ROTEIROS DE ORAÇÃO DIÁRIA PARA 2017

Posted by: | Posted on: novembro 5, 2017

Como fizemos, ao longo de 2016, vamos continuar a compartilhar aqui os excelentes Roteiros de Oração que o Centro Anchietanum produz. Em 2016 muitos catequistas enriqueceram sua espiritualidade com a meditação diária proposta pelos Roteiros de Oração, esperamos que neste ano também possam seguir esses Roteiros e também divulgar essa prática de leitura orante. Como no ano passado, no início de cada mês, em data não fixa pois depende da liberação do Anchietanum, postaremos o itinerário do mês corrente aqui abaixo.

O tema inspirador para as ações do Anchietanum em 2017 será “Tecendo Sonhos: Redes de Serviço e Esperança”. Animados por essas palavras, somos convidados e convidadas a iniciar o ano contemplando os diversos significados de rede e, através dessa metáfora, a rezar sobre como estão organizadas as relações humanas em nossa sociedade, sonhando novas formas de articulação, mais dinâmicas e justas. Assim como uma rede, o Sonho de Deus para seus filhos, de um reino de amor, justiça e fraternidade, não pode ser tecido por uma única mão, mas depende do engajamento de muitos artesãos empenhados em criar novas tramas e novas estruturas, pois, como nos lembra Raul Seixas, “sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”.

CLIQUE AQUI para abrir o Roteiro de Oração _ 104 _ nov. 2017 Read More …


Dia Nacional da Consciência Negra!

Posted by: | Posted on: novembro 19, 2017
Maria Aparecida de Cicco

“Se alguém disser que ama a Deus, mas odeia seu irmão, é um mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Este é o mandamento que dele recebemos: quem ama a Deus, ame também seu irmão.” (1 Jo 4,20-21)

Celebrando o Dia Nacional da Consciência Negra, não podemos nos deixar de confrontarmos o nosso coração com este trecho bíblico. O texto é definitivo: se não amamos nossos irmãos, sejam eles brancos, pretos, pardos, mulatos ou de qualquer outra etnia, mas dizemos amar a Deus, somos mentirosos!

O Dia da Consciência Negra foi instituído para que todos nós, possamos refletir sobre os erros que uma cultura distorcida de superioridade da raça branca causou e continua a causar nos dias de hoje.

Em nome dessa superioridade, povos foram escravizados, homens e mulheres foram violentamente despojados de sua dignidade, seres humanos foram perseguidos e mortos apenas por não terem a “pele branca”. Tratados como animais, considerados sem alma, foram subjugados, explorados e depois descartados. Read More …


1º DIA MUNDIAL DOS POBRES

Posted by: | Posted on: novembro 19, 2017

Foto de Filippo Monteforte/ AFP

O Papa Francisco presidiu neste domingo, 19 de novembro de 2017, a Santa Missa na Basílica São Pedro por ocasião do 1º Dia Mundial dos Pobres. Próximo do altar, estavam os convidados do Papa: os pobres de Roma. Em sua homilia, o Papa frisou que a omissão é o grande pecado contra o pobre, omissão que se identifica com algo bem preciso: a indiferença.

Lendo e refletindo sobre as palavras do Papa Francisco na Homilia, senti a necessidade de externar o que senti em meu coração, uma reflexão pessoal, mas que compartilho humildemente com vocês:

“A pobreza se manifesta de muitos modos, sem dúvida alguma se manifesta na falta de recursos necessários a uma vida digna, mas também se manifesta na falta de recursos necessários à saúde, ao bem-estar físico, espiritual e psicológico. E o bem-estar não se resume ao que se pode ter, mas principalmente ao que se deve receber: amor, carinho, compreensão, atenção, cuidados. Coisas que no mundo de hoje estão relegadas ao esquecimento. Esquecemos que amor se demonstra com gestos concretos e pessoais, muito mais que coraçõezinhos ou mensagens bonitinhas compartilhadas por meio das redes sociais; esquecemos que carinho é um gesto concreto que se transmite num abraço que conforta, num afago que fala mais do que mil palavras; esquecemos que compreensão é uma atitude de solidariedade, de se colocar ao lado do outro e sentir as suas angústias na nossa própria carne; esquecemos que atenção é se colocar ao lado do outro e ouvir o que ele tem a dizer, escutando com os ouvidos e com o coração, para entender também as palavras mudas que não são pronunciadas; esquecemos que cuidados significam muito mais que ações em benefício do outro, mas implicam em dedicação voluntária, dedicada de coração. 

