Devoção a Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das DoresNossa Senhora das Dores ou Mater Dolorosa (Mãe Dolorosa) é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo.

Nossa Senhora das Dores é também chamada de Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas,  Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário, Nossa Senhora do Monte Calvário, Mãe Soberana ou ainda Nossa Senhora do Pranto; é invocada em latim como Beata Maria Virgo Perdolens, ou Mater Dolorosa, sendo sob essa designação particularmente cultuada em Portugal.

O culto

O culto a Nossa Senhora das Dores iniciou-se no ano 1221 no Mosteiro de Schönau, na então Germânia, hoje, Alemanha. A festa de Nossa Senhora das Dores como hoje a conhecemos teve início em Florença, na Itália, no ano de 1239 através da Ordem dos Servos de Maria, uma ordem profundamente mariana. Continue lendo

Festa do Santíssimo Nome de Maria – 12 de Setembro

Virgem Maria - Pintura de Diego Velazquez

Virgem Maria – Pintura de Diego Velazquez

No dia 12 de setembro, a Igreja Católica celebra a Festa do Santíssimo Nome de Maria. Essa festa foi instituída universalmente pelo Papa Inocêncio XI, para comemorar a vitória sobre os turcos na Batalha de Viena em 1683. Ela celebra o nome de Maria, mãe de Jesus.

Assim como alguns dias depois do Natal é celebrada a festa do Santíssimo Nome de Jesus, a Natividade de Nossa Senhora também é seguida de um dia em que é glorificado o seu santo Nome.

Oito dias depois do Nascimento da Santíssima Virgem, em obediência à praxe dos Judeus, seus pais, Ana e Joaquim, deram o nome de Maria (Miriam em hebraico) à sua Filhinha. Por isso, a Liturgia estabeleceu a festa do Santíssimo Nome de Maria no decurso da oitava de sua Natividade. Continue lendo

João XXIII e João Paulo II, Santos e Testemunhas da Fé Católica

D. Vilson Dias de Oliveira, DC, nos enviou um artigo onde faz um relato dos acontecimentos na Canonização de São João XXIII e São João Paulo II. Ele esteve lá e nos conta como foi esse evento tão marcante para a nossa Igreja.

Para ler o artigo, basta clicar no link que está abaixo;

JOÃO XXIII E JOÃO PAULO II: SANTOS E TESTEMUNHAS DA FÉ CATÓLICA

ENTENDA PROCESSO DE CANONIZAÇÃO

Nestes dias, a nossa Igreja está vivendo um momento importante, com a canonização de dois Papas que viveram no último século, e que foram conhecidos por muitos de nós. Serão canonizados: Papa João XXIII, que morreu no dia 3 de junho de 1963, há 50 anos; e Papa João Paulo II, que morreu no dia 2 de abril de 2005, há apenas 9 anos. E também foi canonizado há pouco menos de um mês, o Pe. José de Anchieta, jesuíta que viveu a maior parte do tempo do seu ministério no Brasil e por isso é chamado o “Apóstolo do Brasil”.

Diante dessas canonizações, muitos querem saber como se dá um processo de canonização, o que leva a Igreja Católica afirmar que uma pessoa, que viveu como nós, com certeza recebeu a graça de Deus e está ao lado do Senhor Jesus, intercedendo por nós com Ele.

Por esse motivo, aproveitamos a excelente entrevista concedida pelo Pe. Cristiano de Souza e Silva para Jéssiva Marçal, da Redação do site Notícias, da Canção Nova (noticias.cancaonova.com), postando-a em nosso Blog para que catequistas e agentes de pastoral de todo o Brasil possam ter acesso a esse conhecimento e também aproveitar os infográficos para mostrar aos seus catequizandos como se dá um processo de canonização, que declara oficialmente que uma pessoa é Santa.

