O mais importante: saber ou viver

Posted by: | Posted on: janeiro 3, 2011

Sempre há, nos grupos de catequistas e até mesmo nas famílias, a preocupação em saber o que se aprendeu na catequese.

Há mães que muitas vezes chegam à comunidade e dizem que seus filhos não aprenderam nada, pois ainda não sabem nem mesmo dizer as orações cotidianas de cor.

Avaliar o processo educativo da fé pelo que se conseguiu “decorar”, isto é, gravar na mente e repetir sem erros, é um grande equívoco. O que transforma a vida não é o que fica na memória, mas o que move o coração.

Uma criança pode ter dificuldade para rezar o “Pai Nosso” sem trocar frases ou esquecer palavras, mas deve demonstrar o seu amor a Deus por gestos e ações; ser acolhedora com os companheiros; partilhar seus objetos e brinquedos; saber perdoar e pedir perdão com humildade. Dessa forma, ela não “sabe” o Pai Nosso, mas “vive” o Pai Nosso.

De que adianta saber corretamente, na ordem em que se apresentam os Dez mandamentos, se eles não são vividos no dia a dia?

A catequese tem que ter por base a vivência da fé e não a memorização dos conceitos e doutrinas. A assimilação do conteúdo da fé será tanto mais eficaz quanto mais ele for compreendido e posto em prática.

Aquele que demonstra no seu agir a conversão do próprio coração, esse foi bem catequizado.