexão de fim de ano e descobrir o que precisa ser mudado em nosso modo de ser cristãos e cristãs; também podemos estabelecer nossas prioridades cristãs para o próximo ano, o Ano do Laicato, onde todos nós, leigos e leigas, somos chamados a rever nossa caminhada e fortalecer nosso papel no seio da Igreja e da sociedade.

Vejamos algumas das orientações que ele nos deu em suas Catequeses, ao longo do ano:

Deus é maior que o pecado:

“Deus não abandonou o seu povo e não se deixou derrotar pelo mal, porque Ele é fiel e a sua graça é maior do que o pecado. (…) quem é maior, Deus ou o pecado? Deus! E quem vence no final, Deus ou o pecado? Deus! É Ele capaz de derrotar o maior pecado, o mais vergonhoso, o mais terrível, o pior pecado? Com que arma vence Deus o pecado? Com o amor! Isto quer dizer que «Deus reina»; são estas as palavras da fé num Senhor cujo poder se inclina sobre a humanidade, abaixando-se para oferecer a misericórdia e libertar o homem daquilo que nele deturpa a bonita imagem de Deus, porque quando vivemos no pecado a imagem de Deus é desfigurada. E o cumprimento de tanto amor será precisamente o Reino instaurado por Jesus, aquele Reino de perdão e de paz que nós celebramos com o Natal e que se realiza definitivamente na Páscoa. (…)

Irmãos e irmãs, são estas as razões da nossa esperança. Quando parece que tudo terminou, quando diante de tantas realidades negativas a fé se torna cansativa e temos a tentação de dizer que já nada tem sentido, eis ao contrário a boa notícia trazida por aqueles pés velozes: Deus vem realizar algo de novo, instaurar um reino de paz; Deus «descobriu o seu braço» e vem trazer liberdade e consolação. O mal não triunfará para sempre, há um fim para a dor. O desespero é derrotado porque Deus está no meio de nós”. (Audiência Geral – 14/12/2016)