Doutor em Direito Canônico, padre Cristiano de Souza e Silva, concedeu a entrevista em que explicou como funciona um processo canônico.que explica bem como funciona um processo de canonização. Veja a seguir a explicação com um bom Infográfico. Continue lendo

Uma Igreja mais pastoral e menos administrativa. Entrevista especial com João Batista Libânio

Publicamos aqui uma entrevista feita com o grande teólogo João Batista Libânio, que voltou para a casa do Pai há poucos dias. Essa entrevista foi publicada no site do Instituto Humanitas Unisino. 

“O Papa Francisco centra no encontro pessoal, no diálogo, na transparência da presença, no sorriso, na acolhida das pessoas, no estímulo a não temer medo e testemunhar a fé cristã”, avalia o teólogo.

   Foto de focusfoto.com.br

Foto de focusfoto.com.br

Na sua avaliação, “os dois Papas anteriores se empenharam em transmitir nas viagens, com a consciência da própria responsabilidade da unidade e da guarda do depósito da fé, a doutrina oficial da Igreja. E falavam longamente de temas teológicos ou da moral. O Papa Francisco fez outra opção. Preferiu o discurso direto, próximo das pessoas a tocá-las pela transparência da presença e por teologia simples, acessível com toque pessoal e afetivo. Para ele, sem sentir e ouvir as pessoas, as falas não atingem”.  “A teologia do Papa se distingue dos anteriores pelo acento na dimensão pastoral”, assinala João Batista Libânio (foto abaixo) em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail, ao comentar a visita de Francisco ao Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude. Continue lendo

Artigo de D. Vilson sobre a visita do Papa Francisco ao Brasil

D. VilsonD. Vilson Dias de Oliveira, Bispo da Diocese de Limeira e um fiel colaborador do nosso Blog, nos enviou um artigo onde traz alguns fatos que se referem à visita do nosso Santo Padre, o Papa Francisco, ao Brasil.

D. Vilson esteve em Aparecida e participou da Celebração presidida pelo Papa Francisco, além de acompanhar todos os eventos da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Agradecemos a D.Vilson por mais essa colaboração.

Artigo sobre a visita do Papa Francisco

História de Nossa Senhora de Copacabana

Prof. Dr. Fernando Altemeyer Jr.

N Sra de Copacabana

Copacabana é um vocábulo indígena boliviano. A palavra é a união de duas palavras: copa e caguana, e quer dizer lugar luminoso, resplandecente.

A Basílica Nossa Senhora de Copacabana está situada na cidade de Copacabana, na Bolívia. É onde se encontra a imagem de Nossa Senhora de Copacabana, a padroeira da Bolívia. A igreja foi construída no ano de 1550 em estilo renascentista e foi reconstruída entre 1610 e 1651. A reconstrução foi iniciada pelo arquiteto Francisco Jiménez de Sigüenza. Para complementar a capela fechada, foi construída também uma capela aberta para cerimônias ao ar livre, como já era de costume para os indígenas. A igreja, continuou tendo ampliações, pois, com o passar dos anos, foi aumentando o número de pessoas que frequentavam a igreja, tanto católicos bolivianos e peruanos quanto visitantes do mundo todo. A imagem da santa foi talhada por Francisco Tito Yupanqui, que era de linhagem real inca. Possui a pele morena como o povo da região e é enfeitada com várias joias preciosas, ouro e prata. O seu manto é trocado de tempos em tempos, assim como suas joias. Continue lendo

1700 ANOS DO ÉDITO DE MILÃO

Autor: Evaristo Eduardo de Miranda

Em março do ano 313, o imperador Constantino promulgou o Édito de Milão. Ele proclamou não somente o fim das perseguições aos cristãos, que já vinha ocorrendo em diversas regiões do império romano, mas deu aos fiéis dessa nova religião o direito de culto e de não honrar o imperador como uma divindade.

