Quaresma 2017 – Mensagem do Papa Francisco

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francisco-quaresma_2017Estamos a pouco menos de um mês do início da Quaresma, tempo de refletir, de fazer penitência; tempo de conversão.

Os cristãos, de um modo geral, e os cristãos católicos de modo particular, não podem se eximir de viver a Quaresma tendo os olhos voltados para a Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, e ao mesmo tempo ter os olhos voltados para a vida do irmão, especialmente os mais pobres e marginalizados.

O Papa Francisco, em sua “Mensagem para a Quaresma 2017″ diz:

“A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. / (…) / A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão. /  Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. (…) Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados”.

A conversão quaresmal sinaliza uma mudança de vida cujo caminho passa pelo irmão, dom de Deus. Preparemo-nos para viver a Quaresma com disponibilidade e abertura ao dom da Palavra para que nossa conversão seja sinalizada pelo acolhimento ao dom dos irmãos.

CLIQUE AQUI para abrir a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2017

FORMAÇÃO PARA A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2017

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A partir da Quarta-feira de Cinzas, no dia 1º de março de 2017, nossa Igreja dará início a mais uma Campanha da Fraternidade. Assim, estamos em tempo de preparação para realizar uma Campanha que se torne uma verdadeira conscientização de todos os cristãos católicos.

O tema para este ano é: “FRATERNIDADE: BIOMAS BRASILEIROS E DEFESA DA VIDA” O lema é: “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15)

O OBJETIVO GERAL desta Campanha é: “Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do evangelho.”

Cartaz da Campanha da Fraternidade:

Cartaz-Campanha-Fraternidade-EXPLICADO

Além da riqueza dos biomas, o cartaz quer expressar o alerta para os perigos da devastação em curso, em nome de um desenvolvimento que visa exclusivamente o lucro. E também despertar a atenção de toda a população para a maravilha da obra criadora de Deus, e convocar os cristãos e as pessoas de boa vontade ao comprometimento com o “Cultivar e guardar a criação” Gn 2,15), “nossa casa comum”.

(Fonte: Manual da Campanha da Fraternidade – CNBB)

Postamos abaixo a Mensagem do Papa Francisco aos fiéis brasileiros por ocasião da Campanha da Fraternidade

CLIQUE AQUI para abrir a “Mensagem do Papa Francisco para a Campanha da Fraternidade” Continue lendo

Compreendendo a Quarta-feira de Cinzas e seu significado

Na quarta-feira após o carnaval, a nossa Igreja dá início a um novo tempo litúrgico, o Tempo da Quaresma, que é um tempo de penitência e de conversão.

E iniciamos esse tempo com a imposição das cinzas, que simbolizam o desejo de mudança, de abandono de tudo aquilo que nos aprisiona e nos impede de seguir os passos de Jesus.

Na celebração da imposição das cinzas, nos lembramos da finitude da nossa vida “Tu és pó e ao pó voltarás” (Gn 3,19), porém essa lembrança não deve ser motivo de tristeza, mas motivo de esperança pois lembramos também que Jesus, com sua morte e ressurreição, abriu as portas da vida eterna para todos que seguirem seus passos. Se na criação fomos moldados pelo barro, em Cristo somos resgatados pelo amor.

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC –  Bispo da Diocese de Limeira, no enviou um excelente artigo sobre o significado da imposição das cinzas sobre os fiéis. O artigo está no link abaixo:

CLIQUE AQUI para abrir o artigo sobre a Quarta-feria de Cinzas – Explicações – 2017

CELEBRAÇÃO DA QUARTA FEIRA DE CINZAS

Cinzas-2Com a celebração das Cinzas, iniciamos o Tempo da Quaresma. É um tempo de conversão. Conversão autêntica implica o cumprimento de todas aquelas obras que são próprias do Tempo da Quaresma: a esmola, a oração, o jejum. Contudo, elas não devem ser vividas apenas como cumprimento exterior, mas como expressão de encontro íntimo com Deus e com o próximo. 

