Catequese

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Posted by: | Posted on: novembro 9, 2018

2005 – Terceira Semana Brasileira de Catequese

Ir. Israel José Nery

Em 2005, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua 43ª Assembleia Geral, havia aprovado o Diretório Nacional de Catequese (DNC), publicado, em 2006, na coleção Documentos da CNBB, com o número 84. Tal Documento, em sua fase preparatória, mobilizou por dois anos a Igreja no Brasil por meio de um ótimo processo participativo.

Em 2006, nos dias 09 a 17 de maio, a CNBB, em sua 44ª Assembleia Geral, como o objetivo de continuar a mobilizar o Brasil para a renovação da catequese, decidiu pela celebração de um Ano Catequético brasileiro, em 2009, com o tema “Catequese, caminho para o discipulado” e o lema “Nosso coração arde quando Ele fala, explica as Escrituras e parte o Pão” (cf. Lc 24,13-35).

Pouco antes, porém, nos dias 01 al 05 de maio do mesmo ano de 2006, em Bogotá, o Conselho Episcopal Latinop-americano (CELAM) havia promovido a Terceira Semana Latino-americana de Catequese, em vista da V Conferência Episcopal Latino-americana e Caribenha, marcada para maio de 2007, em Aparecida-SP, Brasil, com o tema ““Discípulos e Missionários de Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida”, e o lema: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). A III Semana LA de Catequese tivera como tema “A Iniciação Cristã e a Catequese de inspiração catecumenal à luz do discipulado”.

O Setor Bíblico-Catequética da CNBB, elaborou um Texto-base em preparação ao Ano Catequético 2009, anunciou a celebração da Terceira Semana Brasileira de Catequese para outubro daquele ano e convocou os Regionais, às dioceses, as Paróquias para um processo participativo, tendo como texto bíblico referencial a perícope lucana “Discípulos de Emaús”. Os Assessores Nacionais Bíblico-catequéticos procuraram sensibilizar os bispos e presbíteros – primeiros responsáveis pela catequese -, e trazer para a reflexão agentes leigos/as, pastorais e movimentos. O que se viu foi um crescente entusiasmo e farta produção de material catequético, de sessões de estudo e aprofundamento do Texto base, realização de encontros de formação, de eventos de massa, e envolvimento das escolas bíblico-catequéticas e dos cursos de pós-graduação em catequética.

O interesse despertado pela Segunda Semana Brasileira de Catequese, em 2001, sobre o Catecumenato e, mais ainda, em 2006, pela Terceira Semana Latino-americana de Catequese, sobre a Iniciação Cristã e sobre a catequese de inspiração catecumenal, ajudaram a delinear, a partir de 2007, um novo paradigma para a catequese, tendo como eixo a “Iniciação à Vida Cristã”, com ênfase em uma catequese bíblica, vivencial e celebrativa. Read More …

Posted by: | Posted on: novembro 9, 2018

Catequese, Dízimo e Oferta

Maria Aparecida de Cicco

Na sua homilia sobre o Evangelho de João 2,13-22, dia 09 de novembro de 2018, sobre o episódio em que Jesus expulsa mercadores de dentro do Templo, o Papa Francisco convidou os fiéis a refletirem sobre o zelo e o respeito pelas nossas Igrejas nos dias atuais.

O Papa Francisco disse:

Isso nos chama a atenção e nos faz pensar em como nós tratamos os nossos templos, as nossas igrejas; se realmente são casa de Deus, casa de oração, de encontro com o Senhor; se os sacerdotes favorecem isso. Ou se parecem com os mercados. Eu sei… algumas vezes eu vi – não aqui em Roma, mas em outro lugar – vi uma lista de preços. “Mas como pagar pelos Sacramentos?”. “Não, é uma oferta”. Mas se querem dar uma oferta – e devem dá-la – que a coloquem na caixa das ofertas, escondido, que ninguém veja quanto está dando. Também hoje existe este perigo: “Mas devemos manter a Igreja. Sim, sim, sim, realmente.” Que os fiéis a mantenham, mas na caixa das ofertas, não com uma lista de preços.”

