Visita às famílias da catequese

A visita ás famílias que entregaram o pedido de catequese para seus filhos, que será realizada pelos catequistas, é de grande importância.Será o primeiro contato dos catequistas com seus catequizandos e suas famílias.

Havendo a possibilidade, o/a catequista deverá marcar a visita antecipadamente, por telefone, para que a família possa se programar, evitando que seja em horário inconveniente.

Também será muito bom se o/a catequista puder ir acompanhado por alguém da pastoral familiar (se houver na comunidade) ou por outro catequista. Lembrem-se: Jesus enviou os discípulos dois a dois (cf. Mc 6,7).

Essa visita tem por objetivo, além de levar informações e conhecer seus catequizandos, conhecer a realidade dessas famílias, saber se necessitam do apoio da comunidade para qualquer outra questão ou situação que estejam passando.

Uma comunidade catequizadora é responsável pelas famílias que catequiza e que deve cativar. Dar testemunho de Jesus é acolher o ser humano por inteiro, em todas as dimensões da sua vida, sem impor condições, apenas por solidariedade. (cf. Mc 2, 13-17; 5, 22-24.35-43; Mt 8, 5-13). É esse acolhimento integral e incondicional que atrai as pessoas para o encontro com Jesus e abre os corações à conversão.

Catequese Sacramental Mistagógica

Nossa igreja está propondo um novo caminho para a Catequese, o caminho mistagógico, onde o catequizando deve fazer a experiência do amor de Deus e da presença de Jesus no meio de nós. Sem dúvida nenhuma esse é o caminho ideal, o retorno ao processo de evangelização das primeiras comunidades, que transforma verdadeiramente a vida dos cristãos, tornando-os testemunhas ativas do Evangelho. E essa é a exigência cristã, que os discípulos de Jesus sejam testemunhas vivas dos ensinamentos do Mestre, vivendo a radicalidade da sua opção de vida.

No entanto, longo é o caminho a ser percorrido para alcançarmos essa meta, que foi se perdendo ao longo do tempo. A catequese das primeiras comunidades, um processo catecumenal de iniciação cristã que exigia a total conversão de vida, acabou se perdendo no decorrer da história, sendo transformada em mera instrução para receber os sacramentos.

A volta às origens da catequese não é uma busca nova. No Brasil, desde a publicação do Documento “Catequese Renovada”, em 1983, há quase 30 anos, inspirado nos documentos da Igreja (Vaticano II, Medellin, Puebla, Evangelii Nutiandi e Cathechesi Tradendae), já se tem orientações que visam uma catequese como processo de “educação permanente para a comunhão e participação na comunidade de fé” (CR 1.4). Na conclusão desse documento, os Bispos do Brasil afirmaram que a catequese é um processo de educação comunitária, permanente, progressiva, ordenada, orgânica e sistemática da Fé, cuja finalidade é a maturidade da Fé num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral da pessoa (cf. CR 318).

Foi um caminho árduo o de transformar a catequese de instrução, onde catequistas eram vistos como professores de catequese que reuniam os catequisandos em salas de aulas para ensinar os preceitos e a doutrina; para uma catequese como processo de educação, onde o catequisando deveria ser o protagonista da sua própria transformação e o catequista ser apenas um pedagogo que conduzia o catequizando ao Mestre (o significado original da palavra pedagogo, no grego, é “aquele que leva a criança até seu mestre”).

Mas, como em todo processo aberto e dinâmico, o caminho foi sendo percorrido passo a passo, aproximando-se da meta a cada objetivo alcançado, além de abrir também novas perspectivas diante das transformações do mundo e da sociedade humana. E nesse contexto, hoje é imperativo um novo passo, uma catequese voltada ao reencontro com Jesus Cristo, à experiência que faz perceber a sua presença viva na própria vida humana: a Catequese Mistagógica.

Surge então a questão: como fazer isso acontecer na catequese sacremental, que prepara adolescentes e jovens para receber os sacramentos. Esse é uma grande desafio, que deve ser vencido a partir do testemunho da comunidade catequisadora. A Catequese é um processo educativo permanente, comunitário; e como tal deve ser assumido por todos os que participam da comunidade.

