Tempo Litúrgico

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Posted by: | Posted on: dezembro 1, 2017

O ANO LITÚRGICO!

A liturgia é a celebração do Mistério Pascal de Cristo. Em volta deste núcleo fundamental da nossa fé, celebramos no Ano Litúrgico a memória do Ressuscitado na vida de cada pessoa e de cada comunidade.

O Ano Litúrgico “revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a Encarnação e Nascimento até à Ascensão, ao Pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor” (SC 102). Ele assim nos propõe um caminho espiritual, ou seja, a vivência da graça própria de cada aspecto do mistério de Cristo, presente e operante nas diversas festas e nos diversos tempos litúrgicos (cf. Normas sobre o Ano Litúrgico e o Calendário – NALC 1).

Em síntese, através do Ano Litúrgico, os fiéis fazem a experiência de se configurar ao seu Senhor e dele aprenderem a viver “os seus sentimentos” (cf, Fl 2,5). Read More …

Posted by: | Posted on: janeiro 10, 2017

CALENDÁRIO LITÚRGICO: O TEMPO COMUM

Iniciando Tempo Comum, dentro do Calendário Litúrgico da nossa Igreja, é importante aprofundarmos o significado deste Tempo na celebração dos mistérios de Cristo. O que caracteriza este longo tempo litúrgico é a celebração do mistério de Cristo na sua globalidade, especialmente nos Domingos. Esta globalidade significa que a manifestação do Senhor não se celebra exclusivamente no ciclo natalício, mas continua no Tempo comum; significa que a Páscoa não se celebra apenas no ciclo próprio, mas que ilumina toda a existência cristã ao longo do ano; significa que toda a vida de Cristo, com a salvação que traz e torna presente, acompanha a vivência cristã de todo o ano litúrgico. 

Para esse aprofundamento, preparamos um artigo que tem as explicações sobre o Tempo Comum, e outro que traz as datas próprias de cada tempo neste ano de 2017.

Os artigos estão em PDF, para que possam ser baixados no próprio computador e  imprimir para usar na Catequese. Cremos que será um bom subsídio para essa finalidade.

CLIQUE AQUI para abrir o artigo sobre O TEMPO COMUM

CLIQUE AQUI para abrir o Calendário Litúrgico de 2016 – 2017

Aproveite também para ver o vídeo da Canção Nova, que fala sobre o Calendário Litúrgico, com algumas palavras de D. Odilo Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo – SP. Com apresentação de Margarida Carvalho.

Posted by: | Posted on: março 28, 2016

TEMPO PASCAL

Com a Celebração da Vigília Pascal, da Ressurreição do Senhor Jesus, iniciamos o Tempo Pascal, cinquenta dias de alegria e exultação, que devem ser vividos como se fossem um só dia, isto é, como disse Santo Atanásio, como um grande domingo (Sta Atanásio; cf. Normas Universais do Ano Litúrgico, n.22).

A alegria da certeza de que Cristo ressuscitou e está vivo no meio de nós, deve permear todas as nossas ações, toda a nossa oração, todo o nosso viver. Os primeiros oito dias deste tempo, formam uma unidade, chamada oitava da Páscoa, onde todas as celebrações são solenidades do Senhor (NALC, n.24). Os demais domingos do Tempo Pascal são identificados como 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º Domingos de Páscoa.

Será muito apropriado e proveitoso se a Catequese se realizar de tal forma que, ao invés de seguir o calendário escolar encerrando o tempo de preparação no final do ano civil, a preparação puder ser realizada em um período que permita celebrar a Primeira Eucaristia dentro do Tempo Pascal (OS, N.103) Read More …

Posted by: | Posted on: fevereiro 24, 2012

A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012 E OS DESAFIOS PARA A IGREJA

A saúde é o maior tesouro que temos. Não há como crescermos, trabalharmos, produzirmos e buscarmos a felicidade sem desempenho e funcionamento sadio das funções vitais básicas.  Sabemos que a saúde para além de “bem-estar” (OMS, 1946) é a resultante da interdependência das condições econômicas, sociais, políticas, ambientais, filosóficas, educacionais, tecnológicas e estruturais e que não bastam apenas políticas voltadas à cura, mas é preciso antes políticas de promoção de saúde e prevenção das doenças.  Aqui entra a questão da saúde pública.