Ao ler os comentários do post dessa homilia, que estava na página do Vatican News, percebi que muitas pessoas concordavam com as palavras do Papa Francisco, mas se questionavam como manter a comunidade sem a cobrança de taxas para as celebrações religiosas.

Ao fazer uma reflexão sobre esse fato, é possível reconhecer que na educação para a vivência cristã católica falta uma conscientização sobre o compromisso que cada membro da Igreja tem com a manutenção e o cuidado das comunidades e paróquias, em todas as suas dimensões.

Qualquer ser humano lúcido sabe que no mundo nada cai espontaneamente do céu, a não ser a chuva ou a neve, em determinados lugares. E que, para manter-se e manter sua casa e sua família, as pessoas precisam de dinheiro para bancar as inúmeras despesas necessárias. E para manter a comunidade paroquial, a casa da família cristã católica, para zelar não apenas por sua manutenção, mas também pelas dimensões religiosa, social e missionária da Igreja, não é diferente. Read More …

Posted by: | Posted on: novembro 5, 2018

2001 – Segunda Semana Brasileira de Catequese

Ir. Israel José Nery

A Segunda Semana Brasileira de Catequese, realizada de 08 a 12 de Outubro de 2001, na Vila Kostka, no bairro Itaici, em Indaiatuba-SP, foi um grande acontecimento que mobilizou o Brasil em torno da Catequese com adultos.

A CNBB publicou, em 2002, pela Ed. Paulus, um precioso livro, na Coleção Estudos, com o nº 84, intitulado “Segunda Semana Brasileira de Catequese: com adultos catequese adulta. É uma espécie de Atas da 2a.SBC. O livro traz: Histórico. Abertura. Conteúdos. Propostas e compromissos. Documentos”.

São três partes: a primeira e segunda, são dedicadas à preparação e abertura daquela Semana. A terceira parte é mais significativa, pois recolhe propriamente todo conteúdo da 2a.SBC. São 28 artigos de diversas dimensões, abordando os mais variados temas, divididos em cinco blocos:

Bloco I: Catequese com adultos no contexto atual, com os artigos: 1. A pesquisa sobre catequese com adultos; 2. O contexto socioeconômico e cultural: desafios do mundo atual para a catequese com adultos; 3. Desenvolvimento religioso e catequese com adultos: contextualização psicológica; 4. Condicionamentos e manipulações: desafios morais.

Bloco II: Catequese com adultos num mundo pluralista, com os artigos: 5. O diálogo inter-religioso como desafio para uma catequese com adultos; 6. Diálogo na diversidade religiosa, cultural e humana.

Bloco III: Catequese com adultos e o contexto eclesial, com os artigos: 7. Uma Igreja adulta com cristãos adultos; 8. Modelos de catequese com adultos; 9. Memória do catecumenato na história; 10. Vale a pena os catequistas conhecerem o catecumenato.

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Posted by: | Posted on: outubro 30, 2018

1986 – Primeira Semana Brasileira de Catequese (1ª SBC) 

* Irmão Israel José Nery, fsc

1. O evento. A Primeira Semana Brasileira de Catequese, realizada na Vila Kostka, bairro Itaici, em Indaiatuba-SP, de 12 a 18 de outubro de 1986, foi um acontecimento significativo na história da Catequese no Brasil. O antigo salão da Vila Kostka estava apinhado com 450 participantes, comprometidas com a dinamização da renovação da catequese em todas dioceses do Brasil. A preparação do evento envolveu os catequistas de base, a partir do estudo de oito teses com seus vários instrumentos de trabalho, o que favoreceu o interesse de toda a Igreja e foi fundamental para o êxito do grande evento em Itaici.

A 1ª SBC 1986, situa-se como um momento forte, até mesmo culminativo, de um intenso processo de divulgação, estudo e operacionalização do Documento da CNBB, n. 26: “Catequese Renovada, Orientações e Conteúdo” (1983), no Brasil, sob liderança dos três membros do Setor Linha 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): Dom Albano Cavallin, Frei Bernardo Cansi, ofmcap.  Irmão Israel José Nery fsc.

