Artigos

now browsing by category

 
Posted by: | Posted on: setembro 16, 2018

Como ler a Bíblia!

Há muitos textos e artigos que falam sobre como ler a Bíblia, mas encontrei um prefácio escrito pelo Papa Francisco que nos ajuda nessa tarefa.  Esse prefácio foi divulgado em 2015, escrito para uma Bíblia voltada aos jovens. Nesse prefácio o Papa Francisco escreve:

 

“Se vocês vissem a minha Bíblia, talvez vocês não ficariam por nada tocados. Diriam: “O que? Esta é a Bíblia do Papa? Um livro assim velho, assim usado!”. Poderiam também me presentear uma nova, quem sabe uma de 1.000 euros: não, não gostaria. Amo a minha velha Bíblia, aquela que me acompanhou metade da minha vida. Viu a minha alegria, foi banhada pelas minhas lágrimas: é o meu inestimável tesouro. Vivo dela e por nada no mundo eu faria menos dela.”

E alertando sobre o valor que muitos de nós não dá à Bíblia o Papa Francisco lembrou o que Mahatma Gandhi, que não era cristão disse uma vez : “A vocês cristãos é confiado um texto que tem em si uma quantidade de dinamite suficiente para fazer explodir em mil pedaços a civilização inteira, para colocar de cabeça para baixo o mundo e levar a paz a um planeta devastado pela guerra. Mas a tratam, porém, como se fosse simplesmente uma obra literária, nada além disto”. Read More …

Posted by: | Posted on: setembro 11, 2018

As Bem-aventuranças como Caminho de Santidade

Ildo Bohn Gass

“Felizes os que são pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,3).

1 – Todas as pessoas são chamadas à santidade

Na Boa-nova das bem-aventuranças, Jesus propõe um caminho de santidade. No mundo católico romano, o dia escolhido para celebrar a vida de todos os santos é 1º de novembro, ao passo que o dia 2 de novembro é um dia especial para fazer memória das pessoas bem-aventuradas e que já se encontram na glória do Pai. Para nós, que ainda temos uma missão a cumprir neste mundo, Jesus propõe um caminho de santidade e que já começa nesta vida. Conforme a comunidade de Mateus, as oito bem-aventuranças são esse caminho.

Todas as pessoas são chamadas à santidade, a fim de serem felizes. “Sede santos, porque eu, Javé vosso Deus, sou santo” (Levítico 19,2). Mateus faria uma releitura desse chamado da seguinte forma: “Sede perfeitos, como o Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). Coerente com sua experiência com o Deus compassivo, Lucas formula assim o mesmo convite: “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36). Read More …

Posted by: | Posted on: setembro 11, 2018

Clericalismo, centralização e reforma da Igreja

Massimo Faggioli *

“A antiguidade nos ensina que os leigos são em grande parte hostis ao clero, fato que também fica claro a partir das experiências dos tempos atuais.”

Assim começa a bula papal Clericis laicos, publicada pelo Papa Bonifácio VIII em 1296. Seu objetivo era impedir que os Estados seculares da Europa – particularmente a França e a Inglaterra – se apropriassem dos rendimentos da Igreja sem a permissão expressa do Papa.

Mas a bula foi revogada apenas alguns meses depois de ter sido emitida, ressaltando tanto o alcance do poder papal quanto as suas limitações.

O incidente serve como exemplo dos problemas que enfrentamos na Igreja quando pensamos na reforma em termos de relação entre clero e laicato – que é, sem dúvida, uma das principais questões no centro da crise atual.

A história da Igreja Católica é também uma história de corrupção (não simplesmente de pecado, mas de corrupção sistêmica) e de reformas.

Uma das principais crises se desenrolou ao longo dos séculos XI-XIII, quando a Igreja lutou para reivindicar seu poder sobre os assuntos da Igreja – começando pela nomeação dos bispos – dos governantes seculares do império.

