SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

Nesta semana que antecede a Solenidade de Pentecoste, a Igreja católica do Brasil, unida às outras Igrejas Cristãs, realiza a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”.

Esse é um evento de particular importância, principalmente neste tempo em que há tantas divisões, tanta discriminação e tanta perseguição religiosa.

O termo “RELIGIÃO” significa religar, reunir a Deus. Portanto, não se pode compreender religiões que dividem, pois se não conseguimos estar unidos aos nossos irmãos, que estão aqui ao nosso lado, apenas porque têm convicções diferentes, muito menos conseguiremos nos religar a Deus, que é totalmente diferente!

Neste ano, o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é a “Reconciliação: É o amor de Cristo que nos move” (2Coríntios 5,14-20), que traz como mensagem central a afirmação de que é a graça de Deus que nos reconcilia. Continue lendo

Encontro das Comissões da Animação Bíblico-Catequética do Cone Sul

Fonte da Foto: site da CNBB

Fonte da Foto: site da CNBB

Entre os dias 19 e 22 de novembro, os bispos presidentes das Comissões da Animação Bíblico-Caquética dos países que compõem a região do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) se reuniram em Ipacaray, no Paraguai.

Representando o Brasil, estiveram presentes o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Caquética da CNBB, Dom Jacinto Bergmann, e o assessor dessa Comissão, padre Décio Walker.

O encontro teve como objetivo refletir sobre a caminhada bíblica nos países do Cone Sul

Abaixo estão dois links, um traz a Carta escrita no encerramento do Encontro, para os Bispos dos países do Cone Sul; e no outro estão as prioridades que foram decididas para os próximo biênio 2013-2015.

Carta aos Bispos do Cone Sul

PRIORIDADES do ENCONTRO DO CONE SUL no PARAGUAY 2013

Carta e Prioridades foram enviadas por D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo responsável pela Comissão Bíblico-Catequética do Regional Sul I.

Domingo de Ramos: dia da Coleta Nacional da Solidariedade

No próximo domingo, dia 1º de abril, dioceses, paróquias e comunidades de todo país celebrarão o Domingo de Ramos, dia em que cristãos e cristãs fazem memória a entrada de Jesus em Jerusalém. É nesta data que a Igreja realiza a Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade, em que todas as doações financeiras realizadas pelos fiéis farão parte dos Fundos Nacional e Diocesanos de Solidariedade.

Voltado para o apoio a projetos sociais, os fundos são compostos da seguinte maneira: 60% do total da coleta permanecem na diocese de origem e compõe o Fundo Diocesano de Solidariedade e 40% são destinados para o Fundo Nacional de Solidariedade. O resultado integral da coleta da Campanha da Fraternidade de todas as celebrações do Domingo de Ramos será encaminhado à respectiva diocese.

Em 2011, somente o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) apoiou 320 projetos sociais em todo Brasil.

Em 2012, com o tema “Fraternidade e Saúde Pública”, a Campanha da Fraternidade (CF) reflete junto aos seus fiéis temas como a atual situação do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o texto base da CF 2012, dados do IBGE mostram que enquanto os mais ricos usam a maior parte de seu orçamento com saúde no pagamento de planos privados, os mais pobres têm os remédios como item de maior consumo de seus gastos com saúde.

Participe da Coleta Nacional da Solidariedade e contribua para a promoção e o apoio a projetos sociais de todo país e de sua diocese.

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC– Bispo Diocesano de Limeira

Mensagens da catequista Jussara

Estou abrindo para todos os nossos catequistas as mensagens que troquei com a catequista Jussara, pois creio que poderá ajudar outros catequistas que tenham as mesmas dificuldades.

A catequista Jussara nos escreveu:

Eu era Catequista da 1° Etapa, agora sou da 2º Etapa(Eucaristia), mas não estou tendo idéias para trabalhar com os catequizandos. Isto está me dasanimando. Gostaria muito da ajuda de voçês.