O Édito de Milão não transformou o cristianismo em religião oficial do império romano. Isso só aconteceu, sob o imperador Teodósio I, no final do século. Constantino proclamou pela primeira vez a liberdade religiosa como um direito da pessoa e não mais como uma liberdade coletiva de natureza étnica. Até então, nas culturas antigas, incluindo o judaísmo, cada povo devia poder prestar culto ao(s) deus (es) de seus ancestrais, segundos seus ritos ancestrais. Continue lendo

A Catacumba de São Sebastião

 D. Vilson, Bispo da Diocese de Limeira, Visita a Catacumba de São Sebastião

 No dia 10 de maio de 2012, estando em visita a Roma, pude conhecer a Catacumba de São Sebastião, tomando assim conhecimento da vida deste grande mártir, especialmente porque fui batizado em minha cidade natal, Guaíra, SP, na Igreja dedicada a São Sebastião, bem como para levar alguma lembrança para quatro das paróquias da Diocese de Limeira, cujo padroeiro é São Sebastião: Porto Ferreira, Leme, Descalvado e Limeira. Deixo abaixo um pequeno histórico desse local.

 A Basílica de São Sebastião das Catacumbas

Também chamada de Basilica di San Sebastiano fuori le mura (fora dos muros de Roma) é uma igreja de Roma, no bairro Ardeatino, na Via Ápia. Fazia parte das sete igrejas visitadas pelos peregrinos por ocasião do jubileu do ano 2000.

A igreja foi construída no século IV, sobre o lugar onde, segundo a tradição, tinham sido transferidas em 258 as relíquias dos apóstolos São Pedro e São Paulo para salvá-las da profanação durante o período de perseguições. Retornadas, posteriormente, às suas sedes de origem (na Via Cornélia e na Via Ostiense), na Catacumba de São Sebastião: sobre a catacumba, o imperador Constantino I fez construir, na primeira metade do Século IV, uma grande basílica que, inicialmente, foi dedicada à memoria apostolorum, assumiu, na sequência, o nome atual.

A igreja recebeu, pois, o atributo ad catacumbas em virtude das catacumbas de São Sebastião, sobre as quais foi construída, enquanto o título fuori le mura refere-se ao fato de que a igreja se encontra fora da Muralha Aureliana e servia para distingui-la da Igreja de San Sebastiano AL Palatino.

Os restos mortais de São Sebastião foram transladados para a Basílica de São Pedro, no Vaticano, em 826, pelo temor de um iminente assalto dos sarracenos, que se concretizou, causando a destruição total da igreja. O local de culto foi reedificado pelo Papa Nicolau I e o altar do mártir foi reconsagrado pelo Papa Honório III a pedido dos padres cistercenses, que receberam o cuidado da igreja.

A construção do atual edifício foi ordenada pelo cardeal Scipione Caffarelli Borghese e remonta ao Século SVII, tendo sido continuada primeiro por Flaminio Ponzio e finalmente por Giovani Vasanzio. A basílica é a sede paroquial, instituída em 18 de abril de 1714 pela bula do Papa Clemente XI. É também a sede do titulo cardinalício de “São Sebastião nas Catacumbas”, instituído pelo Papa João XXIII em 1960.

A Basílica Constantiniana

Constantino fez construir a primitiva basílica segundo o modelo circiforme em três naves e precedida por um grande átrio quadrangular, modelo usado também nas outras basílicas erigidas pelo imperador em Complexo monumental de Santa Inês fora dos Muros na Via Nomenstana e a Basílica de São Lourenço Fora dos Muros na Via Tiburtina. Partes desta basílica foram utilizadas para a reconstrução no Século XVII: em particular o novo edifício ocupou a antiga nave central.

Em 1933 foram reconstruídas as naves utilizando o deambulatório que corria ao redor da basílica do Século IV: na nave da direita foram recolhidos artefatos provenientes das catacumbas subjacentes, e foi criada a entrada para o cemitério hipógeo; na nave da esquerda está uma das saídas para a catacumba e para o Museu Epigráfico.