Mudanças de hábitos para uma vida saudável, promoção do cuidado especial com o doente e melhoria no sistema público de saúde, são alguns dos objetivos da CNBB, com a Campanha da Fraternidade de 2012. Pretende a Campanha desse ano suscitar na sociedade ampla discussão sobre a realidade da saúde. Ela objetiva contribuir também para a qualificação, fortalecimento e consolidação do SUS (Sistema Único de Saúde), visando a melhoria da qualidade dos serviços, do acesso e da vida da população como um todo. No campo das políticas públicas, pesquisas revelam que as questões relacionadas à saúde vêm sendo, há muito tempo, consideradas a principal plataforma política e alvo das reivindicações da população brasileira.

Não podemos ficar inertes frente às profundas desigualdades sócio-econômicas e sociais existentes em nosso país. Nossa indignação tem que se traduzir em ações transformadoras em educação para a saúde dirigida para os cidadãos assim como a capacidade das pessoas para agir e assumir o cuidado de sua saúde, a saúde da família e da comunidade, além de criar condições para que a comunidade possa influir nas causas determinantes e condicionantes do processo saúde e doença e melhorando assim a qualidade de vida da população.

Numa pesquisa recente, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria(CNI), intitulada Retratos da Sociedade Brasileira:Saúde Pública, mostra que seis em cada dez brasileiros reprovam o sistema público de saúde. O principal problema é a demora para o atendimento, apontado por 55% dos entrevistados. Entre outros problemas do sistema de saúde, está a falta de equipamentos e de unidades de saúde, mencionado por 10% e a falta de médicos, indicado por 9% da população. O estudo revela ainda que 95% das pessoas acreditam que o setor da saúde precisa de investimentos, mas 96% são contrárias à criação de impostos para melhorar a situação, pois de acordo com os entrevistados, a saúde já tem recursos suficientes para isso. O que precisa acontecer é o aperfeiçoamento da gestão e entre as soluções apontadas para a melhoria da saúde e a obtenção de mais recursos, 82% da população espera que o Governo acabe com a corrupção e 53% acredita que a redução de desperdícios é mais que suficiente para o avanço da saúde no País.

Toda essa questão foi levantada pela pesquisa, pois havia uma proposta no Congresso de criação de nova fonte para financiar a saúde. Só que, em 16 de janeiro, o Diário Oficial da União publicou a Lei Complementar 141, sancionada pela presidente, que regulamenta a Emenda 29 que fixa os gastos com saúde e os percentuais mínimos para investimento a serem observados pela União, estados e municípios. A presidente, dessa forma, vetou a brecha deixada pelo Congresso para a criação de um novo imposto para financiar a saúde.

O estudo da CNI aponta também que os hospitais públicos são os principais fornecedores de saúde para 68% da população, enquanto a rede privada é usada, de forma exclusiva, por apenas 10% dos brasileiros.

A CF 2012 propõe, no âmbito de suas ações concretas, uma educação para a saúde que deve ter como valor fundamental o respeito da dignidade do ser humano. Já dizia Kant que “as coisas tem preço as pessoas dignidade”. É preciso que as ações dos profissionais de saúde se pautem por uma compreensão do ser humano em sua integridade, levando em conta as suas dimensões físicas, psíquicas, culturais, sociais e espirituais, afastando-se das retrógradas correntes ideológicas exclusivamente biologicistas.