Resposta:

Você não nos informa qual o material que está usando, se utiliza manuais de apoio na catequese ou outros materiais. Também não me informa a faixa etária com que trabalha. Essas informações são importantes.

Não desanime não! O mais importante é levar os catequizandos a fazerem a experiência de fé. O Blog da Catequese tem algumas propostas de encontros e de dinâmicas que poderão ser realizadas com eles. Também comecei a publicar neste ano, sugestões para uma catequese mistagógica. Creio que poderão ser de grande valia para você.

Por favor, me envia maiores informações para que eu possa te ajudar mais e melhor.

Mensagem da Jussara:

Respondendo sua pergunta, sou Catequista da 2ª Etapa e trabalho com o livro  “Caminho da Inicíação Cristã”. Gostaria de passar para eles algo a mais além do que está no livro. Que assuntos posso abordar com eles? Posso trabalhar com dinâmicas? Que tipo? Fico aguardando sua resposta.

Resposta:

Jussara, não conheço o manual com que você trabalha, assim não sei exatamente quais os temas que aborda nem qual a pedagogia que adota. Normalmente os manuais seguem a linha de formação que é recomendada pela CNBB, com temas que são adequados à faixa etária dos catequizandos que se preparam para a Eucaristia.

No entanto, você pode abordar outros temas conforme a necessidade, isto é, quando surgir durante o encontro alguma questão ou acontecimento que desperte o interesse e curiosidade de todos você poderá trabalhar isso com os catequizandos de modo a  fazê-los compreender a questão a partir do enfoque da fé, ajudando-os no seu amadurecimento cristão. Assim, temas como solidariedade, respeito ao próximo e às diferenças, vida e morte, sexualidade, etc, podem ser abordados nos momentos mais adequados, quando surgirem questões relacionadas a eles.

A catequese não é um curso de doutrina, que deve cumprir um programa pré-estabelecido e fixo, ela é um processo de educação na fé e como tal deve estar atenta aos desafios e questionamentos que são enfrentados no dia a dia. Veja bem, como mãe você educa seu filho no cotidiano, ensinando-o passo a passo, conforme a necessidade, respeitando o seu desenvolvimento natural e o seu nível de maturidade; e não deixa sem resposta as questões que surgem, dando-lhe a resposta adequada à sua faixa de desenvolvimento. Assim você educa seu filho para a vida; da mesma forma você deve agir na catequese para educar na fé os adolescentes que se preparam para a Eucaristia. Assim como seu filho vai sendo educado a partir da vivência e experiência durante o processo de crescimento, assim a também os catequizandos devem ser educados a partir da vivência e experiência da fé no processo de amadurecimento cristão.

Com relação às dinâmicas, elas podem e devem ser usadas nos encontros de catequese, porém não podem ser reduzidas a um momento de lazer, isto é um intervalo dentro do encontro para brincadeiras. As dinâmicas devem ser o meio que vai ajudar o catequizando a compreender melhor o tema que está sendo abordado. Por exemplo, se o tema do encontro for partilha, a dinâmica deve levar os catequizandos a fazerem uma forte experiência de partilha. Há uma sugestão de dinâmica, na página de ENCONTROS do Blog da Catequese, sobre a Parábola do Rico e do Pobre que ilustra bem o tema, que você pode adaptar à realidade dos seus catequizandos. As dinâmicas sempre têm que ter relação com o tema, proporcionando a experiência concreta dos ensinamentos de Jesus e propiciando uma reflexão transformadora.

No mundo de hoje, onde os cristãos se deparam com inúmeros desafios desencadeados pela constante transformação da sociedade e estilo de vida, a evangelização deve levar a uma experiência de fé tão profunda que ajude a enraizar os valores cristãos na vida humana, capacitando a pessoa a dar razão da própria fé diante das interpelações que sofre cotidianamente. Essa é a missão da catequese e por esse motivo ela deve ser um processo permanente de educação na fé, onde as etapas sacramentais são marcos da caminhada e nunca metas finais. A meta é o amadurecimento que leva ao encontro definitivo com Jesus para com Ele e por Ele caminhar ao encontro do Pai.

