Arquivo para Bíblico-Litúrgica - Blog da Catequese

Bíblico-Litúrgica

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Posted by: | Posted on: agosto 15, 2018

Festa da Assunção de Maria – Senhora da Abadia

Dom Paulo Mendes Peixoto

Senhora da Abadia é um dos muitos títulos atribuídos à Mãe de Jesus. É também a espiritualidade mariana de maior destaque em todo o Triângulo Mineiro, e tem sua Festa celebrada no dia 15 de agosto, na comemoração da Assunção de Nossa Senhora. É tempo de peregrinação de fé, expressão de confiança e esperança na resposta de Deus diante dos pedidos que são feitos por intercessão de Maria.

Na história bíblica, Maria foi a primeira pessoa a crer em Jesus Cristo, sendo, no entanto sua própria Mãe. Nela os seus devotos se consideram também seus filhos e irmãos adotivos de Jesus. De tudo isso surge um clima de familiaridade, de proximidade com o mistério da revelação de Deus. Foi um ato tão sublime com a intermediação de uma pessoa tão simples, a jovem de Nazaré.

Em tempos difíceis no Brasil, a Mãe de Jesus é contemplada como sinal de esperança, como uma luz que brilha no fundo do túnel. Ela renova e revigora as forças de um povo de fé, mas danificado pela trajetória da cultura do consumismo. Sinal forte que marca a identidade da esperança presente na vida do povo que caminhava pelo deserto confiante de que algo de novo estava para acontecer. Read More …

Posted by: | Posted on: junho 20, 2018

Mudar de mentalidade

Dom Paulo Mendes Peixoto 

Vivemos um cenário de crise geral no Brasil, que afeta a todas as pessoas. Ela é provocada por falta de confiança, pela corrupção, chegando mesmo a uma podridão. A ideia é levar vantagem em tudo. Ao falar de mudança de mentalidade, qual será a reação do povo diante das próximas eleições? Deixar de votar ou anular o voto, isso não anula uma eleição e favorece os carreiristas.

Para uma pessoa mudar de mentalidade com o objetivo de construir uma sociedade diferente, ela terá que fazer um sério compromisso com a prática da verdade e agir com fidelidade. É o que mais falta no momento, porque não se olha para a realidade com os olhos de Deus. A crítica dos profetas ao sistema reinante de seus tempos era justamente isso, a perda da dimensão divina das coisas. Read More …

Posted by: | Posted on: junho 11, 2018

País exilado

Dom Paulo Mendes Peixoto

A experiência do Exílio da Babilônia foi trágica, fruto da desorganização administrativa do povo hebreu. O mesmo está acontecendo no Brasil com a paralisação dos caminhoneiros e a desorganização administrativa do país. As consequências não serão diferentes. Toda a população vai continuar pagando caro pelas crises que veem daí. Os que mais sofrem são os pobres e desprotegidos.

Aos poucos o país vai se isolando das grandes potências mundiais. Ele caminha num processo ascendente de desconstrução total e de desarticulação das forças sustentadoras da vida social. Em vez de uma economia pujante, porque temos todas as condições para isso, infelizmente somos sufragados por dirigentes corporativistas e despreocupados com a realidade sofrida do povo.

Na Sagrada Escritura se fala da força contida na semente lançada na terra. Ela tem uma força intrínseca que a faz nascer, crescer e produzir frutos. O Brasil não é uma pequena semente, não é frágil e nem infecundo. Temos o privilégio da enorme extensão territorial, das terras raras, fartura de água doce e todos os recursos naturais. No entanto, não sai da zona de subdesenvolvido. Read More …

Posted by: | Posted on: junho 5, 2018

Crise, de quem a culpa?

Dom Paulo Mendes Peixoto

O apóstolo Paulo afirma que em Adão “todos pecaram” (Rm 5,12). Seria o mesmo quando citamos a profunda crise que o Brasil vem enfrentando? De certa forma, todos nós temos um pouco de culpa, porque os que mais contribuem para essa situação são aqueles que elegemos nas eleições. No centro de tudo está o “deus dinheiro”, mas também a irresponsabilidade na administração pública.

A paralisação dos caminhoneiros tem uma dimensão e um alcance muito grande, porque reflete a indignação de quase todos os brasileiros. Não pecamos tanto para merecer pagar tantos tributos, tantos impostos, sem poder contar com os benefícios que deveriam vir daí! É o fruto do pecado causado pelas injustiças instituídas do Estado brasileiro, causando injustiça social e sofrimento do povo. Read More …

Posted by: | Posted on: maio 25, 2018

Santíssima Trindade

Dom Paulo Mendes Peixoto

Todo ano, após a Festa de Pentecostes, a Igreja celebra a solenidade da Trindade Santa, dando destaque para o Pai, no compromisso Criador, o Filho, na dimensão de Salvador e o Espírito Santo, como Guia e Santificador. É uma forma de ver na vida de Jesus a dimensão de sua relação com o Pai e com as pessoas humanas como presença viva do Espírito Santo, que cria relações.

