Catequese

now browsing by category

 
Posted by: | Posted on: novembro 30, 2017

Ano do Laicato

Numa visão profética, a Igreja está convocando os cristãos leigos e leigas para um ano de reflexão, de revisão e de avaliação de seu papel laical na sociedade. Ela faz isso consciente da importância de todos os batizados no campo da evangelização. A riqueza da Igreja em saída, no dizer do Papa Francisco, tem reflexo profundo na vida de quem participa do sacerdócio batismal de Jesus.

O tempo definido vai da Festa de Cristo Rei de 2017 a Cristo Rei de 2018. É o “Ano do Laicato”, com o tema: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos numa ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”, e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14). Tempo de criar paixão, encontro e seguimento de Jesus Cristo, numa Igreja comprometida com as realidades da cultura moderna.

Com esta matéria, queremos fazer um apelo forte e abrangente a todos os cristãos, principalmente os leigos e as leigas, para descobrir caminhos novos de evangelizar. As bases para isso estão nas palavras motivadoras do Papa Francisco. Na Evangelii Gaudium ele conclama a Igreja para ser mais presente no mundo, indo às periferias existenciais, ao encontro fraterno com as pessoas.

O Ano do Laicato vai dar espaço privilegiado para que os cristãos descubram sua vocação e missão no mundo. Não somos cristãos por acaso, sem compromisso com o Evangelho do Senhor. Enraizados em Jesus Cristo (cf. Cl 2,7), somos a Igreja que caminha na construção do Reino de Deus, que defende a vida e a dignidade das pessoas, porque vê nelas a imagem e a semelhança de Deus.

Será um ano de muita espiritualidade e de motivação para construir, na nova cultura, a esperança de um mundo melhor. Certamente seremos despertados para acreditar e ter a certeza de que um mundo melhor é possível. Deus quer a felicidade de seus filhos, e os convoca para divinizar suas ações concretas no mundo. As mudanças passam pelo testemunho concreto de cada cristão.

O Documento de Aparecida diz que os cristãos leigos e leigas são “verdadeiros sujeitos eclesiais” (n. 497). Significa que eles devem estar presentas nas realidades temporais, visualizando seu testemunho concreto de responsabilidade para com o anúncio da Palavra de Deus. Não podem ser uma luz apagada, escondida, sem compromisso social e alheios aos problemas que afetam a todos.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba.

Posted by: | Posted on: novembro 24, 2017

Ano do Laicato: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”

O “Ano do Laicato” tem seu início no último domingo do ano litúrgico, dia 26/11, data em que se comemora a Festa de Cristo Rei. A Igreja do Brasil fará a abertura, em todo território nacional, do Ano Nacional do Laicato, que se estenderá até dia 25 de novembro de 1918.

O arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, saúda a realização deste ano como uma oportunidade de valorizar ainda mais a presença e a missão dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade. “Nós temos a alegria de começar no Brasil o Ano do Laicato, aprovado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, contando de modo especial com a Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato”, disse.

De acordo com o cardeal, toda Igreja no Brasil é convidada a vivenciar intensamente o Ano do Laicato por meio de orações, celebrações e reflexões, mas sobretudo incentivando e apoiando uma participação sempre maior dos cristãos leigos e leigas na vida da Igreja e da sociedade para que sejam de fato sal da terra e luz do mundo numa Igreja em saída.

O tema escolhido para animar a mística do Ano do Laicato é: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”; e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. Segundo o Bispo de Caçador (SC), Dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, já era desejo da comissão dar novo impulso, incentivo e estímulo a temática. Read More …

Posted by: | Posted on: novembro 21, 2017

Sacramentos da Iniciação à Vida Cristã

Neuza Silveira de Souza

Na contínua reflexão sobre o processo de Iniciação à vida cristã, somos chamados à vivência e à observância da unidade dos três sacramentos que nos introduzem no mistério de Cristo e da Igreja, bem como os demais sacramentos, pois todos eles rememoram o Cristo presente e atuante na práxis dos membros da comunidade.

Os sacramentos são vistos como atos do próprio Cristo na ação da Igreja e, nesse sentido, são integrados no mesmo caminho de fé, como experiência vital e de crescimento no meio de uma comunidade eclesial. Assim sendo, somos chamados a repensar a nossa identidade cristã e a nossa missão. Uma prática renovadora dos sacramentos será o reflexo de uma Igreja transformada, feliz e convertida, mais conforme à mensagem e à prática de Jesus que nos convida à vida misericordiosa, fraterna e livre.

