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Posted by: | Posted on: dezembro 10, 2017

Síntese do Estudo 107 da CNBB – “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”

Esta síntese, que Dom Paulo Mendes Peixoto nos enviou, é muito importante e ajuda a compreender melhor o contexto no qual surgem as reflexões propostas pelo “Ano do Laicato”.

Apresentação

  • A Igreja é Povo de Deus, realidade fundada num só Senhor, numa só fé e num só Batismo (Ef 4,5).
  • Todos os membros têm uma mesma dignidade e não há desigualdade em Cristo e na Igreja. “Todos vós sois um” (Gl 3,28).
  • O importante para o povo sacerdotal é dar testemunho de Cristo e razão da esperança de vida eterna (I Pd 3,15).
  • A Igreja tem uma variedade de ministérios, carismas e serviços, formando uma diversidade, mas na unidade do Espírito Santo.
  • Por isto ela deve ser consoladora, samaritana, profética, serviçal e maternal.

Introdução

  • Celebrando os 50 anos do Vaticano II, a Igreja vive um “novo Pentecostes”, vendo os leigos como Igreja e não simples fieis.
  • Sua missão passa pelo mundo do individualismo onde deve ser servidora da humanidade, superando o relativismo, o laicismo e a dicotomia entre Igreja e mundo.
  • A Igreja deve ser sujeito eclesial, aggiornada para atender as exigências do mundo moderno, estando sempre em saída.
  • Toda ação da Igreja, para produzir bons frutos, tem que fazer um encontro pessoal com Jesus Cristo. Isto implica conversão e aprendizado.
  • O leigo em saída é a Igreja referenciada pelo Reino e direcionada para o mundo, onde deve se encarnar como fermento na massa, sal da terra e testemunha como luz.
  • É importante o leigo ter a consciência de ser Igreja e não somente de pertencer à Igreja, porque cada batizado é portador da graça e da tarefa de evangelizar.
  • A ação do leigo santifica a Igreja e o próprio mundo. Para isto ele deve superar o clericalismo, o individualismo (fechar-se em si) e o comunitarismo (fechar-se em grupo).
  • Ser sujeito eclesial não é uma realidade pronta, mas um dom que se faz tarefa permanente para toda a Igreja, em sua missão evangelizadora.

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Posted by: | Posted on: dezembro 9, 2017

Celebração do Segundo Domingo do Advento

“Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mt 1,1). Assim começa o Evangelho de Marcos. Declara-se logo no início que o texto é um evanguelion, ou seja, uma Boa Notícia. Quando esta mensagem chega aos ouvidos de homens e mulheres deve, sim, gerar amor, alegria, esperança. As instituições religiosas, quando não se deixam guiar pelo Espírito, anunciam uma má notícia, bem diferente do Evangelho de Jesus Cristo. É preciso que insistamos no aspecto altamente positivo do Evangelho: sua alegria, sua força transformadora e ilimitada, a experiência salvífica que nos enche de felicidade e sentido.

A Celebração deste Segundo Domingo do Advento, enviada por Dom Vilson Dias de Oliveira,DC – Bispo da Diocese de Limeira, está no link abaixo:

CLIQUE AQUI para abrir a Celebração do Segundo Domingo do Advento – ano Ano B – 2017

Posted by: | Posted on: dezembro 8, 2017

Nos meandros do evangelista Marcos

No início de cada Ano Litúrgico, a Liturgia Dominical estabelece que se proclame um dos três Evangelhos Sinóticos: Mateus (Ano A), Marcos (Ano B), Lucas (Ano C). Ao de João, dá-se um espaço maior nos Ciclos do Natal e da Páscoa.

O Evangelho de Marcos se caracteriza por ser o mais antigo, o mais curto e o de mais fácil compreensão. Segundo a Tradição Católica e Copta, bem como alguns da Patrística (Hipólito, Clemente, Inácio de Antioquia, Pápias, Eusébio de Cesaréia), há um consenso que os nomes “Marcos e João Marcos” são a mesma pessoa. Sendo assim, ele é o filho de Maria, família rica de Jerusalém, em cuja casa os primeiros cristãos se reuniam para rezar (At 12,6-17). Seria a mesma sala “mobiliada, no andar de cima” onde Cristo celebrou a Última Ceia (cf. Mc 14, 12-16), onde teria acontecido o Pentecostes, com a presença de 120 pessoas (cf. At 1,12-15). Marcos seria, também, o “homem que carregava o cântaro de água” e que mostraria a sala para a Ceia (cf. Mc 14,13-14). Seria ele o “jovem envolto num lençol”, por ocasião da prisão de Jesus (14,51-52). Por fim, aquele que estava “sentado no sepulcro, vestido de branco” (16,5-8). Read More …