A vida pública de Jesus de Nazaré, o seu comprometimento com as necessidades do povo, principalmente com os mais pobres e necessitados, revela um Deus próximo dos humanos. Ele faz acontecer a vida comunitária como reflexo da intimidade das três Pessoas da Santíssima Trindade. É por isso que Ele diz que o maior mandamento é a prática do amor fraterno, humano e divino.

O sentido profundo da vida humana está na capacidade de dar e receber amor. “Deus é amor” no dizer de São João (1 Jo 4,16). Nessas expressões da Escritura Sagrada está a fonte pura da vida comunitária, do relacionamento cristão entre as pessoas. A família precisa vivenciar essa realidade, onde o amor consegue superar todo tipo de conflito, de egoísmo e de falta de partilha comunitária. Read More …

Posted by: | Posted on: maio 18, 2018

Pentecostes

Dom Paulo Mendes Peixoto

Encerramos o tempo pascal com a chegada da Festa da transmissão do Espírito Santo aos apóstolos, significando tempos novos na história da salvação. A missão de Jesus Cristo passa a ser confiada à Igreja, que se torna evangelizadora e defensora do Reino de Deus. Ela age assistida pelo Espírito do Senhor e tem a missão de anunciar a totalidade da Palavra de Deus no mundo.

Pentecostes foi uma marca privilegiada no trajeto da história salvífica. Começa aí o trabalho de ação evangelizadora da Igreja, porque ela se torna sinal e instrumento verdadeiro para elevar a vida das pessoas na busca da santidade. O medo dos apóstolos quando estavam reunidos, a portas fechadas no Cenáculo, significa a fragilidade da Igreja, porque ela é formada por pessoas humanas.

Ao entrar no Cenáculo para o encontro dos apóstolos, Jesus lhes conforta com o anúncio da paz, dizendo mais de uma vez: “a paz esteja convosco”, tenham coragem, “eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20). Essa é a garantia e a força da Igreja, porque não caminha sozinha, mas amparada pelo próprio Cristo para não se perder no meio de tantas fragilidades das pessoas. Read More …

Posted by: | Posted on: maio 18, 2018

Este Sopro que não diz seu Nome!

Esse sopro, essa brisa que não diz o nome é o Espírito. Nunca conseguiremos compreender plenamente seu papel no mundo, na Igreja e nos mais íntimo de nós mesmos. Temos a mais profunda convicção, no entanto, que ele age e atua. Há, por vezes, uma misteriosa força agindo em nós e que nos surpreende. Deixamos de ter medo. Seria a força do Espirito? É o que tenta responder Françoise Le Corre, filósofa, em um artigo publicado em “Croire  Aujourd’hui”, maio 2008,  p. 12-15. O texto é reflexivo. Por vezes é hermético.  Em outros  momentos, ao lê-lo, tem-se a impressão de que estamos como que a “sentir” essa força em nós.

Frei Almir Guimarães

Por vezes acontece em nossa vida a sensação de sermos alvo de um sopro que mal e mal percebemos. Chega e nos surpreende. Consegue mesmo nos perturbar. Pede que paremos, que deixemos tudo de lado. Esse algo que está acontecendo conosco vem de bem mais longe do que nós. Sentimos um ligeiro tremor. Experimentamos até dificuldade de falar.  E, quando isso acontece, num primeiro momento, renunciamos a falar.  Ficamos paralisados.

Inquietude e expectativa

Agradável? Nem sempre. Até mesmo o contrário: desconfiança de insatisfação, uma pequena rachadura interior, sensação de fadiga, até um pouco de tristeza. A impressão que se tem é que esse estado de ânimo não vai durar, que virão dias melhores.  Seriam apenas e nada mais do que dias em que perdemos um pouco o ânimo. Dura um tempo, não acaba logo. “Isso” que não diz seu nome. “Isso” insiste e se instala em nós com impaciência. Começamos a esperar. Alguma coisa está para acontecer. Mudança? Somos convidados a nos mexer. O que está a nossa volta parece perder firmeza, esse nosso cotidiano.  Será que está se anunciando o novo? Não se trata de nos contentar com o novo prometido pela publicidade, pelo novo que é mais confortável, nem de estar “na onda”.  Não é alguma coisa do campo dos objetos, nada relacionado com o que possuímos, nem com o que se vê.  Não é questão de “look”, nem se refere a uma “vida nova”, igual à vida anterior, apenas  acrescentando  pequenas “atualizações”, pedaços de pano novo em roupa velha.

