Bíblicos

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Posted by: | Posted on: dezembro 8, 2017

Nos meandros do evangelista Marcos

No início de cada Ano Litúrgico, a Liturgia Dominical estabelece que se proclame um dos três Evangelhos Sinóticos: Mateus (Ano A), Marcos (Ano B), Lucas (Ano C). Ao de João, dá-se um espaço maior nos Ciclos do Natal e da Páscoa.

O Evangelho de Marcos se caracteriza por ser o mais antigo, o mais curto e o de mais fácil compreensão. Segundo a Tradição Católica e Copta, bem como alguns da Patrística (Hipólito, Clemente, Inácio de Antioquia, Pápias, Eusébio de Cesaréia), há um consenso que os nomes “Marcos e João Marcos” são a mesma pessoa. Sendo assim, ele é o filho de Maria, família rica de Jerusalém, em cuja casa os primeiros cristãos se reuniam para rezar (At 12,6-17). Seria a mesma sala “mobiliada, no andar de cima” onde Cristo celebrou a Última Ceia (cf. Mc 14, 12-16), onde teria acontecido o Pentecostes, com a presença de 120 pessoas (cf. At 1,12-15). Marcos seria, também, o “homem que carregava o cântaro de água” e que mostraria a sala para a Ceia (cf. Mc 14,13-14). Seria ele o “jovem envolto num lençol”, por ocasião da prisão de Jesus (14,51-52). Por fim, aquele que estava “sentado no sepulcro, vestido de branco” (16,5-8). Read More …

Posted by: | Posted on: novembro 3, 2017

REFLEXÃO SOBRE TOMAR A BÍBLIA AO PÉ DA LETRA … 

A ÚLTIMA TROMBETA ...
 Pe Zezinho, scj

São Paulo gostava de figuras de retórica. Mas eram para ser interpretadas e não tomadas ao pé da letra.

Quando mandou os cristãos das suas comunidades “empunhar o escudo da fé” imagino que nenhum saiu pelas ruas de escudo e couraça. Eles tinham entendido.

Quando disse que Jesus viria ao soar da última trombeta não quis dizer que, só então, o último resgatado entraria no céu. E, quando os evangelhos falam da última morada , ou do último dia, não fica claro se é o último da humanidade para todos, ou último dia para cada pessoa.

São mais de 50 textos que falam do encontro com Deus e não dão a data. Quem quiser pode brincar com os textos e aplicar às suas ideias pessoais. É o que muitos pregadores fazem.

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Jesus disse ao ladrão arrependido que naquele mesmo dia ele estaria com ele no paraíso. E ouço alguns pregadores distinguindo entre ir para o céu e para o paraíso. Assim, salva-se sua catequese de que ninguém ainda foi para o céu porque não soou o último dia nem a última trombeta. E concluem que um santo, nem a mãe de Jesus, nada podem porque ainda não estão no céu . Read More …

Posted by: | Posted on: outubro 31, 2017

FINADOS: a sabedoria de fazer-se presente diante da morte

Pe. Adroaldo Palaoro, sj

“Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus…” (Mt 5,12)

No dia de Finados, fazemos memória e nos unimos a todas aquelas pessoas cujos rostos estão gravados em nossa mente e coração, pois foram presenças que nos sustentaram, nos confortaram, nos animaram e nos impulsionaram. E podemos expressar a confiança profunda de que a vida é conduzida secretamente a um Porto de Amor definitivo, e todo pranto, impotência e fragilidade serão abraçados e sanados n’Ele. 

Há tanto que agradecer a estas pessoas que, como silencioso fermento, fizeram história com Deus no interior de nossa pobre humanidade. Foram presenças inspiradoras que melhoraram uma parte do mundo e nossa gratidão as acompanha. Ditosos eles e elas, e ditosos também nós porque, na comunhão com aqueles(as) que já vivem a páscoa definitiva, somos movidos a seguir seus passos pelo caminho da vida,  para sermos dispensadores humildes de felicidade, compaixão, mansidão, famintos e sedentos de justiça, de paz.  Read More …

Posted by: | Posted on: outubro 31, 2017

SANTIDADE: o DNA de Deus no coração do ser humano

Pe. Adroaldo Palaoro, sj

“Bem-aventurados sois vós…” (Mt 5,11) 

Todo ser humano deseja ser feliz, e o desejo de felicidade é o dinamismo mais profundo que toda pessoa traz inscrita no íntimo do seu ser. Em outras palavras, a aspiração primeira que nos habita é a “alegria de viver”. Por isso, atentar contra a felicidade de viver é a agressão mais grave que se pode cometer contra o ser humano. 

No entanto, na experiência de fé de muitas pessoas, a imagem de “Deus” não está associada à busca da “felicidade”. De fato, são muitos os que veem em Deus um autêntico rival da própria felicidade, pois costumam relacionar Deus com a proibição de muitas coisas que lhes dão prazer e lhes fazem felizes, ou com a obrigação de fazer outras coisas que lhes são pesadas e desagradáveis. E, sobretudo, para muitos, “Deus” é uma ameaça, uma proibição constante, uma censura, um juiz implacável com o código de leis nas mãos… enfim, uma carga pesada que complica a vida, tornando-a sem sabor e sem sentido.  Read More …

Posted by: | Posted on: setembro 23, 2017

A Palavra de Deus na Vida da Igreja e do Povo

No último domingo do mês de setembro, a Igreja do Brasil celebra o Dia Nacional da Bíblia. Há 45 anos, no Brasil, o mês da Bíblia tem sido oportunidade para um mergulho mais profundo no conhecimento de um texto da Sagrada Escritura.

Neste ano de 2017, o tema do Mês da Bíblia é: “Para que n’Ele nossos povos tenham Vida”; e o Lema: “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida (cf. 1Ts 2,8)”. Na reflexão desse tema, feita durante o mês, foram são dadas pistas para compreender melhor a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses. Read More …

Posted by: | Posted on: setembro 9, 2016

UMA PARÁBOLA PARA OS NOSSOS DIAS (LUCAS 15,1-32)

O-pai-misericordioso-e-os-dois-filhosAutor: Pe. José Antonio Pagola – do livro “O Caminho Aberto por Jesus” – Editora Vozes

Em nenhuma outra parábola Jesus conseguiu penetrar tão profundamente no mistério de Deus e no mistério da condição humana. Nenhuma outra é tão atual para nós como esta do “pai bom”.

O filho mais moço diz ao pai: “Pai, dá-me a parte da herança que me cabe”. Ao reclamá-la, está de alguma forma pedindo a morte do pai. Quer ser livre, romper amarras. Não será feliz enquanto seu pai não desaparecer. O pai consente com seu desejo sem dizer nenhuma palavra: o filho deve escolher livremente seu caminho.

Não é esta a situação atual? Muitos querem hoje ver-se livres de Deus, ser felizes sem a presença de um Pai eterno em seu horizonte. Deus deve desaparecer da sociedade e das consciências. E, da mesma forma que na parábola, o Pai mantém silêncio. Deus não coage ninguém. Read More …

Posted by: | Posted on: setembro 8, 2016

A Bíblia na Catequese


A Bíblia é a fonte primordial da Catequese, pois nela está contido o fundamento da educação na fé e as diretrizes da vivência cristã.

A Catequese deve despertar nos seus interlocutores a sede da Palavra como orientadora da própria vida, seta que indica o caminho transformador de quem quer seguir a Jesus.

Cada catequista tem a responsabilidade de conduzir os catecúmenos para o encontro com Palavra de Deus, orientando e apontando os pontos fundamentais da Bíblia; a revelação de Deus, que vai se apresentando na história do povo; as dificuldades e os desvios que são denunciados pelos profetas; a mensagem contida por trás das palavras e da cultura do povo; os ensinamentos e a proposta de vida que Jesus deixou; e a experiência das primeiras comunidades na propagação do Evangelho e na vivência cristã.

A Bíblia não é um livro de normas e dogmas, ela é uma referência de vida, uma proposta aberta na qual, ao mesmo tempo em que se revela, Deus espera a resposta prática de quem o encontra e o reconhece. Ela abre espaço para que se reflita e se tome uma decisão a partir do discernimento: o engajamento consciente baseado em fé sólida que gere a misericórdia e a caridade perfeitas. Read More …

Posted by: | Posted on: setembro 1, 2016

SETEMBRO: MÊS DA BÍBLIA!

Criado na década de 1970, com a finalidade de instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus, o Mês da Bíblia é celebrado, no Brasil, em setembro. Para o arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo, o Mês da Bíblia na Igreja no Brasil tornou-se espaço de vivência e experiência de fé nas paróquias.

Objetivos do mês da Bíblia

A cada ano, a CNBB divulga uma proposta de estudo de um dos livros da Bíblia, com um tema específico que ajude as comunidades paroquiais a crescerem no conhecimento da Palavra de Deus e na compreensão da sua mensagem nos dias e na realidade em que vivemos.

Assim, são objetivos deste mês dedicado ao estudo da Palavra de Deus:

  • Contribuir para o desenvolvimento das diversas formas de presença da Bíblia, na ação evangelizadora da Igreja, no Brasil;
  • Facilitar o diálogo criativo e transformador entre a Palavra, a pessoa e as comunidades.

Mês da Bíblia 2016

Com o tema “Para que n´Ele nossos povos tenham vida” e o lema “Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus”, o Mês da Bíblia 2016 traz como proposta de estudo o livro do profeta Miqueias. Read More …

Posted by: | Posted on: julho 10, 2016

EVANGELHO DA MISERICÓRDIA: O BOM SAMARITANO (Lc 10,25-37)

bom-samaritanoO Evangelho do Bom Samaritano é, com toda a certeza, o Evangelho da Misericórdia, pois com essa história Jesus mostra qual é a vivência que o Senhor Deus espera de suas criaturas para que sejam semelhantes a Ele.

Ao ser interpelado por um doutor da Lei, isto é, por alguém que estudou e conhece bem a Palavra e os Mandamentos, Jesus responde com uma pergunta: “O que está escrito na Lei? Como é que tu lês?”.

Veja bem que a pergunta de Jesus não é genérica, mas bem pessoal: Como é que tu lês? Como é que você interpreta a letra da Lei? É aí que está o centro da questão. Read More …

Posted by: | Posted on: fevereiro 15, 2016

O DESERTO

Texto extraído do livro de Santo Atanásio, sobre a vida de Santo Antão. 

deserto-1O deserto constitui, na revelação do Antigo e do Novo Testamento, um tema de atração particular. Sabemos que Israel teve no deserto as experiências mais imediatas da presença, do amor, da misericórdia de Deus, e que nele teve que lutar pela pureza de sua entrega, pela fidelidade a seu Deus. Para uma tradição, o deserto passou a ser inclusive um símbolo da relação mais pura, da frescura do primeiro amor entre Deus e Israel.

Na medida, porém, em que Israel se fez sedentário, foi variando sua compreensão do deserto, e não viu nele senão algo terrível, cheio de ameaças e feras, onde ninguém podia viver. Deste modo, a meditação de sua própria história fê-lo perder a visão idílica de sua peregrinação pelo deserto, e apercebeu-se de que essa época esteve cheia de pecado, de ofensa a Deus, a tal ponto que em certo momento o deserto chegou a ser símbolo do juízo condenatório de Deus. Já se vislumbra nisto a oscilação na consideração do deserto como habitação privilegiada de Deus e como lugar de sua ausência, horrível, cheio de perigos e tentações. Read More …