Diz o documento 107 em seu número 129: “A origem da relação entre os três sacramentos da Iniciação à Vida Cristã tem seu fundamento nas diversas manifestações de Cristo e do Espírito que nos leva à unidade do mistério pascal cumprida pela missão do Filho e consumada pela efusão do Espírito Santo”. Se hoje entendemos assim os sacramentos: manifestação visível de algo invisível, podemos dizer que Jesus Cristo é o Proto-sacramento: o primeiro e grande sacramento do amor de Deus-Trindade. Read More …

Posted by: | Posted on: novembro 20, 2017

Preparação para o Tempo do Advento!

Aproxima-se o Tempo do Advento, início do novo Ano Litúrgico. O ano que está terminando passou tão depressa que muitas vezes nem nos demos conta do seu transcorrer, deixando muitas prioridades, estabelecidas no seu início, sem conclusão. Mas, á apenas mais um ano que termina, e o reinício de um novo ano litúrgico nos abre a possibilidade de mudar a nossa trajetória de vida.

Refletindo sobre o Tempo do Advento, podemos também estabelecer prioridades mais coerentes com uma vida menos corrida e mais compartilhada.

Para auxiliar a preparação para vivermos bem o Advento, vamos publicar alguns artigos de formação sobre esse período, que terá início no dia 3 de dezembro, com o 1º Domingo do Advento, aqui nesta página. Esses artigos serão postados em PDF, para que dessa forma seja possível baixar no seu próprio computador  e ter acesso mais livre.

O primeiro artigo traz a definição, origem e a estrutura do Advento. Para acessar os artigos, à medida que os artigos forem postados, basta clicar sobre os títulos de cada artigo.

CLIQUE AQUI para abrir o artigo: Advento: tempo de preparação, de esperança e de renovação!

O segundo artigo que postamos sobre o Advento traz a sua Teologia.

CLIQUE AQUI para abrir o artigo: A Teologia do Advento!

O terceiro artigo sobre o Advento que trazemos é apresenta a Espiritualidade desse tempo litúrgico.

CLIQUE AQUI para abrir o artigo “A Espiritualidade do Advento”

Posted by: | Posted on: novembro 19, 2017

Dia Nacional da Consciência Negra!

Maria Aparecida de Cicco

“Se alguém disser que ama a Deus, mas odeia seu irmão, é um mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Este é o mandamento que dele recebemos: quem ama a Deus, ame também seu irmão.” (1 Jo 4,20-21)

Celebrando o Dia Nacional da Consciência Negra, não podemos nos deixar de confrontarmos o nosso coração com este trecho bíblico. O texto é definitivo: se não amamos nossos irmãos, sejam eles brancos, pretos, pardos, mulatos ou de qualquer outra etnia, mas dizemos amar a Deus, somos mentirosos!

O Dia da Consciência Negra foi instituído para que todos nós, possamos refletir sobre os erros que uma cultura distorcida de superioridade da raça branca causou e continua a causar nos dias de hoje.

Em nome dessa superioridade, povos foram escravizados, homens e mulheres foram violentamente despojados de sua dignidade, seres humanos foram perseguidos e mortos apenas por não terem a “pele branca”. Tratados como animais, considerados sem alma, foram subjugados, explorados e depois descartados. Read More …

Posted by: | Posted on: novembro 9, 2017

EUCARISTIA – SACRAMENTO DO AMOR

Maria Aparecida de Cicco

Este texto foi preparado para uma Catequese com adultos que acabaram de participar dos Sacramentos da Iniciação à Vida Cristã. Um encontro dialogado, a partir da experiência vivida.

O encontro foi dividido em três momentos:

  • Olhar para a vida – onde cada um pode falar da sua experiência;
  • Olhar para o Evangelho – onde foi feita a leitura do texto de Jo 6,51-58 e em seguida uma reflexão a partir de ensinamentos do Papa Francisco e do Pe. José Antonio Pagola
  • Confrontar a Vida com o Evangelho – onde a partir do diálogo se confrontou a realidade da vida com o compromisso evangélico.

Read More …

Posted by: | Posted on: novembro 8, 2017

Dimensões teológicas da Iniciação à Vida Cristã

A iniciação à vida cristã significa imersão em uma nova realidade, assim diz o documento 107 da CNBB. Isso quer dizer que a iniciação nos transforma, nos tira da situação em que nos encontrávamos e nos leva para outra dimensão, o lugar do mistério de Cristo, uma realidade permeada pela vida do Cristo.

Na iniciação à vida cristã também nos deparamos com o mistério da Igreja, uma comunidade que, pela ação do Espírito, vive e revela a presença do Ressuscitado no mundo. Lembramos que Jesus Cristo, pós-ressurreição, enviou seu Espírito para a Igreja e fez dela seu sacramento, ou seja, lugar de viver e partilhar as experiências do mistério da sua vida. A graça que aqui realiza é um acontecimento transbordante da Páscoa do seu Senhor. Read More …

Posted by: | Posted on: novembro 8, 2017

Dimensões teológicas da Iniciação à vida cristã II

A catequese encontra-se inserida no grande tema dos processos da evangelização da Igreja. Os processos iniciáticos, que culminam nos sacramentos da Iniciação à vida Cristã, introduzem a pessoa que os buscam no mistério de Cristo e da Igreja. Essa, por sua vez, anuncia o Evangelho com toda sua vida: o tríplice serviço da palavra, da liturgia e da caridade, a exemplo do próprio Cristo, que vivendo no meio de nós, nos possibilita presenciar, através de suas atividades, a vinda do Reino de Deus.