Nada disso. Trata-se de algo completamente diferente. Tudo se  passa no interior. É da ordem da intimidade. É o novo que se pressente,  que se suspeita, mesmo não sendo ainda completamente claro e que acontece secretamente. Talvez tenhamos tido a chance de encontrar alguém que irradiava esse novo. Luz interior. Reconhecemos esse alguém que difundia uma luz e essa pessoa também nos reconhecia. Um momento excepcional: era como se ele ou ela nos fizesse existir, como se nos apontasse um lugar, como se, finalmente, tudo viesse a se simplificar.  Sentimos a doçura da benevolência.  Coisas da vida.  Depois do encontro cada um tomou o seu caminho. Read More …

Posted by: | Posted on: maio 17, 2018

A Festa de Pentecostes

Frei Neylor J. Tonin, OFM

1. A festa de Pentecostes, originariamente conhecida como a festa da colheita (cf. Ex 23,16) era, no Antigo Testamento, uma celebração da bondade de Deus que dera a seu povo “uma terra de trigo e cevada, vinhos, figueiras e romãzeiras, uma terra de óleo de olivas e de mel” (cf. Dt 8,8). Como resposta de ação de graças, os israelitas ofereciam-Lhe, entre cantos de alegria, as primícias de suas colheitas.

No Novo Testamento, a festa de Pentecostes também canta as maravilhas e a abundância de Deus, já não nas sementeiras das searas, mas na messe íntima dos corações. Os Apóstolos “estavam reunidos num mesmo lugar” (At 2,1), quando “de repente veio do céu um ruído”(v. 2) e eles “ficaram cheios do Espírito Santo”(v. 4). O fiel, que atualmente levanta seus braços para o céu, agradece não “uma terra de trigo e cevada, vinhas, figueiras e romãzeiras”, não dons materiais e riquezas da terra, mas o maior presente que Deus nos comunicou nesta festa: seu próprio Espírito Santo.

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Posted by: | Posted on: maio 17, 2018

A Vida no Espírito

Albert Chapelle, SJ (*)

Não se pode estritamente falando caracterizar a “espiritualidade” cristã como experiência ou como cultura ou como ideologia. O termo parece hoje um tanto impreciso ou ambíguo, visto sugerir teorias e práticas de tipo religioso sem indicar no entanto a vida na Aliança e no Espírito de Deus.

A vida espiritual do cristão católico recapitula em gestos e  palavras a história da salvação, a dispensação da revelação. Cada  pessoa é chamada a viver singularmente a plenitude da economia divina. A vida no Espírito é comunicação a cada um por todos da totalidade do Mistério.

Na fé se recebe a vida no Espírito Santo, na luz da fé ela se deixa pensar. A experiência individual ou a psicologia religiosa não têm capacidade para aperceber-se da comunhão na vida divina concedida aos fiéis de Nosso Senhor Jesus Cristo. A vida cristã, visto significar participação no mistério divino, é tão misteriosa quanto este. Ela participa amplamente na plenitude de sua graça; mas a consciência que ela tem de si mesma é sempre inadequada diante do mistério que a suscita, a habita e a arrasta em sua órbita. As lembranças e a compreensão de cada pessoa são condicionadas por nossas peculiaridades humanas. Somente a luz da fé na revelação divina coligida na Escritura e a Tradição ensinam ao cristão aquilo que ele vive. Somente a fé lhe abre a porta que dá acesso ao segredo da sua vida no Espírito. Read More …

Posted by: | Posted on: maio 16, 2018

Plenificação da Páscoa

Dom Paulo Mende Peixoto

A Festa da Ascensão do Senhor é o momento definitivo da plena realização da Aliança de Deus com seu povo. É o retorno do Filho de Deus à sua origem, para estar ao lado do Pai. Sela os objetivos do Plano da História da Salvação, possibilitando a elevação e o acesso do ser humano nas realidades divinas. É a consumação da missão de Jesus Cristo como caminho concreto de Salvação.

A missão de Jesus Cristo continua acontecendo hoje nos compromissos da Igreja, em trabalhos pastorais nos seus diversos níveis, no anúncio da Palavra de Deus e na formação de comunidades cristãs comprometidas com os princípios da fé e da vida cristã. Antes de sua volta ao Pai Jesus disse aos apóstolos: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os…” (Mt 28,19).

No indicativo do verbo “ide”, que Jesus proferiu aos apóstolos, está um verdadeiro mandato missionário, a Igreja “em saída”, conforme as palavras do Papa Francisco. Antes da ascensão Jesus deixa na Igreja o Espírito Santo como sustentação da continuidade de sua missão na história. O mesmo vigor e força presentes nas origens da comunidade cristã continuam hoje. Read More …