Ano do Laicato: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”

Posted by: | Posted on: novembro 24, 2017

Uma missão revalorizada após o Concílio Vaticano II

Há quem diga que os leigos, após o Concílio Vaticano II, já não ficam mais em segundo plano, em comparação com religiosos, sacerdotes, bispos etc. Mas na avaliação de Dom Severino, o distanciamento entre o clero e o leigo ainda não está superado. “É preciso entender que o essencial é ser cristão, seja leigo, religioso, sacerdote ou bispo. Existem funções diferentes, distintas, mas a dignidade é a mesma para todos”, ressalta.

Apesar disso, após o último Concílio, os leigos tiveram sua missão consideravelmente revalorizada, mas ainda não compreendida o suficientemente. “Existe ainda em muitos lugares uma mentalidade clericalista na cabeça da hierarquia e dos leigos, isso deve ser superado”, opina o bispo.

Dom Clasen conta que após a Assembleia Geral da CNBB de 2014, a intenção é contar com todos para aprofundar a missão dos leigos e leigas na Igreja e na sociedade. “Vamos quebrar paradigmas e somar forças para encurtar distâncias entre leigos e hierarquia. Juntos compreenderemos que todo o batizado se torna filho da Igreja. A Igreja é mãe, tem a missão de acolher a todos como filhos é o que diz o Papa Francisco. Busquemos assumir a nossa missão como filhos e juntos construamos uma Igreja santa, agradável, acolhedora e um mundo justo, fraterno e digno de se morar e viver para a glória de Deus.”

Dom Severino sugere que os grandes documentos da Igreja são importantíssimos, que se complementam, são momentos e ofertas de reflexão. “Eu acredito que devemos ter um olhar maior para todos os documentos, para que os leigos tenham acesso, porque estes documentos da Igreja são para todos os batizados. Que os cristãos leigos tenham a alegria de ajudar a propagar o Ano do Laicato, que todas sejam abençoados na sua vida familiar e profissional, que tenhamos um mundo favorável para todos”, finaliza.

Documento nº 105

Pretende ainda: “Dinamizar o estudo e a prática do documento 105: ‘Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade’ e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato; e estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, ‘verdadeiros sujeitos eclesiais’ (DAp, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.

A Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato organizou as atividades em quatro eixos: 1) Eventos; 2) Comunicação, catequese e celebração; 3) Seminários temáticos nos Regionais; e 4) Publicações.

Segundo o presidente da Comissão do Laicato, dom Severino, espera-se que este ano traga um legado para a Igreja missionária autêntica, com maior entusiasmo dos cristãos leigos e leigas na vida eclesial e também na busca da transformação da sociedade. “Eu acredito que se conseguirmos estimular a participação e presença efetiva dos cristãos leigos na sociedade provocando que aconteça a justiça e a paz, será um grande legado”, disse o bispo.

 





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