Temos pela frente, portanto, um gigantesco desafio de educarmos para a cidadania, para a consciência, defesa e respeito do sagrado direito à vida, consubstanciado no “direito à saúde”. Fazemos dois destaques. O primeiro é da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O artigo 1º. da Declaração diz que “todos os homens, nascem livres e iguais em dignidade. Sãodotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”. O artigo XXV proclama que “todo homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família e saúde e bem-estar”. O outro destaque é a Constituição Brasileira no seu artigo 196 proclama que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Infelizmente constatamos ainda com tristeza, que o anunciado e celebrado “direito à saúde” é ainda uma miragem e mero discurso retórico de políticos em muitas partes de nosso país.  Se ontem a saúde era vista como mera “caridade”, hoje, na lógica globalizante do mercado excludente, corremos o risco de considerá-la como uma “simples mercadoria”! A área da saúde é hoje um mercado que movimenta recursos econômicos em cifras astronômicas, que não conversa com a ética!  Defrontamo-nos aqui com perspectivas sombrias, onde se deveria cultivar a esperança.

A agenda de construção de uma cultura de respeito e cuidado da vida e saúde do brasileiro, passa pela incorporação dos referenciais éticos da justiça, solidariedade e equidade no cotidiano das políticas de nosso sistema público de saúde. Não basta maldizer a escuridão é preciso acender uma luz.

Por essa razão é que a Igreja, por meio da CF 2012, se propõe a construir em meio a este contexto social injusto e desigual, em que a doença e a pobreza falam mais alto do que o bem saúde, um horizonte de significado, o Reino de Deus. Nosso grande objetivo é construir uma sociedade justa e igualitária que permanentemente estimule uma solidariedade coletiva voltada para a proteção do bem para todos, em busca do Reino da Saúde.

Nosso grande esforço é para que haja uma mudança no conceito de saúde: de caridade para direito. Sobretudo porque, hoje em dia, como afirmamos há pouco, esse direito tem se transformado num negócio, num mercado livre, sem coração!

E aqui o papel da Pastoral da Saúde é vital! Desejamos que ela faça a diferença pela sua dinâmica presença de ser o sal e luz neste nosso contexto ainda tão estigmatizado pela escuridão da doença e das mortes que poderiam ser evitadas. Além de cuidar dos doentes, dentro de sua dimensão samaritana, a Pastoral da Saúde, deverá trabalhar para mudar estruturas político-sociais desiguais. Viveremos ainda o grande desafio, em nossas Dioceses, de preservar a identidade cristã dos profissionais da saúde que atuam nesse campo e que comungam de nossa fé e missão. Ecoará forte e amplo nosso convite de que, os preferidos de Deus, os pobres e doentes, sejam por nós todos visitados e encaminhados em suas demandas.

Para nós, cristãos, a saúde é vista como um dom que Deus confiou a responsabilidade humana. Esta responsabilidade se traduz no cuidado da própria saúde e na saúde dos mais fracos, com competência tecnocientífica e humano-ética. Este cuidado competente soa como um imperativo ético a cada um de nós, que deve se traduzir na prática numa prioridade de ação. O que foi prioritário para Jesus, deve ser prioritário para nós, seguidores de Jesus.

É verdade que há muitos motivos que nos alentam e nos enchem de esperança, mas desejamos que esta reflexão que a CF 2012 nos apresenta seja capaz de nos tornar ainda mais solidários, lembrados que fomos que, apesar de todo avanço e crescimento, a saúde em nosso País não vai bem. A mortalidade infantil no Brasil ainda é alta se comparada a outros países. A mídia faz “festa” diariamente com o caos na assistência médico-hospitalar pública brasileira.

Recomendamos vivamente uma ação de cidadania em todas as nossas comunidades, que se exerça via controle social com participação ativa e crítica nas instâncias oficiais, de onde se decidem as políticas públicas e os recursos para a saúde, seja no Conselho Nacional de Saúde, seja no estadual e principalmente no Conselho Municipal de Saúde. De tal maneira que a sociedade organizada, vigie e controle o Estado.

Muito nos anima constatar, em nossa Diocese, o surgimento de numerosas organizações populares que trabalham no cuidado, na defesa e na promoção da vida, com programas de educação e capacitação nutricional e alimentícia, farmácias comunitárias e outros.

Também é muito sentida a presença cada vez mais significativa de mulheres que assumem compromissos em favor das comunidades: comitês de saúde, criação e reforço de redes de solidariedade. A medicina popular e alternativa que vai sendo desenvolvida com todo o seu valor e que leva em conta o contexto global da saúde e da doença.