Interior da Basílica

O teto

A fachada do edifício é de autoria de Giovanni Vasanzio e foi terminada em 1613; foi construída por um pórtico com três arcos na parte inferior e três grandes janelas separadas por pilastras na parte superior. Os arcos inferiores são suportados por colunas de granito provenientes da basílica constantiniana. O interior dispõe de uma nave única, com teto linear entalhado, no qual estão representados o santo titula dos brasões do cardeal Scipione Borghese e do Papa Gregório XVI.

No lado direito se encontram: a capela das relíquias, decorada em 1625, na qual estão colocadas uma pedra que traria as pegadas dos pés de Jesus em 1625, uma das flechas que mataram São Sebastião com a parte da coluna na qual foi amarrado durante o suplício; os altares de Santa Francisca Romana e de São Jerônimo; a capela Albani, construída entre 1706-1712 pelo arquiteto Carlo Fontana numa comissão formada pelo Papa Clemente XI, Albani, sob a direção de Carlo Maratta, com a colaboração de Alessandro Specchi, Filippo Barigioni e Carlo Fontana. Entre as obras de arte, há uma estátua de Francesco Papaleo representando San Fabiano com anjos.

No lado esquerdo há: à esquerda da entrada, o lápide do Papa Dâmaso com o elogio fúnebre ao mártir Santo Eutíquio, esculpida por Fúrio Dionísio Filocalo; a capela de São Sebastião, construída por Ciro Ferri em 1672, com a estátua do santo de Giuseppe Giorgetti, onde estão conservadas as relíquias do mártir; a capela do Crucifixo (antiga sacristia) construída em 1727; os altares laterais dedicados a São Carlos Borromeu e a São Francisco de Assis, e no último uma tela representando São Francisco em oração de Gerolamo Muziano.

A nave central termina com o arco triunfal que leva ao presbitério que, por sua vez, à planta quadrada, é encimado por uma cúpula. O altar-mor, composto por uma edícula com quatro colunas, é obra de Flaminio Ponzio: nele, se encontram a tela de Innocenzo Sacconi com a Crucificação, e ao redor os Bustos dos Santos Pedro e Paulo de Nicolas Cordier.

Catacumbas e basílica de São Sebastião na via Appia

Na Roma antiga, o lugar chamado ‘catacumbas’ era uma zona na Via Ápia usada para a extração de tufa (uma pedra vulcânica muito usada por construtores romanos) e que, por causa disso, logo virou um cemitério. O cemitério parece ter sido usado por cristãos desde muito cedo, ao menos desde o final do século I, mas era usado por pagãos também.  As escavações revelaram um columbário e tumbas muito bonitas.

     Ali perto dois edifícios, tradicionalmente chamados de vilas (mas ninguém sabe a função) foram construídos. O lugar ficou muito importante para os cristãos de Roma na metade do século III. Um texto escrito 100 anos mais tarde (em 354), o Feriale Ecclesiae Romanae, diz que no dia 29 de Junho de 258 as relíquias de Pedro e Paulo foram transferidas para aquele sítio. Presume-se que isso foi feito na época das grandes perseguições, para proteger as relíquias dos santos. As relíquias retornaram depois para seus lugares originais (Vaticano no caso de Pedro e via Ostiense, no caso de Paulo – e se você acha isso questionável ou improvável e apenas mais uma lenda cristã, conta com minha simpatia).

Grafites

Mas o lugar permaneceu importante. Durantes as escavações, arqueólogos descobriram centenas de grafites em grego e latim, deixados por peregrinos e fiéis em geral, mencionando Pedro e Paulo. Isso é tão importante que no início do século IV uma enorme igreja funerária foi construída ali. Uma igreja funerária é uma igreja no formato de um circo, que funciona como um cemitério coberto. Na imagem abaixo, imagine que o chão era todo ocupado por pequenos túmulos. Por causa da lenda da presença dos apóstolos, a igreja foi chamada de Basílica Apostolorum. Ninguém sabe quando a basílica foi construída, mas já estava pronta por volta de 340-345, quando os mausoléus ao redor dela foram construídos. Estes mausoléus pertenciam a famílias poderosas, e era uma forma de depositio ad martyres, ou seja, a idéia de que ser enterrado junto do mártir faz com que você se beneficie um pouco da santidade de suas relíquias.