Jussara, espero que a minha resposta lhe dê uma luz para iluminar sua missão. No Blog da Catequese você encontra muitas sugestões. Vasculhe todo o seu conteúdo, leia, comente, questione. Se tiver dúvidas, pergunte, envie novo email. Conheça também as publicações destinadas à catequese e os livros de dinâmicas voltados a ela. O bom catequista não se prende a um único manual, mas busca enriquecer seu trabalho com outras sugestões, adaptando temas e dinâmicas conforme a realidade da sua comunidade e do seu grupo. Nós estamos à disposição de todos os catequistas.

Mensagem da Jussara:

Adorei o banho de informações!!!  Ajudou-me muito, acendeu uma luzinha.
Quando tiver novidades ficarei grata em receber. Estava olhando na internet a Turma do Biblincando achei que é uma revista legal para os catequisandos. O que voçe acha?

Resposta:

Jussara, fico muito feliz em poder ajudar. Eu conheço a revista da Turma do Biblicando, e creio que pode ser um bom instrumento complementar, mas há também o Album Litúrgico Catequético da Editora Vozes, “No Caminho de Jesus”, que além de ser um bom complemento para os catequizandos também é um excelente instrumento para integrar a família no processo de educação da fé, pois a família terá que acompanhar as atividades. Dê uma olhada na sessão das publicações do nosso Blog para conhecê-lo e se quiser conhecer melhor entre em contato com o pessoal da Livraria Virtual e peça um exemplar para você, vale a pena o investimento.

Sempre que precisar ou tiver dúvidas entre em contato, seja por email ou por meio dos comentários aos textos que são postados no Blog. Divulgue o nosso Blog e também nos acompanhe no Facebook, pois agora temos também uma comunidade do Blog de Catequese no Facebook.

Igreja e Política

Recebemos um texto, que nos enviou D. Paulo Mendes Peixoto, Bispo de São José do Rio Preto, que fala sobre a questão da atuação da Igreja frente aos acontecimentos
políticos que têm surgido no cenário da sua Diocese.

Talvez muitos catequistas nos perguntarão qual o motivo de publicarmos esse texto em nosso Blog, uma vez que Catequese nada tem a ver com Política.

No entanto eu respondo aos que assim pensam mostrando exatamente o contrário. Catequese tem tudo a ver com Política e com a forma como aqueles que se dizem
cristãos fazem política.

Em primeiro lugar, segundo a Wikipédia, Política é a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados. Assim sendo, a Política deveria ter como fundamento de suas ações o bem comum de todos os cidadãos.

Se olharmos para a ação de Jesus, veremos que ele sempre esteve ao lado daqueles que eram desprezados pelas autoridades do seu tempo e da sua nação, promovendo, por meio do seu agir, o bem comum, ao restabelecer a dignidade das pessoas e das condições de vida. Embora ele não fosse um político de seu tempo, ele mostrava aos seus discípulos como deveriam agir em favor do bem comum.

Dessa forma, a Catequese é responsável pelos cristãos que educa e deve transmitir fielmente os valores que foram vividos por Jesus, anunciado pelo seu Evangelho e
transmitido pelo testemunho dos apóstolos. Pessoas que se dizem cristãos e que até fazem questão de se mostrar participante de uma comunidade eclesial e que no decorrer de seu mandato se mostra corrupto envergonha a comunidade à qual diz pertencer e denigre o nome dos catequistas que o educaram, pois certamente
não souberam transmitir qualquer dos valores evangélicos.

