ROTEIROS DE ORAÇÃO DIÁRIA PARA 2017

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Como fizemos, ao longo de 2016, vamos continuar a compartilhar aqui os excelentes Roteiros de Oração que o Centro Anchietanum produz. Em 2016 muitos catequistas enriqueceram sua espiritualidade com a meditação diária proposta pelos Roteiros de Oração, esperamos que neste ano também possam seguir esses Roteiros e também divulgar essa prática de leitura orante. Como no ano passado, no início de cada mês, em data não fixa pois depende da liberação do Anchietanum, postaremos o itinerário do mês corrente aqui abaixo. Continue lendo

Sangue e Água: Mistério de Morte e Vida

Artigo de Frei Almir Guimarães

“Dizer coração é dizer amor, o amor inatingível e desinteressado, o amor que vence pela inutilidade, que triunfa pela fraqueza, que morto dá a vida, o amor que é Deus. (Karl Ranher)

Frontispício (Hino das Primeiras Vésperas da Solenidade)

Ninguém se afaste do amor 
do vosso bom Coração. 
Buscai, nações, nessa fonte 
as graças da remissão.

Aberto foi pela lança 
e, na paixão transpassado 
deixou jorrar água e sangue 
lavando nosso pecado

Por ocasião da celebração da solenidade do Coração do Redentor fixemos nossa atenção no mistério pascal que se concretiza no dom da vida do Senhor e em seu peito aberto. Sangue e água, morte e vida. Dor e amor. Dor e abandono fecundos. Todos podemos beber, com perene alegria, nas fontes do Salvador. Continue lendo

Celebração da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de JesusMais uma vez o aspecto litúrgico desta festa possui uma matriz devocional, onde a Igreja com sua sabedoria e firmeza doutrinal concentra sua atenção na essência teológica.

A divina humanidade de Cristo simbolizada pelo seu Coração misericordioso encontra seu respaldo nas Escrituras. Mas é nas revelações privadas que se encontra um eco mais prático desta teologia, pois é através dela que o povo de Deus mais se identifica.

As revelações de Cristo e por vezes da Virgem Maria centralizam toda atenção ao simbolismo do Coração de Jesus cheio de amor e de misericórdia pela humanidade.

É com Margarida Maria Alacoque (+1690) que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus toma dimensões universais, graças à intervenção do seu confessor e impulsionador o jesuíta Cláudio de la Colombiere (+1682). Segundo a história, Jesus apareceu para ela e insistiu em que a Igreja dedicasse ao seu Coração uma festa específica logo após à festa de Corpus Christi.

Para a Igreja a festa do Amor divino, é a continua memória do Deus-Amor evocada nas Escrituras que 8000 vezes assinala o Coração com o sentido de todo do ser humano em sua plenitude.

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, nos enviou a Celebração para essa Solenidade, com uma boa contextualização do surgimento dessa devoção, assim como uma ótima reflexão sobre as leituras dessa data.

CLIQUE AQUI para abrir a Celebração da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus – ano A – 2017

Dinâmica para despertar interesse pela leitura da Bíblia

Quando, em um encontro de Catequese, perguntamos quem se interessa em ler a Bíblia, alguns poderão responder que leem as leituras diárias, outros que leem as leituras dominicais, mas poucos serão aqueles que a leem para conhecer seu conteúdo e descobrir as maravilhas que a Palavra de Deus nos reserva e que estão escondidas por entre as palavras da Bíblia.

Nestes dias, por causa da resenha de um livro escrito por uma Monja Beneditina, “Para tudo há um Tempo” de Joan Chittister, descobri uma música que certamente irá despertar o interesse em ler o Livro do Eclesiastes, que pode ser uma “porta de entrada” para a leitura da Bíblia.

A música se chama Turn! Turn! Turn!, que pode ser traduzido por vira, ou gira, ou roda, mas também transforma ou renova – qualquer um desses verbos repetido por três vezes; tudo depende do sentido e da ênfase que se quer dar à sua letra.

A letra da canção é composta por nove versos, retirados palavra por palavra do texto bíblico do terceiro capítulo do Livro do Eclesiastes, com exceção do último verso, que é de autoria do próprio compositor, Pete Seeger.

Compartilhamos com vocês três vídeo-clips: dois são da música “Turn! Turn! Turn!”, gravada pelos The Byrds, e o terceiro com a música “Monte Castelo”, de Renato Russo, que farão parte da dinâmica, que está em arquivo PDF no pé da página.