Que saibamos olhar ao nosso redor e reconhecer os pobres que estão ao nosso lado, pedindo o nosso socorro com os olhos, sedentos da nossa compaixão, não como “pena” ou “dó”, mas como o seu mais profundo significado, que é a compreensão do estado emocional do outro, que nos leva ao desejo de aliviar seus sofrimentos com gentileza, buscando o seu bem-estar pleno.

No link abaixo está a Homilia do Papa Francisco, em sua íntegra:

Homilia do Papa Francisco no 1º Dia Mundial dos pobres


Celebração do 33º Domingo do Tempo Comum

Posted by: | Posted on: novembro 16, 2017

O final do Ano Litúrgico se aproxima. A liturgia procura manter-nos sintonizados com o evento fundante da nossa fé: o Senhor ressuscitado e presente no meio dos seus.

O Senhor aparece na parábola da figura de um homem que ia viajar para o estrangeiro, confia aos empregados um patrimônio de grande valor. A nós são confiados os talentos para a missão de cada um no mundo, na Igreja, na comunidade e na família.

Com a proximidade do fim do Ano Litúrgico, este 33º Domingo do Tempo Comum nos sugere uma avaliação ou uma certa prestação de contas.

Na Oração do dia está a resposta feita oração: “fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós (…)”.

O Senhor nos pergunta pelo sentido que damos para a nossa vida e o que dela fazemos na perspectiva da chegada do Reino de Deus. Essa avaliação acontece no encontro pessoal com ele. Não devemos ter medo dele nem considerá-lo um homem severo. O fato dele nos ter confiado uma grande missão, revela que ele confia em nós.

A Celebração deste 33º Domingo, enviada por Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, nos ajuda na Catequese e também na boa preparação da Liturgia.

CLIQUE AQUI para abrir a Celebração do 33º Domingo do Tempo Comum – ano A – 2017


MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O I DIA MUNDIAL DOS POBRES

Posted by: | Posted on: novembro 15, 2017

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (19 DE NOVEMBRO DE 2017)

(AP Photo / Gregorio Borgia)

1. «Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade» (1 Jo 3, 18). Estas palavras do apóstolo João exprimem um imperativo de que nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo «discípulo amado» até aos nossos dias, aparece ainda mais acentuada ao contrapor as palavras vazias,que frequentemente se encontram na nossa boca, às obras concretas, as únicas capazes de medir verdadeiramente o que valemos. O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus, e João recorda-a com clareza. Assenta sobre duas colunas mestras: o primeiro a amar foi Deus (cf. 1 Jo 4, 10.19); e amou dando-Se totalmente, incluindo a própria vida (cf. 1 Jo 3, 16).Um amor assim não pode ficar sem resposta. Apesar de ser dado de maneira unilateral, isto é, sem pedir nada em troca, ele abrasa de tal forma o coração, que toda e qualquer pessoa se sente levada a retribuí-lo não obstante as suas limitações e pecados. Isto é possível, se a graça de Deus, a sua caridade misericordiosa, for acolhida no nosso coração a ponto de mover a nossa vontade e os nossos afetos para o amor ao próprio Deus e ao próximo. Deste modo a misericórdia, que brota por assim dizer do coração da Trindade, pode chegar a pôr em movimento a nossa vida e gerar compaixão e obras de misericórdia em prol dos irmãos e irmãs que se encontram em necessidade.

2. «Quando um pobre invoca o Senhor, Ele atende-o» (Sl 34/33, 7). A Igreja compreendeu, desde sempre, a importância de tal invocação. Possuímos um grande testemunho já nas primeiras páginas do Atos dos Apóstolos, quando Pedro pede para se escolherem sete homens «cheios do Espírito e de sabedoria» (6, 3), que assumam o serviço de assistência aos pobres. Este é, sem dúvida, um dos primeiros sinais com que a comunidade cristã se apresentou no palco do mundo: o serviço aos mais pobres. Tudo isto foi possível, por ela ter compreendido que a vida dos discípulos de Jesus se devia exprimir numa fraternidade e numa solidariedade tais, que correspondesse ao ensinamento principal do Mestre que tinha proclamado os pobres bem-aventurados herdeiros do Reino dos céus (cf. Mt 5, 3).

«Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um» (At 2, 45). Esta frase mostra, com clareza, como estava viva nos primeiros cristãos tal preocupação. O evangelista Lucas – o autor sagrado que deu mais espaço à misericórdia do que qualquer outro – não está a fazer retórica, quando descreve a prática da partilha na primeira comunidade. Antes pelo contrário, com a sua narração, pretende falar aos fiéis de todas as gerações (e, por conseguinte, também à nossa), procurando sustentá-los no seu testemunho e incentivá-los à ação concreta a favor dos mais necessitados. E o mesmo ensinamento é dado, com igual convicção, pelo apóstolo Tiago, usando expressões fortes e incisivas na sua Carta: «Ouvi, meus amados irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres segundo o mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que O amam? Mas vós desonrais o pobre. Porventura não são os ricos que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais? (…) De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta» (2, 5-6.14-17).

3. Contudo, houve momentos em que os cristãos não escutaram profundamente este apelo, deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas o Espírito Santo não deixou de os chamar a manterem o olhar fixo no essencial. Com efeito, fez surgir homens e mulheres que, de vários modos, ofereceram a sua vida ao serviço dos pobres. Nestes dois mil anos, quantas páginas de história foram escritas por cristãos que, com toda a simplicidade e humildade, serviram os seus irmãos mais pobres, animados por uma generosa fantasia da caridade!

Dentre todos, destaca-se o exemplo de Francisco de Assis, que foi seguido por tantos outros homens e mulheres santos, ao longo dos séculos. Não se contentou com abraçar e dar esmola aos leprosos, mas decidiu ir a Gúbio para estar junto com eles. Ele mesmo identificou neste encontro a viragem da sua conversão: «Quando estava nos meus pecados, parecia-me deveras insuportável ver os leprosos. E o próprio Senhor levou-me para o meio deles e usei de misericórdia para com eles. E, ao afastar-me deles, aquilo que antes me parecia amargo converteu-se para mim em doçura da alma e do corpo» (Test 1-3: FF 110). Este testemunho mostra a força transformadora da caridade e o estilo de vida dos cristãos.


Prática dos dons

Posted by: | Posted on: novembro 13, 2017

O termo “dom” significa uma virtude doada de graça, de forma desinteressada, com a finalidade de construir o bem. Todas as pessoas já nascem com determinadas qualidades, que podem e devem ser aperfeiçoadas e colocadas para realizar coisas boas, mas também, para maquinar atitudes de destruição e de maldade. Talvez o ambiente de convivência possa direcionar a prática das virtudes.

Existe muito acomodamento de pessoas privilegiadas de dons naturais, mas totalmente improdutivas. Realizam aquilo que Jesus proclama no Evangelho, isto é, talentos que ficam escondidos debaixo da terra. São os chamados cristãos que não se preocupam com a construção do Reino de Deus. Deixam-se levar pelo desânimo e pelos problemas que devem ser enfrentados com coragem. Read More …


Celebração do 32º Domingo do Tempo Comum

Posted by: | Posted on: novembro 10, 2017

No banquete do Senhor, celebrado pela comunidade, neste 32º Domingo, nós somos os convidados. Na parábola das dez virgens prudentes e das virgens imprudentes, contemplaremos a realidade do reino futuro, quando a humanidade se apresentará ao Pai plenamente glorificada.

Recebemos do Senhor a recomendação da vigilância ativa, com os olhos abertos para atender os seus sinais: “Ficai atentos! Porque não sabeis em que dia” (Mt 24,42); “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação” (Mt 14,38); “Ficai e atentos e orai a todo o momento (…) para ficardes de pé diante do Filho o Homem” (Lc 21,36).

Celebremos confiantes a Páscoa de Jesus que se revela em todas as pessoas e comunidades atentas e vigilantes aos sinais de Deus no curso da história.

CLIQUE AQUI para abrir a Celebração do 32º Domingo Tempo Comum – ano A – 2017


EUCARISTIA – SACRAMENTO DO AMOR

Posted by: | Posted on: novembro 9, 2017
Maria Aparecida de Cicco

Este texto foi preparado para uma Catequese com adultos que acabaram de participar dos Sacramentos da Iniciação à Vida Cristã. Um encontro dialogado, a partir da experiência vivida.

