Espiritualidade

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Posted by: | Posted on: Maio 25, 2018

Santíssima Trindade

Dom Paulo Mendes Peixoto

Todo ano, após a Festa de Pentecostes, a Igreja celebra a solenidade da Trindade Santa, dando destaque para o Pai, no compromisso Criador, o Filho, na dimensão de Salvador e o Espírito Santo, como Guia e Santificador. É uma forma de ver na vida de Jesus a dimensão de sua relação com o Pai e com as pessoas humanas como presença viva do Espírito Santo, que cria relações.

A vida pública de Jesus de Nazaré, o seu comprometimento com as necessidades do povo, principalmente com os mais pobres e necessitados, revela um Deus próximo dos humanos. Ele faz acontecer a vida comunitária como reflexo da intimidade das três Pessoas da Santíssima Trindade. É por isso que Ele diz que o maior mandamento é a prática do amor fraterno, humano e divino.

O sentido profundo da vida humana está na capacidade de dar e receber amor. “Deus é amor” no dizer de São João (1 Jo 4,16). Nessas expressões da Escritura Sagrada está a fonte pura da vida comunitária, do relacionamento cristão entre as pessoas. A família precisa vivenciar essa realidade, onde o amor consegue superar todo tipo de conflito, de egoísmo e de falta de partilha comunitária. Read More …

Posted by: | Posted on: Maio 18, 2018

Pentecostes

Dom Paulo Mendes Peixoto

Encerramos o tempo pascal com a chegada da Festa da transmissão do Espírito Santo aos apóstolos, significando tempos novos na história da salvação. A missão de Jesus Cristo passa a ser confiada à Igreja, que se torna evangelizadora e defensora do Reino de Deus. Ela age assistida pelo Espírito do Senhor e tem a missão de anunciar a totalidade da Palavra de Deus no mundo.

Pentecostes foi uma marca privilegiada no trajeto da história salvífica. Começa aí o trabalho de ação evangelizadora da Igreja, porque ela se torna sinal e instrumento verdadeiro para elevar a vida das pessoas na busca da santidade. O medo dos apóstolos quando estavam reunidos, a portas fechadas no Cenáculo, significa a fragilidade da Igreja, porque ela é formada por pessoas humanas.

Ao entrar no Cenáculo para o encontro dos apóstolos, Jesus lhes conforta com o anúncio da paz, dizendo mais de uma vez: “a paz esteja convosco”, tenham coragem, “eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20). Essa é a garantia e a força da Igreja, porque não caminha sozinha, mas amparada pelo próprio Cristo para não se perder no meio de tantas fragilidades das pessoas. Read More …

Posted by: | Posted on: Maio 18, 2018

Este Sopro que não diz seu Nome!

Esse sopro, essa brisa que não diz o nome é o Espírito. Nunca conseguiremos compreender plenamente seu papel no mundo, na Igreja e nos mais íntimo de nós mesmos. Temos a mais profunda convicção, no entanto, que ele age e atua. Há, por vezes, uma misteriosa força agindo em nós e que nos surpreende. Deixamos de ter medo. Seria a força do Espirito? É o que tenta responder Françoise Le Corre, filósofa, em um artigo publicado em “Croire  Aujourd’hui”, maio 2008,  p. 12-15. O texto é reflexivo. Por vezes é hermético.  Em outros  momentos, ao lê-lo, tem-se a impressão de que estamos como que a “sentir” essa força em nós.

Frei Almir Guimarães

Por vezes acontece em nossa vida a sensação de sermos alvo de um sopro que mal e mal percebemos. Chega e nos surpreende. Consegue mesmo nos perturbar. Pede que paremos, que deixemos tudo de lado. Esse algo que está acontecendo conosco vem de bem mais longe do que nós. Sentimos um ligeiro tremor. Experimentamos até dificuldade de falar.  E, quando isso acontece, num primeiro momento, renunciamos a falar.  Ficamos paralisados.

