VOCÊ SABE SER CRISTÃO E CRISTÃ NESTE MOMENTO POLÍTICO?

Ou você faz parte daqueles cristãos católicos que afirmam com convicção que religião e política não se misturam?????

Estamos na véspera das eleições municipais em nosso país, momento importante na vida de todos os cidadãos e cidadãs, pois a cidade onde vivemos depende da escolha que fazemos nas urnas para ser um lugar melhor.

Como pessoas que assumem sua cidadania, temos que ter compromisso verdadeiro com a transformação da sociedade, buscando que ela seja mais justa e mais humana. Por isso, nosso voto deve ser consciente e o candidato que escolhermos deve ser aquele que representa nossos ideais. Ao votarmos em determinada pessoa, estamos escolhendo essa pessoa para falar e agir em nosso nome.

E eu pergunto a vocês: Você escolheria uma pessoa sem preparo, uma pessoa que diz uma coisa e faz outra, uma pessoa que só pensa nos próprios interesses e que faz qualquer coisa para alcançar seus objetivos, você escolheria uma pessoa assim para defender você em um tribunal? Continue lendo

O Estado brasileiro

Passamos por um momento eleitoral e devemos cumprir a missão cidadã de votar. É como plantar a muda de alguma fruta. O agricultor aposta no resultado de seu trabalho. A intenção é das melhores, na espera de colher frutos abundantes e bons. Os eleitos não deveriam iludir seus eleitores, fazendo cumprir sua missão construindo “obras” para favorecer vida melhor para todos os cidadãos. Muitos têm sido como plantas que morrem pelo caminho.

O Estado é como a vinha do Senhor. Ele produz frutos, mas não beneficiam a todos. Os “espertos” sugam, e até desviam, de forma camuflada prejudicando aos que são seus legítimos destinatários. Os trabalhadores (os políticos) da vinha não têm cuidado bem dela. O Estado brasileiro é uma “vinha” muito rica e privilegiada em recursos naturais, mas explorada sem critério, ameaçando a vida. Continue lendo

ELEIÇÕES 2014 – Cartilha da CNBB

Estamos há um mês das eleições em nosso país e, como cristãos, não podemos deixar de refletir bem sobre o processo eleitoral e sobre os candidatos que se apresentam. Temos o dever cívico, social e cristão de agir com consciência, sem abrir mão do direito inalienável de eleger nossos representantes, escolhidos tendo como premissa o bem que desejamos para o nosso país e para o nosso povo.

Para ajudar essa reflexão, o Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Câmara” (Cefep), organismo vinculado à CNBB, em parceria com outras entidades, lançou a cartilha “Eleições 2014”, cuja temática é “Seu voto tem consequências: um novo mundo, uma nova sociedade”. O subsídio foi apresentado durante a 52ª Assembleia Geral da CNBB e entregue aos bispos. Continue lendo

Mensagem da CNBB por ocasião das eleições 2014: “Pensando o Brasil”

Logo da CNBBA Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou na sexta-feira, 9 de maio, durante entrevista coletiva, a mensagem “Pensando o Brasil: desafios diante das eleições 2014″, aprovada pelos bispos do Brasil reunidos na 52ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP). Atenderam a imprensa o Arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis; o Arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente, Dom José Belisário; o Bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral, Dom Leonardo Steiner.

Na entrevista, cardeal Raymundo Damasceno Assis explicou que o texto “contém importantes reflexões para os cristãos e para toda a sociedade” que neste ano irão eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. “Com este texto, fazemos uma convocação aos brasileiros para que exerçam o voto de forma consciente”, exortou.

Dom Damasceno destacou três pontos fundamentais do texto: participação consciente nas eleições; a necessidade de conhecer os candidatos, sua história, e quais princípios e valores eles praticam e defendem; buscar candidatos que tenham compromisso com tantas reformas necessárias no país, especialmente a Reforma Política, que tem apoio da CNBB e outras entidades.

