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Posted by: | Posted on: junho 21, 2018

Entrevista com o Papa Francisco

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco concedeu uma entrevista ao jornalista Philip Pullella da agência de notícias Reuters. Na entrevista, o Pontífice aborda várias questões e explica que o populismo não é a resposta aos problemas da imigração.

Em que ponto estão as relações de reaproximação com a China?

Papa: “Estamos em um bom ponto, mas as relações com a China seguem por três caminhos diferentes. Antes de tudo o caminho oficial, a delegação chinesa vem a Roma, fazemos reuniões e depois a delegação vaticana vai à China. Há boas relações e conseguimos fazer muitas coisas positivas. Este é o diálogo oficial.

Depois há o segundo diálogo, de todos e com todos. “Sou o primo do ministro fulano que mandou dizer que…” e sempre há uma resposta. “Sim, está bem, vamos em frente”. Existem estes canais abertos periféricos que são, digamos assim, humanos e não queremos interrompê-los. Pode-se ver a boa vontade tanto por parte da Santa Sé quanto por parte do governo chinês. Read More …

Posted by: | Posted on: junho 20, 2018

4ª Semana Brasileira de Catequese

A Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética da CNBB realizará de 14 a 18 de novembro de 2018, em Indaiatuba (Itaici-SP), a 4ª Semana Brasileira de Catequese.

Tema: 4ª Semana Brasileira de Catequese a serviço da Iniciação à Vida Cristã.

Lema: “Nós ouvimos e sabemos que Ele é o Salvador do mundo” (Jo 4,42)

Objetivo geral:

  • Compreender a catequese de inspiração catecumenal a serviço da iniciação à vida Cristã, buscando novos caminhos para a transmissão da fé, no contexto atual.

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Posted by: | Posted on: junho 14, 2018

Catequistas: a serviço da vida nova em Cristo

Padre Roberto Rubens da Silva

A iniciação cristã é a participação humana da vida em Deus. Uma existência despojada nas mãos do Pai. Jesus de Nazaré nos revela como deve ser essa vida. Ela envolve todo modo de viver do catequista, a imitação do mestre e, por excelência, o modo de caminhar na história que revela a existência em Deus. O caminho é longo. Ele é exigente e de profundo aprendizado e transformação. O Senhor, filho Deus, ajudou os discípulos a descobrirem e participarem da vida em Deus. Ele mesmo convidou os discípulos de João Batista, “vinde e vede”, revelando que sua morada é o lugar onde encontra-se o Pai e que por conta própria deveriam buscar a resposta da procura e o caminho.

O catequista, hoje, é o mistagogo desse processo, com a vida alicerçada no Mestre, ele realiza a vontade de Deus e conduz os evangelizandos ao Pai; ele contribui com os iniciandos à experimentar a vida nova no Espírito, conduzindo o catecúmeno diante do mistério da fé, à vida afetiva e definitiva no Pai. Esta é a obra que falta levar a termino o desígnio daquele que o escolheu. Read More …

Posted by: | Posted on: junho 4, 2018

Estudo do Livro da Sabedoria – para o “Mês da Bíblia”

No período entre 2016 e 2019, conforme proposta do Documento de Aparecida, a nossa Igreja está aprofundando a segunda parte da proposta pastoral: “Ser Discípulos Missionários de Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida”. O tema central durante estes quatro anos é sempre o mesmo: “em defesa da vida”. Seguindo essa proposta, em 2018, o tema central é “A Sabedoria em defesa da Vida”.

Eis o esquema do Mês da Bíblia nesses quatro anos:

* 2016: A Profecia em defesa da vida – livro do profeta Miqueias

* 2017: A Comunidade em defesa da vida – 1ª carta os Tessalonicenses

* 2018: A Sabedoria em defesa da vida – livro da Sabedoria

* 2019: O Amor em defesa da vida – 1ª carta de São João

Assim sendo, em 2018, o tema específico é: Para que n’Ele nossos povos tenham vida – Livro da Sabedoria”; e o lema é: “A Sabedoria é um espírito amigo do ser humano” (Sb 1,6). Ou seja, a Sabedoria é uma expressão da amizade de Deus por nós, seres humanos. O livro da Bíblia que vai nos ajudar no aprofundamento deste tema é o livro da Sabedoria. Read More …

Posted by: | Posted on: maio 31, 2018

A Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

U Carlo Maria Martini

Lembro-me muito bem do tempo em que saiu a encíclica Haurietis aquas in gaudio. Eu era então estudante de Sagrada Escritura e membro da comunidade do Pontifício Instituto Bíblico, onde era professor o ilustre biblista padre Agostino Bea, depois criado cardeal pelo papa João XXIII. Padre Bea era um estreito colaborador do papa Pio XII, e na comunidade se dizia, penso que com boas razões, que ele havia contribuído para preparar esse documento. Certamente impressionava a orientação bíblica de todo o texto, a partir do título, que é uma citação do livro de Isaías (12,3). Por isso, a encíclica (que trazia a data de 15 de maio de 1956) foi lida com muita atenção pela comunidade do Instituto Bíblico, que apreciava em particular o seu embasamento nos textos da Escritura. No passado, essa devoção, que de per si tem uma longa história na Igreja, se desenvolveu entre o povo a partir sobretudo das chamadas “revelações” de tipo particular, como a revelação a Santa Margarida Maria, no século XVII. A percepção de como nessa devoção tradicional estava sintetizada concretamente a mensagem bíblica do amor de Deus era algo que nos reaproximava dela, uma devoção que no passado recente havia sido muito cara sobretudo à Companhia de Jesus, em particular em sua luta contra o rigorismo jansenista. Read More …

Posted by: | Posted on: maio 30, 2018

O sentido do banquete, jantar ou ceia fraterna.