Jesus, por amor, viveu e morreu, ressuscitou e nos ofertou sua vida em prol da nossa salvação. Fazendo-se alimento para nós, a Eucaristia que celebramos torna-se o ponto culminante do anúncio eclesial da Boa Nova de Deus, em Jesus Cristo, porque, segundo o adágio dos pais da Igreja, “a Eucaristia faz a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia”.

Procurando conhecer Jesus Cristo, nós o encontramos no Novo Testamento, uma coleção constituída de vários textos a saber: as 13 cartas do apóstolo Paulo; os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, que apresentam as narrativas da vida, ensino e morte de Jesus Cristo; o livro Atos dos Apóstolos, com a narrativa do ministério dos apóstolos e da história da Igreja primitiva; algumas epístolas pastorais e católicas carregadas de instruções, resoluções de conflitos e outras orientações para a Igreja primitiva, finalizando com o Apocalipse do apóstolo João. Essa coleção escrita após a Ressurreição de Jesus, conhecida primeiramente como ‘Nova Aliança” e por volta do segundo século denominada ‘Novo Testamento’ desde o início está a nos dizer que Cristo é o testador, aquele que , depois de ter sofrido a morte por nós, nos fez herdeiros do  Reino eterno – o Reino por Ele prometido-, constituindo conosco uma aliança, ou seja, um contrato do qual fazemos parte e somos responsáveis pela sua realização. Read More …

Posted by: | Posted on: outubro 28, 2017

Igreja: uma comunidade Mistagógica e Materna

Ao fazer memória do Concílio Ecumênico Vaticano II, em sua Constituição dogmática sobre a Igreja “Lumen Gentium” , lembramos que o VIII capítulo nos fala da Bem-Aventurada Virgem Maria, mãe de Deus, no mistério de Cristo e da Igreja. A intenção do Concílio ao expor a doutrina da Igreja, na qual o divino Redentor opera a salvação, deseja esclarecer que: quer a função da Santíssima Virgem no mistério do Verbo encarnado e do corpo místico, quer os deveres dos próprios homens remidos para com a mãe de Deus, a Virgem Maria é Mãe de Cristo e dos homens, em especial dos fiéis.

A Virgem Maria, tendo concebido a Cristo, gerando-o, alimentando-o, apresentando-o no Templo ao Pai, sofrendo com seu Filho que morria na cruz, ela cooperou de modo absolutamente singular, com sua obediência, fé, esperança e caridade ardente, na obra do Salvador para restaurar a vida sobrenatural das almas. Por tudo isso, na fé, ela se torna nossa mãe na ordem da graça. Read More …

Posted by: | Posted on: outubro 26, 2017

Formação Humana: uma abertura para o outro!

Que é o homem?

 “No deserto o homem não é. Ele deve ser, vir a ser sem cessar.

 Não há parada possível.

 De hoje em diante, ele deve inventar-se a cada passo.

 Seu desejo o salva.

 Se parar, torna-se areia ou se petrifica. O homem não é um ser, e sim,

 um pode ser”.

 (Jean – Yves Leloup)

 Compreender o ser humano em sua cultura é sempre tarefa muito agradável e edificante. Quanto mais se pensa sobre o ser humano, sobre o se fazer humano, sobre o se relacionar consigo e com os outros, mais se vai decantando e apurando sua própria humanidade.

Mas, o que é o ser humano? No belíssimo Salmo 8 encontramos esta mesma indagação: “Que coisa é o homem, para dele te lembrares, que é o ser humano, para o visitares?”

Esta é uma pergunta que nos persegue por toda a nossa vida, é pergunta que devemos fomentar na vida dos nossos catequizandos.

Nossa fé compreende o ser humano como uma unidade indivisível: corpo e mente, alma e espírito. Como ser histórico, relacional, pluridimensional e livre (se se abre ao reconhecimento da autonomia e alteridade do outro), encarnado e ao mesmo tempo espiritual, aberto ao amor de Deus que se concretiza na pessoa de Jesus Cristo, que nos faz ser inteiros em nossa humanidade para nos aproximarmos de Deus e de sua divindade. Somos assim, à imagem de Deus, por tudo que aprendemos por sua revelação, em Jesus Cristo, o Deus genuinamente humano.

Read More …