terça-feira, fevereiro 13th, 2018

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Posted by: | Posted on: fevereiro 13, 2018

TRAVESSIA DA QUARESMA

Frei Almir Guimarães

Como os hebreus que deixaram o Egito, hoje, no tempo da Quaresma, nós, discípulos do Senhor, somos convidados a atravessar outros desertos. As semanas que nos separam na Páscoa constituem oportunidade de renovação da caminhada do Povo eleito.  Assim como o Senhor acompanhou os seus diletos com a Nuvem e a Palavra no êxodo, da mesma forma, hoje, somos guiados nesse tempo favorável, nesse tempo de conversão que é a Quaresma pelas visitas do Senhor.

Cinza e pó

 Nossa caminhada quaresmal começa muito simplesmente. Caminheiros e peregrinos nos dirigimos ao templo no primeiro dia da Quaresma, na Quarta-feira da poeira, das Cinzas, das coisas insignificantes, exatamente quarta-feira do pó, do nada. Nada de vantagens a serem enumeradas. Nada de glórias a serem decantadas. Entramos humildemente diante do Senhor. Curvamos o corpo. Tomamos a decisão de recomeçar o processo de conversão.  Fizemos pouco, quase nada. Há que retomar tudo de maneira nova. Não somos os donos de nosso destino. Alguém que chamamos de Tu, de Mistério, de Abismo está pedindo que acolhamos seu amor, sua presença, seus projetos. Esse Alguém é o Senhor. Apresentamos nosso coração contrito, única fresta e porta que podemos abrir para que o Senhor tome conta de nós. Quarta-feira das coisas insignificantes.  Não adianta rasgar as vestes, como fala Joel.  É preciso rasgar o coração. Brado e apelo de conversão. O amargo precisa tornar-se doce e o doce, amargo. Mateus fala de oração, jejum e esmola. Read More …