sexta-feira, agosto 10th, 2018

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Posted by: | Posted on: agosto 10, 2018

Esses homens, a quem chamamos de pai!

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM

Meus pais foram envelhecendo, foram se fragilizando, foram precisando mais de mim. E como não precisava tanto deles, ocupado com meu trabalho e minhas relações, tornei-me ausente. Um ausente egoísta que empurrava os problemas para os irmãos e não pretendia se incomodar com a velhice e a saúde de meus guardiões (Cuide dos pais antes que seja tarde,  Carpinejar, Bertrand Brasil, p.7)

tique-20Quando chega o mês de agosto há um convite a que reflitamos sobre a figura do pai, esse homem ao qual nossa mãe nos apresentou logo após nosso nascimento. Viemos do seio dela, mas ela e ele “maquinaram” nossa chegada. E, por detrás, de tudo e antes de tudo o Pai que cria os espaços,  colore as pétalas das  flores e ensina os ares a fabricar a neve colocou viço e vida no amor da mãe e do pai. Viemos do Pai belo dos céus. No amor do pai e da mãe  lá estávamos nós… Quem dera que sempre assim fosse.  Duas vocações:  ser pai e ser mãe, duas trilhas que caminham inseparavelmente juntas.

tique-20Sim, não se pode falar de pai e paternidade, de mãe e maternidade separadamente. Paternidade e maternidade constituem tesouros da humanidade, que vão se transmitindo de geração em geração não somente porque  cada um nasce de um pai e de uma mãe, mas porque devido aos laços que se criam  são comunicadas maneiras de viver, de ser, atitudes e virtudes. Paternidade e maternidade constituem vocações.

tique-20Uma palavra esclarecedora: “A mãe que ampara o filho com sua ternura e compaixão, ajuda a despertar nele a confiança, a experimentar que o mundo é um lugar bom que o acolhe, e isto permite desenvolver uma autoestima que favorece a capacidade de intimidade e empatia. Por sua vez, a figura do pai ajuda a perceber os limites da realidade, caracterizando-se mais pela orientação, pela saída para o mundo mais amplo e rico de desafios, pelo convite a esforçar-se e a lutar. Um pai com uma clara e feliz identidade masculina, que por sua vez combine com a esposa, com o carinho e o acolhimento, é tão necessário como os cuidados maternos. Há funções e tarefas flexíveis que se adaptam às circunstâncias concretas de cada família, mas a presença clara e bem definida das duas figuras, feminina e masculina, cria o âmbito mais adequado para o amadurecimento das crianças” (Papa  Francisco,  A alegria do amor, § 175). Read More …