“Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”

Mensagem do Papa Francisco para o 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais

cartaz do Dia das Comunicações SociaisQueridos irmãos e irmãs,

Hoje vivemos num mundo que está se tornando cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. O progresso dos transportes e das tecnologias de comunicação deixa-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais; e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, no seio da humanidade, permanecem divisões, às vezes muito acentuadas. Em nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas ruas de uma cidade para ver o contraste entre os que vivem nas calçadas e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos cujas causas são econômicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.

Continue a ler a mensagem na íntegra no link abaixo, onde ela está em PDF, para facilitar a sua impressão, para que seja compartilhada com a sua comunidade.

Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro

Artigo do seminarista Diego sobre seu estágio no Vaticano

DiegoD. Vilson Dias de Oliveira nos enviou o artigo escrito por um dos seminaristas da Diocese de Limeira, Diego Rodrigo dos Santos, que fez um estágio no Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, na Cidade do Vaticano.

Colocamos o artigo em PDF no link abaixo:

Artigo sobre o Estagio de Diego no Vaticano

Igreja e Comunicação

Artigo de Diego Santos*

O silêncio e a palavra são os núcleos temáticos da Mensagem do Papa Bento 16 por ocasião do 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais a celebrar nesse domingo. Oportunamente, o Papa destaca o silêncio como elemento primordial na dinâmica comunicacional e a reflexão sobre a produção de conteúdos pertinentes para a evangelização.

Diante da sociedade da informação, permeada pelo espetáculo e o sensacionalismo da cultura de massa, o Papa ressalta a dimensão antropológica da comunicação que consiste na afirmação que toda pessoa humana é um ser comunicacional, ou seja, um ser relacional e precisa, no silêncio, conhecer-se a si mesmo primeiramente, posteriormente, compreender com maior clareza o que pretende falar ao mundo, seja com palavras ou ações, e ainda discernir como expressar isso e entender o que as outras pessoas falam.

Na Celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II, a Igreja reflete também sobre a sua atuação no campo da comunicação social, através do Documento Conciliar Inter Mirifica. Porém, ela reconhece que precisa avançar nessa área, principalmente na conscientização da importância da Pastoral da Comunicação que tem a responsabilidade de gerar a comunicação eclesial interna entre as pessoas da comunidade e a comunicação externa com a sociedade em geral e a imprensa. Há pessoas que desconhecem essa pastoral, suas funções e seus benefícios. A Pastoral da Comunicação não se resume somente aos meios, como os jornais paroquiais, sites e blogs. Mas, fundamenta-se, antes de tudo, na pessoa e missão de Jesus Cristo, o comunicador por excelência de Deus, e na comunhão e interação entre as pessoas da comunidade e suas ações desenvolvidas a serviço da evangelização

Para algumas pessoas, quando se fala em comunicação é sinônimo de insignificância, complexidade e resistência. O desafio é mudar essa mentalidade. Ao contrário, a comunicação faz parte do DNA da Igreja e deve estar presente em todas as atividades que a instituição promove e favorecer o relacionamento humano entre a comunidade e a sociedade. Todavia, sem um planejamento de ação com estratégias, metas e recursos, não se terá resultados efetivos.

Saber dialogar com os jovens, a geração net, é outro desafio para a Igreja imersa na cultura digital, e imprescindível para a evangelização.

A Igreja precisa, ainda, adequar a sua linguagem para os diversos públicos e se apropriar dos diversos meios de comunicação, principalmente as novas plataformas digitais para a difusão do Evangelho. Muitas vezes, a Igreja fala para ela mesma, desde a homilia na missa, o programa de rádio e de televisão católico, visto que se torna necessário uma revisão sobre a sua atuação nesses meios.

Investir em profissionais de comunicação e insistir na formação técnica e espiritual dos agentes pastorais para produzirem adequadamente os produtos comunicacionais é mais uma ação urgente. De fato, torna-se necessário uma comunicação que se encarregue de atuar como meio eficaz no relacionamento entre a Igreja, os fiéis e a sociedade.

