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Posted by: | Posted on: setembro 30, 2016

VOCÊ SABE SER CRISTÃO E CRISTÃ NESTE MOMENTO POLÍTICO?

Ou você faz parte daqueles cristãos católicos que afirmam com convicção que religião e política não se misturam?????

Estamos na véspera das eleições municipais em nosso país, momento importante na vida de todos os cidadãos e cidadãs, pois a cidade onde vivemos depende da escolha que fazemos nas urnas para ser um lugar melhor.

Como pessoas que assumem sua cidadania, temos que ter compromisso verdadeiro com a transformação da sociedade, buscando que ela seja mais justa e mais humana. Por isso, nosso voto deve ser consciente e o candidato que escolhermos deve ser aquele que representa nossos ideais. Ao votarmos em determinada pessoa, estamos escolhendo essa pessoa para falar e agir em nosso nome.

E eu pergunto a vocês: Você escolheria uma pessoa sem preparo, uma pessoa que diz uma coisa e faz outra, uma pessoa que só pensa nos próprios interesses e que faz qualquer coisa para alcançar seus objetivos, você escolheria uma pessoa assim para defender você em um tribunal? Read More …

Posted by: | Posted on: outubro 4, 2014

O Estado brasileiro

Passamos por um momento eleitoral e devemos cumprir a missão cidadã de votar. É como plantar a muda de alguma fruta. O agricultor aposta no resultado de seu trabalho. A intenção é das melhores, na espera de colher frutos abundantes e bons. Os eleitos não deveriam iludir seus eleitores, fazendo cumprir sua missão construindo “obras” para favorecer vida melhor para todos os cidadãos. Muitos têm sido como plantas que morrem pelo caminho.

O Estado é como a vinha do Senhor. Ele produz frutos, mas não beneficiam a todos. Os “espertos” sugam, e até desviam, de forma camuflada prejudicando aos que são seus legítimos destinatários. Os trabalhadores (os políticos) da vinha não têm cuidado bem dela. O Estado brasileiro é uma “vinha” muito rica e privilegiada em recursos naturais, mas explorada sem critério, ameaçando a vida. Read More …

Posted by: | Posted on: outubro 3, 2014

ELEIÇÕES 2014 – Cartilha da CNBB

Estamos há um mês das eleições em nosso país e, como cristãos, não podemos deixar de refletir bem sobre o processo eleitoral e sobre os candidatos que se apresentam. Temos o dever cívico, social e cristão de agir com consciência, sem abrir mão do direito inalienável de eleger nossos representantes, escolhidos tendo como premissa o bem que desejamos para o nosso país e para o nosso povo.

Para ajudar essa reflexão, o Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Câmara” (Cefep), organismo vinculado à CNBB, em parceria com outras entidades, lançou a cartilha “Eleições 2014”, cuja temática é “Seu voto tem consequências: um novo mundo, uma nova sociedade”. O subsídio foi apresentado durante a 52ª Assembleia Geral da CNBB e entregue aos bispos. Read More …

Posted by: | Posted on: maio 19, 2014

Mensagem da CNBB por ocasião das eleições 2014: “Pensando o Brasil”

Logo da CNBBA Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou na sexta-feira, 9 de maio, durante entrevista coletiva, a mensagem “Pensando o Brasil: desafios diante das eleições 2014″, aprovada pelos bispos do Brasil reunidos na 52ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP). Atenderam a imprensa o Arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis; o Arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente, Dom José Belisário; o Bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral, Dom Leonardo Steiner.

Na entrevista, cardeal Raymundo Damasceno Assis explicou que o texto “contém importantes reflexões para os cristãos e para toda a sociedade” que neste ano irão eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. “Com este texto, fazemos uma convocação aos brasileiros para que exerçam o voto de forma consciente”, exortou.

Dom Damasceno destacou três pontos fundamentais do texto: participação consciente nas eleições; a necessidade de conhecer os candidatos, sua história, e quais princípios e valores eles praticam e defendem; buscar candidatos que tenham compromisso com tantas reformas necessárias no país, especialmente a Reforma Política, que tem apoio da CNBB e outras entidades.

Leia, na íntegra, a mensagem: Pensando o Brasil

Posted by: | Posted on: fevereiro 28, 2014

O Carnaval e a evangelização da cultura

28/02/2014
A Igreja ama as pessoas e, por isso, não fecha os olhos a nenhuma expressão cultural do ser humano.