Veja abaixo uma das inscrições de um dos túmulos desta catacumba:

Inscrição: “Paule ed Petre Petite pro Victore”, tradução: “Paulo e Pedro intercedem por Victor

São Sebastião

S. Sebastião foi um dos muitos soldados romanos que por sua fé em Jesus foi martirizado. É uma pena que só se pode saber de sua história através das atas de seu martírio que foram escritas dois séculos mais tarde. Em quase todas as atas de martírios de santos e santas, os escribas tinham ordens de colocarem muitos detalhes do martírio e dar pouca ênfase ao martirizado (isto era para assustar os futuros cristãos visto que as atas eram colocadas na cidade onde ocorria o martírio, e na Biblioteca de Roma).

 Um soldado do exército, nosso santo nasceu em Narbona, França, no final do século III e desde muito pequeno seus pais mudaram para a Milão onde cresceu e foi educado. Seu pai era militar e nobre e ele quis seguir a carreira do pai, chegando a ser capitão da primeira corte de guarda pretoriana, um cargo que só se dava a pessoas ilustres e corretas. Sua dedicação à carreira lhe valeu elogios de seus companheiros e principalmente do imperador Maximiano. Cumpre recordar que o império romano na época era governado no oriente por Diocleciano e no ocidente por Maximiano. Este ignorava que Sebastião era um cristão de coração e ainda que, mesmo cumprindo as suas tarefas militares, não tomava parte nos sacrifícios nem nos atos de idolatria. Sempre que podia, visitava os cristãos encarcerados e ajudava aos mais fracos, doentes e necessitados. Podia se dizer que era um soldado dos dois exércitos: o de Cristo e o de Roma.

Maximiano empreendeu uma depuração de elementos cristãos nas forças armadas expulsando todos os cristãos de seus exércitos. Cabe dizer que o soldado do exercito romano era voluntário. Só era obrigatório servir, os filhos de militares, como era o caso do nosso Sebastião. Quando um soldado o denunciou, Maximiano sentiu-se traído por Sebastião e rapidamente o chamou e exigiu que renunciasse ao cristianismo.

Ante tal situação, Sebastião comunicou ao imperador que não queria renunciar as suas crenças cristãs e o imperador ordenou a sua morte. Mas Maximiano ordenou a sua morte da maneira a mais desumana. Ordenou que seus melhores arqueiros o flechassem! Os arqueiros o desnudaram, levaram-no ao estádio de Palatino, o ataram a um poste e lançaram nele uma chuva de flechas e o abandonaram para sangrar até a morte.

Irene, uma mulher cristã, que apreciava os conselhos de Sebastião, junto com um grupo de amigos, providencialmente foi ao local onde estava o santo e, com assombro, comprovou que este ainda estava vivo.

O grupo desamarrou-o e Irene o escondeu em sua própria casa e curou as suas feridas. Passado um tempo, nosso querido santo, já curado, quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo a Maximiano, que ficou assombrado. Maximiano não deu ouvidos os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir aos cristãos e ordenou a seus soldados que o açoitassem até a morte.

Outra versão conta que ele  foi morto a pauladas e boladas de chumbo, em 303 d.C, e o Imperador ordenou que ele fosse jogado em um fosso de modo que os cristãos não o encontrassem.