2. O Documento Catequese Renovada. Por sua vez o Documento 26 da CNBB, havia sido fruto de todo um esforço de síntese da caminhada da Catequese desde o Concílio Vaticano II (1962-1965), principalmente sob o impulso de seus documentos eixos, tais como, Lumen Gentium (a renovação da Igreja), Gaudium et Spes (a Renovação da Igreja em sua missão no mundo), Dei Verbum (a importância prioritária da Palavra de Deus), Sacrossanctum Sacramentum (a renovação da Liturgia) e também do Decreto Ad Gentes (sobre a ação missionária da Igreja). Read More …

Posted by: | Posted on: outubro 30, 2018

Quando algum dos nossos termina a caminhada

* Frei Gustavo Medella

Considerações Introdutórias

Caminho… Caminhada… É comum, na espiritualidade, lançar-se mão desta metáfora no intuito de ilustrar o dinamismo da história humana. A vida não é estática. É movimento, mudança, percurso, trajeto. Não poucas vezes, na Sagrada Escritura e na vida dos Santos, o caminho se apresenta como rota de conversão, de amadurecimento, de tomada das grandes decisões. Basta recordar a peregrinação do Povo de Israel, 40 anos pelo deserto, retornando do exílio para a terra prometida, das muitas andanças de Jesus Cristo e de Francisco de Assis, quando este volta das Apúlias para sua terra natal, com desejo ardente de atender ao convite do Senhor. Movimento, mudança, questionamento e insegurança quase sempre são elementos constituintes destas caminhadas.

Na vida individual tal fenômeno também é perceptível: cada pessoa experimenta na própria história os efeitos do caminho empreendido. Relações, decisões, alegrias, decepções e dúvidas dão a tônica desta caminhada, até o dia em que, às vezes lenta, às vezes abruptamente, ela chega ao fim. A certeza da finitude funciona como uma espécie de bússola ou, mais modernamente falando, de um GPS que orienta as escolhas e opções de cada um.

Monteiro Lobato, com arte e maestria, dá voz à personagem Emília: “A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais […] A vida das gentes neste mundo, senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre. – E depois que morre?, perguntou o Visconde. – Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?” Read More …

Posted by: | Posted on: julho 31, 2018

Agosto – Mês das Vocações

Maria Aparecida de Cicco

Durante o Ano Litúrgico, nós, cristãos católicos, fazemos uma peregrinação pelos caminhos de Jesus, para conviver com os eventos fundamentais da nossa fé e refletir sobre os ensinamentos e a pedagogia de Jesus. No segundo período do Tempo Comum, no calendário litúrgico, a Igreja estabelece a cada mês, reflexões específicas para o crescimento e amadurecimento da fé e do compromisso cristão.

Assim, no mês de agosto, somos convocados a refletir sobre “VOCAÇÃO”; no mês de setembro, vamos refletir sobre a BÍBLIA; e no mês de outubro, vamos refletir sobre “MISSÃO”.

Essas reflexões são fundamentais para todos nós, pois nos ajudam a fazer auto avaliação e renovar nosso compromisso de discípulos e discípulas do Senhor.

Para viver bem o mês de agosto, mês das vocações, a Igreja propõe a celebração de quatro vocações humanas fundamentais:

  • No primeiro domingo, vamos refletir sobre a Vocação Sacerdotal, vocação daqueles que se dedicam a servir à Igreja e ao Povo de Deus;
  • No segundo domingo, vamos refletir sobre a Vocação Familiar, vocação daqueles que se dedicam a formar uma família.
  • No terceiro domingo, vamos refletir sobre a Vocação Religiosa, vocação daqueles que se dedicam à Vida Religiosa Consagrada.
  • No quarto domingo, vamos refletir sobre a Vocação Batismal, vocação de todos os leigos e leigas, que pelo Batismo são chamados a fazer parte do Povo de Deus e que no Crisma recebem a unção do Espírito para viver a própria vocação no engajamento na comunidade. E esse engajamento se faz essencial no serviço pastoral e, de forma especial na Catequese. Read More …
Posted by: | Posted on: junho 20, 2018

4ª Semana Brasileira de Catequese

A Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética da CNBB realizará de 14 a 18 de novembro de 2018, em Indaiatuba (Itaici-SP), a 4ª Semana Brasileira de Catequese.

