Quaresma

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Posted by: | Posted on: Fevereiro 14, 2018

O sentido das Cinzas que recebemos no início da Quaresma

Ao impor essa cinza sobre nós, o sacerdote, ou ministro, dirá: “convertei-vos e crede no Evangelho”. Esta é a frase de Jesus, que sintetiza o desejo do Pai Celeste de que voltemos a Ele, nos recorda Padre Paulo de Souza, monge beneditino do Mosteiro de São Geraldo de São Paulo. 

Quarta-feira de Cinzas

 Bem vindos, irmãos e irmãs. Bem vindos à Quaresma. Bem vindos a este tempo de graça, de bênção e da Salvação de Deus. Nosso Pai Celeste está com muita saudade de nós. Ele sente falta de seus filhos amados, assim como todo pai e toda mãe anseiam pela volta dos filhos que estavam distantes. Ouçamos o convite que o próprio Deus nos faz, através do Profeta Joel: “voltai para mim com todo o vosso coração”.

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Posted by: | Posted on: Fevereiro 13, 2018

TRAVESSIA DA QUARESMA

Frei Almir Guimarães

Como os hebreus que deixaram o Egito, hoje, no tempo da Quaresma, nós, discípulos do Senhor, somos convidados a atravessar outros desertos. As semanas que nos separam na Páscoa constituem oportunidade de renovação da caminhada do Povo eleito.  Assim como o Senhor acompanhou os seus diletos com a Nuvem e a Palavra no êxodo, da mesma forma, hoje, somos guiados nesse tempo favorável, nesse tempo de conversão que é a Quaresma pelas visitas do Senhor.

Cinza e pó

 Nossa caminhada quaresmal começa muito simplesmente. Caminheiros e peregrinos nos dirigimos ao templo no primeiro dia da Quaresma, na Quarta-feira da poeira, das Cinzas, das coisas insignificantes, exatamente quarta-feira do pó, do nada. Nada de vantagens a serem enumeradas. Nada de glórias a serem decantadas. Entramos humildemente diante do Senhor. Curvamos o corpo. Tomamos a decisão de recomeçar o processo de conversão.  Fizemos pouco, quase nada. Há que retomar tudo de maneira nova. Não somos os donos de nosso destino. Alguém que chamamos de Tu, de Mistério, de Abismo está pedindo que acolhamos seu amor, sua presença, seus projetos. Esse Alguém é o Senhor. Apresentamos nosso coração contrito, única fresta e porta que podemos abrir para que o Senhor tome conta de nós. Quarta-feira das coisas insignificantes.  Não adianta rasgar as vestes, como fala Joel.  É preciso rasgar o coração. Brado e apelo de conversão. O amargo precisa tornar-se doce e o doce, amargo. Mateus fala de oração, jejum e esmola. Read More …

Posted by: | Posted on: Março 1, 2017

Compreendendo a Quarta-feira de Cinzas e seu significado

Na quarta-feira após o carnaval, a nossa Igreja dá início a um novo tempo litúrgico, o Tempo da Quaresma, que é um tempo de penitência e de conversão.

E iniciamos esse tempo com a imposição das cinzas, que simbolizam o desejo de mudança, de abandono de tudo aquilo que nos aprisiona e nos impede de seguir os passos de Jesus.

Na celebração da imposição das cinzas, nos lembramos da finitude da nossa vida “Tu és pó e ao pó voltarás” (Gn 3,19), porém essa lembrança não deve ser motivo de tristeza, mas motivo de esperança pois lembramos também que Jesus, com sua morte e ressurreição, abriu as portas da vida eterna para todos que seguirem seus passos. Se na criação fomos moldados pelo barro, em Cristo somos resgatados pelo amor.

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC –  Bispo da Diocese de Limeira, no enviou um excelente artigo sobre o significado da imposição das cinzas sobre os fiéis. O artigo está no link abaixo:

CLIQUE AQUI para abrir o artigo sobre a Quarta-feria de Cinzas – Explicações – 2017

Posted by: | Posted on: Fevereiro 13, 2013

O SIGNIFICADO DAS CINZAS

O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. Por exemplo, no livro de Ester, Mardoqueu se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I (Xerxes, 485-464 antes de Cristo) da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4,1). Jó (cuja história foi escrita entre os anos VII e V antes de Cristo) mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (Jó 42,6). Daniel (cerca de 550 antes de Cristo) ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: “Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza” (Dn 9,3). No século V antes de Cristo, logo depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos e se vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas (Jn 3,5-6). Estes exemplos retirados do Antigo Testamento demonstram a prática estabelecida de utilizar-se cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento.

O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que recusavam-se a se arrepender de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova, Nosso Senhor proferiu: “Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Em seu livro “De Poenitentia” , Tertuliano (160-220 DC), prescreveu que um penitente deveria “viver sem alegria vestido com um tecido de saco rude e coberto de cinzas”. O famoso historiador dos primeiros anos da igreja, Eusébio (260-340 DC), relata em seu livro A História da Igreja, como um apóstata de nome Natalis se apresentou vestido de saco e coberto de cinzas diante do Papa Ceferino, para suplicar-lhe perdão. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do Confessionário.

Já no período medieval, por volta do século VIII, aquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: “Recorda-te que és pó e em pó te converterás”. Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: “Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?” O moribundo então respondia: “Sim, estou de acordo”. Se podem apreciar em todos esses exemplos que o simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja. Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano. As primeiras edições deste sacramental datam do século VII. Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz: “Recorda-te que és pó e em pó te converterás” ou então “Arrepende-te e crede no Evangelho”.

Devemos nos preparar para o começo da Quaresma compreendendo o significado profundo das cinzas que recebemos. É um tempo para examinar nossas ações atuais e passadas e lamentarmo-nos profundamente por nossos pecados. Só assim poderemos voltar nossos corações genuinamente para Nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou pela nossa salvação. Além do mais esse tempo nos serve para renovar nossas promessas batismais, quando morremos para a vida passada e começamos uma nova vida em Cristo.

Finalmente, conscientes que as coisas desse mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude do Céus, expressamos duas realidades fundamentais:

1. Somo criaturas mortais; tomar consciência de nossa fragilidade, de inevitável fim de nossa existência terrestre, nos ajuda a avaliar melhor os rumos que compete dar à nossa vida: “você é pó, e ao pó voltará” (Gn 3, 19). Somo chamado;

2. Somos chamados a nos converter ao Evangelho de Jesus e sua proposta do Reino, mudando nossa maneira de ver, pensar, agir.

Veja mais embasamentos bíblicos sobre as cinzas através das seguintes passagens: (Nm 19; Hb 9,13); como sinal de transitoriedade (Gn 18,27; Jó 30,19). Como sinal de luto (2Sm 13,19; Sl 102,10; Ap 19,19). Como sinal de penitência (Dn 9,3; Mt 11,21).

Fonte: Missal Dominical, Paulus, 1997, p. 140. Por CEBI – www.cebi.org.br