Vaticano

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Posted by: | Posted on: agosto 21, 2016

“Todos são chamados a união com Cristo”

Reflexão do Padre Gerson Schmidt - para a Radio Vaticano: 
Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II

“A constituição Dogmática Lumen Gentium é a chave de leitura para todos os outros documentos do Concilio Vaticano II. Sem dúvida é o documento a mais importante do concilio Vaticano II, que fala do mistério da Igreja, sua missão para a salvação da humanidade. Aponta, no número três, uma afirmativa importante: “Todos os homens são chamados a esta união com Cristo, luz do mundo, do qual vimos, por quem vivemos, e para o qual caminhamos” (Lumen Gentium, 3). 

Essa afirmativa cristológica, de que todos são chamados à unidade com Cristo, não acontece de maneira abstrata, mas concretamente na Igreja, que é universal, por isso, chamada de católica. Mais precisamente, a unidade com Cristo, se dá numa comunidade cristã concreta, numa paróquia, num grupo local de vivência cristã, onde se vive o amor e a unidade, e – diz a Lumen Gentium – em torno da Eucaristia. E mesmo que nem todos participem da mesa eucarística, é por meio dela que é significada e realizada a unidade entre os fiéis. “Pelo sacramento do pão eucarístico é significada e realizada essa unidade”(cf. Lumen Gentium, 3). Read More …

Posted by: | Posted on: abril 12, 2013

Francisco – O Novo João XXIII

Livro de José Manuel Vidal e Jesús Bastante – Editora Vozes

Capa do Livro "Francisco - O Novo João XXIII"

Capa do Livro “Francisco – O Novo João XXIII”

 Jorge Mario Bergoglio

O primeiro pontífice americano para uma nova primavera da Igreja.

“Francisco, restaura a minha Igreja, que ameaça cair em ruínas” (Cristo, a são Francisco de Assis) 

“Ah! Como eu gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres” (Francisco, em seu primeiro encontro com os jornalistas, em 16/03/2013)

Apresentação do livro feita pelos próprios autores

Esta é a crônica de uns dias que marcarão um antes e um depois na história da Igreja. A eleição de Jorge Mario Bergoglio, o primeiro papa americano, o primeiro papa jesuíta, em quinta votação, supõe um desa. o de primeira ordem para uma instituição, o papado, acossada pelos escândalos, pelas lutas internas e pela histórica renúncia de Bento XVI. O “pastor cercado de lobos” conviverá com Francisco no Vaticano numa situação inédita em vinte séculos de cristandade.

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Posted by: | Posted on: abril 1, 2013

Vaticano apresenta o Brasão do Papa Francisco

EXPLICAÇÃO DO BRASÃO

Imagem do brasão do Papa Francisco

Brasão do Papa Francisco

“O OLHOU COM AMOR E O ESCOLHEU”

O ESCUDO

No essencial, o Papa Francisco decidiu manter seu brasão anterior, escolhido a partir de sua consagração episcopal e caracterizado por uma simplicidade linear.

O escudo azul é encimado por símbolos da dignidade papal, iguais àqueles de seu antecessor, Bento XVI (mitra colocada entre chaves cruzadas de ouro e prata, ligadas por um cordão vermelho). No alto, está o emblema da ordem de origem do Papa, a Companhia de Jesus, um sol radiante e flamejante acompanhado das letras em vermelho IHS, monograma de Cristo. A letra H é encimada por uma cruz, na ponta, os três pregos em preto. Read More …

Posted by: | Posted on: março 13, 2013

Habemus Papam! Francesco!

Foto da apresentação do novo Papa no balcão da Basílica de São Pedro, em RomaHá pouco mais de um mês, todos nós, cristãos católicos, fomos pegos de surpresa pelo anúncio da renúncia do Papa Bento XVI, Sumo Pontífice da nossa Igreja. De lá para cá foram dias de apreensão e de certa angústia diante das notícias que líamos e ouvíamos em todos os meios de comunicação. E em nossos corações nos indagávamos: Quem haverá de substituir Bento XVI? 

Nestes últimos dias, de modo especial, a ansiedade aumentou durante o período de Conclave, que foi cercado de todos os cuidados para que o mistério fosse mantido e o nome do novo Pontífice só fosse revelado no momento adequado. Read More …

Posted by: | Posted on: fevereiro 17, 2013

As sandálias do pescador

Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior

Artigo enviado pelo próprio autor e também publicado na página 3 do primeiro caderno da Folha de São Paulo A3 neste domingo dia 17 de fevereiro de 2013

Ainda surpreso e comovido com a renúncia do Papa. Ouvi  silencioso ao bávaro Joseph Ratzinger, dizendo em latim, que não tinha  mais as forças necessárias para governar a Igreja e exercer o  ministério petrino. Fiquei a me perguntar: Quem será o novo sucessor  de Pedro? Quem calçará as sandálias de Jesus?
O perfil de um novo papa para o século 21 é a questão  nevrálgica dos próximos 30 dias. Quem deve ser papa para receber a  herança valiosa do Concílio Vaticano II e fecundá-la? Quem tem o rosto  de pastor universal para esta hora decisiva? Seria um intelectual como Bento 16? Um ator, atleta e místico como João Paulo II? Um amigo dos pobres como João 23? Um homem do diálogo como Paulo VI?

