Mensagem às nossas queridas Mães – 2012

Neste 6º Domingo da Páscoa conhecemos o grande mandamento de Jesus: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Neste mundo em que vivemos marcados muitas vezes pela intolerância e individualismo, acabamos nos esquecendo do amor que devemos ter para com os outros. E a celebração de hoje nos ajuda nesta tarefa do amor. Neste dia recordamos nossas queridas mães, as quais têm em Maria sua referência maior de doação, de presença silenciosa e amorosa aos filhos.

Celebramos hoje o domingo como evangelho do mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. O amor é dom e missão. O Ressuscitado nos confia a missão de repartir e de multiplicar seu amor, para que nossa alegria seja completa.

A liturgia deste domingo do Tempo Pascal convida-nos a contemplar o amor de Deus, revelado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus e atualizado na vida e nas ações de seus seguidores. As mães que, com carinho lembramos neste dia, são expressão do amor de Deus para com seu povo.

Compete aos “amigos de Jesus” a missão de eliminar o sofrimento, o egoísmo, a miséria, a injustiça, enfim tudo o que oprime e escraviza os irmãos e desfigura a obra criada. É ainda missão dos “amigos de Jesus” serem mensageiros da justiça, da paz, da reconciliação, da esperança; Aos membros da comunidade dos amigos de Jesus compete labutar contra os mecanismo que geram violência, medo e insegurança. O amor é dom e missão.

Nossas mães experimentam tristezas e angústias. Mas sabem onde recobrar a esperança, essas mulheres admiráveis, geradoras de vida e generosidade: na Palavra e na Eucaristia. Em seus lares, são as primeiras educadoras da fé de seus filhos. Nas comunidades, são serviçais. Muitas ajudam na sustentação do lar assumindo uma profissão.

Ao participarmos da  Eucaristia dominical, respondemos ao convite do Senhor e expressamos o amor que nos une a Ele, o Ressuscitado. “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor”. É o Senhor que nos reúne em nossas comunidades a rezar e a entrar em comunhão de vida e de amor por nossas mães. A elas nossa gratidão e que sejam sempre abençoadas pelo  Deus da vida e do amor. Parabéns mamães pelo seu dia.

Feliz dia 13 de maio de 2012

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC - Bispo da Diocese de Limeira, SP

Mensagem de Sua Santidade Bento XVI para a Quaresma

«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» Heb 10, 24)

Papa

Irmãos e irmãs!

A Quaresma nos oferece a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.

Desejo, neste ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e as boas obras» (10,24).

Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor “com um coração sincero, com a plena segurança da fé” (V.22), e de conservarmos firmemente “a profissão da nossa esperança” (23), numa solicitude constante em praticar, juntamente com os irmãos, “o amor e as boas obras” (V. 24).

Na passagem em questão afirma­se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar dos encontros litúrgicos e da oração na comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (V. 25).

Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, à reciprocidade e à santidade pessoal.

1. “Prestemos atenção” – A responsabilidade pelo irmão.

O primeiro elemento é o convite a “prestar atenção”: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a “observar” as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e, todavia são objeto de solicita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a “dar-se conta” da trave que têm na própria vista antes de reparar no cisco que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41).

Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a “considerar Jesus” (3,1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estarmos atentos uns aos outros, a não nos mostrarmos alheios e indiferentes ao destino dos irmãos.

Mas, com frequência, prevalece a atitude contraria: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela “esfera privada”.

Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o “guardião” dos nossos irmãos (cf. Gn 4,9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus.

O fato de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé, deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão.

O Servo de Deus, Paulo VI, afirmava que o mundo atual sofre, sobretudo de falta de fraternidade: “O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo” (Carta enc. Populorum Progresso, 66).

A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus “é bom e faz o bem” (Sal 119118, 68).

O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades.

A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de “anestesia espiritual”, que nos torna cegos aos sofrimentos alheios.

O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, “passam ao largo” do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32); e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19).

Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrario de “prestar atenção”, de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias.

Sempre devemos ser capazes de “ter misericórdia” por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar­se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: “O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende” (Prov 29, 7).

Deste modo entende-se a bem-aventurança “dos que choram” (Mt 5,4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração as suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.

O fato de “prestar atenção” ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje se é muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos.

Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma, tendo em vista o seu destino derradeiro.

Lemos na Sagrada Escritura: “Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber” (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5,11).

A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de “corrigir os que erram”. É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal.

Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se a mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem.

Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: “Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão e tu, olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado” (Gl 6,1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade.

É que “sete vezes cai o justo” (Prov 24,16) diz a Escritura, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1,8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.

2. “Uns aos outros”: O dom da reciprocidade.

O fato de sermos o dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de considerá-la na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer as exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na Comunidade Cristã. O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem a construção da Comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar “o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos” (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correção e exortação, com espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da Comunidade cristã.

Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida e a sua salvação tem a ver com a minha vida e a minha salvação.

Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que “os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros” (1Cor 12,25)  afirma São Paulo, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica­se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e onipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a ação do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5,16).

3. “Para nos estimularmos ao amor e às boas obras”. – Caminhar juntos na santidade.

Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10,24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1Cor 12,31-13; 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, “como a luz da aurora, que cresce ate ao romper do dia” (Prov 4,18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos e’ concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4,13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.

Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de “pôr a render os talentos” que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25,24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12,21; 1Tm 6,18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre atual, para tendermos “medida alta da vida cristã” (João Paulo II, Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12,10).

Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar se por adiantar no amor, no Serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da bem-aventurada \/irgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.

Benedictus PP. XVI

É Natal!

Chegou o Natal! Enquanto, a cada dia mais e mais a festa do nascimento de Jesus se torna uma festa pagã, pois o verdadeiro homenageado é esquecido, relegado ao segundo plano, aqueles que creem ainda podem fazer a diferença anunciando um Natal diferente.

O problema não são os presentes que trocamos, isso é sinal de estima, de carinho, de amor. E todo gesto de amor é um sinal da presença de Deus no meio de nós.

Também não é a figura do Papai Noel, que surgiu como sinal de desprendimento, de partilha, de alguém que se preocupa em alegrar a vida de outros. E toda pessoa que deixa de lado seu próprio bem estar para pensar no outro, mesmo que seja apenas aquele que o rodeia, está dando testemunho da presença de Deus, que se dá a nós por amor.

A questão está na indiferença das pessoas, principalmente daquelas que se dizem cristãs, mas que no dia a dia raramente dão testemunho de Jesus porque não o deixam nascer em seus corações.

Jesus não nasceu para os santos e perfeitos, nasceu para os pecadores. Portanto é preciso reconhecer que somos imperfeitos, limitados, e abrir o coração para acolher Jesus e permitir que a sua luz brilhe em nós.

Nós não somos a luz, somos apenas o candelabro que pode abrigar a luz de Jesus.

Para anunciar o nascimento de Jesus não precisamos tocar as trombetas, não precisamos sair gritando pelas ruas, nem mesmo precisamos falar dele aos quatro cantos do mundo; precisamos apenas deixar o nosso coração ser movido apenas pelo amor verdadeiro e espalharmos gestos de solidariedade e de caridade, o amor-ágape que transforma o mundo.

São gestos simples de reconciliação incondicional, de escuta atenta, de sorriso sincero, de um abraço aconchegante, de olhar o outro nos olhos, de perceber a dor ou a alegria contida, de aceitar as diferenças. Enfim, gestos de humildade de quem não se acha menor que outros, mas tem a certeza de que a grandeza está na generosidade de se colocar a serviço dos que estão à nossa volta.

Ainda que não pensem como nós; ainda que não creiam na mesma doutrina que nós; ainda que suas ações não sejam as que esperávamos que fossem; ainda que sejam diferentes de nós; é principalmente aceitando que ser imagem de Deus não é sermos todos iguais, compreendendo que o outro é alguém que tem todo o direito de ser diferente, aceitando-o como ele é, sem qualquer ressalva: é assim que vamos anunciar o nascimento de Jesus, não numa manjedoura, mas na nossa vida.

Se essa transformação acontecer em nosso coração, aí sim, poderemos fazer a diferença e transformar o Natal em uma grande festa de luz, a Festa de Jesus.

Um Feliz Natal para todos nós!

Feliz Natal!