Mas mais tarde Sebastião apareceu para uma cristã chamada Lucina e disse a ela: “em certo poço você me encontrará pendurado por um gancho e você deve me enterrar nas  catacumbas dos apóstolos”. Na mesma noite ela e seus servos fizeram o que Sebastião ordenou. Alguns autores dizem que Lucina o enterrou no jardim de sua casa que ficava situado na Via Apia onde está hoje sua Basílica.

Ele foi martirizado no ano de 287 DC. Mais tarde a Igreja  construiu na parte posterior da catacumba um templo em honra do santo: A Basílica de São Sebastião que lá existe até hoje e recebe grande romaria dos seus devotos. Existe ainda uma capela em Palatino em homenagem a São Sebastião. Em baixo uma foto de uma pintura (Museu de Pushkin) mostrando Irene curando as feridas de São Sebastião. Essa Irene que cuidou de São Sebastião, é Santa Irene cuja festa é celebrada no dia 30 de março.

A festa de São Sebastião é celebrada no dia 20 de janeiro.

As catacumbas são formadas por longos túneis, em cujas paredes foram cavados os lóculos, ou nichos retangulares, superpostos, suficientemente espaçosos para abrigar um ou mais cadáveres, envolvidos em mortalha ou num simples lençol. Não se usavam caixões. Os lóculos eram fechados com argamassa, tijolos ou com uma placa de mármore, onde se escrevia o nome do falecido. Alguns ostentavam grafites simbólicos com votos de paz na eternidade. Os cristãos, como demonstram as inscrições das lápides, sempre acreditaram na ressurreição dos mortos. Sepultando seus mortos, repudiavam a cremação dos cadáveres, um procedimento comum na Roma Imperial.

As catacumbas são de extrema importância porque nos revelam, desde os primeiros decênios do cristianismo, qual era a crença dos cristãos após a morte, que era chamada “dies natalis”, dia do nascimento. Os lóculos formavam uma espécie de dormitório, chamado “cemitério” ou “lugar do repouso”. Além dos lóculos, as catacumbas continham os cubículos, pequenas salas que abrigavam vários nichos, muitas delas com afrescos ou mosaicos, e as criptas, salas maiores, com a função de pequenas igrejas subterrâneas. As criptas eram mais solenes e embelezadas com um altar, pinturas e mosaicos. Em geral, eram preparadas para receber o cadáver de um mártir ilustre.

A escavação dos túneis era feita à mão por associações de trabalhadores chamados fossores. A terra, retirada através de poços que chegavam à superfície, também servia para arear as galerias. Os símbolos eram sinais ou a descrição gráfica de um tema espiritual, entendido somente pelos cristãos. Entre muitos, desenhados, grafitados ou pintados, foram encontrados: o desenho do Orante, uma pessoa com braços abertos em sinal de oração; a figura do bom Pastor, com sua ovelha no ombro simbolizando o Cristo; uma pomba, símbolo da alma e da paz divina; as letras gregas Alfa e Ômega, significando que Cristo é o começo e o fim da criação; o peixe, cujas letras gregas significam “Cristo, Filho de Deus, Salvador”, e outros mais.

Nas catacumbas aparecem pinturas bíblicas de várias espécies, demonstrando conhecimento das Sagradas Escrituras. Tais cemitérios são os documentos e arquivos da Igreja primitiva e, por isso, eles têm extraordinária importância como demonstração de que o núcleo da nossa fé – na Igreja de hoje – é o mesmo dos primeiros cristãos que pagaram até com o martírio a sua entrega a Cristo.

Em particular rezei por toda a nossa Igreja particular de Limeira, por todas as nossas lideranças: padres, diáconos, seminaristas, religiosos/as, leigos/as, pedindo para que tenhamos sempre fortes e destemidos membros de nossa igreja, junto ao povo cristão de nossa região, nos seus 16 municípios. Rezei também por todos os meus familiares e amigos e por todas as pessoas que nos acompanham com suas orações e preces. Deus abençoe a todos/as pela intercessão do glorioso Mártir São Sebastião.

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo Diocesano de Limeira