Por João Antônio Johas Leão

Refletir sobre o carnaval, suas origens e práticas atuais, em um contexto católico, faz surgir uma série de perguntas que podem confundir alguns católicos e que trazem à tona um tema muito importante para entender a Igreja, que é a Evangelização da Cultura. Read More …

Posted by: | Posted on: agosto 29, 2013

Martin Luther King: 50 Anos Após Seu Mais Famoso Discurso

Ou Como “Eu Tenho Um Sonho” Mudou O Mundo:

Era o ano de 1963, nos Estados Unidos da América, país com forte cultura racista e claramente desigual. Os anos 60 foram aqueles anos em que a efervescência política tomou conta dos grupos de minorias políticas e, exatamente no ano de 1963, o pastor Martin Luther King Jr, ícone da luta por igualdade racial, por direitos e liberdade para a enorme e oprimida população negra dos EUA, desferiu um golpe contra o racismo: seu discurso “Eu tenho um sonho” foi proferido para 250 mil pessoas.

Essas 250 mil pessoas eram manifestantes que realizaram a Marcha para Washington reivindicando empregos e liberdade para negros. A marcha foi liderada por King, que caminhou junto aos manifestantes até o Memorial Lincoln, onde, em suas escadarias, iniciou seu célebre discurso. Read More …

Posted by: | Posted on: fevereiro 10, 2013

Carnaval: “adeus, carne”, uma metáfora do reino da liberdade

Encontrei este texto de Leonardo Boff sobre Carnaval e estou replicando em nosso Blog, pois creio que são informações que muitos catequistas desconhecem.

Escreve Leonardo Boff:

Dei uma entrevista à jornalista da Globo, Patrícia Kalil para [http://redeglobo.globo.com/globocidadania]. Ela  consultou outros especialistas sobre o tema, especialmente Roberto da Matta. Aproveitou algo da minha contribuição. Fez um bela e extensa matéria  da qual eu mesmo  aprendi muito. Leiam-na que vale a pena.

Como é carnaval, tomo a liberdade de publicar a minha parte, esperando não magoar a entrevistadora. Uso as perguntas dela.

lboff

1. Li referências do tempo em que o carnaval nasce primeiro como manifestação popular na antiguidade para agradecer a chegada da primavera (ou da vida no hemisfério norte). Depois, durante o período medieval, a festa é assumida pela Igreja, algo que pelo que pesquisei só permanece até o final da idade média. Por que o carnaval deixa de ser da igreja? Em algum lugar ele ainda é vinculado à Igreja?

R/ O berço do carnaval ocidental se encontra na Igreja, apesar dos antecedentes na cultura greco-latina. O próprio nome carnaval lembra esse fato. A palavra “Carnaval”  é a combinação de duas palavras latinas: “carnis” que é carne e “vale” que é uma saudação, geralmente no final das cartas ou no final de uma conversa. Significa “adeus”. Então antes de começar o tempo da quaresma na quarta-feira de cinzas, que é tempo de jejuns e penitências, se reservaram  uns dias anteriores para dizer “adeus” à “carne”. Pois durante todo o tempo da quaresma não se podia comer carne, como ainda hoje em algumas regiões na Baviera alemã. De festa de  cunho religioso passou a ser uma festa meramente profana, na qual tudo podia ocorrer como bebedeiras e até prostituição aberta. Ai a Igreja se afastou mas nunca totalmente. Em muitos lugares, como no convento  franciscano em que vivi em Munique, nos meus tempos de estudo universitário, os frades no carnaval dançavam no convento e chamavam freiras dos conventos vizinhos para dançar com eles. E depois se revezavam: os frades iam dançar no convento das freiras. E se bebia vinho e cerveja e muitas salsichas com mostarda. Mas tudo na maior decência. Não deixava de ser engraçado de ver aqueles hábitos de frades e de freiras esvoaçando em círculos. Eu como brasileiro no início ficava escandalizado, pois no Brasil não havia isso. Mas acabei entendendo o sentido de liberdade antes de começar o tempo do rigor e das penitências que eram sentidas à mesa, mais sóbria e na falta de cerveja e vinho.