Não era apenas um problema de separação ou de distinção entre “Igreja e Estado”, como somos tentados a estruturá-lo hoje. Era também um problema de tornar a Igreja uma entidade que se preocupasse mais especificamente com a religião do que com a política. Read More …

Posted by: | Posted on: setembro 7, 2018

ELEIÇÕES 2018: COMPROMISSO E ESPERANÇA

MENSAGEM DA 56ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

“Continuemos a afirmar a nossa esperança, sem esmorecer” (Hb 10,23) 

Nós, bispos católicos do Brasil, conscientes de que a Igreja “não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça” (Papa Bento XVI – Deus Caritas Est, 28), olhamos para a realidade brasileira com o coração de pastores, preocupados com a defesa integral da vida e da dignidade da pessoa humana, especialmente dos pobres e excluídos. Do Evangelho nos vem a consciência de que “todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a preocupar-se com a construção de um mundo melhor” (Papa Francisco – Evangelii Gaudium, 183), sinal do Reino de Deus.

Neste ano eleitoral, o Brasil vive um momento complexo, alimentado por uma aguda crise que abala fortemente suas estruturas democráticas e compromete a construção do bem comum, razão da verdadeira política. A atual situação do País exige discernimento e compromisso de todos os cidadãos e das instituições e organizações responsáveis pela justiça e pela construção do bem comum. Read More …

Posted by: | Posted on: agosto 20, 2018

Abusos na Igreja: a carta do Papa Francisco a todo o povo de Deus.

Francisco escreveu uma carta a todo o Povo de Deus para falar da “vergonha” provocada pelos casos de abusos cometidos na Pensilvânia e pede oração e jejum, além de uma atuação firme das autoridades competentes.

Cidade do Vaticano

«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele» (1 Co 12, 26). O Papa Francisco se inspirou nas palavras do Apóstolo Paulo para divulgar esta segunda-feira (20/08) uma carta a todo o Povo de Deus a respeito de denúncias de abusos cometidos por parte de clérigos e pessoas consagradas.

Este crime, afirma o Pontífice, “gera profundas feridas de dor e impotência” nas vítimas, em suas famílias e na inteira comunidade de fiéis ou não.

_______________________________________________________

<<A dor das vítimas e das suas famílias é também a nossa dor, por isso é preciso reafirmar mais uma vez o nosso compromisso em garantir a proteção de menores e de adultos em situações de vulnerabilidade.>>

_______________________________________________________

Pensilvânia

Francisco cita de modo especial o relatório divulgado nos dias passados sobre os casos cometidos no Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

“Sentimos vergonha quando percebemos que o nosso estilo de vida contradisse e contradiz aquilo que proclamamos com a nossa voz”, escreve o Papa. Ele fala ainda de negligência, abandono e arrependimento e cita as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, na Via-Sacra de 2005, denunciou a “sujeira” que há na Igreja.

Para o Pontífice, a dimensão e a gravidade dos acontecimentos obrigam a assumir esse fato de maneira global e comunitária. Read More …

Posted by: | Posted on: agosto 17, 2018

“NÃO MATARÁS” – Papa Francisco e a pena de morte.

Maria Clara Bingemer (*)

Foto: Papa Francisco cumprimenta encarcerado durante visita em prisão na Filadélfia em 2015 (Jonathan Ernst/Reuters)

Há alguns dias, o Papa Francisco presenteou a Igreja e toda a humanidade com mais uma de suas adoráveis e inspiradas surpresas. Em audiência concedida ao presidente da Comissão para a Doutrina da Fé, Cardeal Luís Ladaria, o Papa decretou a alteração do parágrafo 2267 do Novo Catecismo da Igreja Católica, que admitia, em alguns casos extremos, a pena de morte.

Assim dizia o texto do Catecismo, de 1992: “A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor.”

Na verdade, a decisão do Papa significa voltar às fontes, autênticas, genuínas e puras da Escritura. Nela, a lei mosaica já proibia atentar contra a vida humana: “Não matarás”.  Recolhendo este mandamento, o evangelho de Mateus transmite a interpretação que dela faz Jesus de Nazaré.  Ele diz aos discípulos no Sermão da Montanha: Ouvistes o que foi dito aos antigos: “Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo”. Eu, porém, digo-vos: “Quem se irritar contra o seu irmão, será réu perante o tribunal” (Mt 5, 21-22). Read More …

Posted by: | Posted on: julho 31, 2018

Agosto – Mês das Vocações

Maria Aparecida de Cicco

Durante o Ano Litúrgico, nós, cristãos católicos, fazemos uma peregrinação pelos caminhos de Jesus, para conviver com os eventos fundamentais da nossa fé e refletir sobre os ensinamentos e a pedagogia de Jesus. No segundo período do Tempo Comum, no calendário litúrgico, a Igreja estabelece a cada mês, reflexões específicas para o crescimento e amadurecimento da fé e do compromisso cristão.