Posted by: | Posted on: dezembro 7, 2017

Chá de Bebê para Jesus

Esta dinâmica, criada por Maria Aparecida de Cicco, há sete anos, traz uma proposta que pode transformar a imagem do Natal nas comunidades. Sempre se luta para que o Natal não se resuma a uma festa do consumo, por isso, desenvolver esta dinâmica, não apenas na Catequese, mas nas comunidades, pode mudar o foco e iluminar a consciência sobre o espírito do Natal.

Essa dinâmica poderá ser realizada com os catequizandos, de todos os grupos de catequese e de todas as fases, da Comunidade (crianças, adolescentes, jovens e adultos). Mas também poderá ser realizada nos grupos de rua, nas famílias que se reúnem para a Novena de Natal. Pois é uma forma concreta de se preparar para o Natal, assumindo um compromisso evangélico e também partilhando com os mais pobres.

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Posted by: | Posted on: dezembro 4, 2017

TUDO NOVO

A sensação de final de ano é muito agradável. É colheita da uma caminhada tumultuada de atividades, mas também a alegria de que tudo vai começar de novo. “Descartamos” o passado, cheio de experiências positivas e negativas, para agora iniciar 2018 com a expectativa de que seja um ano promissor, de realizações positivas e de escolhas responsáveis e iluminadas pelo Espírito de Deus.

O nascimento de Jesus passa pelas palavras sábias de João Batista, fazendo a transição do Antigo para o Novo Testamento. Ele proclama a chegada dos novos tempos e anuncia a realização da profecia de Isaías 7,14: “De uma virgem nascerá o Emanuel, Deus conosco”. O divino se torna humano, um de nós, para divinizar o humano e realizar a plenitude da Aliança feita por Deus com Abraão. Read More …

Posted by: | Posted on: dezembro 1, 2017

O ANO LITÚRGICO!

A liturgia é a celebração do Mistério Pascal de Cristo. Em volta deste núcleo fundamental da nossa fé, celebramos no Ano Litúrgico a memória do Ressuscitado na vida de cada pessoa e de cada comunidade.

O Ano Litúrgico “revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a Encarnação e Nascimento até à Ascensão, ao Pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor” (SC 102). Ele assim nos propõe um caminho espiritual, ou seja, a vivência da graça própria de cada aspecto do mistério de Cristo, presente e operante nas diversas festas e nos diversos tempos litúrgicos (cf. Normas sobre o Ano Litúrgico e o Calendário – NALC 1).

Em síntese, através do Ano Litúrgico, os fiéis fazem a experiência de se configurar ao seu Senhor e dele aprenderem a viver “os seus sentimentos” (cf, Fl 2,5). Read More …

Posted by: | Posted on: dezembro 1, 2017

COROA DO ADVENTO

Desde a sua origem a Coroa de Advento possui um sentido especificamente religioso e cristão: anunciar a chegada do Natal sobretudo às crianças, preparar-se para a celebração do Santo Natal, suscitar a oração em comum, mostrar que Jesus Cristo é a verdadeira luz, o Deus da Vida que nasce para a vida do mundo. O lugar mais natural para o seu uso é família.

Além da coroa como tal com as velas, é uso antigo pendurar uma coroa (guirlanda), neste caso sem velas, na porta da casa. Em geral laços vermelhos substituem as velas indicando os quatro pontos cardeais. Entrou também nas igrejas em formas e lugares diferentes, em geral junto ao ambão. Cada domingo do Advento se acende uma vela. Hoje está presente em escolas, hotéis, casas de comércio, nas ruas e nas praças. Tornou-se mesmo enfeite natalino. Já não se pode pensar em tempo de Advento sem a coroa com suas quatro velas.

