A importância do Presépio em casa

Posted by: | Posted on: novembro 30, 2018

Na Audiência Geral que antecedeu o Natal, em 2016, o Papa Francisco explicou sobre a importância de ter o presépio em casa. Falando sobre a Esperança, o Papa Francisco diz:

“Quando falamos de esperança, referimo-nos muitas vezes àquilo que não está no poder do homem e que não é visível. Com efeito, o que esperamos vai além das nossas forças e do nosso olhar. Mas o Natal de Cristo, inaugurando a redenção, fala-nos de uma esperança diferente, de uma esperança confiável, visível e compreensível, porque fundada em Deus. Ele entra no mundo e dá-nos a força de caminhar com Ele: Deus caminha ao nosso lado em Jesus, e caminhar com Ele rumo à plenitude da vida dá-nos a força de viver o presente de maneira nova, embora difícil. Então, para o cristão esperar significa a certeza de estar a caminho com Cristo rumo ao Pai que nos aguarda. A esperança nunca está parada, a esperança está sempre a caminho e leva-nos a caminhar. Esta esperança, que o Menino de Belém nos confere, oferece uma meta, um destino bom para o presente, a salvação à humanidade, a bem-aventurança a quantos confiam em Deus misericordioso. São Paulo resume tudo isto com a expressão: «Fomos salvos pela esperança» (Rm 8, 24). Ou seja, caminhando neste mundo, com esperança, fomos salvos. E aqui cada um de nós pode formular a pergunta: caminho com esperança ou a minha vida interior está parada, fechada? O meu coração é uma gaveta fechada ou uma gaveta aberta à esperança, que me faz caminhar não sozinho, mas com Jesus?”

E em seguida, ele vai descrevendo como cada figura do presépio se torna um sinal dessa Esperança:

“Nas casas dos cristãos, durante o tempo de Advento, prepara-se o presépio, segundo a tradição que remonta a São Francisco de Assis. Na sua simplicidade, o presépio transmite esperança; cada um dos personagens está imerso nesta atmosfera de esperança.

Antes de tudo, observamos o lugar em que Jesus nasce: Belém. Pequeno povoado da Judeia, onde mil anos antes tinha nascido David, o pequeno pastor escolhido por Deus como rei de Israel. Belém não é uma capital, e por isso é preferida pela providência divina, que gosta de agir através dos pequeninos e dos humildes. Naquele lugar nasce o «filho de David» tão esperado, Jesus, em quem se encontram a esperança de Deus e a esperança do homem.

Depois olhamos para Maria, Mãe da esperança. Com o seu «sim» abriu a Deus a porta do nosso mundo: o seu coração de jovem estava cheio de esperança, totalmente animada pela fé; e assim Deus escolheu-a e ela acreditou na sua palavra. Aquela que por nove meses foi a arca da nova e eterna Aliança, na gruta contempla o Menino e nele vê o amor de Deus, que vem para salvar o seu povo e a humanidade inteira. Ao lado de Maria está José, descendente de Jessé e de David; também ele acreditou nas palavras do anjo e, olhando para Jesus na manjedoura, medita que aquele Menino vem do Espírito Santo, e que o próprio Deus lhe ordenou que o chamassem assim, «Jesus». Naquele nome está a esperança para cada homem, porque mediante aquele filho de mulher, Deus salvará a humanidade da morte e do pecado. Por isso é importante olhar para o presépio!

E no presépio estão também os pastores, que representam os humildes e os pobres que esperavam o Messias, a «consolação de Israel» (Lc 2, 25) e a «libertação de Jerusalém» (Lc 2, 38). Naquele Menino veem o cumprimento das promessas e aguardam que a salvação de Deus finalmente chegue para cada um deles. Quem confia nas próprias seguranças, sobretudo materiais, não espera a salvação de Deus. Coloquemos isso na cabeça: as nossas seguranças não nos salvarão; a única segurança que nos salva é a esperança em Deus. Salva-nos porque é forte e nos leva a caminhar na vida com alegria, com o desejo de praticar o bem, com a vontade de ser felizes para a eternidade. Ao contrário, os pequeninos, os pastores, confiam em Deus, esperam n’Ele e alegram-se quando reconhecem naquele Menino o sinal indicado pelos anjos (cf. Lc 2, 12).

E precisamente o coro de anjos anuncia do alto o grande desígnio que aquele Menino realiza: «Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, que Ele ama» (Lc 2, 14). A esperança cristã manifesta-se no louvor e na ação de graças a Deus, que inaugurou o seu Reino de amor, de justiça e de paz.

Estimados irmãos e irmãs, nestes dias, contemplando o presépio, preparamo-nos para o Natal do Senhor. Será verdadeiramente uma festa, se recebermos Jesus, semente de esperança que Deus coloca nos sulcos da nossa história pessoal e comunitária. Cada «sim» a Jesus que vem é um rebento de esperança. Tenhamos confiança neste rebento de esperança, neste sim: «Sim, Jesus, Tu podes salvar-me, Tu podes salvar-me». Feliz Natal de esperança a todos!”

[FONTE: Site da Santa Sé: Audiência Geral – Sala Paulo VI – Quarta-feira, 21 de dezembro de 2016]





Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *