Arquivo para Eclesiais - Blog da Catequese

Eclesiais

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Posted by: | Posted on: agosto 17, 2018

“NÃO MATARÁS” – Papa Francisco e a pena de morte.

Maria Clara Bingemer (*)

Foto: Papa Francisco cumprimenta encarcerado durante visita em prisão na Filadélfia em 2015 (Jonathan Ernst/Reuters)

Há alguns dias, o Papa Francisco presenteou a Igreja e toda a humanidade com mais uma de suas adoráveis e inspiradas surpresas. Em audiência concedida ao presidente da Comissão para a Doutrina da Fé, Cardeal Luís Ladaria, o Papa decretou a alteração do parágrafo 2267 do Novo Catecismo da Igreja Católica, que admitia, em alguns casos extremos, a pena de morte.

Assim dizia o texto do Catecismo, de 1992: “A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor.”

Na verdade, a decisão do Papa significa voltar às fontes, autênticas, genuínas e puras da Escritura. Nela, a lei mosaica já proibia atentar contra a vida humana: “Não matarás”.  Recolhendo este mandamento, o evangelho de Mateus transmite a interpretação que dela faz Jesus de Nazaré.  Ele diz aos discípulos no Sermão da Montanha: Ouvistes o que foi dito aos antigos: “Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo”. Eu, porém, digo-vos: “Quem se irritar contra o seu irmão, será réu perante o tribunal” (Mt 5, 21-22). Read More …

Posted by: | Posted on: junho 21, 2018

Entrevista com o Papa Francisco

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco concedeu uma entrevista ao jornalista Philip Pullella da agência de notícias Reuters. Na entrevista, o Pontífice aborda várias questões e explica que o populismo não é a resposta aos problemas da imigração.

Em que ponto estão as relações de reaproximação com a China?

Papa: “Estamos em um bom ponto, mas as relações com a China seguem por três caminhos diferentes. Antes de tudo o caminho oficial, a delegação chinesa vem a Roma, fazemos reuniões e depois a delegação vaticana vai à China. Há boas relações e conseguimos fazer muitas coisas positivas. Este é o diálogo oficial.

Depois há o segundo diálogo, de todos e com todos. “Sou o primo do ministro fulano que mandou dizer que…” e sempre há uma resposta. “Sim, está bem, vamos em frente”. Existem estes canais abertos periféricos que são, digamos assim, humanos e não queremos interrompê-los. Pode-se ver a boa vontade tanto por parte da Santa Sé quanto por parte do governo chinês. Read More …

Posted by: | Posted on: abril 22, 2018

Mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ao Povo de Deus

“O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo (1Jo 1,3)”

Em comunhão com o Papa Francisco, nós, Bispos membros da CNBB, reunidos na 56ª Assembleia Geral, em Aparecida – SP, agradecemos a Deus pelos 65 anos da CNBB, dom de Deus para a Igreja e para a sociedade brasileira. Convidamos os membros de nossas comunidades e todas as pessoas de boa vontade a se associarem à reflexão que fazemos sobre nossa missão e assumirem conosco o compromisso de percorrer este caminho de comunhão e serviço.

Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer a nossa comunhão na fé, pois, só permanecendo unidos em Cristo podemos experimentar a alegria de ser discípulos missionários. Read More …

Posted by: | Posted on: abril 21, 2018

Mensagem do Papa Francisco  para o 55º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

(22 de abril de 2018 - IV Domingo da Páscoa)

Tema: «Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor»

Queridos irmãos e irmãs!

No próximo mês de outubro, vai realizar-se a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que será dedicada aos jovens, particularmente à relação entre jovens, fé e vocação. Nessa ocasião, teremos oportunidade de aprofundar como, no centro da nossa vida, está a chamada à alegria que Deus nos dirige, constituindo isso mesmo «o projeto de Deus para os homens e mulheres de todos os tempos» (Sínodo dos Bispos – XV Assembleia Geral Ordinária, Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, Introdução).

Trata-se duma boa notícia, cujo anúncio volta a ressoar com vigor no 55.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: não estamos submersos no acaso, nem à mercê duma série de eventos caóticos; pelo contrário, a nossa vida e a nossa presença no mundo são fruto duma vocação divina.

Também nestes nossos agitados tempos, o mistério da Encarnação lembra-nos que Deus não cessa jamais de vir ao nosso encontro: é Deus connosco, acompanha-nos ao longo das estradas por vezes poeirentas da nossa vida e, sabendo da nossa pungente nostalgia de amor e felicidade, chama-nos à alegria. Na diversidade e especificidade de cada vocação, pessoal e eclesial, trata-se de escutar, discernir e viver esta Palavra que nos chama do Alto e, ao mesmo tempo que nos permite pôr a render os nossos talentos, faz de nós também instrumentos de salvação no mundo e orienta-nos para a plenitude da felicidade. Read More …

Posted by: | Posted on: março 7, 2018

A Mulher nas palavras do Papa Francisco!

No dia 8 de março, celebra-se o “Dia Internacional da Mulher”. Essa data não é de comemoração, mas de reflexão diante de um mundo onde a mulher é vítima de violência sem sentido, dentro da própria casa, no local de trabalho, na rua e em todos os lugares. As mulheres estão expostas à violência física, sexual, moral, laboral e espiritual. Violência física que acontece por meio de maus tratos, mas também de exigência de trabalho excessivo quando tem que enfrentar jornadas duplas, tríplas de trabalho; violência sexual que acontece seja por assédio, seja por estupro, seja por reduzir a mulher a simples objeto de prazer, que se descarta depois de usar; violência moral que acontece quando se agride a dignidade e a honra de uma mulher por palavras, gestos ou ações deliberadas que ferem os seus direitos; violência laboral que acontece em tantas empresas que não lhes dão condições dignas de trabalho, que lhes pagam salários inferiores aos dos homens apenas pelo fato de serem mulheres, que impedem que alcancem postos de comando pelo mesmo motivo; violência espiritual que acontece quando são impedidas de professar a própria fé por discriminação. Enfim, o dia 8 de março deve ser um dia em que todos reflitam de que forma podem contribuir para que a situação da mulher no mundo seja de liberdade, de igualdade, de protagonista da história e da própria vida.

Para dar um alento a todas as mulheres e fazer homens cristãos refletirem, compartilhamos com vocês o pensamento do Papa Francisco sobre as mulheres, expresso tantas vezes em homilias, discursos e documentos. No “Dia Internacional da Mulher” bebamos da sabedoria do Papa Francisco, iluminada pelo Espírito do Senhor: Read More …

Posted by: | Posted on: fevereiro 14, 2018

Mensagem do Papa Francisco sobre a Campanha da Fraternidade.

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Neste tempo quaresmal, de bom grado me uno à Igreja no Brasil para celebrar a Campanha “Fraternidade e a superação da violência”, cujo objetivo é construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência. Desse modo, a Campanha da Fraternidade de 2018 nos convida a reconhecer a violência em tantos âmbitos e manifestações e, com confiança, fé e esperança, superá-la pelo caminho do amor visibilizado em Jesus Crucificado.

Jesus veio para nos dar a vida plena (cf. Jo 10, 10). Na medida em que Ele está no meio de nós, a vida se converte num espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos (cf. Exort. Apost. Evangelii gaudium, 180). Este tempo penitencial, onde somos chamados a viver a prática do jejum, da oração e da esmola nos faz perceber que somos irmãos. Deixemos que o amor de Deus se torne visível entre nós, nas nossas famílias, nas comunidades, na sociedade. Read More …

Posted by: | Posted on: janeiro 19, 2018

Papa Francisco fala sobre o “clericalismo” e o “laicato”

Neste ano de 2018 em que, no Brasil, a Igreja celebra o “Ano do Laicato”, as palavras do Papa Francisco, em seu discurso aos Bispos no Chile, têm um especial valor, pois mostram a preocupação do Papa com a questão dos leigos. O Papa não deseja uma Igreja clericalizada, e isso ele já havia deixado claro, em março de 2016, em uma carta enviada ao cardeal Marc Ouellet, presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina e o Caribe.

O Papa disse na carta: “geramos uma elite laical acreditando que são leigos comprometidos apenas aqueles que trabalham em coisas ‘dos padres’ e esquecemos, ignorando-o, o fiel que muitas vezes queima a sua esperança na luta cotidiana para viver a fé”.

“Ninguém foi batizado padre nem bispo. Fomos batizados leigos, e esse é o sinal indelével que nunca ninguém poderá apagar”. Read More …

Posted by: | Posted on: janeiro 11, 2018

104º DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO – Mensagem do Papa Francisco

Cidade do Vaticano – «Acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados» – este foi o tema escolhido para o 104º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, a ser celebrado em 14 de janeiro.

Em mensagem divulgada, o Papa Francisco define “um sinal dos tempos” a triste situação de tantos migrantes que fogem da guerra e da pobreza e recorda que a Igreja tem a grande responsabilidade de compartilhar com todos a preocupação com os migrantes. A Mensagem se articula em 4 pontos: verbos baseados nos princípios da Doutrina da Igreja.

O primeiro é “acolher”. O Papa enfatiza que é urgente oferecer aos migrantes e aos refugiados mais oportunidades de entrada segura e legal nos países de destino. Francisco pede para simplificar a concessão de vistos humanitários e incentivar a reunificação familiar. Read More …

Posted by: | Posted on: dezembro 29, 2017

MENSAGEM PARA O DIA MUNDIAL DA PAZ – 1º de janeiro de 2018

“Paz a todas as pessoas e a todas as nações da terra! A paz, que os anjos anunciam aos pastores na noite de Natal, é uma aspiração profunda de todas as pessoas e de todos os povos, sobretudo de quantos padecem mais duramente pela sua falta. Dentre estes, que trago presente nos meus pensamentos e na minha oração, quero recordar de novo os mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados. Estes últimos, como afirmou o meu amado predecessor Bento XVI, “são homens e mulheres, crianças, jovens e idosos que procuram um lugar onde viver em paz”. E, para o encontrar, muitos deles estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta.

Com espírito de misericórdia, abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental.

Estamos cientes de que não basta abrir os nossos corações ao sofrimento dos outros. Há muito que fazer antes de os nossos irmãos e irmãs poderem voltar a viver em paz numa casa segura. Acolher o outro requer um compromisso concreto, uma corrente de apoios e beneficência, uma atenção vigilante e abrangente, a gestão responsável de novas situações complexas que às vezes se vêm juntar a outros problemas já existentes em grande número, bem como recursos que são sempre limitados. Praticando a virtude da prudência, os governantes saberão acolher, promover, proteger e integrar, estabelecendo medidas práticas, “nos limites consentidos pelo bem da própria comunidade retamente entendido, [para] lhes favorecer a integração”. Os governantes têm uma responsabilidade precisa para com as próprias comunidades, devendo assegurar os seus justos direitos e desenvolvimento harmônico, para não serem como o construtor insensato que fez mal os cálculos e não conseguiu completar a torre que começara a construir”.

Com estas palavras o Papa Francisco inicia sua Mensagem para o Dia da Mundial da Paz – 2018. Veja a íntegra da mensagem no link abaixo:

CLIQUE AQUI para abrir a Mensagem para o Dia Mundial da Paz – 2018

Posted by: | Posted on: dezembro 10, 2017

Síntese do Estudo 107 da CNBB – “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”

Esta síntese, que Dom Paulo Mendes Peixoto nos enviou, é muito importante e ajuda a compreender melhor o contexto no qual surgem as reflexões propostas pelo “Ano do Laicato”.

Apresentação

  • A Igreja é Povo de Deus, realidade fundada num só Senhor, numa só fé e num só Batismo (Ef 4,5).
  • Todos os membros têm uma mesma dignidade e não há desigualdade em Cristo e na Igreja. “Todos vós sois um” (Gl 3,28).
  • O importante para o povo sacerdotal é dar testemunho de Cristo e razão da esperança de vida eterna (I Pd 3,15).
  • A Igreja tem uma variedade de ministérios, carismas e serviços, formando uma diversidade, mas na unidade do Espírito Santo.
  • Por isto ela deve ser consoladora, samaritana, profética, serviçal e maternal.

Introdução

  • Celebrando os 50 anos do Vaticano II, a Igreja vive um “novo Pentecostes”, vendo os leigos como Igreja e não simples fieis.
  • Sua missão passa pelo mundo do individualismo onde deve ser servidora da humanidade, superando o relativismo, o laicismo e a dicotomia entre Igreja e mundo.
  • A Igreja deve ser sujeito eclesial, aggiornada para atender as exigências do mundo moderno, estando sempre em saída.
  • Toda ação da Igreja, para produzir bons frutos, tem que fazer um encontro pessoal com Jesus Cristo. Isto implica conversão e aprendizado.
  • O leigo em saída é a Igreja referenciada pelo Reino e direcionada para o mundo, onde deve se encarnar como fermento na massa, sal da terra e testemunha como luz.
  • É importante o leigo ter a consciência de ser Igreja e não somente de pertencer à Igreja, porque cada batizado é portador da graça e da tarefa de evangelizar.
  • A ação do leigo santifica a Igreja e o próprio mundo. Para isto ele deve superar o clericalismo, o individualismo (fechar-se em si) e o comunitarismo (fechar-se em grupo).
  • Ser sujeito eclesial não é uma realidade pronta, mas um dom que se faz tarefa permanente para toda a Igreja, em sua missão evangelizadora.

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