Simbolismo da Coroa de Advento
Pelo fato de se tratar de uma linguagem simbólica, a Coroa de Advento e seus elementos podem ser interpretados de diversas formas. Desde a sua origem ela possui um forte apelo de compromisso social, de promoção das pessoas pobres e marginalizadas. Trata-se de acolher e cuidar da vida onde quer que ela esteja ameaçada. Podemos dizer que a Coroa de Advento constitui um hino à natureza que se renova, à luz que vence as trevas, um hino a Cristo, a verdadeira luz, que vem para vencer as trevas do mal e da morte. É, sobretudo, um hino à vida que brota da verdadeira Vida.
(BECKHÄUSER, Frei Alberto, Coroa de Advento – história, simbolismo e celebrações, Vozes, 2006)

A mensagem da Coroa de Advento é percebida a partir do simbolismo de cada um de seus elementos. Read More …

Posted by: | Posted on: dezembro 1, 2017

Vídeos sobre a Coroa do Advento

Estes vídeos, produzidos pelos frades franciscanos,  trazem a história, os símbolos e o uso da Coroa do Advento. São vídeos curtos, mas que trazem um bom conhecimento sobre esse ícone do Advento. Eles são um bom subsídio para catequistas aprofundarem o tema durante este tempo do Advento e até mesmo construírem a Coroa com os catequizandos, após assistirem os vídeos.

Primeiro Vídeo: apresenta a história da Coroa do Advento e é apresentado pelo Frei Tiago Elias.

Segundo Vídeo: apresenta os aspectos que caracterizam o simbolismo da Coroa de Advento: o círculo, os ramos verdes e as velas, e é apresentado pelo Frei Natanael José Barbosa

Terceiro vídeo: A Coroa de Advento já entrou em grande parte das Igrejas durante o Tempo do Advento. No Brasil, seu uso é geral. Por isso, neste vídeo, o Frei Zilmar Augusto fala do uso da Coroa de Advento na Missa.

Posted by: | Posted on: dezembro 1, 2017

Celebração do Primeiro Domingo do Advento

Iniciamos o Tempo do Advento. O termo vem do latim e significa “chegada, vinda”. Portanto, estamos no tempo da vinda do Senhor. Duas são as vindas do Senhor: a primeira já aconteceu, a sua vinda histórica, na carne; a segunda será a sua vinda definitiva, na glória.

Os dois primeiros domingos do Advento se ocuparão da vinda na glória, portanto, serão domingos escatológicos (escatologia = estudo sobre nossa realidade última, vida após a morte). Ainda não é hora de falarmos do presépio, de Jesus criança na manjedoura, mas do Cristo glorioso que virá.

O tema da vinda do Senhor nos leva, neste domingo, a acendermos a vela da vigilância. O Senhor virá como o dono da casa. Quando chegar, desejará que seus empregados estejam atentos ao cuidado de sua residência. Portanto, a nossa história não é um lugar de espera passiva. A expectativa vigilante não nos coloca como passageiros no portão de embarque. A vigilância nos leva a perceber a presença do Senhor na história e a provocar suas vinda

A Celebração do Primeiro Domingo do Advento, enviada por Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, nos ajuda a preparar bem o nosso Advento, é um bom subsídio para a catequese bíblica e também um bom instrumento para Diáconos e Ministros da Palavra que irão presidir as celebrações dominicais nos lugares onde não há sacerdote. 

CLIQUE AQUI para abrir o arquivo da Celebração do Primeiro Domingo do Advento – ano B – 2017

Posted by: | Posted on: novembro 30, 2017

ADVENTO: viver na atenção criativa.

Pe. Adroaldo Palaoro, sj

Gregório de Nissa afirma que “na vida cristã vamos de começo em começo, através de começos sem fim”. Re-começar contínuo, no qual nos colocamos sempre de novo em sintonia com Aquele que plenifica nossa existência, dando sentido e inspiração ao nosso modo de ser e viver. Estamos re-começando mais um tempo litúrgico, sempre original e instigante; trata-se do Advento. No evangelho, indicado para este primeiro domingo, o apelo de Jesus (“vigiai”) poderia perfeitamente ser traduzida por “estejam atentos”, “estejam despertos”.       

Por que essa insistência em viver despertos, atentos e lúcidos, como nos pede o tempo do Advento? Porque, como dizia Antony de Mello, a grande tragédia da vida não é tanto aquilo que sofremos, mas aquilo que perdemos. Perdemos muitas oportunidades porque a dispersão e a distração nos acompanham sempre.  Read More …