Turn! Turn! Turn! (sem tradução)

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Convicção de fé

A fé, no Reino divino, é um dom de Deus. É recebida pelo batismo, como uma semente. Mas tem que ser regada, assumida com maturidade e equilíbrio. Muitas de suas manifestações revelam desequilíbrios. Até o fato de a pessoa querer ser diferente das outras, na comunidade cristã, onde ela (a fé) deve ser colocada em prática, “cheira” atitude estranha, que não passa de falta de equilíbrio.

Identifica-se claramente, nos últimos tempos, uma forte contradição relacionada com a fé: de um lado, o indiferentismo em relação à vida cristã; de outro, as manifestações de religiosidade sensacionalista, com pouco, ou nada, de comprometimento com as realidades concretas da vida da sociedade. Não adianta dizer ter fé se não tem obras, não há esforço para construir uma vida de liberdade.

Quem teve oportunidade de uma boa formação sobre a fé, tem mais facilidade para enfrentar os caminhos difíceis na vida. Seus atos devem ser autênticos, justos e honestos. Sua base de ação está mais fundamentada na Palavra de Deus. Fica indignado diante da corrupção, da violência e da falta de paz. Mas também acredita no caminho do diálogo, do respeito e da misericórdia. Continue lendo

Documentos sobre a Catequese da Igreja no Brasil.

A partir do Concilio Vaticano II e da Conferência Latino Americana de Medellin, 
a catequese no Brasil recebe um grande impulso, e inúmeros são os documentos produzidos tanto pela CNBB, quanto pelos Regionais, Dioceses e Arquidioceses.

Um dos principais documentos publicados que deu novo rosto à Catequese no Brasil foi o Documento “CATEQUESE RENOVADA – Orientações e conteúdo” (26) – CNBB – 1983

Com este documento a catequese assumiu alguns eixos centrais: a Bíblia como texto principal; o método Ver – Julgar – Agir; os momentos celebrativos; o princípio de interação fé e vida; o valor e a importância da caminhada da comunidade de fé como ambiente e conteúdo de educação da fé. (cf. Diretório Nacional da Catequese n.12)

Nesse mesmo ano, 1983, é formado o GRECAT – Grupo Nacional de Reflexão Catequética, que vai aprofundar os temas da Catequese renovada e produzir muitos outros documentos que vão abrindo novos caminhos para uma catequese mais enraizada na vida.

Como a relação dos documentos sobre a Catequese no Brasil é grande, neste primeiro momento vamos apenas apresentar esses documentos de forma sucinta, para posteriormente falarmos sobre cada um deles. Mas preste atenção, o artigo possui três páginas, não deixe de abrir as páginas seguintes no pé do artigo.

Relação de Documentos sobre a Catequese no Brasil:

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA (CIC) – CNBB

O Catecismo apresenta com fidelidade e de modo orgânico o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva na Igreja e do Magistério autêntico, bem como a herança espiritual dos Padres, dos Santos e das Santas da Igreja, para permitir conhecer melhor o mistério cristão e reavivar a fé do Povo de Deus.  Continue lendo

DOS QUE CAMINHAM NA PRESENÇA DO ALTÍSSIMO

Reflexões em torno da oração como experiência de Deus

Autor: Frei Almir Guimarães

São Francisco de Assis

Hoje queremos nos deter no tema da oração. Corremos o risco de repetir o óbvio. Não existe vida espiritual sem cultivo de um relacionamento pessoal e comunitário com o Senhor. Não temos a pretensão de esgotar o assunto. Simplesmente fazemos algumas reflexões que, esperamos, possam colocar em nós o desejo da união com o Senhor. Estamos num tempo de redesenhamento, redimensionamento e revisão da vida da Igreja, da vida consagrada, da pastoral e da evangelização. Desnecessário afirmar que antes das novas configurações exteriores a serem escolhidas e implementadas será preciso a sinceridade de caminhar na presença do Altíssimo.  Nada mais importante do que nos situarmos de verdade e na verdade diante do Senhor.

1 – Não se pode imaginar um cristão que não tenha “paixão” pelo dialogo pessoal e comunitário com o Senhor que é a oração.  Uma vida cristã ou religiosa sem oração não se sustenta.  De uma maneira muito feliz e extremamente simples João Paulo II, em sua Carta ApostólicaNovo Millennio Ineunte, assim coloca o tema: “A grande tradição mística da Igreja, tanto no Oriente como no Ocidente, é bem elucidativa a respeito do tema da oração, mostrando como ela pode progredir, sob a forma de um verdadeiro e próprio diálogo de amor, até tornar a pessoa totalmente possuída pelo Amante divino, sensível ao toque do Espírito, abandonada filialmente no coração do Pai.  Experimenta-se então ao vivo a promessa de Cristo: ‘Aquele que me ama, será amado por meu Pai, e eu amá-lo-ei e manifestar-me-ei a ele’ (Jo 14,21).  Trata-se de um caminho sustentado completamente pela graça que, no entanto, requer grande empenho espiritual e conhece também dolorosas purificações, mas desemboca, de diversas formas possíveis, na alegria inexprimível vivida pelos místicos como união esponsal” (n.33).  Estamos longe da oração maquinal, apenas repetição de fórmulas, seca, sem alma, sem desejo.  Tomás de Celano, falando da oração de Francisco de Assis, assim escreve: “Transformado não só em orante, mas na própria oração, unia a atenção e o afeto num único desejo que dirigia ao Senhor” (2Cel 95).  Não se trata de haver aqui e ali alguns “episódios” de oração, mas de alguém ir se tornado um orante que caminha galhardamente sob o olhar do Senhor nas intempéries da vida.