Assim, no mês de agosto, somos convocados a refletir sobre “VOCAÇÃO”; no mês de setembro, vamos refletir sobre a BÍBLIA; e no mês de outubro, vamos refletir sobre “MISSÃO”.

Essas reflexões são fundamentais para todos nós, pois nos ajudam a fazer auto avaliação e renovar nosso compromisso de discípulos e discípulas do Senhor.

Para viver bem o mês de agosto, mês das vocações, a Igreja propõe a celebração de quatro vocações humanas fundamentais:

  • No primeiro domingo, vamos refletir sobre a Vocação Sacerdotal, vocação daqueles que se dedicam a servir à Igreja e ao Povo de Deus;
  • No segundo domingo, vamos refletir sobre a Vocação Familiar, vocação daqueles que se dedicam a formar uma família.
  • No terceiro domingo, vamos refletir sobre a Vocação Religiosa, vocação daqueles que se dedicam à Vida Religiosa Consagrada.
  • No quarto domingo, vamos refletir sobre a Vocação Batismal, vocação de todos os leigos e leigas, que pelo Batismo são chamados a fazer parte do Povo de Deus e que no Crisma recebem a unção do Espírito para viver a própria vocação no engajamento na comunidade. E esse engajamento se faz essencial no serviço pastoral e, de forma especial na Catequese. Read More …
Posted by: | Posted on: junho 21, 2018

Entrevista com o Papa Francisco

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco concedeu uma entrevista ao jornalista Philip Pullella da agência de notícias Reuters. Na entrevista, o Pontífice aborda várias questões e explica que o populismo não é a resposta aos problemas da imigração.

Em que ponto estão as relações de reaproximação com a China?

Papa: “Estamos em um bom ponto, mas as relações com a China seguem por três caminhos diferentes. Antes de tudo o caminho oficial, a delegação chinesa vem a Roma, fazemos reuniões e depois a delegação vaticana vai à China. Há boas relações e conseguimos fazer muitas coisas positivas. Este é o diálogo oficial.

Depois há o segundo diálogo, de todos e com todos. “Sou o primo do ministro fulano que mandou dizer que…” e sempre há uma resposta. “Sim, está bem, vamos em frente”. Existem estes canais abertos periféricos que são, digamos assim, humanos e não queremos interrompê-los. Pode-se ver a boa vontade tanto por parte da Santa Sé quanto por parte do governo chinês. Read More …

Posted by: | Posted on: junho 20, 2018

4ª Semana Brasileira de Catequese

A Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética da CNBB realizará de 14 a 18 de novembro de 2018, em Indaiatuba (Itaici-SP), a 4ª Semana Brasileira de Catequese.

Tema: 4ª Semana Brasileira de Catequese a serviço da Iniciação à Vida Cristã.

Lema: “Nós ouvimos e sabemos que Ele é o Salvador do mundo” (Jo 4,42)

Objetivo geral:

  • Compreender a catequese de inspiração catecumenal a serviço da iniciação à vida Cristã, buscando novos caminhos para a transmissão da fé, no contexto atual.

Read More …

Posted by: | Posted on: junho 14, 2018

Catequistas: a serviço da vida nova em Cristo

Padre Roberto Rubens da Silva

A iniciação cristã é a participação humana da vida em Deus. Uma existência despojada nas mãos do Pai. Jesus de Nazaré nos revela como deve ser essa vida. Ela envolve todo modo de viver do catequista, a imitação do mestre e, por excelência, o modo de caminhar na história que revela a existência em Deus. O caminho é longo. Ele é exigente e de profundo aprendizado e transformação. O Senhor, filho Deus, ajudou os discípulos a descobrirem e participarem da vida em Deus. Ele mesmo convidou os discípulos de João Batista, “vinde e vede”, revelando que sua morada é o lugar onde encontra-se o Pai e que por conta própria deveriam buscar a resposta da procura e o caminho.

O catequista, hoje, é o mistagogo desse processo, com a vida alicerçada no Mestre, ele realiza a vontade de Deus e conduz os evangelizandos ao Pai; ele contribui com os iniciandos à experimentar a vida nova no Espírito, conduzindo o catecúmeno diante do mistério da fé, à vida afetiva e definitiva no Pai. Esta é a obra que falta levar a termino o desígnio daquele que o escolheu. Read More …