2. Encontrei referência que citam a origem do nome como carnis levare (de retirar a carne) e como carnis valles (retirar o prazer). Qual das duas deram origem ao nome carnaval?
R/ Ficou respondida anteriormente

3. Calha que essa festa popular pagã usa o calendário cristão para se posicionar. E o carnaval, ao longo do último século, sofreu transformações importantes dentro do seu papel em comunidades e valorização do ritmo negro para hoje ser algo mais ligado ao show business e não necessariamente social. Como o senhor vê o papel do carnaval no Brasil, historicamente, e a relação entre Igreja e essa festa popular

R/ O carnaval possuía no passado e possui ainda hoje grande significado sociológico e antropológico. Há a intuição no povo e uma certeza entre os estudiosos de que a sociedade com suas hierarquias e papéis definidos é uma construção humana. Ela é fruto da vontade, geralmente, dos poderosos que estabelecem as leis e as ordens que os beneficiam. É o mundo da ordem estabelecida. A sociedade é assim uma construção que tem algo de arbitrário.O carnaval é a inversão desta ordem. É conduzir a todos ao estado original onde não havia hierarquias e papéis, ordem na qual todos eram iguais. No carnaval cria-se um caos criador. Invertem-se os papéis. O rei deixa de ser rei e cria-se o rei Momo; o rico se veste de pobre; o pobre se veste de rico; a empregada  anônima vira a princesa da ilha encantada; o vendedor de rua se transmuta em príncipe e o príncipe num escravo. Até no carnaval romano os escravos, durante aqueles dias, ficavam libertos. A sociedade precisa tirar as máscaras e voltar ao seu estado “natural”. O carnaval possui uma função socialmente terapêutica: pela inversão dos papéis todos podem se recriar, dar vazão ao que no fundo gostariam de ser. Essa reviravolta, para acontecer, deve vir acompanhada de uma mudança de consciência; dai a importância da bebida e da comida que produz esta alteração:  alteram-se as relações entre todos. Agora não funciona o tempo do trabalho com leis, normas, prescrições e comandos. Funciona o tempo livre, liberto das injunções, o ansiado reino  da liberdade de cada um ser, pelo menos por um momento, aquilo que lhe passar pela cabeça. Pelo fato de que no tempo  medieval tudo era regido pela religião e pela Igreja, os carnavais se realizavam dentro do espírito de alegria e de liberdade permitidas por estas instâncias. Era a famosa festa dos foliões. Leigos podiam se vestir de bispos e até de papas. As máscaras eram para esconder as identidades e no fundo para dizer que tudo na sociedade e também na Igreja são máscaras. Bobos somos todos que as tomamos a sério e cremos nelas. São os papéis sociais. Mas chega um momento que nos damos conta de que as máscaras são apenas máscaras e que os  papéis sociais são criados e distribuídos conforme a vontade dos que detém o poder. E que no fundo somos todos humanos que tem as mesmas necessidades básicas que são intransferíveis. O presidente da república não pode dizer ao secretário: vá fazer pipi para mim. Ele mesmo tem que ir. Na medida em que a sociedade foi separando o sagrado do profano, o carnaval escapou do controle da Igreja. Ganhou sua identidade própria. Mas o seu significado básico continua o mesmo. O importante é que seja feito pelos populares, por aqueles que socialmente nada contam. No carnaval eles contam. São aplaudidos quando normalmente são eles que devem aplaudir. Especialmente importante é o carnaval para os afro-descendentes: sempre estiveram por baixo, eram os invisíveis. Agora se tornam visíveis, mostram a sua rica humanidade que lhes tinha sido roubada e continua ainda a ser roubada. Dai que no carnaval mostram todo o seu potencial criador. Bem dizia o Betinho: o carnaval carioca é a nossa Mitsubishi.Quer dizer: tudo funciona maravilhosamente como funciona  a fábrica de automóveis japonesa.

4. Para finalizar e porque o carnaval é uma festa altamente ligada ao prazer e a liberdade, direitos cada vez mais exigidos, por que a condenação do prazer é algo tão marcante na vida religiosa? O vilão é mesmo o prazer ou é o egoísmo, a falta de humanidade, de compaixão, de respeito pelo próximo e pela vida? Por que tanta culpa pelo prazer? Por que, afinal, o homem sente prazer.