O encontro foi dividido em três momentos:

  • Olhar para a vida – onde cada um pode falar da sua experiência;
  • Olhar para o Evangelho – onde foi feita a leitura do texto de Jo 6,51-58 e em seguida uma reflexão a partir de ensinamentos do Papa Francisco e do Pe. José Antonio Pagola
  • Confrontar a Vida com o Evangelho – onde a partir do diálogo se confrontou a realidade da vida com o compromisso evangélico.

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Dimensões teológicas da Iniciação à Vida Cristã

Posted by: | Posted on: novembro 8, 2017

A iniciação à vida cristã significa imersão em uma nova realidade, assim diz o documento 107 da CNBB. Isso quer dizer que a iniciação nos transforma, nos tira da situação em que nos encontrávamos e nos leva para outra dimensão, o lugar do mistério de Cristo, uma realidade permeada pela vida do Cristo.

Na iniciação à vida cristã também nos deparamos com o mistério da Igreja, uma comunidade que, pela ação do Espírito, vive e revela a presença do Ressuscitado no mundo. Lembramos que Jesus Cristo, pós-ressurreição, enviou seu Espírito para a Igreja e fez dela seu sacramento, ou seja, lugar de viver e partilhar as experiências do mistério da sua vida. A graça que aqui realiza é um acontecimento transbordante da Páscoa do seu Senhor. Read More …


Dimensões teológicas da Iniciação à vida cristã II

Posted by: | Posted on: novembro 8, 2017

A catequese encontra-se inserida no grande tema dos processos da evangelização da Igreja. Os processos iniciáticos, que culminam nos sacramentos da Iniciação à vida Cristã, introduzem a pessoa que os buscam no mistério de Cristo e da Igreja. Essa, por sua vez, anuncia o Evangelho com toda sua vida: o tríplice serviço da palavra, da liturgia e da caridade, a exemplo do próprio Cristo, que vivendo no meio de nós, nos possibilita presenciar, através de suas atividades, a vinda do Reino de Deus.

Jesus, por amor, viveu e morreu, ressuscitou e nos ofertou sua vida em prol da nossa salvação. Fazendo-se alimento para nós, a Eucaristia que celebramos torna-se o ponto culminante do anúncio eclesial da Boa Nova de Deus, em Jesus Cristo, porque, segundo o adágio dos pais da Igreja, “a Eucaristia faz a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia”.

Procurando conhecer Jesus Cristo, nós o encontramos no Novo Testamento, uma coleção constituída de vários textos a saber: as 13 cartas do apóstolo Paulo; os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, que apresentam as narrativas da vida, ensino e morte de Jesus Cristo; o livro Atos dos Apóstolos, com a narrativa do ministério dos apóstolos e da história da Igreja primitiva; algumas epístolas pastorais e católicas carregadas de instruções, resoluções de conflitos e outras orientações para a Igreja primitiva, finalizando com o Apocalipse do apóstolo João. Essa coleção escrita após a Ressurreição de Jesus, conhecida primeiramente como ‘Nova Aliança” e por volta do segundo século denominada ‘Novo Testamento’ desde o início está a nos dizer que Cristo é o testador, aquele que , depois de ter sofrido a morte por nós, nos fez herdeiros do  Reino eterno – o Reino por Ele prometido-, constituindo conosco uma aliança, ou seja, um contrato do qual fazemos parte e somos responsáveis pela sua realização. Read More …


Vida de surpresas

Posted by: | Posted on: novembro 6, 2017

As pessoas são desafiadas, por todos os lados, nas suas realidades normais de vida. Porque as surpresas causam encantos e desencantos, encontros e também desencontros, exigindo atitudes de constante vigilância. Os contra valores aparecem a todo o momento, que causam estragos e diminuem muito a qualidade e o sentido da vida dos que são atingidos e pegos totalmente despreparados.

Um clima propriamente de hipocrisia e de falsos valores domina a sociedade, e corrói a autenticidade das pessoas bem-intencionadas. O que sentimos é o domínio do desejo de levar vantagem em tudo. Com isso podemos dizer que há muitas surpresas no campo da honestidade, da justiça e da misericórdia. O bem coletivo não é o alvo principal nas negociações de muita gente. Read More …