Leia, na íntegra, a mensagem: Pensando o Brasil

CAMPANHA “VOTO CONSCIENTE – ELEIÇÕES 2012”

As eleições municipais são um momento fundamental para a consolidação de uma democracia a serviço da população. Nelas entram em disputa os projetos que discutem os problemas mais próximos do povo do campo e da cidade. Elas são o momento eleitoral de maior participação, porque os/as candidatos/as ficam mais visíveis no cotidiano da vida dos eleitores e eleitoras. Por isso, a missão de votar bem nestas eleições não pode ser ignorada por nenhum eleitor.

Votar bem significa, antes de tudo, colocar na urna o voto limpo e, com ele, a consciência de que cada voto tem consequências para a vida do povo e o futuro do país.

Para o cristão, viver o processo político com dignidade é viver o mandamento da caridade, como real serviço ao “outro”. A missão do eleitor vai muito além do ato de votar. É seu dever também acompanhar os eleitos, seguindo os seus passos após as eleições. Continue lendo

Eleições Municipais 2012 – Voto consciente e limpo

CONFERÊNCIA NACIONAL

DOS BISPOS DO BRASIL

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 25 a 27 de setembro, considerando as eleições municipais do próximo mês de outubro, vem reforçar a importância desse momento para o fortalecimento da democracia brasileira. Estas eleições têm característica própria por desencadear um processo de maior participação em que os candidatos são mais próximos dos eleitores e também por debater questões que atingem de forma direta o cotidiano da vida do povo.

A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, em serviço de todas as pessoas (cf. GS 75). Saudamos, portanto, os candidatos e candidatas que, nesta ótica, apresentam seu nome para concorrer a um cargo eleitoral. Nascido da consciência e do desejo de servir com vistas à construção do bem comum, este gesto corrobora o verdadeiro sentido da atividade política.

Estimulamos os eleitores/as, inclusive os que não têm a obrigação de votar, a comparecerem às urnas no dia das eleições para aí depositar seu voto limpo. O voto, mais que um direito, é um dever do cidadão e expressa sua corresponsabilidade na construção de uma sociedade justa e igualitária. Todos os cidadãos se lembrem do direito e simultaneamente do dever que têm de fazer uso do seu voto livre em vista da promoção do bem comum (cf. GS 75).

A lei que combate a compra de votos (9840/1999) e a lei da Ficha Limpa (135/2010), ambas nascidas da mobilização popular, são instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos. A esses instrumentos deve associar-se a consciência de cada eleitor tanto na hora de votar, escolhendo bem seu candidato, quanto na aplicação destas leis, denunciando candidatos, partidos, militantes cuja prática se enquadre no que elas prescrevem.

A vigilância por eleições limpas e transparentes é tarefa de todos, porém, têm especial responsabilidade instituições como a Justiça Eleitoral, nos níveis Federal, Estadual e Municipal, bem como o Ministério Público. Destas instâncias espera-se a plena aplicação das leis que combatem a corrupção eleitoral, fruto do anseio popular. O resgate da ética na política e o fim da corrupção eleitoral merecem nossa permanente atenção.

O político deve cumprir seu mandato, no Executivo ou no Legislativo, para todos, independente das opções ideológicas, partidárias ou qualquer outra legítima opção que cada eleitor possa fazer. Incentivamos a sociedade organizada e cada eleitor em particular, passadas as eleições, a acompanharem a gestão dos eleitos, mantendo o controle social sobre seus mandatos e cobrando deles o cumprimento das propostas apresentadas durante a campanha. Quanto mais se intensifica a participação popular na gestão pública, tanto mais se assegura a construção de uma sociedade democrática.

As eleições são uma festa da democracia que nasce da paixão política. O recurso à violência, que marca a campanha eleitoral em muitos municípios, é inadmissível: candidatos são adversários, não inimigos. A divisão, alimentada pelo ódio e pela vingança, contradiz o principio evangélico do amor ao próximo e do perdão, fere a dignidade humana e desrespeita as normas básicas da sadia convivência civil, que deve orientar toda militância política. Do contrário, como buscar o bem comum, princípio definidor da política?

A Deus elevemos nossas preces a fim de que as eleições reanimem a esperança do povo brasileiro  e que, candidatos e eleitores, juntos, sonhem um país melhor, humano e fraterno, com justiça social.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, abençoe nossa Pátria!

Brasília, 27 de setembro de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis – Arcebispo de Aparecida – Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva – Arcebispo de São Luís – Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner – Bispo Auxiliar de Brasília – Secretário Geral da CNBB

Eleições municipais (2)

A sociedade é constituída em família, tendo como célula mãe, o Lar doméstico. Na base estão o homem e a mulher, sendo um, extensão do outro, vivendo numa real complementariedade. Já não são dois, mas uma só carne. A solidez de tudo isto acontece no amor, que exige sacrifício, diálogo, respeito mútuo, igualdade e paz.

Dentro do clima eleitoral, podemos dizer que o Município é uma grande família, onde os interesses precisam ser comuns, de tal forma que a administração pública favoreça o bem de todas as pessoas. Os objetivos não podem ser outros que não sejam para favorecer os munícipes na dimensão de uma verdadeira família.

Cada pessoa humana, criada com liberdade e dignidade, deve ser colaboradora de Deus no cultivo do bem e no cuidado com os bens da natureza. Isto passa por momentos de definição. Um deles acontece na hora do voto. Confirmar, na urna eletrônica, um voto irresponsável, é contribuir para uma má administração.

A dimensão familiar não se restringe ao relacionamento entro um homem e uma mulher, mas também às demais criaturas e com toda a natureza. É um compromisso de cuidado com os seres humanos, com a terra, a água, as árvores, os animais e todas as demais criaturas. O critério não pode ser de interesses egoístas.

O Município, sendo uma grande família, deve promover projetos de inclusão social. Assim todos poderão usufruir das condições materiais e afetivas para uma vida feliz. Exige dos eleitores precisão na escolha de prefeito e vereadores comprometidos, competentes e de vida ilibada para trabalhar em benefício do povo.

Podemos até dizer que agora “é a hora da verdade”. Ou assumimos uma postura crítica e afinada com uma verdadeira política, aquela do bem comum e da coerência, ou teremos que “gemer”, tendo que conviver com maus administradores e legisladores por mais quatro anos. E nem podemos reclamar depois, porque aí já será tarde demais. É por isto que dizemos que “voto não tem preço, mas tem consequência” e, às vezes, muito amargas.

Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba.

Eleições Municipais

Nós, cristãos, não podemos olhar para as eleições vendo nelas apenas uma questão de cidadania. Antes disto, é uma forma de viver a fraternidade e de praticar o gesto da caridade na comunidade. Por isto, devemos votar em quem vai realmente agir com justiça e administrar com honestidade, defendendo as pessoas mais pobres e lutar pela dignidade da vida humana.

Mais uma vez vamos escolher novos prefeitos e vereadores que, normalmente, são pessoas muito próximas de nós, que batem em nossas portas pedindo votos. O interessante é que, neste tempo, vão às festas da Igreja, cumprimentam a todos com sorriso, com muitas promessas, distribuem santinhos, sempre procurando apoio.

Não podemos ficar indiferentes nesse tempo desfazendo da importância das eleições. Uns chegam a dizer: “é sempre a mesma coisa”; “ninguém presta”; “não adianta fazer nada”. Às vezes apontamos para Brasília dizendo: “lá o dinheiro corre solto como uma cachoeira”, são constantes CPIs sem colocar ninguém na cadeia e tudo fica só na impunidade.

