Liturgia

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Posted by: | Posted on: junho 21, 2018

Solenidade da Natividade de São João Batista

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC

Na solenidade deste domingo, a Palavra de Deus apresenta-nos a figura profética de João Batista. Escolhido por Deus para ser profeta, ainda antes de nascer, ele é um “dom de Deus” ao seu Povo. Sublinhando a importância de João na história da salvação, a liturgia não deixa, contudo, de mostrar que João não é “a salvação”; ele veio, apenas, dirigir o olhar dos homens para Cristo e preparar o coração dos homens para acolher “a salvação” que estava para chegar.

CLIQUE AQUI para abrir a Celebração da Natividade de São João Batista – ano B – 2018

Posted by: | Posted on: junho 15, 2018

Celebração do 11º Domingo do Tempo Comum

Na Liturgia da Palavra deste 11º Domingo do Tempo Comum, na Primeira Leitura, o profeta Ezequiel assegura ao Povo de Deus, exilado na Babilônia, que Deus não esqueceu a Aliança, nem as promessas que fez no passado. Apesar das vicissitudes, dos desastres e das crises que as voltas da história comportam, Israel deve continuar a confiar nesse Deus que é fiel e que não desistirá nunca de oferecer ao seu Povo um futuro de tranquilidade, de justiça e de paz sem fim. O Evangelho apresenta uma catequese sobre o Reino de Deus – essa realidade nova que Jesus veio anunciar e propor.

A celebração enviada por Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, nos ajuda a compreender melhor essa catequese de Jesus. E também a preparar bem tanto uma celebração da Palavra (nas comunidades que não têm ministros ordenados) como também um encontro de catequese.

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Posted by: | Posted on: junho 8, 2018

Celebração do 10º Domingo do Tempo Comum

Continuamos o itinerário espiritual, seguindo os passos de Jesus. Este ano temos como guia o evangelista Marcos, que nos coloca frente a frente com Jesus Cristo, o Messias, que vem instaurar o Reino de Deus. Não vem de forma triunfante, mas como servo sofredor, perseguido, executado na cruz. Neste Domingo, recebemos de Jesus a garantia de que somos de sua família.

É uma nova família que está se constituindo, formada por aqueles que conseguem entrar na intimidade d’Ele, que tem olhos para ver e ouvidos para entender.

A reflexão da celebração que Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, nos enviou, nos ajudará a compreender essa pertença à família de Jesus.

CLIQUE AQUI para abrir a Celebração do 10º Domingo do Tempo Comum – ano B – 2018

Posted by: | Posted on: junho 1, 2018

Homilia do 9º Domingo do Tempo Comum.

Entre os judeus, uma concepção e uma praxe legalista e formalista do sábado levaram ao que hoje chamaríamos de “alienação”, isto é, sujeição absoluta do homem a uma norma extrínseca que devia, ao contrário, estar a seu serviço. Nós cristãos, corremos continuamente o risco de alienação análoga, com relação ao Domingo.

A partir do século VI, com o afluxo de pagãos à Igreja, o Domingo cristão se assemelha ao sábado judaico, e as observâncias em matéria religiosa, cultural e moral, voltam a vigorar. Ao lado desse risco permanente, verificou-se de alguns decêndios para cá, um fato novo que põe em crise a própria instituição do Domingo. A invasão de uma civilização científica e tecnológica transformou os hábitos seculares e os elementos da mentalidade coletiva.

Hoje o Domingo perdeu, para muitos, o sentido religioso que tinha outrora. É no máximo o dia do repouso, dos divertimentos, da evasão, e sob este aspecto conserva o saber de um dia que não é como os outros, ao menos para a maioria, porque são cada vez mais numerosos os que trabalham a fim de que os outros possam divertir-se ou gozar o merecido repouso.

É um fato desagradável, mas que pode favorecer uma redescoberta do “Dia do Senhor” por caminhos ainda não explorados. Mais do que restaurar o passado, convém promover o futuro. É quase certo que os homens a quem se dirigirá de agora em diante a Igreja, terão cada vez menos hábitos de prática religiosa. Mas isso pode ser ocasião para que os cristãos reencontrem o sentido mais profundo da celebração da Páscoa de Cristo.

Nesta semana, Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, nos enviou apenas a sugestão de Homilia para o 9º Domingo do Tempo Comum. Um texto que nos ajuda a compreender melhor os textos da Liturgia da Palavra. 

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Posted by: | Posted on: maio 31, 2018

Celebração da Festa de Corpus Christi

A Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é inseparável da Missa da Quinta-feira Santa, em que celebramos a instituição da Eucaristia. Hoje, o mistério de Cristo que se oferece a nós no pão partilhado e no vinho derramado é levado em procissão pelas ruas da cidade para manifestar que Cristo Ressuscitado caminha em meio a nós e nos guia rumo ao desvelamento e construção do Reino de Deus.

A Celebração que postamos aqui, enviada por Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, é um excelente subsídio para quem quer aprofundar a reflexão sobre essa liturgia, para quem vai explicar o sentido da Festa de Corpus Christi na Catequese, para quem precisa se preparar para celebrar essa Festa nas comunidades onde não há sacerdotes.

CLIQUE AQUI para abrir a Celebração da FESTA DE CORPUS CHRISTI – Ano B – 2018

Posted by: | Posted on: maio 29, 2018

CORPUS CHRISTI: comunhão com Cristo, comunhão com o universo

Pe. Adroaldo Palaoro sj

“Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a benção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: ‘Tomai, isto é o meu corpo” (Mc 14,22) 

Na celebração da festa de Corpus Christi, corremos o risco de honrar o Corpo de Jesus, mas desprezar o corpo humano, “ a carne de Cristo”. Participamos, com muita fé, dedicação e respeito, das celebrações do “Corpo de Cristo”, mas pode ser que, às vezes, façamos uma profunda cisão ou ruptura entre o que celebramos e a realidade que nos cerca, ou seja, o encontro com os “corpos desfigurados”: explorados, manipulados, usados, escravizados, destruídos… Pode ser que tenhamos um profundo amor e respeito pelo “Corpo de Cristo vivo e presente na Eucaristia”, e não O vejamos nos “corpos” que estão aqui, ali, lá, por todos os lados. “Não nos devemos envergonhar, não devemos ter medo, não devemos sentir repugnância de tocar a carne de Cristo” (Papa Francisco)

É esse o sentido que a festa de “Corpus Christi” nos revela, ou seja, a festa do Corpo Histórico e Humano de Jesus, corpo prazeroso e sofredor, amado por muitos e muitas, rejeitado, crucificado, morto e ressuscitado. Esta é também a festa do grande Corpo de Cristo que é a Humanidade inteira. Corpo real de Cristo são especialmente todos os que sofrem com Ele no mundo, os enfermos e famintos, os rejeitados e encarcerados, os pobres e excluídos… Eles são a humanidade ferida no Corpo do Filho de Deus. 

Corpo de Cristo é também o universo inteiro, criado por Deus para que nele se encarnasse e habitasse seu Filho. Assim Jesus, na Ceia, ao tomar o pão e o vinho em suas mãos, abraça os bilhões de anos de evolução e chama-os de seu Corpo e de seu Sangue. Cada cristão, ao fazer “memória” do Corpo de Jesus, entra em comunhão com todas as energias da Criação. Corpo de Cristo que continua sendo o Pão, fruto da terra e do trabalho dos homens e mulheres, todo pão que alimenta e é compartilhado, em fraternidade, a serviço dos que tem fome. 

“Corpus Christi” também nos motiva a perguntar: Como viveu Jesus, em sua corporalidade, a relação com o Pai, com os outros e com a natureza? E como nós somos convidados a viver nossa corporalidade? Jesus não compactuou com a visão dualista do ser humano (corpo e alma). Para Ele, tudo era sacramento, epifania de Deus, revelação do Reino, história de salvação… Jesus escandalizou a muitos proclamando que o “puro” ou “impuro”, não está fora, em ritos e prescrições. Não são impuros os enfermos, as mulheres menstruadas, os leprosos, as prostitutas…; a “pureza” está no coração que nos permite um olhar límpido, não possessivo, egoísta, invejoso ou violento… 

Jesus levou muito a sério a questão do corpo, o seu e o das pessoas que encontrou ao longo de sua vida. Cuidou do seu descanso e o daqueles que com Ele compartilhavam o mesmo caminho; deixou-se acariciar e ungir sua cabeça e seus pés com perfumes valiosíssimos por algumas mulheres, algumas delas malvistas pelos rótulos preconceituosos que os varões lhe impunham, agradecendo esse gesto fruto de um amor sem cálculos; curou corpos atrofiados pela doença e fragilizados pela exploração… Os Evangelhos nos situam Jesus no nível da corporalidade próxima: é Ele que sabe olhar, tocar, sustentar, acariciar… 

Se fixarmos nossa atenção em Jesus na última Ceia, descobriremos que suas palavras (“isto é o meu corpo”) e seus gestos (partir e repartir o pão) constituem a essência afetiva e social (de amor e justiça) do cristianismo, a verdade central do Evangelho. 