Quaresma é o tempo que nos encaminha para a Páscoa. “A liturgia quaresmal prepara para a celebração do mistério pascal tanto dos catecúmenos, fazendo-os passar por diversos degraus da iniciação cristã, como dos fiéis que recordam o próprio Batismo e fazem penitência” (Normas universais do Ano Litúrgico e do Calendário Romano Geral, n.27). É um tempo em que fazemos caminhos para a Páscoa, motivados pela Palavra e unidos aos sentimentos de Jesus Cristo, cultivando a oração, o amor a Deus e a solidariedade fraterna” (CNBB. Campanha da Fraternidade 2017: Texto-Base. Brasília: Edições CNBB, 2016, n.11)

Celebrando a Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a nossa caminhada na firme certeza de que o Senhor nos aguarda de braços abertos. Por isso não vivemos este Tempo da Quaresma como um tempo de tristeza, pois a tristeza paralisa, vivamos como tempo de esperança que nos impulsiona a ir em frente, ao encontro dos irmãos, ao encontro de Jesus.

CLIQUE AQUI para abrir a Celebração da Quarta-Feira de Cinzas – ano A – 2017

Campanha da Fraternidade

cartaz-da-campanha-da-fraternidade-2017Começando a Quaresma de 2017, introduzimos também o tema da Campanha da Fraternidade, que neste ano fala dos Biomas brasileiros, ligando a realização da vida humana com as realidades do território. A libertação do povo depende de sua sintonia com a terra, como diz a bíblia: “Se o Senhor nos quer bem, ele nos introduzirá nela e nos dará esta terra, onde corre leite e mel” (Nm 14,8).

“Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” é o tema da Campanha deste ano. A fundamentação bíblica, identificada no lema: “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15). Na criação, Deus aparece como sendo um oleiro, quando diz: “Então o Senhor Deus formou o ser humano com o pó do solo, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida, e ele tornou-se um ser vivente” (Gn 2,7).

A natureza criada deve ser fonte de vida e de dar condições para que o ser vivente tenha condição de se sobreviver. Mas tudo deve contribuir para que a pessoa humana viva com dignidade, porque ela é o objetivo de toda a criação. Aí está a importância dos seis biomas do território brasileiro. Cada um deles deve oferecer o necessário para a população construir seus objetivos de vida. Continue lendo

Celebração do Oitavo Domingo do Tempo Comum

jesus-no-temploDando continuidade ao Sermão da Montanha, Jesus se dirige aos seus discípulos (Mt 6,24-34). E quem são estes discípulos hoje? Somos nós.

Desta vez, ele traz presente o problema da riqueza como tentação idolátrica. Cabe, ao discípulo optar: ou Deus ou o dinheiro. A riqueza e a propriedade transformadas em ídolo são um tremendo problema. Pois, em vez de se colocar a confiança no Deus vivo, confia-se exclusivamente em uma realidade morta, apenas aparente, ilusória. E Jesus resume toda essa confiança em Deus – confiança alegre, livre e serena – na expressão “não se preocupem com o dia de amanhã” (v.25).

Em outras palavras: para os discípulos, as preocupações materiais (alimento, roupa) não devem ocupar o lugar central na vida. Como no caso dos passarinhos, que “Não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns” (v.26): Deus os alimenta, cuida deles. Ou as flores do campo, que “não trabalham nem fiam” (v.28) e, no entanto, são lindas e maravilhosas:  Deus veste-as, cuida delas. Ora, se é assim, com quanto mais carinho Deus cuida também de nós. Por isso “não se preocupem”, repete Jesus (v.31 e 34), “o Pai do céu sabe que vocês precisam de tudo” (v.32). E completa: “Busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e, quanto ao mais, vem por acréscimo” (v.33).  Em uma palavra, o segredo para viver a justiça do Reino, de forma serena e saudável, sem os estresses produzidos pelos ídolos, é este: viver intensamente o momento presente, sem refugiar-se no passado ou sofrer com o futuro. “Para cada dia bastam seus problemas”, ensina nosso Mestre Jesus (v.34).

Essas palavras fazem parte da reflexão da Celebração do 8º Domingo do Tempo Comum, enviada por D. Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira. Ela encerra a primeira parte do Tempo Comum, pois a partir da quarta-feira de cinzas, entraremos no Tempo da Quaresma.