Dentro de muitas das nossas comunidades e paróquias, há um despertar de iniciativas e trabalhos articulados a fim de promover a humanização dos serviços de saúde, das estruturas e das instituições hospitalares e educativas, na direção de alimentar a formação, a capacitação e a atualização dos profissionais de saúde em nível humano, ético e bioético. 

Também nos deixa plenos de esperança o nascimento de grupos de pastoral da saúde, de organizações de socorro aos enfermos, de entidades de saúde comunitária ligadas às nossas Paróquias , que têm formulado propostas concretas no âmbito das políticas públicas de saúde como condição indispensável para melhorar as condições de vida dos cidadãos.

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo Diocesano de Limeira

Posted by: | Posted on: fevereiro 22, 2012

Início da Quaresma

Fazer o trajeto em direção ao mistério da Páscoa, passando pela Quaresma, é acreditar na possibilidade de transformação e renovação da vida. São quarenta dias como momento penitencial, de interiorização e descoberta da riqueza da nossa identidade cristã.

No passado a Quaresma era tempo de preparação para o batismo, administrado na noite pascal. Ele era entendido como participação no processo de reconciliação acontecido no sacrifício de Cristo na cruz. Portanto, é tempo de renovar os compromissos batismais e de vida em Deus.

A celebração da Quaresma implica novas chances. Por isto cantamos: “eis o tempo de conversão”. É tempo de confiança e harmonia com Deus. Na instabilidade da cultura, fazendo-nos desprovidos diante do mal, Deus acolhe generosamente quem é forte na fé e no amor.

Diante das forças da maldade que acontecem nas diversas dimensões do cotidiano, o amor divino tem, incondicionalmente, a última palavra. Deus é a palavra de misericórdia, que faz aliança conosco, tornando-nos novas criaturas. Assim Ele revela seu amor e fidelidade para com a humanidade.

As cinzas da quarta-feira foram a marca do início de caminhada, da passagem da morte para a vida, da purificação da consciência, ferida pelas injustiças e atos desregrados, para uma vida ressuscitada. Tudo isto supõe profunda atitude de fé e compromisso.

É fundamental que haja a vitória do bom sobre o mal que está presente e entrelaçado nas riquezas da nova cultura. Ele é uma tentação que, sorrateiramente, atinge as pessoas e as envolve, tirando-lhes a dignidade.

A Quaresma é um convite à fé e confiança. É também anúncio da boa-nova, da boa notícia do Reino de Deus. Estamos muito mais sintonizados com notícias ruins do que com as boas, basta ligar os jornais televisivos. É hora de dar nova postura à vida.

Vamos viver um tempo penitencial na entrega a Deus, numa atitude de volta, de abrir o coração e ter a experiência da reconciliação, participando da vida nova do Senhor. A meta da Quaresma é a Páscoa, a vida mais saudável com Deus.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Bispo de São José do Rio Preto.