Eucaristia é “Corpo” e é corpo doado e partilhado, não pura intimidade de pensamento, nem desejo separado da vida. A Eucaristia é Corpo feito de amor expansivo e oblativo, que se expressa no trabalho da terra, na comunhão do pão e do vinho, no respeito mútuo frente o valor sagrado da vida, no meio do mundo, nas casas de todos… Não são necessários grandes templos e nem suntuosas procissões para celebrar a festo do Corpo de Deus; basta a vida que se faz doação e partilha, no amor, como Jesus fez. 

Diante do Corpo de Cristo, nosso corpo se plenifica na comunhão com outros corpos, com Deus e com o corpo da natureza. Nosso humilde corpo é parte da Criação inteira e nosso bem-estar faz sorrir a natureza. Aqui precisamos encontrar a justa proximidade para nos relacionar com o corpo e estabelecer um vínculo sadio com ele. Afinal, nossas maneiras de nos relacionar estão configuradas por ele. Não há experiência de amor, e por isso não há experiência de Deus e dos outros, que não ocorra em nosso corpo. O nosso corpo nos pede espaço, tempo, atenção, alimento e, sobretudo, nos pede descanso e bem-estar, inspiração e contemplação… O corpo não é só a unidade de nossos membros, mas a presença de nossa pessoa; por ele estamos e somos. 

O corpo é o companheiro inseparável de nosso caminho. É preciso senti-lo, percebê-lo, escutá-lo. Mas é preciso ir mais longe: podemos afirmar que o corpo se transforma em caixa de ressonância da “voz de Deus” que nos previne contra caminhos equivocados e nos orienta para uma vida natural e plena. O corpo é “lugar” teológico, lugar da manifestação de Deus; neste sentido é morada do divino, habitação do Espírito, enquanto participa, pensa, sente, deseja, decide…

Quem não escuta nem percebe seu corpo não pode compreender o sentido da vida, do amor, das relações… pois cairá no narcisismo de seu próprio ego. Não é possível viver feliz sem relações amistosas e próximas com o corpo, para poder entendê-lo e expressar-se adequadamente com ele. Para conhecer-se é necessário acolher o corpo, querer o corpo, observar o corpo, olhar para dentro do próprio corpo, com atitude reverente.

Minha própria casa é meu corpo; o templo onde Deus se revela a mim. Só eu posso habitar e possuir meu corpo. Eu me identifico com meu corpo, sem o qual não posso viver. Deus, com seu Espírito, anima meu corpo; mas não pode habitar em mim a graça de Deus sem a colaboração e a abertura de meu corpo. 

Nosso corpo constitui nossa presença no mundo; a acolhida do próprio corpo nos projeta para uma relação sadia com o corpo do outro; é o cuidado do corpo do outro que determina nossa relação com Deus (Mt. 25,31-46). O corpo do ferido, do faminto, do preso… tornam-se “territórios sagrados” onde crescemos e nos humanizamos; são os “lugares” nos quais Deus revela seu rosto compassivo. 

O corpo é um documento histórico: há corpo burguês e corpo proletário, corpo de cidade e corpo de roça; há corpos explorados e corpos que são só força de trabalho; corpos que são modelos anatômicos; os “corpos empobrecidos” gritam a Deus por justiça, por alimento, por saúde e por novas relações entre os humanos e o cosmos, gritam a Deus por viver. 

O corpo desrespeitado, expropriado e dominado de muitas pessoas, clama a liberdade, a paz, a vida. O corpo é lugar de êxtase e de opressão, de amor e de ódio, lugar do Reino, lugar de ressurreição. O corpo é espaço de salvação, de justiça, de solidariedade, de acolhida, é lugar da experiência de Deus, da celebração, da festa, da entrega… Celebrar “Corpus Christi” é “cristificar” nossos corpos. 

Texto bíblico: Mc. 14,12-16.22-26 

Corpo de Cristo

Olhos inquietos por verem tudo. Ouvidos atentos aos lamentos, aos gritos, aos chamados.