É Natal! O tempo passou, a gente correu, o ano se foi e novamente é Natal. A cada ano que passa nos parece que o tempo entre um Natal e outro fica menor, mais curto. Não sentimos as horas passarem, não percebemos que os dias estão se esvaindo e os meses se atropelando. Vivemos numa maratona de compromissos e atividades e muitas vezes nos esquecemos de nós mesmos. E quando nos damos conta o Natal já chegou novamente.

E se neste ano fizermos diferente? Se diante do presépio nos comprometermos a viver cada minuto do novo ano lentamente, saboreando as coisas boas que eles nos trazem e percebendo o que nos prejudica? Creio que isso faria uma grande diferença na nossa qualidade de vida e principalmente na forma como nos relacionamos com as pessoas.

Mas principalmente faria enorme diferença na forma como vivemos a nossa fé e damos testemunho de Jesus na nossa vida. Jesus não teve pressa em sua vida. Ele não precisava vir ao mundo como uma criancinha, mas preferiu seguir o processo natural humano, encarnando-se no seio de Maria, sendo gestado por nove meses antes de nascer. O Natal nos lembra que Jesus, filho de Deus Todo-poderoso, nasceu frágil numa manjedoura, teve que ser amamentado para sobreviver, ser cuidado para ter saúde, ser ensinado para crescer e amadurecer. Ele levou 30 anos para assumir a sua missão, e mesmo dando testemunho de Deus, sua pedagogia era a do slowmotion, isto é, ele fazia tudo com calma, sentando-se com os amigos para uma boa conversa, ao redor da mesa, caminhando com seus companheiros pelos campos e arredores da cidade, parando para dar atenção a quem dele se aproximasse. Também cuidava do seu relacionamento com o Pai, afastando-se de todos para poder conversar com Deus sem pressa, sem atropelos, permitindo-se beber da Fonte de sua sabedoria. Ele dava tempo ao tempo.

Hoje não temos tempo nem para nós mesmos. E quem não tem tempo para si mesmo, também não o tem para os outros, pois a qualidade de vida interfere na qualidade de relacionamento que temos com quem nos rodeia. Nós estamos abrindo mão de nossa vida, permitindo que o mundo nos acelere como máquinas que têm que aumentar a produção.

Por isso, proponho que neste Natal cada um de nós dê a si mesmo um grande presente: A VIDA! Uma vida nova, sem correrias, sem atropelos. Uma vida para ser saboreada lentamente, no convívio com a família, na visita aos amigos, na conversa generosa de quem tem tempo para ouvir e na disposição para participar da vida não como mero espectador, mas como elo vivo da corrente de solidariedade que une os corações e transforma o mundo num lugar melhor: o Reino de Deus.

Esse é o desejo do Blog da Catequese para todos os seus leitores. Um Natal onde o amor encontre acolhida no coração de todos, amor por si mesmo e amor pelo outro. Amor pela vida vivida passo a passo, devagar, sem pressa nem correria. Amor por tudo que recebemos de presente de Deus.

Feliz Natal!

A Arte de ser catequista

Ser Catequista é…

… é viver em sintonia com Deus;

… é ser discípulo/a de Jesus;

… é deixar-se tocar pelo Espírito Santo;

… é caminhar ao encontro do Cristo;

… é mirar-se no exemplo de Maria;

… é disponibilizar-se ante o chamado;

… é comprometer-se com a construção do Reino;

… é estar ciente do seu papel no anúncio da Boa Nova;

… é assumir com amor a própria missão;

… é colocar-se a serviço da comunidade;

… é dedicar-se com amor ao seu ministério;

… é ter a sabedoria dos profetas;

… é compreender o sentido da Palavra;

… é dar testemunho de fé na vida;

… é ter o coração aberto para acolher os irmãos;

… é ir ao encontro dos mais pobres;

… é converter-se todos os dias;

… é ter a certeza do amor de Deus por nós;

… é saber discernir entre o bem e o mal;

… é alimentar-se de esperança;

… e viver a caridade em cada gesto.

Para ser catequista é preciso ter uma fé madura, que leve ao compromisso com o próximo;

Ter confiança nos desígnios de Deus, para entregar-se por inteiro à ação missionária;

Ter coragem para anunciar o projeto do Reino e denunciar toda forma de injustiça.

A arte de ser catequista está em deixar-se amar por Deus e envolver-se em seu plano de amor para  com a humanidade.