Frei Alberto Beckhaüser

A ceia ou banquete é o sinal mais imediato, mais fácil de se perceber. A Eucaristia celebra-se em forma de ceia, como o fez Cristo antes de ser entregue. Esta forma ele a transmitiu à Igreja para que repetisse em memória de sua morte e ressurreição. A Constituição Litúrgica do Concílio Vaticano II diz: “A Eucaristia é o memorial de sua Morte e Ressurreição, sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que Cristo nos é comunicado em alimento, o espírito é repleto de graça e nos é comunicado o penhor da futura glória” (SC, nº 47).

Vários são os elementos que lembram esta ceia. Temos o altar, a mesa do Sacrifício cristão, em torno da qual se congrega a assembleia dos fiéis. Os elementos mais significativos são, sem dúvida, o pão e o vinho – comida e bebida – apresentados em bandejas e cálices. Durante a Oração Eucarística repetem-se os gestos de Cristo na última Ceia. O sacerdote toma o pão e depois o cálice. Cristo declara que seu Corpo e Sangue seriam verdadeira comida e bebida (Cf. Jo 6) e São Paulo, interpretando o significado do Banquete Eucarístico, distinguindo-o de uma ceia comum, afirma: “Pois todas as vezes que comerdes este pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor até que Ele venha” (1 Cor 11,26). Pelo fim das Orações Eucarísticas rezamos: “… para que, ao participarmos deste altar, recebendo o corpo e sangue de vosso Filho…” (I Or. Euc.). “E nós vos suplicamos, que, participando do corpo e sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo, num só corpo…” (II Or. Euc.). “…Alimentando-nos com o corpo e o sangue de vosso Filho …” (III Or. Euc.). “… e concedei aos que vamos participar do mesmo pão e do mesmo cálice… » (IV Or. Euc.). Read More …

Posted by: | Posted on: maio 30, 2018

Meu corpo, minha vida para o mundo

Frei Almir Guimarães, OFM

>> Houve a ceia de despedida. Os discípulos de Jesus de todos os tempos nunca se extasiam o suficiente diante dos gestos do Mestre naquela refeição de despedida. Uma sala preparada com esmero. Os apóstolos que chegavam de vários cantos. O Mestre com um manto de festa. Uns conversam com os outros. Há certa apreensão no ar. Antes de sentarem-se à mesa, o gesto do lava-pés. Aquele que os céus não podem conter dobra-se sobre as criaturas para lavar-lhes os pés. Os seus escutam que serão felizes na medida em que fizerem o mesmo.

>> Uma mesa… quantas mesas em nossa vida. A mesa da casa da infância, a mesa no refeitório do local de trabalho, a mesa de festa, mesa da casa pobre, a mesa dos presidiários, a mesa para os que têm fome. Jesus esteve sentado junto a muitas mesas: na casa de seus amigos Marta, Maria e Lázaro, numa festa de casamento em Caná da Galileia, com Mateus e Zaqueu, com pecadores e prostitutas. Nossas refeições têm qualquer coisa de sagrado. Read More …

Posted by: | Posted on: maio 29, 2018

Adoração Eucarística: uma reflexão teológico-espiritual

Frei José Ariovaldo da Silva, OFM

Adorar o Santíssimo Sacramento: o que é isso? E por que dizemos que adoramos a Hóstia? Um primeiro esclarecimento nesse sentido seria bom. Então vamos lá! Estamos diante de palavras importantes como “adorar”, “Santíssimo Sacramento”, e “Hóstia”.

Adorar

A palavra “adorar” é uma palavra que vem do latim “adorare”. Adorare, por sua vez, é uma palavra que se formou pela junção da partícula “ad” (que expressa movimento: “em direção a”) com o verbo “orare” (que vem de “os/oris”, significando “a boca” ou também “o rosto”, “a face”). Assim sendo, “adorare” significa no fundo o movimento de aproximar a boca, ou o rosto, ou a face, e até mesmo o coração e todo o ser; buscar colar-se ao objeto de imensa estimação. O beijo poderia representar tal movimento. Mas, na palavra “adorare” temos, sobretudo, o movimento de buscar se identificar, formar um só corpo, uma só carne, com o objeto ou pessoa amada e tudo o que ela significa. É o que a palavra “adorar”, na sua origem, parece evocar. E adorar a Deus? É ter tanta admiração por Ele e seu projeto de vida para todos, que o meu (ou nosso) desejo é estar n’Ele e Ele em mim (ou em nós), formando com Ele um só corpo e, de fato, me lanço na realização deste desejo, que é também desejo de Deus, em primeiro lugar. Eu o adoro porque, em primeiro lugar, ele me “adora”. Read More …

Posted by: | Posted on: maio 29, 2018

O sentido da adoração na Liturgia renovada pelo Concílio Vaticano II

Padre Gerson Schmidt

“Queremos aprofundar o verdadeiro sentido da Presença real de Cristo eucarístico – não simplesmente como adoração penitente, mas presença alegre e festiva, memorial do banquete sagrado.