Língua disposta a falar verdade, paixão, justiça…

Cabeça que pensa, para encontrar respostas e adivinhar caminhos, para romper noites com brilhos novos.

Mãos gastas de tanto servir, de tanto abraçar, de tanto acolher, de tanto repartir pão, promessa e lar.

Entranhas de misericordiosas para chorar as vidas golpeadas e celebrar as alegrias.

Os pés em marcha em direção a terras abertas e a lugares de encontro.

Cicatrizes que falam de lutas, de feridas, de entregas, de amor, de ressurreição.

Corpo de Cristo… Corpo nosso.       [José María Olaizola, SJ]

 “Tomai, Senhor, e recebei”, toda minha corporalidade, com suas pulsões, seus limites e sua energia profunda. Que não fique nada em mim onde Tu não entres. Nenhum quarto escuro nem fechado que não seja invadido por Ti”. 

FONTE: CENTRO LOYOLA – Espiritualidade, Fé e Cultura – jesuitasbrasil.com

Posted by: | Posted on: maio 25, 2018

Celebração da Solenidade da Santíssima Trindade

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC

A festa da Santíssima Trindade é como um convite a olhar para trás, a fazer uma síntese. Agora, após ter vivido intensamente o tempo do Natal e o tempo da Páscoa, a liturgia nos convida a contemplar o rosto do Deus que se revelou na vida de Jesus e no início da Igreja. A liturgia nos fez reviver novamente estes acontecimentos, a fim de que Deus não seja a memória de um passado sempre mais longínquo, mas se torne para nós presença viva e atual, abrindo sempre mais novas e ricas perspectivas de futuro.

CLIQUE AQUI para abrir a Solenidade da Santíssima Trindade – ano B – 2018

 

 

Posted by: | Posted on: maio 19, 2018

Celebração da Solenidade de Pentecostes

“Na Celebração de Pentecostes, comemoramos o dia em que o mistério pascal atingiu sua plenitude no dom do Espírito Santo, derramado sobre a Igreja nascente, como nos exorta o prefácio da Missa deste domingo: “Para levar à plenitude os mistérios da páscoa, o Senhor derramou, o Espírito Santo prometido, em favor de seus filhos e filhas”.

O Espírito Santo é Espírito do Ressuscitado que foi prometido pelo Senhor e concedido à Comunidade dos discípulos e discípulas reunida no cenáculo em Jerusalém, renovando, transformando e edificando o Corpo de Cristo, fortalecendo a missão e criando o ser humano novo, pois “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8,14).”

A Celebração da Solenidade de Pentecoste encerra o Tempo Pascal. Nas Igrejas o Círio, que foi aceso na vigília da Páscoa, será apagado simbolizando que a luz do Ressuscitado, ascendida na Vigília Pascal, se perpetua no coração dos fiéis que se fazem dóceis ao Espírito Santo.

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, nos enviou a celebração da Solenidade de Pentecostes, para que todos possamos refletir e nos preparar para a vinda do Espírito Santo.

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Posted by: | Posted on: maio 11, 2018

Celebração da Festa de Ascensão de Jesus Cristo

Celebramos nesta Liturgia a Solenidade da Ascensão do Senhor. Tendo transcorrido quarenta dias da Ressurreição, Jesus é levado ao céu. Como rezamos no Credo: “subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos”.

Esta solenidade não reside em um gesto de despedida, mas em um novo modo de Jesus perpetuar sua mensagem no meio de nós. Por isso, fazendo memória da Ascensão do Senhor aos céus, entramos no sentido profundo da sua ressurreição e da missão que ele confiou à sua Igreja.

Como faz semanalmente, Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, nos enviou a Celebração da Festa da Ascensão do Senhor.

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Posted by: | Posted on: maio 4, 2018

Celebração do 6º Domingo da Páscoa

Neste 6º Domingo Pascal, a Liturgia da Palavra gira em torno do novo mandamento do amor: “Amai-vos uns aos outros” (Jo 15, 17). O amor é aqui concebido como um dom e um testamento: o Ressuscitado nos ama e nos confia a missão de multiplicar seu amor.

Somos convidados a contemplar o amor de Deus que se revela na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus e que se atualiza na vida de seus discípulos e discípulas. Através de sua Páscoa, Jesus se revela e se torna presente nas Comunidades que se deixam orientar pelo seu Espírito Santo. A essas Comunidades cabe a missão de perpetuar a obra iniciada por Jesus Cristo, particularmente em favor dos marginalizados e excluídos.

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