Inquietude e expectativa

Agradável? Nem sempre. Até mesmo o contrário: desconfiança de insatisfação, uma pequena rachadura interior, sensação de fadiga, até um pouco de tristeza. A impressão que se tem é que esse estado de ânimo não vai durar, que virão dias melhores.  Seriam apenas e nada mais do que dias em que perdemos um pouco o ânimo. Dura um tempo, não acaba logo. “Isso” que não diz seu nome. “Isso” insiste e se instala em nós com impaciência. Começamos a esperar. Alguma coisa está para acontecer. Mudança? Somos convidados a nos mexer. O que está a nossa volta parece perder firmeza, esse nosso cotidiano.  Será que está se anunciando o novo? Não se trata de nos contentar com o novo prometido pela publicidade, pelo novo que é mais confortável, nem de estar “na onda”.  Não é alguma coisa do campo dos objetos, nada relacionado com o que possuímos, nem com o que se vê.  Não é questão de “look”, nem se refere a uma “vida nova”, igual à vida anterior, apenas  acrescentando  pequenas “atualizações”, pedaços de pano novo em roupa velha.

Nada disso. Trata-se de algo completamente diferente. Tudo se  passa no interior. É da ordem da intimidade. É o novo que se pressente,  que se suspeita, mesmo não sendo ainda completamente claro e que acontece secretamente. Talvez tenhamos tido a chance de encontrar alguém que irradiava esse novo. Luz interior. Reconhecemos esse alguém que difundia uma luz e essa pessoa também nos reconhecia. Um momento excepcional: era como se ele ou ela nos fizesse existir, como se nos apontasse um lugar, como se, finalmente, tudo viesse a se simplificar.  Sentimos a doçura da benevolência.  Coisas da vida.  Depois do encontro cada um tomou o seu caminho. Read More …

Posted by: | Posted on: Maio 17, 2018

A Festa de Pentecostes

Frei Neylor J. Tonin, OFM

1. A festa de Pentecostes, originariamente conhecida como a festa da colheita (cf. Ex 23,16) era, no Antigo Testamento, uma celebração da bondade de Deus que dera a seu povo “uma terra de trigo e cevada, vinhos, figueiras e romãzeiras, uma terra de óleo de olivas e de mel” (cf. Dt 8,8). Como resposta de ação de graças, os israelitas ofereciam-Lhe, entre cantos de alegria, as primícias de suas colheitas.

No Novo Testamento, a festa de Pentecostes também canta as maravilhas e a abundância de Deus, já não nas sementeiras das searas, mas na messe íntima dos corações. Os Apóstolos “estavam reunidos num mesmo lugar” (At 2,1), quando “de repente veio do céu um ruído”(v. 2) e eles “ficaram cheios do Espírito Santo”(v. 4). O fiel, que atualmente levanta seus braços para o céu, agradece não “uma terra de trigo e cevada, vinhas, figueiras e romãzeiras”, não dons materiais e riquezas da terra, mas o maior presente que Deus nos comunicou nesta festa: seu próprio Espírito Santo.

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Posted by: | Posted on: Maio 17, 2018

A Vida no Espírito

Albert Chapelle, SJ (*)

Não se pode estritamente falando caracterizar a “espiritualidade” cristã como experiência ou como cultura ou como ideologia. O termo parece hoje um tanto impreciso ou ambíguo, visto sugerir teorias e práticas de tipo religioso sem indicar no entanto a vida na Aliança e no Espírito de Deus.

A vida espiritual do cristão católico recapitula em gestos e  palavras a história da salvação, a dispensação da revelação. Cada  pessoa é chamada a viver singularmente a plenitude da economia divina. A vida no Espírito é comunicação a cada um por todos da totalidade do Mistério.