Temos que estar conscientes de que estas atitudes significam favorecer os maus políticos. Eles não querem mudar. O que devemos fazer? Trocar ideias, informações, conhecer melhor as leis, os candidatos e fazer boas escolhas, votando de forma consciente, com liberdade, sabendo que o bom ou mau candidato é a gente que escolhe.

Nos meses de julho até outubro os nossos Conselhos Paroquiais, as Capelas, os Movimentos e Grupos organizados devem dedicar tempo para refletir sobre o momento eleitoral. Mas ter sempre em mente que a nossa Igreja não tem candidatos e nem partidos, mas tem princípios, tem espaço para o diálogo sereno e esclarecedor. Campanha eleitoral deve ser tempo formativo do eleitor, criando consciência sobre o valor de seu voto.

Temos novas leis que precisam ser colocadas em prática: a 9840, que pune a compra de votos, aprovada em 1999; a da Ficha Limpa, aprovada em 2010, ambas nascidas de milhões de assinaturas em nossas igrejas. Leis questionadas na justiça porque contrariam interesses poderosos. Elas devem cumprir seu papel de afastar políticos oportunistas. Façamos a nossa parte para um mundo melhor.

Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba.

Eleições e Catequese

Nesta semana, D. Paulo Mendes Peixoto nos brinda com uma excelente reflexão sobre as eleições. Esse tema, que muitas vezes se torna polêmico, é de suma importância e deve ser abordado no ambiente eclesial cristão, ajudando as pessoas a compreenderem a importância de fazerem escolhas conscientes, calcadas nos valores cristãos e na defesa da vida.

A Catequese, como caminho de formação permanente na fé, não pode ficar alheia ao papel fundamental do cristão no processo de escolha daqueles que vão governar e decidir sobre as questões fundamentais da vida de um povo.

Esperamos que todos possam ler, refletir e meditar sobre as palavras de D. Paulo, um profeta que nos alerta.

Dia das Eleições

Neste
dia o Brasil todo se movimenta, principalmente porque aqui o voto é obrigatório,
para eleger os nossos novos representantes, no Estado e no País. O voto deve
tornar a Nação mais conforme com a vontade do Senhor, mais justa e fraterna.

O
nosso voto deve ser mais ético. Mas o que entendemos com isto? Ele deve
expressar, de forma esclarecida e consciente, a nossa cidadania, superando os
desencantos com a política, elegendo pessoas comprometidas com o respeito
vida, à família e à dignidade humana.

Podemos
colaborar na construção de um país melhor, mais coerente na administração de
sua riqueza e de seus bens. Por isto é importante ir às urnas e votar com
liberdade, como expressão de fé e cidadania, sabendo do resultado de tudo isto.

A
escolha de bons candidatos é como a escolha do bem ou do mal. Isto significa
que o voto tem uma dimensão de fé e de presença de Deus. O que está em jogo é a
preocupação com o ser humano. Assim, não podemos dar crédito a pessoas hostis
dignidade das pessoas.

A
hora é de colocar a confiança em Deus e agir com a força da fé. Muitos eleitos
têm sido pessoas inúteis e até perniciosas para o Brasil. Agem com atitudes
farisaicas, com aparência de ovelhas, mas com prática de lobos ferozes.

Quem
não tem o coração disponível para Deus e para os princípios de sua Palavra, não
é apto para representar autenticamente a população. Os seus objetivos, com
facilidade, se tornam reducionistas, servindo a si mesmo e a seu grupo de
interesse.

A
fé e o voto são atitudes pessoais, com postura de liberdade. Aí se fundamentam
os parâmetros da vida cristã e cidadã. Votar então com fé, sabendo que este é o
caminho da autoridade credenciada e confirmada por Deus.

Não
podemos abandonar nossas raízes cristãs nas horas decisivas da vida. Deus está
sempre presente se estamos também com ele. É a fé que nos dá lucidez, olhos
abertos, confiança e comprometimento com as necessidades do nosso povo.

Dom
Paulo Mendes Peixoto

Bispo
de São José do Rio Preto.