Esforço contínuo

Essa expressão, “esforço contínuo”, faz parte da trajetória de vida de todas as pessoas. Podemos dizer que ela tem diversas dimensões, começando pela luta por uma vida pessoal feliz e com longevidade. Por isso, lutamos contra todo tipo de doença e contra aquilo que fere nossa dignidade e modo de viver. Ao lado da vida, procuramos também defender uma dimensão de fé e espiritualidade.

Para o cristão, não importando o tipo de trajeto feito, existe sempre o esforço de seguimento do caminho proposto por Jesus Cristo. Não é fácil renunciar propostas secularizadas para seguir àquelas anunciadas pelo Evangelho, que supõem “deixar tudo” para seguir o Mestre. É uma questão de discernimento e de defesa de uma fé comprometida com as realidades da dignidade da vida. Continue lendo

Espírito de Deus

Não é fácil ter o espírito de Deus. A possibilidade acontece a partir da vinda de Jesus Cristo. Foi Ele quem nos aproximou dessa realidade, porque n’Ele o divino se tornou humano. Suas palavras e prática revelam a grandeza da vida divina dentro do contexto humano. É fundamental o correto uso da liberdade, para fazer boas escolhas e ter uma vida de acordo com as palavras do Evangelho.

A liberdade das pessoas sofre as consequências do mal e das injustiças que querem dominar o agir humano. Não basta crer em Jesus Cristo para se ter afinidade com o espírito de Deus, nem violar as normas divinas e agir contra os princípios cristãos, mas é preciso seguir seus passos e lutar sempre para que o mundo se liberte do mal que o desfigura a todo instante, ferindo sua identidade. Continue lendo

Subsídio para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

O Vaticano publicou o subsídio para a Semana de Oração pela Unidade do Cristão, para todo o ano. O material foi preparado e publicado conjuntamente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e a Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas.

O tema deste ano é inspirado no quinto capítulo da segunda Carta de São Paulo aos Coríntios: “Reconciliação – É o amor de Cristo que nos impele”.

No Hemisfério Norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos vai de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908 porque cobriam os dias entre as festas de São Pedro e São Paulo, tendo portanto um valor simbólico. No Hemisfério Sul, já que janeiro é tempo de férias, as Igrejas frequentemente escolhem outros dias para celebrar a Semana de Oração, como ocorre no Brasil onde é celebrada na semana que antecede a Festa de Pentecostes, que é também uma data simbólica para a unidade da Igreja.

CLIQUE AQUI para abrir o Subsídio para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – 2017

ROTEIROS DE ORAÇÃO DIÁRIA PARA 2017

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Como fizemos, ao longo de 2016, vamos continuar a compartilhar aqui os excelentes Roteiros de Oração que o Centro Anchietanum produz. Em 2016 muitos catequistas enriqueceram sua espiritualidade com a meditação diária proposta pelos Roteiros de Oração, esperamos que neste ano também possam seguir esses Roteiros e também divulgar essa prática de leitura orante. Como no ano passado, no início de cada mês, em data não fixa pois depende da liberação do Anchietanum, vamos postar o itinerário do mês corrente aqui abaixo.

O tema inspirador para as ações do Anchietanum em 2017 será “Tecendo Sonhos: Redes de Serviço e Esperança”. Animados por essas palavras, somos convidados e convidadas a iniciar o ano contemplando os diversos significados de rede e, através dessa metáfora, a rezar sobre como estão organizadas as relações humanas em nossa sociedade, sonhando novas formas de articulação, mais dinâmicas e justas. Assim como uma rede, o Sonho de Deus para seus filhos, de um reino de amor, justiça e fraternidade, não pode ser tecido por uma única mão, mas depende do engajamento de muitos artesãos empenhados em criar novas tramas e novas estruturas, pois, como nos lembra Raul Seixas, “sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”. Continue lendo

A transparência

Passaram-se as festas natalinas e também a mudança de ano. Agora o menino de Nazaré começa a ser conhecido pelo povo. São tempos novos e revigorados com a esperança de um ano de vitórias. Jesus mesmo vai se manifestando, revelando a identidade e missão da presença de Deus no mundo. A esse fato chamamos de “Epifania”, ou manifestação, quando Deus sai da obscuridade.