Na fé se recebe a vida no Espírito Santo, na luz da fé ela se deixa pensar. A experiência individual ou a psicologia religiosa não têm capacidade para aperceber-se da comunhão na vida divina concedida aos fiéis de Nosso Senhor Jesus Cristo. A vida cristã, visto significar participação no mistério divino, é tão misteriosa quanto este. Ela participa amplamente na plenitude de sua graça; mas a consciência que ela tem de si mesma é sempre inadequada diante do mistério que a suscita, a habita e a arrasta em sua órbita. As lembranças e a compreensão de cada pessoa são condicionadas por nossas peculiaridades humanas. Somente a luz da fé na revelação divina coligida na Escritura e a Tradição ensinam ao cristão aquilo que ele vive. Somente a fé lhe abre a porta que dá acesso ao segredo da sua vida no Espírito. Read More …

Posted by: | Posted on: Maio 16, 2018

Plenificação da Páscoa

Dom Paulo Mende Peixoto

A Festa da Ascensão do Senhor é o momento definitivo da plena realização da Aliança de Deus com seu povo. É o retorno do Filho de Deus à sua origem, para estar ao lado do Pai. Sela os objetivos do Plano da História da Salvação, possibilitando a elevação e o acesso do ser humano nas realidades divinas. É a consumação da missão de Jesus Cristo como caminho concreto de Salvação.

A missão de Jesus Cristo continua acontecendo hoje nos compromissos da Igreja, em trabalhos pastorais nos seus diversos níveis, no anúncio da Palavra de Deus e na formação de comunidades cristãs comprometidas com os princípios da fé e da vida cristã. Antes de sua volta ao Pai Jesus disse aos apóstolos: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os…” (Mt 28,19).

No indicativo do verbo “ide”, que Jesus proferiu aos apóstolos, está um verdadeiro mandato missionário, a Igreja “em saída”, conforme as palavras do Papa Francisco. Antes da ascensão Jesus deixa na Igreja o Espírito Santo como sustentação da continuidade de sua missão na história. O mesmo vigor e força presentes nas origens da comunidade cristã continuam hoje. Read More …

Posted by: | Posted on: Maio 15, 2018

Celebração de Pentecostes com o grupo de catequistas

Inês Brushuis

Preparar o ambiente: Colocar, no meio do grupo (no chão), sete chamas feitas de papel (línguas de fogo), ou sete grandes velas, a Bíblia, uma planta bonita. 

Canto inicial:

Envia teu Espírito, Senhor, e renova a face da terra. (2x)

1. Bendize, minha alma, ao Senhor. / Como são numerosas as tuas obras, Senhor.

Senhor, meu Deus, como és tão grande. A terra está cheia das tuas criaturas.

2. Quando ocultas tua face, elas se perturbam. / Quando lhes tiras sua vida, voltam ao seu nada.

Seja ao Senhor eterna glória. Alegre-se ele em suas obras.

3. Que o meu canto ao Senhor seja agradável. / É nele que está minha alegria. 

Introdução

Acabamos de celebrar, com toda intensidade, a Semana Santa, culminando no júbilo da Páscoa, Ressurreição do Senhor. Porém, o ciclo pascal continua culminando na celebração de Pentecostes. Toda a ação salvífica de Deus chega a nós através do seu Espírito. Read More …

Posted by: | Posted on: Maio 13, 2018

Subsídio para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

TEMA: "A tua destra, Senhor, esplendorosa de poder" (Ex 15,6)

Preparado e publicado em conjunto pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e a Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas, o subsídio para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2018 tem como tema o texto extraído do livro do Êxodo 15,6: “a tua destra, Senhor, esplendorosa de poder.   

As Igrejas do Caribe foram escolhidas para montar o material para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2018. O Caribe atual é profundamente marcado pelo projeto pouco respeitoso de exploração colonial. Muito lamentavelmente, durante quinhentos anos de colonialismo e escravidão, a atividade missionária cristã na região, com exceção de uns poucos destacados exemplos, estava bem ligada a esse sistema de cunho desumano e de muitas maneiras o justificava e o reforçava. Enquanto aqueles que trouxeram a Bíblia para essa região usavam as Escrituras para justificar a subjugação do povo dominado, nas mãos dos escravizados ela se tornou uma inspiração, uma garantia de que Deus estava ao lado deles e que Deus os conduziria à liberdade.