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Posted by: | Posted on: fevereiro 12, 2013

Bento XVI, um Homem de Deus!

Eu, assim como muitos católicos, fui surpreendida pelo anúncio da renúncia do Papa Bento XVI. Confesso que não esperava essa atitude dele. Mas sou solidária a ele diante de seu gesto magnânimo. E afirmo que esse gesto demonstra que Bento XVI é mesmo um Homem de Deus.

É muito fácil para qualquer ser humano ser seduzido pelo poder. Nós somos frágeis e limitados. O poder nos seduz pelo sabor de vitória sobre os demais, pelo gosto doce do status adquirido, pelas mordomias recebidas, mesmo que na simplicidade. Até Jesus foi tentado por ele.

Alguém que, a exemplo de Jesus, é capaz de abdicar do poder, com plena liberdade, em benefício de um povo, é alguém que merece toda a admiração desse povo. E alguém que de fato se deixa mover pelo Espírito Santo.

A atitude de Bento XVI exigiu grande dose de humildade, de entendimento, de sabedoria, de fortaleza, de discernimento, de piedade, de temperança, de fé, de esperança e de caridade. Um grande amor ao Povo de Deus. Somente alguém movido pelo Espírito poderia unir tantos dons para assumir a responsabilidade de se reconhecer limitado para o exercício da missão e romper com uma tradição milenar.

O gesto de Bento XVI traz consigo a Luz que vem do Alto, a graça que vem de Deus. Não é uma atitude de covardia, ao contrário é um gesto de fé infinita. Ele certamente deixou-se abandonar nos braços de Jesus e ser acariciado pelo amor de Maria antes de anunciar sua renúncia, pois que ninguém mais compreenderia o que se passava em seu coração, a não ser quem viveu uma renúncia tão grande.

A estrela de Bento XVI, hoje, brilha ainda mais forte no Reino de Deus. Ela é uma luz que indica a chegada de novo tempo para a nossa Igreja. Ele é um exemplo a ser seguido, um sinal de que somos de fato guiados pela mão do Espírito Santo.

Quem quiser conhecer melhor esse Homem de Deus, leia as suas Encíclicas. São apenas três: Caritas in veritate (2009) sobre alguns aspectos da Doutrina Social da Igreja; Spe salvi (2007) sobre esperança e escatologia; Deus Caritas est (2005) sobre o amor que vem de Deus.

Leiam também suas exortações apostólicas: Verbum Domini, Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja (2010); e Sacramentum Caritatis, Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a Eucaristia fonte e ápice da vida e da missão da Igreja (2007).

E também não deixem de ler a obra escrita por ele sobre Cristologia: Jesus de Nazaré. Uma obra escrita em três volumes publicada no Brasil pela Editora Planeta.

Antes de nos deixarmos influenciar por pessoas que querem apenas deixar o povo angustiado, fazendo circular palavras e imagens negativas sobre Bento XVI e sua renúncia, alimentemos nossa mente e nossa alma com as palavras que ele deixa impressas para auxiliar na caminhada daqueles que seguem a Jesus, o Cristo.

Maria Aparecida de Cicco – Blogueira do Blog da Catequese da Editora Vozes

Posted by: | Posted on: junho 14, 2012

Força da semente

A Sagrada Escritura diz que o Reino de Deus pode ser comparado com uma semente, de tamanho ínfimo, mas que contém potencial de produção muito grande. Dela brota e cresce uma árvore de dimensão magnífica. Isto pode ser símbolo também da força de libertação contida no povo judeu quando exilado na terra babilônica.

Esse potencial veio à tona com o trabalho dos profetas, principalmente de Ezequiel, mostrando ao povo a necessidade de sua fidelidade à Aliança proposta por Javé. Era visto como questão de fé, de acreditar na possibilidade da vinda de novos tempos, de uma vida digna e capaz de produzir frutos, construindo uma nova sociedade.

O interessante é que Ciro, então rei da Pérsia, dominou os babilônios e libertou o povo ali oprimido, permitindo seu retorno para as terras de Israel. A potência do Império da Babilônia cai por terra e os oprimidos de Israel se elevam, realizando assim a promessa de Deus quando promete salvar seu povo da escravidão e do mal.

Não é fácil entender a força de Deus presente na vida das pessoas humildes e simples. Parece até uma contradição com todo arsenal exigido pela sociedade atual, cultura que privilegia quem tem muito. O grão de mostarda é desprezível na sua aparência, mas tem uma força capaz de produção, e isto está contido nela própria.

Podemos dizer que o cristão deve ser como uma semente, construtor do novo Israel, da nova sociedade, da Igreja e do Reino de Deus. O pequeno se torna grande quando busca a seiva, a sua força no tronco, na intimidade com o Senhor. Entendemos que isto acontece quando fazemos um caminho de introdução no mistério divino, na intimidade com sua Palavra.

A fé exige responsabilidade de quem a assume, e causa perplexidade nas pessoas mal intencionadas. Ela exige um mínimo de atenção ao aspecto ético, de busca de perfeição e compromisso para com o bem e a vida, seja natural como espiritual. Quem age como cristão incomoda as pessoas, porque algo de novo acontece.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo da cidade de Uberaba.