A Constituição Sacrosanctum Concilium, no número 07, fala das diversas formas de Cristo estar presente na Eucaristia que aqui já explicitamos. Diz assim: “Para realizar tão grande obra, Cristo está sempre presente em sua Igreja, e especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da missa, tanto na pessoa do ministro, pois aquele que agora se oferece pelo ministério sacerdotal é o “mesmo que, outrora, se ofereceu na cruz”, como sobretudo nas espécies eucarísticas” (SC, 07). Cristo está presente, portanto, nas espécies eucarísticas também para ser adorado, mas não só.

A presença real de Cristo no Sacramento Eucarístico é para ser celebrado como presença viva, transformadora – não simplesmente como uma presença de adoração anestesiante, estática, mirabolante ou manipulável. Deus está presente na hóstia consagrada, não há dúvida disso. A Igreja definiu que Cristo no sacramento da Eucaristia está real, verdadeira e substancialmente nas hóstias e vinhos consagrados.

Para tanto, recordamos aqui a Carta Encíclica MYSTERIUM FIDEI, DE SUA SANTIDADE PAPA PAULO VI, datada em 3 de Setembro de 1965, na conclusão do Concilio, que destaca essa presença real nesses termos:

  1. Esta presença chama-se “real”, não por exclusão como se as outras não fossem “reais”, mas por antonomásia porque é substancial, quer dizer, por ela está presente, de fato, Cristo completo, Deus e homem. Erro seria, portanto, explicar esta maneira de presença imaginando uma natureza “pneumática”, como lhe chamam, do corpo de Cristo, natureza esta que estaria presente em toda a parte; ou reduzindo a presença a puro simbolismo, como se tão augusto Sacramento consistisse apenas num sinal eficaz “da presença espiritual de Cristo e da sua íntima união com os féis, membros do Corpo Místico”.

Isso já dizia Paulo VI, no auge do Concílio. Mas, por vezes, entendemos muito mal esse sentido da presença concreta e palpável de Cristo na Sagrada Missa. Cristo está presente na celebração litúrgica não com a finalidade única de ser adorado. Também deve ser adorado. Mas sobretudo está presente de maneira real para celebrar a Páscoa conosco, para estar com a Igreja, para ser consumido como pão para a Vida Eterna, remédio para os pecadores.

O culto e adoração silenciosa às espécies eucarísticas cabem mais fora do banquete, no sacrário, do que dentro da missa em tom demasiadamente penitencial. Jesus Cristo está presente em função do Mistério Pascal e não para ser adorado pura e simplesmente. O pão e o vinho, uma vez consagrados em Corpo e Sangue do Senhor, estão feitos para serem comidos e bebidos e somente secundariamente para serem expostos em adoração.

A Eucaristia é fundamentalmente um banquete para conduzir todos à Pascoa, que é dinâmica, viva e celebrativa. Nós transformamos muitas vezes a Eucaristia em algo estático e manipulável à nossa devoção particular. Devido à controvérsia protestante, surgiram muitas devoções exageradas, antes do Concilio, ao “divino prisioneiro do sacrário”, reduzindo-se a missa ao fato de adorar e comungar e ter um encontro intimista com Jesus na hóstia consagrada, desvinculado do verdadeiro memorial da Páscoa do Senhor.

Foi por isso, que a partir do Concilio Vaticano II, se recomendou e se direcionou que o sacrário fosse colocado num ambiente lateral para priorizar o altar como foco principal da Santa Missa. No momento da Sagrada Eucaristia, o ponto central não é o sacrário, nem a adoração, mas o sacrifício eucarístico no altar, como banquete pascal repartido e oferecido para todos que celebram.”

[Pe. Gerson Schmidit é jornalista e sacerdote encardinado na Arquidiocese de Porto Alegre]

FONTE: Vaticans News

Posted by: | Posted on: abril 22, 2018

Mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ao Povo de Deus

“O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo (1Jo 1,3)”

Em comunhão com o Papa Francisco, nós, Bispos membros da CNBB, reunidos na 56ª Assembleia Geral, em Aparecida – SP, agradecemos a Deus pelos 65 anos da CNBB, dom de Deus para a Igreja e para a sociedade brasileira. Convidamos os membros de nossas comunidades e todas as pessoas de boa vontade a se associarem à reflexão que fazemos sobre nossa missão e assumirem conosco o compromisso de percorrer este caminho de comunhão e serviço.

Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer a nossa comunhão na fé, pois, só permanecendo unidos em Cristo podemos experimentar a alegria de ser discípulos missionários. Read More …