Por isso, e diante das atrocidades políticas que estamos vendo não apenas em uma cidade, mas espalhada por todo o Brasil, é que penso ser muito oportuna a publicação do texto que nos envia D. Paulo, para abrir os olhos de todos aqueles que estão a serviço do Evangelho e que têm a missão de formar cristãos conscientes e maduros, capazes de discernir o seu papel em todas as esferas da vida e assumir o compromisso de transformar as estruturas sociais, econômicas e políticas que impedem que o mundo se torne o Reino anunciado por Jesus.

Leiam o texto que nos foi enviado por D. Paulo:

Diocese e Política

Tendo em vista os diversos incidentes e atitudes acontecidos na trajetória política da cidade de São José do Rio Preto, fatos que até nos deixam preocupados, temos incentivado uma conduta que seja marcada pelo processo de formação de nossas lideranças para o compromisso com a cidadania.

Por iniciativa da Pastoral Fé e Política diocesana, com o objetivo de refletir sobre “que contribuição podemos dar no momento” para a cidade, como Igreja diocesana e como cidadãos cristãos, reunimo-nos com os padres que compõem as quatro Regiões Pastorais da cidade.

Como bispo diocesano, juntamente com membros da citada Pastoral, participei das quatro reuniões. Foi momento forte para o “ver da realidade”, e de oportunidade para cada padre expressar, livremente, sua opinião e considerações referentes à história política de nosso Município.

Na visão de muitos, a Igreja não tem nada a ver com política. Até dizendo que política é para os políticos. E justamente por isto temos de nos submeter a uma classe política totalmente descompromissada com o bem comum. Sofremos as consequências e não tomamos atitudes de reação.

Há razoável número de sacerdotes, cada um com seu jeito de ser, com sua formação política vindo da família, que tem também suas reações nos momentos oportunos. Mas uma coisa parece ter ficado clara nas discussões: temos que evitar ficar presos a este ou àquele político, que sempre nos usam para ter voto.

Você pode estar concluindo: por que tal padre faz determinada acepção, se o que o político faz, não está fazendo mais do que suas obrigações de servir a comunidade?

Estar preso a determinado político, numa dimensão de Igreja, é ameaçar a transparência da evangelização. 

Em particular, como cidadãos, podem acenar para um político considerado como “bom político”. Porém, fazer isto no púlpito é forçar a liberdade de escolha e de preferência da pessoa. No púlpito, sim, é lugar de formar as consciências, de mostrar as consequências de uma escolha politiqueira e irresponsável.

Das reuniões feitas sentimos uma grande indignação por parte dos presbíteros com o que vem acontecendo. O que nos impressiona muito é que todos os políticos se dizem “cristãos”, e até representantes de Igrejas. Creio que todas as Igrejas sérias se sentem envergonhadas e até sujeitas a críticas por quem está de fora.

Concluímos também a falta de formação no nível Fé e Política, inclusive de nós padres. Por causa disto ficamos muito dependentes e com trabalhos desarticulados. A sensação é que, como formadores de opinião, temos contribuído pouco na formação de pessoas e de cidadãos.

Na verdade, não temos tido um posicionamento firme e claro, como Igreja e como Pastoral Fé e Política em relação aos acontecimentos nefastos da política local. Está faltando atitude profética para beneficiar a população. É preciso abrir os olhos para o bem comum.

Não basta que a cidade tenha alto nível de desenvolvimento. Ela deve ter ideal político e políticos comprometidos com o humano, abertos aos mais carentes, sem privilégios e grupos extremamente voltados para seus próprios interesses. O bolo da riqueza precisa ser melhor repartido, favorecendo a todos e ao crescimento sustentável.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Bispo de São José do Rio Preto


Como trabalhar o Hino da Campanha da Fraternidade 2011

Vamos
responder à carta que recebemos da catequista Maria, que nos diz:

Trabalho como
catequista da pré-eucaristia. Gostaria de sugestões de como
trabalhar com a catequese o hino da CF de 2011. Com o  objetivo
de valorizar, conscientizar e mudar.