R/ A essência do carnaval é tirar os super-egos castradores e ordenadores da vida social. Eles são responsáveis pela ordem. A ordem sempre impõe limites, cerceia o campo da liberdade, quando esta quer não ter cerca nenhuma para se expressar. Quer espontaneidade e supõe criatividade. É nesse âmbito que o ser humano se sente feliz. Porque há um momento em que os controles caem e os homens da ordem não tem mais poder para impor a ordem. Eles mesmos aproveitam a liberdade e tiram a máscara. Viram gente, gente livre, que brinca, come e bebe sem se impor ordem. O prazer é essencial na vida, também para as religiões, embora tenham sublimado o prazer projetando-o no céu. Mas não existe céu sem terra. O prazer começa no tempo  e culmina na eternidade. Prazer é irradiação da vida, a sensação de estar sem amarras e viver segundo seu ritmo interior. A busca da droga se deve a isso: ela produz prazer. Somente que este prazer é destrutivo. Para curar alguém da droga precisa-se inventar outras fontes de prazer que não sejam destrutivas. Qualquer outro método é condenado à ineficácia. O carnaval resgata os direitos do prazer, do corpo embelezado, ou libertado de adereços e roupas. O carnaval, de forma secular, nos lembra que o céu não é outra coisa que um eterno e infinito carnaval de Deus e com Deus, onde o ser humano pode ser radicalmente humano, por isso totalmente livre, livre para plasmar a sua vida, construir a sua figura e viver de festa em festa. A Igreja antiga, especialmente a oriental, a ortodoxa, elaborou toda uma reflexão do céu como uma dança celeste e Deus como o Grande Dançarino. Criou o universo num momento auge de sua dança: jogou para um lado as galáxias, para outro as estrelas, depois inventou a fauna e a flora e num passe mágico de dança, o ser humano. Tudo é fruto do Deus dançarino. Não há festa sem bebida e sem comida. Elas expressam a vida. Não bebemos nem comemos para matar a fome. Isso é outro momento. Bebemos e comemos para celebrar. E toda festa tem que ter abundância de comida e bebida, senão não é festa. Mesmo nas comunidades em que trabalhei, muito pobres, as festas eram feitas com abundante pipoca e coca-cola, a ponto de sobrar. Tem que sobrar senão a festa não é boa. O carnaval tem sempre excessos. Mas eles não devem ser entendidos moralisticamente. Eles tem uma função humana: violar a ordem, afastar os limites, exorcizar os controles, pois tudo isso foi inventado pelos seres humanos, especialmente, pelos que tem poder de se impor aos outros. No carnaval se volta ao caos originário. Ele nunca é caótico, mas criativo. No carnaval todos tem a sensação: finalmente estamos livres, podemos viver como  gostaríamos, podemos inverter os papéis porque eles não passam de papéis. O carnaval é uma metáfora do que pode ser a  humanidade um dia reconciliada e feliz.

Mas como tudo o que é sadio pode ficar doente, assim no carnaval há doenças no sentido de alguns extrojetarem seu exibicionismo, se embebedarem em demasia e aproveitarem a liberdade reconquistada  para se vingar dos desafetos. Mas essa é uma patologia, uma doença. E toda doença  remete à saúde. Quer dizer, o carnaval é algo saudável especialmente em sociedades de grande desigualdade. No carnaval as desigualdades caem. Todos estamos juntos para festejar, comer e beber numa ilimitada fraternidade.

Eu não posso me imaginar o céu senão como um eterno carnaval ou então uma luminosa virada de ano na praia de Copacabana, na qual todos se confraternizam, conhecidos e desconhecidos, chorando de alegria pela beleza dos fogos. Quando alguém chega ao céu, imagino eu, Deus lhe prepara como recepção um carnaval ou uma festa de virada de ano com fogos e luzes sem fim. E a alegria começará e o bom é que será então eterna. Bom carnaval para quem gosta.

Eu, coitado, fico em casa tirando os atrasos dos textos e livros que estou escrevendo.

Texto replicado do Blog de Leonardo Boff: http://leonardoboff.wordpress.com/2013/02/10/carnaval-adeus-carne-uma-metafora-do-reino-da-liberdade/

Posted by: | Posted on: outubro 6, 2012

CAMPANHA “VOTO CONSCIENTE – ELEIÇÕES 2012”

As eleições municipais são um momento fundamental para a consolidação de uma democracia a serviço da população. Nelas entram em disputa os projetos que discutem os problemas mais próximos do povo do campo e da cidade. Elas são o momento eleitoral de maior participação, porque os/as candidatos/as ficam mais visíveis no cotidiano da vida dos eleitores e eleitoras. Por isso, a missão de votar bem nestas eleições não pode ser ignorada por nenhum eleitor.