É preciso trasformar a estrutura catequética que ainda prevê inscrição (como se fosse escola), formação de turmas e divisão de catequista (alunos e professores), período de formação que segue o calendário escolar, etc. A formação sistemática é necessária, mas deve ter uma estrutura própria, condizente com um processo de educação na fé, onde a comunidade e o catequista dão testemunho do que pregam: amor, caridade, perseverança, determinação e comprometimento.

Sugestões para as comunidades:

  1. A coordenação da Catequese Paroquial, juntamente com o pároco, deve planejar um encontro com pais que desejam participar ou que seus filhos participem da formação catequética oferecida pela comunidade. Esse encontro terá a finalidade de explicar o significado da catequese, seus objetivos e os compromissos que deverão ser assumidos pela família. Pode-se marcar diversas datas para esse encontro, de forma a possibilitar que as famílias possam optar por um deles.
  2. Nas celebrações dominicais, convidar as famílias que buscam um sacramento (batismo, preparação à primeira eucaristia, crisma) para participar de um desses encontros, agendando a melhor data e horário.
  3. Esse encontro pode ser feito na comunidade, para um grupo maior de famílias (até 50 ou 60 famílias), ou em algumas casas da comunidade, para um grupo menor (até 4 ou 5 famílias).
  4. O encontro deve ser bem acolhedor, em clima de alegria. Mas deve também ser claro em relação aos compromissos e deveres tanto da comunidade como da família, mostrando o comprometimento da comunidade com a formação de verdadeiros cristãos e não como mera distribuidora de sacramentos.
  5. No final do encontro, após uma palestra esclarecedora e algumas dinâmicas, entregar a cada família um folheto onde estarão escritos os compromissos que devem assumir e também uma ficha com os dados da família e da criança ou adolescente que irá participar do processo catequético. Esse folheto deverá, exclusivamente e pessoalmente, ser devolvido assinado pela família, em uma celebração eucarística, durante o ofertório ou em outro momento da celebração a critério da comunidade.
  6. De posse dos folhetos de compromisso, a coordenação da Catequese irá distribuir os mesmos entre os catequistas, levando em consideração a proximidade da região de residência de cada um. Assim, cada catequista terá a incumbência de cuidar de um grupo de famílias que residem próximo da sua casa, o que facilita o entrosamento e a convivência.
  7. Cada catequista deverá visitar as famílias que vão ficar sob a sua tutela, para conhecê-las e também para dar as primeiras informações sobre o processo catequético em questão.

Nas próximas semanas vamos dar sequência a este artigo, trazendo outras sugestões que possam ajudar catequistas e comunidades na implantação de uma Catequese Mistagógica.

Atividades para o Dia das Crianças.

Como o Dia das
Crianças é também Dia de Nossa Senhora Aparecida, podemos
fazer algumas atividades com as crianças que tenham como tema
Nossa Senhora Aparecida.

Essas
atividades não são para serem feitas durante a Celebração,
mas num salão ou pátio, com as crianças e pré-adolescentes.
Durante a festa para as crianças pode-se colocar estas
atividades:

Primeira
atividade: Quebra cabeça gigante

Preparação:
Se na comunidade tiver alguém com habilidade para desenho, peça
que essa pessoa faça um desenho de Nossa Senhora Aparecida em um
papel bem grande, ou em tecido, de modo que a imagem tenha
tamanho de 1 metro de altura. Caso não tenha quem faça esse
desenho, pode-se mandar fazer em uma oficina de faixas e banners
para propaganda. Essa imagem deverá ser colada em papelão ou
papel cartão grosso e depois recortada em vários pedaços (no
mínimo 1 pedaço para cada criança participante). Cortar de
forma irregular, para que sejam encaixadas depois como um quebra
cabeça. Esses pedaços não podem ser muito pequenos, mas ter um
tamanho suficiente para escrever atrás algumas frases. Numere as
peças na parte de trás, começando pelas que ficam em volta do
desenho e continuar seguindo a ordem de cada peça, deixando a
peça que tiver o rosto de Nossa Senhora por último.

À parte,
escreva a história do aparecimento de Nossa Senhora Aparecida em
frases (tantas frases quantos forem os pedaços). No Blog, na
História de Nossa Senhora Aparecida, há uma separação em
frases que pode ser usada). Depois copie cada frase nas peças,
seguindo a ordem das peças, de modo que a história estará
completa quando a imagem também estiver. Evite colocar o nome da
imagem nas frases. Somente na última peça ele será colocado.

Aplicação:
No dia da festa, convide as crianças para montar o quebra
cabeça, mas sem dizer de que se trata a imagem. Entregue uma
peça para cada criança (ou até duas peças para cada uma se
tiver mais peças que crianças, porém as peças entregues para
cada uma não devem ter numeração seguida.)

Depois que
todas as peças forem entregues, comece a montagem pela criança
que recebeu a peça número 1; ela deve ler a frase que está
atrás da sua peça e colocar no lugar. Pergunte se alguém sabe
dizer de que é a imagem. Continue a colocação das peças,
seguindo a ordem de numeração das mesmas, sendo que a criança
deve ler primeiro a frase da sua peça antes de colocá-la. Mesmo
que as crianças descubram de quem é a imagem continue com o
jogo até o final. Conclua a brincadeira cantando uma música de
Nossa Senhora Aparecida que todos saibam.

Segunda
atividade: Trilha de Nossa Senhora Aparecida

Preparação:
Primeiro prepare a história da imagem de Nossa Senhora Aparecida
em fichas, de modo que cada ficha da história corresponda a uma
casa da trilha e represente uma dificuldade ou um avanço ou a
permanência. (você encontra a história com as instruções no
Blog)

Providencie
também um dado grande para ser jogado durante o jogo (pode ser
feito de cartolina ou um dado desses de tecido e espuma por
dentro). Providencie também de seis a dez peões grandes (uma
para cada participante) que também podem ser feitos com
cartolina de cores variadas (cones de cartolinas diferentes).

No dia da
festa, desenhe no chão uma grande trilha, como do jogo que tem
esse nome, e divida essa trilha em várias casas, numerando cada
casa. No final da Trilha, coloque uma imagem de Nossa Senhora
Aparecida, mas deixe ela coberta, para que seja descoberta pelo
primeiro da equipe que chegar lá. (a sugestão de como separar a
história em fichas está no Blog, na História de Nossa Senhora
Aparecida)

Aplicação:
Se o número de crianças for grande, divida em equipes de seis a
dez participantes. Vai jogar uma equipe de cada vez, e depois
pode-se fazer um jogo com os vencedores de cada equipe. Comece
fazendo com que cada participante da equipe jogue o dado para
sortear a ordem de cada um durante as jogadas. O que tirar maior
número de pontos será o primeiro a jogar e assim por diante
até o último da rodada. O primeiro da equipe se coloca na
primeira casa e joga o dado, andando tantas casas quanto o
número que ficar para cima no dado. Chegando nessa casa vai ler
a ficha correspondente a ela e fazer o que a ficha indicar (avançar
algumas casas, voltar para trás ou ficar nessa casa mesmo).
Ganha o jogo quem chegar primeiro na última casa do jogo. O
prêmio poderá ser uma pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida.

História de Nossa Senhora Aparecida

Essa história está em frases para que se possa usar no jogo de trilha e também podem ser usadas no
quebra cabeça
(retirando as frases que estão em vermelho).Esses jogos estão nas Atividades para o Dia das Crianças que sugerimos.