Desde já
obrigada !!!

Resposta:

Você me pede
sugestões para trabalhar o hino da Campanha da Fraternidade.
Você já viu o vídeo clip que foi feito para o Hino e que está
disponível para download no site da CNBB? Você poderá
trabalhar a partir do vídeo clip, deixando que os catequizandos
cantem com o vídeo clip; depois peça que cada um aponte imagem
que significava vida e outra que significa destruição. Faça
duas listas com essas imagens perguntando a cada um porque a
imagem escolhida significa vida ou destruição. Depois que todos
falaram, se ainda houver imagens que não foram apresentadas,
pedir que completem as listas. Em seguida pedir a eles que digam
qual é a vontade de Deus em relação ao planeta, e o que cada
um pode fazer para mudar o que não está conforme a vontade de
Deus. Faça uma lista com todas as sugestões que forem dadas e
peça que cada um escolha uma delas para por em prática durante
a semana. Anote o que cada um escolhe e na semana seguinte inicie
o encontro pedindo a cada um que diga como cumpriu o compromisso.
Pode-se repetir a escolha de outra ação para ser colocada em
prática na semana seguinte.

Creio que
dessa forma, você poderá aos poucos alcançar o seu objetivo e
ajudar a conscientizar não apenas as crianças, mas também as
suas famílias, pois as crianças vão levar para casa o
compromisso de mudança.

Desejo-lhe um
bom trabalho. E fico à disposição para qualquer outra ajuda.

Encontros para crianças de 6 a 7 anos.

Recebi uma mensagem da catequista Vani, que me pede ajuda sobre temas para a Catequese com crianças de 6 a 7 anos.

Mensagem:
Boa tarde Maria Aparecida!
 
Gostaria de algumas ideias / Temas para encontros de catequese para crianças de 6/7 anos.
Já fui catequista há muito tempo atrás, e agora confesso que estou com um pouco de dificuldade para ter ideias para os encontros.
Ficarei muito grata se puder me ajudar.

Resposta:
Fico feliz em saber que você está voltando a assumir a sua missão de catequista. Pelo que você me diz, você vai trabalhar com crianças pequenas, que ainda não dominam a leitura e a escrita. Assim, o melhor modo de trabalhar é a partir dos evangelhos do domingo, mas contado como história que traz uma mensagem. Você deve traduzir o evangelho numa linguagem simples e compreensível para a criança, de modo que ela possa entender a mensagem. Use figuras de linguagem que sejam próprias da realidade das crianças. Crianças nessa faixa etária gostam de ouvir histórias, mas não compreendem o que é abstrato ou o que não conhecem, por esse motivo é importante trazer a história para a sua realidade, pois dessa forma ela vai entender melhor.
Outra coisa importante é tornar o encontro sempre alegre, usando dinâmicas que ajudem a fazer a experiência da mensagem evangélica.

Por exemplo: O tema do encontro é Partilha.
Na semana que antecede o encontro, você deve pedir para que cada um traga uma fruta (banana, maçã, mamão, laranja, abacaxi, uva, morango, etc). Cada um deve trazer apenas uma fruta (ou no caso de frutas menores três ou quatro), caso você ache conveniente peça a mesma fruta para mais de uma criança. Isso pode ser feito por sorteio, assim elas já entram no espírito da dinâmica.
Para o dia do encontro você deve providenciar uma grande vasilha para colocar todas as frutas que serão picadas e se tornarão uma gostosa salada. Providencie também facas de plástico para que possam participar cortando as frutas sem se cortarem, espremedor de laranja e potinhos com colher para dividir a salada para todos.
No dia do encontro, certamente haverá alguma criança que não trará a fruta, por esquecimento ou porque não pode. Ai já está uma excelente chance para despertar o espírito de partilha, perguntando a elas o que se pode fazer. Depois convidá-las a fazerem a salada de frutas. Deixe que descasquem as frutas, e que piquem em pedaços pequenos, colocando tudo em uma vasilha grande. Esprema as laranjas e coloque o caldo para temperar a salada.
Depois de pronta divida nos potinhos e deixe que comam. Aproveite esse momento para perguntar se a salada de frutas está gostosa; se era melhor ter comido só a fruta que trouxeram ou se assim é melhor; se foi divertido trabalhar junto; enfim use esse tempo para despertar nelas o interesse pela partilha e descobrirem que partilhar nos traz alegria. E que viver em comunhão fortalece as pessoas e os laços de fraternidade.

Crianças nessa idade gostam de atividades lúdicas, isto é, que parecem brincadeiras. Porém, nunca use uma dinâmica apenas por brincadeira, na Catequese as dinâmicas devem sempre ter um sentido, transmitir uma mensagem, despertar para o sentido da vida.
Entre as publicações da Vozes você encontrará bons livros de dinâmicas para crianças pequenas, e poderá adaptá-las ao tema que estiver trabalhando. Também há, na Coleção Deus Conosco, o volume de Iniciação I, próprio para crianças de 6 a 7 anos, que se chama: Bem de…va…ga…ri…nho…
Nele há dinâmicas e temas apropriados que você poderá trabalhar bem. Ele é composto por dois volumes, um para o catequista e outro para os catequizandos. Creio que você vai gostar de trabalhar com esse livro, que você poderá adquirir pelo próprio site da Vozes, clicando em Livraria.
Desejo a você um bom trabalho, com a graça de Deus.
Uma Santa e Feliz Páscoa.

Uma palavra sobre Catequese Mistagógica

Um catequista, José Eduardo, de
Porto Ferreira – São Paulo – nos enviou a seguinte mensagem:

Boa Noite. Tudo Bem com Você
Maria Aparecida  meu nome e José Eduardo sou catequista na
cidade de Porto Ferreira SP ê gostaria de saber se você tem
algum material que fale sobre a mistagogia do catequista ou
catequista mistagogo ou se você sabe de algum livro sobre o
assunto que possa me indicar.
 Parabéns pelo Blog espetacular. Fique com Deus

Resposta:

Ficamos muito contentes que
esteja apreciando e aprovando o nosso Blog. Ele foi criado para
que pudéssemos nos colocar mais próximo aos catequistas, com
informações, notícias, dinâmicas, celebrações e formação
específica. O objetivo principal é nos colocarmos a serviço da
Catequese oferecendo diretamente aos catequistas de todo o Brasil
elementos que os ajude na sua missão.

Você me pergunta sobre a
MISTAGOGIA do catequista, ou catequista mistagogo.

Em primeiro lugar é necessário
compreender o significado de MISTAGOGIA. Se você procurar em um
dicionário, verá que MISTAGOGIA significa INICIAR NOS
MISTÉRIOS DE UMA RELIGIÃO, isto é, introduzir uma pessoa nos
mistério da fé de determinada Religião.

Assim, MISTAGOGIA CRISTÃ
significa iniciar aqueles que querem fazer a caminhada de fé na
comunidade cristã, seguindo os passos de Jesus, nos Mistérios
da Fé Cristã, cujo centro e ápice é o próprio Jesus Cristo.

Dessa forma, não se pode falar
de Mistagogia do catequista, pois ela sempre se refere aos
mistérios de Fé, mistérios de Deus, de Jesus Cristo, do
Espírito Santo.

Falar em Catequista Mistagogo é
na verdade uma redundância, pois a missão primordial do
catequista é exatamente a de educar na fé, isto é, a de
introduzir no mistério da salvação os catequizandos que lhe
são confiados, de tal forma que eles façam uma experiência de
fé que os leve à vivência dessa fé em suas vidas. Portanto, a
MISTAGOGIA é parte integrante do SER CATEQUISTA, sem a qual não
há educação da fé, mas apenas transmissão de conhecimento
que não leva à conversão.