Posted by: | Posted on: abril 19, 2011

Calendário Litúrgico – Tríduo Pascal

Dentro do Calendário Litúrgico, o Tríduo Pascal tem uma grande importância, pois os eventos celebrados marcam a identidade dos cristãos católicos. Celebrar o Tríduo Pascal é celebrar a própria fé, é reviver os momentos decisivos que transformaram a vida dos seguidores de Jesus e lhes deram uma nova identidade. A Páscoa é o evento fundante da nossa fé. A Ressurreição de Jesus inaugura um novo tempo, o cumprimento da Promessa. Porém, a Ressurreição é fruto de toda a vida de Jesus, da sua fidelidade ao Pai e a seu projeto de Amor para toda a humanidade. É também a resposta de Deus aos descrentes que ignoraram os ensinamentos de Jesus e ficaram cegos para os sinais que estavam à sua volta. Muitos se sentiram incomodados pela presença e atuação de Jesus, pois essa questionava aquele modo de vida embalado pelo poder, pelo orgulho e pela vaidade. Por esse motivo perseguiram, condenaram e mataram Jesus. Mas Deus  deu-lhes uma resposta imediata: Aquele que foi morto como um desgraçado, Deus o fez cheio de Graça devolvendo-lhe a vida, e uma vida gloriosa. Foi a vitória do bem sobre o mal, da fidelidade ao Reino sobre o egoísmo, da vida sobre a morte. Celebrar o Tríduo Pascal é celebrar a vitória do Amor de Deus Pai sobre a insensatez da criatura humana.
Por isso,  é importante celebrar o Tríduo em seu todo. Não são três celebrações, mas uma única celebração que se estende por três dias. Ela tem início na Quinta-feira Santa, quando fazemos memória da Ceia Pascal de Jesus e do seu mandato, primeiro para que nos colocássemos a serviço dos irmãos, lavando-lhes os pés; e em seguida para que fizéssemos memória da própria vida de Jesus, vivendo em íntima comunhão com ele, que se fez alimento da nossa fé. A Celebração da Ceia do Senhor não se encerra, o povo volta para casa depois do translado do Santíssimo Sacramento, mas permanece em vigília, em oração, pois o caminho da cruz está começando.
Na sexta-feira Santa, todo o dia é de reflexão, de meditação, de contemplação. Olhar para Jesus que sofre no caminho do Calvário e olhar para os sofredores que estão à nossa volta. Na paixão de Jesus, a princípio podemos enxergar a vitória da injustiça que penaliza um inocente para preservar o poder de poucos; mas é preciso enxergar também a justiça divina que mostra que o maior poder é o poder de Deus, que nunca desampara seus filhos e lhes faz justiça. Não podemos celebrar a Paixão de Jesus sem olhar para o sofrimento de tantas pessoas que são vítimas da violência, da injustiça, da miséria.
A celebração do Tríduo Pascal só chega ao seu ápice no Sábado Santo, na celebração do Aleluia, da Ressurreição, sinal da grande Vitória. Jesus ressuscitou e com Ele todos nós ressuscitaremos no Dia do Juizo Final, se vivermos como Ele viveu, se nos colocarmos a serviço do Reino como Ele fez, se nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou.

Posted by: | Posted on: março 7, 2011

Tempo da Quaresma

O Tempo da Quaresma tem quarenta dias, com início na quarta-feira de cinzas e se  estendendo até a quinta-feira da Semana Santa, antes da Celebração da Última Ceia do Senhor, quando se inicia o Tríduo Pascal. Esse é um tempo de reflexão e de conversão. Os cristãos se preparam para a Páscoa, a festa maior do calendário, centro fundamental do mistério pascal de Cristo.

Durante a Quaresma, os cristãos têm como tripé de conversão a Oração, a Penitência e a Caridade. A Oração não se restringe a mera repetição de fórmulas prontas, mas à leitura orante da Palavra, que leva a confrontar a própria vida com a vontade de Deus e a uma profunda conversão.
A Penitência, expressa no Jejum também não se resume em deixar de ingerir determinados alimentos, ou simplesmente deixar de alimentar-se em alguns dias, mas a penitência deve nos levar à introspecção, à experiência de solidariedade para com os menos favorecidos. A Caridade tem que ter o seu sentido de partilha resgatado, pois esse é o verdadeiro espírito cristão da palavra, dar do que se tem e não do que está sobrando, pois o que nos sobra não nos pertence, o que nos sobra está faltando para alguém. Partilhar é dividir o que temos: “quem tem duas túnicas, dê uma a quem não tem“. Esse é um gesto de amor.

A Quaresma é um período de retiro espiritual, onde cada um deve recolher-se e meditar sobre os mistérios da salvação em busca de um novo caminho para a própria vida e também para a sociedade.

O período de quarenta dias remete aos quarenta dias que Jesus passou no deserto, preparando-se para assumir a sua missão; também lembra os 40 anos do povo hebreu no deserto se preparando para entrar na terra prometida; e lembra ainda os 40 dias do dilúvio, e os dias que Moisés e Elias ficaram na montanha. Enfim, simbolicamente é um tempo de preparação para usufruir de uma nova vida, conforme o projeto de Deus.