Tema: 4ª Semana Brasileira de Catequese a serviço da Iniciação à Vida Cristã.

Lema: “Nós ouvimos e sabemos que Ele é o Salvador do mundo” (Jo 4,42)

Objetivo geral:

  • Compreender a catequese de inspiração catecumenal a serviço da iniciação à vida Cristã, buscando novos caminhos para a transmissão da fé, no contexto atual.

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Posted by: | Posted on: junho 14, 2018

Catequistas: a serviço da vida nova em Cristo

Padre Roberto Rubens da Silva

A iniciação cristã é a participação humana da vida em Deus. Uma existência despojada nas mãos do Pai. Jesus de Nazaré nos revela como deve ser essa vida. Ela envolve todo modo de viver do catequista, a imitação do mestre e, por excelência, o modo de caminhar na história que revela a existência em Deus. O caminho é longo. Ele é exigente e de profundo aprendizado e transformação. O Senhor, filho Deus, ajudou os discípulos a descobrirem e participarem da vida em Deus. Ele mesmo convidou os discípulos de João Batista, “vinde e vede”, revelando que sua morada é o lugar onde encontra-se o Pai e que por conta própria deveriam buscar a resposta da procura e o caminho.

O catequista, hoje, é o mistagogo desse processo, com a vida alicerçada no Mestre, ele realiza a vontade de Deus e conduz os evangelizandos ao Pai; ele contribui com os iniciandos à experimentar a vida nova no Espírito, conduzindo o catecúmeno diante do mistério da fé, à vida afetiva e definitiva no Pai. Esta é a obra que falta levar a termino o desígnio daquele que o escolheu. Read More …

Posted by: | Posted on: abril 19, 2018

Uma Santidade inserida no tempo: a chamada de Francisco

Faustino Teixeira (*)

No dia 9 de abril de 2018 foi divulgada a Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate (GE) do Papa Francisco. A data do documento é 19 de março, por ocasião da solenidade de São José. Trata-se de uma exortação que abre pistas essenciais para o chamado à santidade. O mote é bem claro, vindo do evangelho de Mateus: “Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12). Uma palavra que vem dirigida “aos que são perseguidos ou humilhados por causa dele” (GE 1). O objetivo vem apresentado logo no início: “O meu objetivo é humilde: fazer ressoar mais uma vez a chamada à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades, porque o Senhor escolheu cada um de nós ‘para ser santo e irrepreensível na sua presença e amor’ (Ef 1,4)”.

Não se trata de um tratado sobre a santidade, mas de um convite, de uma chamada à santidade (GE 2). O documento compõe-se de cinco capítulos: A Chamada à santidade (I); Dois inimigos sutis da santidade (II); À luz do mestre (III); Algumas características da santidade no mundo atual (IV); Luta vigilância e discernimento (V).

A partir de uma primeira leitura do documento busco aqui sublinhar alguns pontos que me chamaram a atenção neste primeiro momento, o que não significa que esta leitura seja a definitiva nem que exclua outras possibilidades de pontuação. Falo aqui do que me tocou de forma particular. Minha intenção é deixar o texto falar, comentando aqui e ali o que me chamou a atenção. Read More …

Posted by: | Posted on: março 14, 2018

INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ – Aprofundar a dimensão mística

Pe. Luiz Alves de Lima, sdb.

Sem deixar a dimensão social, aprofundar a dimensão mística

Podemos também refletir que, logo após o Concílio, a Igreja de um modo geral, e sobretudo no Brasil, foi guiada e impulsionada por todos os documentos conciliares, mas sobretudo pela grande documento Gaudium et Spes: diálogo com o mundo, vivência do Evangelho a serviço da transformação da humanidade, de um modo especial em favor dos pobres, com suas conseqüências sócio-políticas… daí nasceu a Teologia da Libertação, as práticas de uma pastoral transformadora e voltada diretamente para a situação concreta sofrida e desumana da maioria de nossos fiéis, para o engajamento sócio-político em nome do Evangelho… Nossa Conferência Episcopal ficou beneficamente marcada por essas grandes intuições do Concílio, sem deixar, naturalmente, tantas outras reformas conciliares!

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