Na preparação para a vivência do Ano da Fé e da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no Brasil, o silêncio na vida diária será muito precioso para favorecer o necessário discernimento entre o que é importante daquilo que é inútil. Um silêncio ativo e orante que leve a pensar e a ações concretas na evangelização da fé cristã e que ofereça respostas às mudanças constantes que influenciam a comunidade humana no processo de globalização, num clima cultural e moral de secularização e agnosticismo.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais coincide com a celebração litúrgica da Ascensão do Senhor Jesus Cristo aos Céus, momento em que os discípulos de ontem e hoje são convidados e enviados a todo o mundo a comunicar uma nova linguagem, aquela mais plena, a linguagem do Amor.

(* Jornalista, pesquisador em comunicação organizacional, estratégica e eclesial – Seminarista de Filosofia da Diocese de Limeira – SP)

O símbolo da Cruz.

Recebi um email nestes dias que fala sobre uma questão já antiga, mas que voltou à pauta nesses dias. A questão da retirada da Cruz, símbolo dos cristãos, dos espaços públicos. Esse email me fez refletir e creio que talvez seja de grande valia para que todos os catequistas reflitam também, por esse motivo eu o transcrevo aqui.

A mensagem do email traz a resposta do Frade Demetrius dos Santos Silva, que foi publicado no jornal ‘Folha de São Paulo’ de 09/08/2009, sobre a decisão do Ministério Público de São Paulo de retirar os símbolos religiosos das repartições públicas federais em São Paulo.

Mensagem recebida:

O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosos das repartições públicas.

Pois bem, veja o que diz o frade Demetrius dos Santos Silva:

Sou padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…

Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A cruz deve ser retirada!

Aliás, nunca gostei de ver a cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos do que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.

Não quero mais ver a cruz nas Câmaras Legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.

Não quero ver, também, a cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.
Não quero ver, muito menos, a cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.

É preciso retirar a cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças, das misérias e sofrimentos dos pequenos, dos pobres e dos menos favorecidos.

Frade Demetrius dos Santos Silva. – São Paulo/SP

Esse email está circulando sob o título “Padre Corajoso”, mas o que importa não é isso, mas é o conteúdo da mensagem.

Todos nós, cristãos católicos nos indignamos quando falam em retirar os nossos símbolos religiosos de repartições públicas, pois acreditamos que é um desrespeito à tradição e á fé do povo brasileiro.

Deixando de lado a questão de que o Estado brasileiro é um estado laico e, portanto deve respeito a todas as religiões indistintamente, o que significa que não pode sobrepor os símbolos de determinada instituição religiosa sobre os de outras, vamos ver a questão exatamente pelo ângulo em que o frade a coloca.

A cruz é o símbolo maior da nossa fé cristã, seu significado está ligado à questão da justiça de Deus, do rompimento com a morte e o resgate da vida, vida transformada, vida nova e eterna. Ela é símbolo da ressurreição, pois Jesus venceu a morte na cruz, Deus o ressuscitou. Contra todo o poder da morte Deus ressuscitou Jesus e inaugurou o tempo de vida eterna para toda a humanidade. Por isso ela é sinal da bênção de Deus.

Nós cristãos católicos portamos o crucifixo conosco e em nossas casas como sinal da bênção, da proteção que pedimos e recebemos de Deus, bênção para nós, para o nosso lar, a nossa família.

Mas a cruz é mais que um símbolo, é um sinal que nos identifica como discípulos e discípulas de Jesus Cristo, tementes a Deus e templos do Espírito Santo. É Sinal do nosso compromisso de sermos construtores do Reino onde impera a justiça, a igualdade e a fraternidade.

Se a cruz para nós é símbolo de bênção e sinal de compromisso com o Reino de Deus, como podemos admitir que seja usada em locais onde a vontade de Deus não é o mais importante e onde não se dá valor à sua bênção?

Permitir a exposição indiscriminada da cruz ou de qualquer outro símbolo da nossa fé, como se fossem apenas adornos (assim como o terço usado como colar ou pulseira), sem qualquer sinal de respeito pelo que eles significam para nós, é desvalorizá-los e banalizá-los.

Acredito que nós, catequistas, devemos valorizar os nossos símbolos dando-lhes a importância que têm e mostrando o que significam verdadeiramente para nós, para que dessa forma eles não sejam banalizados em seu uso e aqueles que os portar ou expor compreendam o compromisso que assumem diante Deus.

É dever de todo cristão zelar para que a nossa fé e os sinais que a representam sejam honrados, respeitados e preservados.