Talvez, ai esteja o motivo de
hoje se falar em Catequista Mistagogo, como uma busca para se
redescobrir o papel mistagógico do catequista, essencial
Catequese, pois todo catequizando somente se tornará um
verdadeiro cristão quando tiver a capacidade de viver
pessoalmente tudo o que professa e o que celebra.

A Catequese deve ser
mistagógica por excelência. Catequista mistagogo é aquele que
testemunha a própria fé e sabe conduzir os catequizandos a
penetrarem os mistérios da encarnação, vida, morte e
ressurreição de Jesus Cristo, para emergirem transformados em
novas criaturas e a partir dessa experiência viverem
integralmente a fé professada no dia a dia da existência.

A Catequese necessita de
Catequistas Mistagogos, mas uma pessoa só se torna mistagoga
quando primeiro fez a sua própria experiência de fé para
depois testemunhá-la na vida. Não há como conduzir a outros,
aquele que é cego – “tira primeiro a trava do teu olho” (Mt
7,5). Sem um verdadeiro e profundo mergulho nos mistérios da fé
cristã, que transforme a nossa vida e nos faça viver a
conversão cotidiana não estaremos aptos a catequizar, mas
apenas a transmitir conhecimentos, como professores de história
cristã. E isso não leva ninguém à conversão, não abre as
portas para os mistérios de Cristo.

Quanto a um livro que trate
sobre esse assunto, você poderá ler a Exortação Apostólica
Pós-sinodal  de Bento XVI, “Sacramentum Caritatis”, sobre a
Eucaristia, fonte e ápice da vida e da Missão da Igreja. No
parágrafo 64 é abordada a questão da Catequese Mistagógica.

Também deve ler o Estudo da CNBB de nº 97, “Iniciação à Vida Cristã – Um Processo de Inspiração Catecumenal” que busca traçar as orientações fundamentais para a iniciação à vida cristã como processo profundo de mergulho na vida cristã (cf apresentação do Estudo 97 da CNBB).

Há também um site que fala
sobre Mistagogia e oferece algumas apostilas sobre o assunto. O
endereço é:

http://sites.google.com/site/mistagogiacrista/Home

Carta solicitando apoio para a Campanha da Fraternidade

A catequista Rosilene, de Congonhal em Minas Gerais, nos envia este pedido:

“Boa noite estava pesquisando na internet como falar da campanha da fraternidade para crianças de 7 anos,e ancontrei esse site o qual chamou minha atençao,sou catequista de 1º viagem e preciso de ajuda, tenho que trabalhar com eles o livro da campanha da fraternidade mas nao sei como passar pra eles de um jeito facil de entender.Agradeço se puderem me dar uma ideia desde já obrigado.

Rosilene, Congonhal MG.”

Resposta:

Não sei se você já pesquisou no Blog, mas postamos três encontros sobre o tema da Campanha da Fraternidade que podem ser trabalhados com as crianças. O que muda ao trabalharmos com crianças é apenas a linguagem com que você deve apresentar o tema, pois para crianças deve ser bem simples, usando palavras e imagens que sejam próprias da faixa etária dos catequizandos. As crianças e adolescentes não tem capacidade ainda para o que entender o abstrato, isto é, o que não é concreto em sua realidade. Assim sendo, dinâmicas que ajudam a perceber a realidade são muito importantes. Os encontros que apresentamos no Blog são dinâmicos e ajudam a refletir sobre o tema.

Além disso, a CNBB preparou encontros que são bem apropriados à Catequese com crianças e adolescentes. Caso você não tenha esses livretos, poderá encontrar os encontros no “Manual da Campanha”, que traz todo o material que foi produzido para refletir sobre o tema da Campanha em diversas realidades.

Desejamos que faça um bom trabalho, e que os encontros sejam bem produtivos.