Hoje os cristãos caribenhos de diferentes tradições vêem a mão de Deus agindo para terminar com a escravidão. É uma experiência de união em torno  da ação salvadora de Deus que leva à liberdade. Por essa razão, a escolha do canto de Moisés e Miriam (Ex 15, 1-21) como motivação na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em 2018 foi considerada muito adequada.

Para que todos possam participar, nas paróquias, comunidades ou em pequenos grupos, compartilhamos com vocês o subsídio que foi adaptado para as Igrejas Cristãs do Brasil, pelo CONIC. Caso não seja possível fazer todos os encontros, que pelo menos se faça alguns. E no encontro de Catequese, é preciso falar sobre essa semana e seus objetivos.

CLIQUE AQUI para abrir o subsídio para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – 2018

Posted by: | Posted on: Maio 10, 2018

Escolhas que Deus faz

Dom Paulo Mendes Peixoto

Dizemos que Deus escolheu um povo para ser o seu “povo eleito”. Mas a escolha não ficou restrita e hermética nesse ambiente. Os pagãos, os chamados gentios também eram povo de Deus, mesmo vivendo numa cultura de politeísmo, de adoração a deuses inexistentes. Quem mais se aproxima de Deus e cria intimidade com Ele deve agir como testemunha de fidelidade aos seus ensinamentos.

O grande escolhido de Deus é Jesus Cristo, que veio, não para instituir uma empresa de negócios, mas uma Igreja onde deve reinar a fraternidade, o amor e a convivência. Nela não deve existir quem manda e quem obedece, mas sim funções diferentes de acordo com a vocação recebida, para o bem da coletividade. À Igreja é confiada a missão primordial de anunciar o Evangelho do Reino. Read More …

Posted by: | Posted on: Maio 5, 2018

Roteiro de Oração Diária

Como fizemos em anos anteriores, continuaremos a compartilhar mensalmente os Roteiros de Oração que o Centro Anchietanum produz. Esses roteiros enriquecem nossa espiritualidade com a meditação diária proposta por eles, esperamos que neste ano continuem a seguir esses Roteiros e também a divulgar a prática da leitura orante. No início de cada mês, em data não fixa pois depende da liberação do Anchietanum, postaremos aqui o itinerário do mês corrente.

Em 2018, o Anchietanum traz um novo tema comum para inspirar nossas ações: Ser + consciente. A partir deste tema, somos provocados e provocadas ao seguimento de Jesus, rezando e entendendo a realidade que nos cerca, comprometendo-nos com ela. O Papa Francisco nos recorda que “(…) No íntimo de cada um de nós existe um lugar onde o Mistério se revela e ilumina a pessoa, tornando-a protagonista da sua história: a consciência (…), é este o ‘núcleo secreto’, o sacrário do ser humano, onde ele fica sozinho com Deus, cuja voz ressoa na intimidade.” Diante de uma sociedade desigual, excludente e alienante, somos chamados então a experimentar processos de conscientização que nos permitam olhar criticamente não apenas para o mundo, mas para nós mesmos, nos permitindo habitar esse lugar sagrado da consciência, assumindo a posição de sujeitos humanizados e protagonistas, que desejam e sonham em ser mais para si e para os demais. Neste ano de eleições gerais, no qual a Igreja celebra o Ano do Laicato, fomenta a Campanha da Fraternidade dedicada a superação e enfrentamento da violência, em que contaremos com o Sínodo “Juventude, fé e discernimento vocacional”, o convite é para uma fé encarnada e ativa, que é prescindida pela conscientização com relação a nós mesmos, o mundo que nos cerca e a nossa relação com Deus e com toda a sua criação.

CLIQUE AQUI para abrir o Roteiro de Oração _ ed.110 _ de maio de 2018

CLIQUE AQUI para abrir o Roteiro de Oração – ed 109 – Abril de 2018

CLIQUE AQUI para abrir o Roteiro de Oração – ed 108 – março de 2018

CLIQUE AQUI para abrir o Roteiro de Oração – ed. 107 – fevereiro de 2018

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