A luz da eternidade brilhou nas trevas do erro e tirou das incertezas o mundo das maldades e incoerências humanas. Mas ela existe para quem quer enxergar e agir com transparência. Não basta brilhar a estrela se os olhos não estão dispostos a segui-la. Jesus nasceu como a estrela que brilha para todas as pessoas de boa vontade e sensíveis às coisas autênticas e corretas. Continue lendo

E dois mil e dezessete?

Começamos um novo ano, certamente não diferente de 2016. As perspectivas estão muito nebulosas, confusas e com poucas esperanças. O terrorismo, a ganância e o individualismo se alastram de maneira muito assustadora. Perdemos a confiança nas pessoas, principalmente nas lideranças que deveriam sustentar a estabilidade dos cidadãos. Como disse alguém: “Só Deus, só Nele confiar!”.

Mesmo em meio a atos de injustiça, que têm raízes em todos os setores da vida brasileira, o ano deve começar com as bençãos de Deus. Nas palavras do papa Francisco, para quem faz o processo da reconciliação e da superação das fraquezas, a misericórdia divina supera as misérias humanas. Não há limites no amor de Deus, porque faz parte de seu plano, a salvação de todos. Continue lendo

Natal do Senhor

Com o nascimento de Jesus, Deus, até então invisível, torna-se visível em sua pessoa. Jesus já existia desde a eternidade, antes mesmo de o mundo ser criado. Sua vinda realiza a fala, a palavra e o projeto de Deus, mas de forma simples, frágil e pobre, diferente dos ricos e poderosos de seu tempo. É reconhecido como Salvador dos pobres pastores que O encontraram numa manjedoura.

No passado a Palavra era anunciada pelos profetas, como antecipação da expressão viva da Palavra de Deus, que é Jesus Cristo. Jesus é a fala do Pai, e Deus fala Nele. Ele é o Filho, que fez dos cristãos, filhos, nascidos de Deus, livres de qualquer escravidão e habilitados para a cultura da esperança. Significa que o encontro com Ele revigora as forças fragilizadas pelo mundo secularizado. Continue lendo

Chegada do Emanuel

O profeta Isaías foi bem claro ao prever a chegada do Emanuel (Is 7,14). A realidade se concretiza no Natal, quando o menino Jesus vem como fruto do “sopor de Deus”, como o fogo que clareia e dá visibilidade ao projeto do Pai. A luz, que antes fumegava e soltava fumaça, possibilita enxergar o mundo que nos cerca, tanto suas sombras como também os sinais concretos de vida.

O Emanuel, Deus conosco, significa a real presença de Deus no meio da humanidade. Numa possível prática de aborto nos três primeiros meses de vida, tudo que foi projetado ao longo do Antigo Testamento, teria caído por terra. Não haveria o Natal, porque Aquele que foi gerado no seio de Maria foi podado pela brutalidade de uma pena de morte sem nenhuma condição de autodefesa. Continue lendo

Sinais de Natal

Quando vemos uma fumaça, entendemos que há grande possibilidade de fogo. Os sinais natalinos, dentro de uma dimensão de fé, não são dessa forma. Eles revelam uma realidade plausível da presença de Deus na história. Jesus Cristo não é mais sinal, mas o Filho que revela a identidade do Pai na ação concreta do Espírito Santo, visibilizando a presença da Santíssima Trindade.

A missão de Jesus foi de dar nova vida às pessoas cegas, mudas, surdas, inválidas e mortas dentro das diversas culturas e dos diversos tempos. Suas práticas sinalizavam o caminho por onde Ele deveria percorrer despertando naqueles que encontrava o sentido da vida. Alertava sempre às multidões que O acompanhavam, que fazer o caminho da perfeição, não é fácil e supõe muita determinação. Continue lendo