Celebração do 11º Domingo do Tempo Comum

A Eucaristia é envio como indica o Evangelho deste 11º Domingo do Tempo Comum, no chamado dos doze discípulos ao apostolado. Eles devem ser compassivos, como o próprio Jesus “vendo a multidão cansada e sem força”. Eis a característica da Igreja: ser compassiva não com os fortes, mas com aqueles – e não poucos – desfalecidos ao longo do caminho.

Na missão dos discípulos há uma tarefa, um mandato do Senhor a ser cumprido, um mandato do Senhor. Não é criar ao longo do caminho novos mandatos, os abismos pessoais, mas o que Senhor determinou.  E o que Ele determinou? “Pregai que o reino dos céus está próximo. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sanai os leprosos, libertai dos demônios”. O Reino de Deus se caracteriza pela cura! Cura da alma e do corpo. Mas atentos, isto se faz não na onda do curandeirismo, mas no amor. Este, por sua vez, se evidencia pelo perdão, reconciliação, acolhimento, oportunidade a qualquer um.

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, nos enviou a Celebração deste domingo. Um ótimo subsídio para todos aqueles(as) que irão presidir a Celebração da Palavra no próximo domingo. E também para a reflexão de todos, em especial para catequistas que dão Catequese a partir das leituras dominicais, pois a reflexão que Dom Vilson traz é muito rica e atualiza o significado das leituras em nossos dias e em nossa realidade. 

CLIQUE AQUI para abrir a Celebração do 11º Domingo do Tempo Comum – ano A – 2017

SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

Hoje nos reunimos em nossas comunidades, tendo presente a nossa vocação de peregrinos para a casa do Pai. Caminhamos como povo, como Igreja.

Vivemos tantos conflitos. Presenciamos tanta violência. Sonhamos com a paz. Estamos mergulhados no rio de injustiças e divisões. Sentimos pouca solidariedade. O povo precisa de pão, casa, emprego, saúde. O povo necessita de Deus e de amor.

Na celebração da Solenidade de Corpus Christi, sentimos que o Senhor está presente no meio do seu povo e nos alimenta com sua Palavra e com seu Pão, que é Ele mesmo, para que tenhamos vida, e vida em plenitude.

Que neste Ano Mariano em que lembramos os 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no rio Paraíba do Sul, Maria continue guiando os nossos caminhos rumo ao seu Filho, Jesus Cristo, o Pão vivo descido do céu!

A celebração, enviada por Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo da Diocese de Limeira, é um ótimo subsídio para, além de refletirmos sobre essa celebração da nossa Igreja, aprendermos mais o seu significado na nossa vida e na nossa ação.

CLIQUE AQUI para abrir a Solenidade de CORPUS CHRISTI – ano A – 2017

Como a nossa Igreja lê a Bíblia

Muitas pessoas pensam que a leitura da Bíblia deve ser feita do mesmo modo que se lê outros livros de história, que basta abrir e ler do começo ao fim para saber o que Deus nos disse.

A Palavra de Deus está por trás das palavras humanas contidas na Bíblia, nos disse o Frei Carlos Mester, renomado biblista popular da Igreja Católica no Brasil.

Entre os muitos documentos escritos sobre a Bíblia, a Pontifícia Comissão Bíblica do Vaticano produziu um documento chamado “A Interpretação da Bíblia na Igreja“, onde apresenta pontos fundamentais que não podem ser esquecidos quando fazemos a leitura da Palavra de Deus.

No discurso de apresentação do documento, o Papa João Paulo II, procurando ajudar os católicos a fazerem uma leitura mais fiel da Bíblia, diz que “A interpretação da Bíblia traz consequências diretas na relação que homens e mulheres de hoje têm com Deus“. Ele se refere às diferentes imagens que as pessoas têm de Deus por causa do modo como leem a Bíblia, e como isso influencia o seu modo de agir em relação com as outras pessoas.

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