Votar bem significa, antes de tudo, colocar na urna o voto limpo e, com ele, a consciência de que cada voto tem consequências para a vida do povo e o futuro do país.

Para o cristão, viver o processo político com dignidade é viver o mandamento da caridade, como real serviço ao “outro”. A missão do eleitor vai muito além do ato de votar. É seu dever também acompanhar os eleitos, seguindo os seus passos após as eleições. Read More …

Posted by: | Posted on: outubro 5, 2012

Eleições Municipais 2012 – Voto consciente e limpo

CONFERÊNCIA NACIONAL

DOS BISPOS DO BRASIL

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 25 a 27 de setembro, considerando as eleições municipais do próximo mês de outubro, vem reforçar a importância desse momento para o fortalecimento da democracia brasileira. Estas eleições têm característica própria por desencadear um processo de maior participação em que os candidatos são mais próximos dos eleitores e também por debater questões que atingem de forma direta o cotidiano da vida do povo.

A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, em serviço de todas as pessoas (cf. GS 75). Saudamos, portanto, os candidatos e candidatas que, nesta ótica, apresentam seu nome para concorrer a um cargo eleitoral. Nascido da consciência e do desejo de servir com vistas à construção do bem comum, este gesto corrobora o verdadeiro sentido da atividade política.

Estimulamos os eleitores/as, inclusive os que não têm a obrigação de votar, a comparecerem às urnas no dia das eleições para aí depositar seu voto limpo. O voto, mais que um direito, é um dever do cidadão e expressa sua corresponsabilidade na construção de uma sociedade justa e igualitária. Todos os cidadãos se lembrem do direito e simultaneamente do dever que têm de fazer uso do seu voto livre em vista da promoção do bem comum (cf. GS 75).

A lei que combate a compra de votos (9840/1999) e a lei da Ficha Limpa (135/2010), ambas nascidas da mobilização popular, são instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos. A esses instrumentos deve associar-se a consciência de cada eleitor tanto na hora de votar, escolhendo bem seu candidato, quanto na aplicação destas leis, denunciando candidatos, partidos, militantes cuja prática se enquadre no que elas prescrevem.

A vigilância por eleições limpas e transparentes é tarefa de todos, porém, têm especial responsabilidade instituições como a Justiça Eleitoral, nos níveis Federal, Estadual e Municipal, bem como o Ministério Público. Destas instâncias espera-se a plena aplicação das leis que combatem a corrupção eleitoral, fruto do anseio popular. O resgate da ética na política e o fim da corrupção eleitoral merecem nossa permanente atenção.

O político deve cumprir seu mandato, no Executivo ou no Legislativo, para todos, independente das opções ideológicas, partidárias ou qualquer outra legítima opção que cada eleitor possa fazer. Incentivamos a sociedade organizada e cada eleitor em particular, passadas as eleições, a acompanharem a gestão dos eleitos, mantendo o controle social sobre seus mandatos e cobrando deles o cumprimento das propostas apresentadas durante a campanha. Quanto mais se intensifica a participação popular na gestão pública, tanto mais se assegura a construção de uma sociedade democrática.

As eleições são uma festa da democracia que nasce da paixão política. O recurso à violência, que marca a campanha eleitoral em muitos municípios, é inadmissível: candidatos são adversários, não inimigos. A divisão, alimentada pelo ódio e pela vingança, contradiz o principio evangélico do amor ao próximo e do perdão, fere a dignidade humana e desrespeita as normas básicas da sadia convivência civil, que deve orientar toda militância política. Do contrário, como buscar o bem comum, princípio definidor da política?

A Deus elevemos nossas preces a fim de que as eleições reanimem a esperança do povo brasileiro  e que, candidatos e eleitores, juntos, sonhem um país melhor, humano e fraterno, com justiça social.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, abençoe nossa Pátria!

Brasília, 27 de setembro de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis – Arcebispo de Aparecida – Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva – Arcebispo de São Luís – Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner – Bispo Auxiliar de Brasília – Secretário Geral da CNBB