CLIQUE AQUI para abrir a Celebração do 8º Domingo do Tempo Comum – ano A – 2017

Gratuidade do amor

Amar de verdade não é fácil, porque significa comprometer-se. Podemos citar o caso de duas pessoas que se dizem realmente amar independentemente das situações e problemas que possam aparecer. Mas é um tema muito discutido entre pessoas que tiveram experiências negativas na convivência. No início o amor era tudo, mas que caiu no esvaziamento. Era realmente amor?

Em seus ensinamentos, Jesus diz que o verdadeiro amor significa doação, serviço ao próximo, despojamento de todos os interesses individualistas e prática do que não favorece o outro. O ideal do amor como gratuidade é lindo, mas entra em confronto com a cultura do capitalismo e da violência. Quem ama preserva a vida em todas as suas dimensões e a vê como dom de Deus. Continue lendo

Celebração do 7º Domingo do Tempo Comum

No Evangelho do próximo domingo, 7º Domingo do Tempo Comum, Jesus convoca seus seguidores a serem santos e perfeitos como Deus. E certamente nos perguntamos como podemos atingir essa meta se, como criaturas, somos imperfeitos. Por isso, transcrevemos aqui um trecho da Homilia que o Papa Francisco fez sobre esse Evangelho, na Missa por ele presidida no dia 23 de fevereiro de 2014:

“Imitar a santidade e a perfeição de Deus pode parecer uma meta inatingível; contudo, a primeira Leitura e o Evangelho sugerem os exemplos concretos para que o comportamento de Deus se torne a regra do nosso agir. Lembremo-nos, porém, todos nós…, lembremo-nos de que o nosso esforço, sem o Espírito Santo, seria vão! A santidade cristã não é, primariamente, obra nossa, mas fruto da docilidade – deliberada e cultivada – ao Espírito do Deus três vezes Santo.

No Evangelho, Jesus nos fala da santidade e explica a nova lei – a sua. Ele o faz através de algumas antíteses entre a justiça imperfeita dos escribas e fariseus e a justiça superior do Reino de Deus. Continue lendo

Vida digna

D. PAULO MENDESVida digna é o que todas as pessoas buscam, mas exige vivenciar os princípios da lei moral. Como isso não está acontecendo, as pessoas estão se agredindo e causando mortes violentas em muitos lugares do Brasil. Os nossos olhos se voltam para as penitenciárias, para a precariedade no sistema penitencial e para as realidades violentas nas ruas, como é o caso dos fatos acontecidos no Espírito Santo.

As bases da situação, de quase “convulsão social” no Brasil, estão assentadas no formato seguido pela administração pública, de nunca resolver a questão penitenciária. Há uma conivência, ou pelo menos, um ostracismo diante do crime organizado, que forma hoje um governo paralelo, afrontando as instituições e aos cidadãos em geral. Corrobora com isso o alto índice de desemprego. Continue lendo

Celebração do 6º Domingo do Tempo Comum

O Evangelho do 6º Domingo do Tempo Comum (Mt 5,17-37) vem mostrar a “originalidade” da justiça do Reino de Deus trazida por Jesus para dentro da sociedade humana: fidelidade à Lei e aos Profetas. Jesus diz expressamente que não veio abolir a Lei e os Profetas, mas dar-lhes pleno cumprimento (v.17).

Porém, no Reino de Deus, para ser salvo, não entra em questão apenas exigências extremas como “não matar”, “não cometer adultério”, “não jurar falso testemunho”. Só isso não basta para se criar uma sociedade de acordo com o Espírito de Deus. A justiça do Reino de Deus começa por relações humanas equilibradas, saudáveis, cordiais, respeitosas e sinceras. Uma sociedade sadia só progride e se constrói a partir o Espírito de Deus que, por sinal, o próprio Jesus encarna.

Nesse domingo, Jesus vem abrir para todos nós, dentro de todo o contexto do Sermão da Montanha, novas perspectivas de sentido do Reino de Deus que o Evangelho nos revela. Vale a pena meditar sobre a divina Palavra que iremos de ouvir.

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, nos enviou a Celebração do 6º Domingo do Tempo Comum, que será um bom auxílio para a nossa reflexão e também um ótimo subsídio para todos aqueles que terão a importante tarefa de presidir a Celebração da Palavra em suas comunidades.

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