  1. A história tem o seu início em meados
    de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o
    conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da
    então capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pelo
    povoado a caminho de Vila Rica, em Minas Gerais. –
    Você também vai
    esperar o conde, permaneça nesta casa até a próxima jogada
    .
  2. Querendo oferecer ao conde o melhor pescado que
    pudessem os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João
    Alves foram para o rio Paraíba do Sul e lançaram as suas redes.
    -
    Você
    vai pescar com eles, avance uma casa
  3. Depois de muitas tentativas infrutíferas,
    descendo o curso do rio chegaram ao Porto Itaguaçú, no dia 12
    de outubro. –
    A pesca não deu resultados, volte duas casas.
  4. Já sem esperança, João Alves lançou a
    sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa
    Senhora da Conceição sem a cabeça. -
    Você esperar para ver
    o que acontece, continua no mesmo lugar
    .
  5. Em nova tentativa apanhou a cabeça da
    imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os
    três humildes pescadores pescaram muitos peixes.
    Isso foi um milagre,
    avance 3 casas
    .
  6. Com o barco repleto de peixes voltaram
    para casa levando junto o corpo e a cabeça da imagem encontrada.
    -
    Você
    está voltando com eles para casa,avance 2 casas
    .
  7. Durante quinze anos a imagem permaneceu
    na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança
    se reuniam para rezar. –
    Você também vai rezar, permaneça nessa casa.
  8. A devoção foi crescendo entre o povo da
    região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam
    diante da imagem. –
    Você fica feliz com isso, avance uma casa.
  9. A fama dos poderes extraordinários de
    Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil e muitas
    outras pessoas das vizinhanças vinham rezar ali.
    Você vai ajudar,
    avance uma casa
    .
  10. Certa noite que o tempo estava sereno,
    repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram
    e houve espanto entre os devotos. –
    Você quer ver o que acontece,
    continue nessa casa
    .
  11. Silvana da Rocha quis acendê-las
    novamente, mas nem tentou, pois elas acenderam por si mesmas. Foi
    o primeiro milagre, ocorrido por volta de 1733. -
    Você correu para
    contar aos outros, avance duas casas.
  12. A casa ficou pequena para tanta gente que
    vinha rezar. A família construiu um oratório no Porto de
    Itaguaçu. –
    Você
    vai ajudar na construção, continue nessa casa
    .
  13. Por volta de 1734, o vigário de
    Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos
    Coqueiros, com a ajuda do filho de Felipe, ela foi aberta
    visitação pública em 26 de julho de 1745. –
    Você também vai para
    lá, avance 3 casas.
  14. Em 20 de abril de 1822, em viagem pelo
    Vale do Paraíba, Dom Pedro I e sua comitiva visitaram a capela e
    a imagem de Nossa Senhora. –
    Você também quer ver o príncipe
    regente, espere nessa casa.
  15. Em 1834 foi iniciada a construção de
    uma igreja maior para acomodar e receber os fiéis que tinham
    aumentado muito. -
    Você vai ajudar na construção, permaneça
    nessa casa por duas jogadas
    .
  16. Em meados de 1850, um escravo chamado
    Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde
    se encontrava a imagem de Nossa Senhora, pede ao feitor
    permissão para rezar. –
    Você está curioso, fique nessa casa.
  17. Recebendo autorização, o escravo se
    ajoelhou diante de Nossa Senhora e rezou fervorosamente. Durante
    a oração, as correntes, milagrosamente, soltaram-se de seus
    pulsos deixando Zacarias livre. –
    Você correu para contar o milagre
    para todos, avance duas casas.
  18. Certo dia, um cavaleiro de Cuiabá,
    passando pelo lugar a caminho de Minas Gerais, viu a fé dos
    romeiros e começou a zombar. –
    Você deu risada com ele, não vai
    jogar por duas rodadas
    .
  19. O cavaleiro dizia que aquela fé era uma
    bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja.
    Logo na escadaria, a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da
    escada e derrubou o cavaleiro de seu cavalo. –
    Você também caiu com
    ele, não vai jogar na próxima rodada
    .
  20. Depois desse fato, a marca da ferradura
    ficou cravada na pedra. O cavaleiro arrependido pediu perdão e
    se tornou devoto. -
    Você ficou contente com o milagre, avance uma
    casa
    .
  21. A Igreja que estava sendo construída foi
    solenemente inaugurada e benzida no dia 8 de dezembro de 1868,
    quando esteve presente a princesa Isabel. -
    Você vai participar
    da festa, fique ai por duas rodadas
    .
  22. Em 6 de novembro de1888, a Princesa
    Isabel visitou novamente a basílica e ofertou à santa, em
    pagamento de uma promessa, uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis,
    juntamente com um manto azul, ricamente adornado. –
    Você está admirando
    os presentes; fica nessa casa
    .
  23. No dia 8 de setembro de 1904, a imagem
    de Nossa Senhora foi coroada com a riquíssima coroa doada pela Princesa
    Isabel e foi colocado o manto anil, bordado em ouro e pedrarias,
    símbolos de sua realeza.
    Você vai à festa, avance uma casa.
  24. Nossa Senhora da Conceição Aparecida,
    foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial em 16 de
    julho de 1930, por decreto do Papa Pio XI. -
    Você já sabe de quem
    é esta história, avance uma casa
    .
  25. No dia 30 de junho de 1.980, foi
    decretado oficialmente como feriado nacional o dia 12 de outubro,
    dedicando este dia à devoção de Nossa Senhora Aparecida e
    reconhecendo-a oficialmente como padroeira dos Católicos do
    Brasil. –
    Parabéns,
    você chegou ao fim da jornada. Pode descobrir a imagem de Nossa
    Senhora
    .

Dinâmica sobre a Trindade

Falar sobre a
Trindade é fácil, difícil é compreender e fazer compreender
sobre a questão da unidade das Três Pessoas em um único Deus.

Por isso, para
ajudar na compreensão dessa verdade da fé, muitos catequistas
procuram uma forma de explicar a Trindade.

Foi buscando
uma solução para o meu encontro de Catequese sobre a Trindade
que tive a inspiração de usar a água para essa finalidade.
Agora repasso a vocês a dinâmica que apliquei e que deu
resultados.

Preparação:

Vamos precisar
de algumas vendas para os olhos; e água pura, nos seus três
estados: líquida, sólida e gasosa. Isto é, vamos precisar de
uma jarra com água pura, uma vasilha com gelo e uma chaleira com
água fervente (de preferência sobre um fogareiro elétrico
ligado, para que o vapor saia pelo bico da chaleira todo o tempo).
Tudo isso só será colocado diante da turma depois que alguns
catequizandos forem vendados.

No
Encontro:

Após iniciar
o encontro com o sinal da cruz e a oração do Creio, perguntar
aos catequizandos qual o entendimento que têm sobre a Trindade,
o Pai, o Filho e o Espírito Santo que são um só Deus, deixando
que falem livremente.

Em seguida,
vendar alguns catequizandos que queiram e pedir que coloquem as
mãos para trás. Pegar a jarra e aproximá-la deles, sem
encostar. Dizer-lhes que diante deles há algo que terão que
reconhecer sem tocar, primeiro pelo cheiro. Eles certamente não
conseguirão identificar nenhum cheiro. Em seguida oferecer um
copo com a água e perguntar qual é o sabor. Aí certamente
alguns dirão que é água, mas você deve insistir em saber qual
o sabor, mostrando que só sabem que é água porque fizeram a
experiência sensorial e não pelo seu sabor. Depois, retirar a
venda dos olhos e perguntar qual é a cor da água, mostrando que
como ela não tem cor, só conseguimos vê-la porque está dentro
da jarra. Colocar a água em recipientes de formas diferentes,
mostrando a eles que ela se adapta ao recipiente, mas nunca toma
a sua forma, só é possível pegar a água recolhendo ela em
algum recipiente ou na concha das mãos. Somente sabemos que
aquele líquido é água fazendo a experiência sensorial de
senti-la quando bebemos ou quando colocamos a mão nela ou a
contemos em uma vasilha.

A partir dessa
dinâmica, explicar que Deus Pai é assim, ele só pode ser
sentido e experimentado, jamais podemos vê-lo, ouvi-lo ou pegá-lo
para nós. Somente sabemos de sua existência pela experiência
de fé.

Ai então,
pegar a vasilha com gelo e perguntar o que é. Todos vão dizer
que é gelo, mas insistir sobre a essência do gelo, do que o
gelo é feito. Diante da resposta água, mostrar que nesse estado
podemos pegar a água, pois ela ganhou corpo. Continua a ser
água, mas agora se apresenta de outro jeito, ganhou uma forma
que lhe dá corpo. Ela não se adapta mais a todo recipiente, mas
somente àquele onde foi congelada, e agora podemos ver e pegar.
Fazer a comparação com Jesus, Deus que assume a vida humana,
que pode ser visto e quem tem corpo humano. A humanidade é o
recipiente que deu forma a Deus Filho.

Por último,
vendá-los novamente e colocar a água na chaleira e esta sobre o
fogareiro elétrico. Aguardar que a água abra fervura. Colocá-los
diante dela, o suficiente para que possam esticar as mãos acima
dela e sentir o vapor quente (tendo o cuidado de não deixar que
se aproximem demais e possam se queimar). Pedir que digam o que
estão sentindo, e o que está provocando essa sensação.
Retirar a venda dos olhos e mostrar que é a mesma água, porém
que, levada ao fogo ela se aqueceu e se tornou vapor, que eles
podem sentir e que os aquece. Fazer a comparação com o
Espírito Santo, que é como o vapor quente que nos aquece o
coração.

Para concluir
o encontro, ler as seguintes passagens do Evangelho de João 14,
9-17 e 17, 5. 18-21.